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Braga

Braga lança cinzeiros de bolso para combater poluição e evitar multas

Ambiente

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Foto: Facebook de Altino Bessa

A Câmara de Braga preparou 3.000 unidades de um novo cinzeiro portátil para distribuir na cidade de Braga entre os dias 20 e 27 de setembro, disse a O MINHO o vereador com os pelouros do Ambiente e do Turismo.

Os cinzeiros de bolso, com interior em película de estanho, são reutilizáveis, com o utilizador a poder lavar normalmente para utilizar sempre que sair à rua.

“Esta peça tem caraterísticas especiais necessárias para acomodar as pontas de cigarro”, explica Altino Bessa, revelando que as unidades vão ser distribuídas durante uma ação a levar a cabo na Semana pelo Clima, a realizar em Braga de 20 a 27 de setembro.

O vereador aponta ainda que esta ideia surge não só para ajudar a reduzir a poluição do solo e das águas, mas também para ajudar “a fazer com que os fumadores não violem a lei”.

“Não vamos distribuir massivamente pelo concelho mas vamos organizar algumas ações onde será feita a distribuição”, aponta.

Altino Bessa sublinha que esta “é mais uma ideia, à semelhança de outras, que temos tido na área do ambiente e turismo”, avançando que “a preocupação com as pontas de cigarro por parte do município já vem desde 2015”, no âmbito da conquista da bandeira azul para as praias do concelho.

A lei que prevê multas para quem atirar beatas para o chão entrou na passada quarta-feira em vigor e estabelece que cada ponta de cigarro que os cidadãos deitarem para o chão equivale a uma multa que vai desde os 25 euros até aos 250 euros.

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Braga

Theatro Circo organiza vigília em homenagem a Gabriela, vítima de violência doméstica em Braga

Gabriela Monteiro foi esfaqueada com “dez golpes”

em

Foto: DR

O Theatro Circo, em Braga, vai encerrar as portas e fazer esta noite uma vigília pela morte da uma funcionária, esfaqueada quarta-feira pelo companheiro, num gesto que pretende ser também “um grito de alerta” contra a violência doméstica.

“Pela Cultura também se educa. Nem uma vítima mais”, explicou à Lusa o diretor artístico da sala de espetáculos do Minho, Paulo Brandão, que adiantou ainda que além de encerrar as portas durante o dia, também a Companhia de Teatro de Braga (CTB) cancelou o espetáculo previsto para hoje.

O palco será às portas do Theatro de Rua naquele que se espera que seja um “momento de reflexão, solidariedade e de alerta” contra um “flagelo que afeta a sociedade e não deve ser escondido”.

Segundo Paulo Brandão, a vítima “era parte da equipa, da família do Theatro Circo, desde 2010” e deixa “na memória dos colegas uma profunda bondade, a simpatia e o sorriso fácil, a prontidão em ajudar em todas as situações, mesmo em momentos de adversidade”.

O responsável salienta que a vítima, Gabriela, “foi vítima de violência doméstica” e que o Theatro Circo, que conta com 17 mulheres na equipa para fazerem do espaço “um lugar de fruição de arte, de cultura, de harmonia, não pode deixar de repudiar profundamente este ato de violência que tirou a vida a uma das melhores pessoas que contribuía diariamente para esta casa”

“Convidamos a cidade a juntar-se a nós, vestindo de branco e trazendo consigo uma flor”, pediu Paulo Brandão.

Paulo Fernandes. Foto: DR

A Gabriela, que tinha 46 anos e deixa dois filhos, foi morta “por uma arma branca”, sendo que o suspeito do crime entregou-se numa esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP), disse à agência Lusa fonte desta força policial.

Paulo Fernandes, de 48, entregou-se “numa esquadra do Comando Distrital de Braga indicando que feriu a sua companheira com uma arma branca”.

“A PSP deslocou-se ao local indicado pelo suspeito, a via pública, e encontrou a vítima. Foram acionados os meios de emergência e o óbito foi declarado no local”, referiu a mesma fonte.

26.ª vítima este ano

Gabriela Monteiro é a vigésima sexta vítima mortal de violência doméstica, este ano, em Portugal. Na lista, de acordo com dados da Procuradoria Geral de República (PGR), constam 20 vítimas do sexo feminino e seis do sexo masculino. 25 adultos e uma criança.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Na região do Minho, esta foi a quarta morte registada em 2019, no âmbito deste crime.

O primeiro caso ocorreu em março, em Salamonde, Vieira do Minho, e vitimou uma mulher de 39 anos, num caso que chocou o país. O agressor, marido da vítima, foi acusado pelo Ministério Público, esta quarta-feira, de homicídio qualificado. Terá esganado a esposa.

Em agosto, há registo de dois casos. Em Gondifelos, Vila Nova de Famalicão, uma mulher foi morta pelo marido, que se suicidou de seguida. Em Pedralva, no concelho de Braga, uma mulher, de 54 anos, morreu após de ter sido alvejada por três tiros de caçadeira. O suspeito é o marido, de 59, pedreiro de profissão.

Fora do país, também foram conhecidos dois casos a envolver cidadãos portugueses. Nos Estados Unidos, uma mulher da região de Sintra foi esfaqueada mortalmente pelo companheiro, em maio. No Luxemburgo, uma mulher brasileira foi morta pelo marido, natural de Lama, Barcelos, também por esfaqueamento.

Em março, outra mulher morreu colhida por um comboio, em Vila Nova de Famalicão, num aparente caso de suicídio, tendo vindo a saber-se que também era vítima de violência doméstica.

 

Notícia atualizada às 15h56 com mais conteúdo.

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Braga

“Caros jovens, aqui na UMinho a carne barrosã não foi banida”

Professor da UMinho ‘brinca’ com a decisão de eliminar a carne de vaca das cantinas universitárias, em Coimbra

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Luís Aguiar-Conraria, conhecido professor da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho (UMinho), comentou a decisão de eliminar a carne de vaca nas cantinas universitárias de Coimbra, a partir de janeiro de 2020, anunciada pelo reitor na abertura de mais um ano letivo.

Luís Aguiar-Conraria, à direita do humorista Ricardo Araújo Pereira, numa participação pontual no programa do Governo Sombra, gravado no IPVC, em Viana do Castelo. Foto: Imagens TVI

No Twitter, onde é muito ativo, o também colunista de vários jornais nacionais, como o Público e o Observador, convidou os jovens que vão seguir para o ensino universitário a optarem pela UMinho.

“Aqui na UMinho, a carne barrosã não foi banida. Todas as semanas na cantina”, twitou em jeito de brincadeira.

O reitor da Universidade de Coimbra (UC) anunciou na terça-feira que vai eliminar o consumo de carne de vaca nas cantinas universitárias, por razões ambientais.

Segundo Amílcar Falcão, a eliminação do consumo de carne nas cantinas universitárias a partir de janeiro de 2020 será o primeiro passo para, até 2030, tornar a UC “a primeira universidade portuguesa neutra em carbono”.

A decisão foi, entretanto, apoiada pelos estudantes daquela academia. O presidente da associação, Daniel Azenha, considera que se trata de uma “medida altamente arrojada, que a Associação Académica de Coimbra apoia”.

“As alterações climáticas são para nós uma preocupação. Esta medida não vai resolver o problema, mas é importante na consciencialização do meio académico”, frisou o líder estudantil.

Por ano, cerca de 20 toneladas de carne de vaca são consumidas nas 14 cantinas universitárias da UC.

Daniel Azenha desvaloriza as criticas de algumas organizações agrícolas e associações de produtores, considerando que a medida não os vai afetar na produção.

“Criticas vão existir sempre, mas já chega. Chegámos a um limite em que é preciso atuar”, salientou o dirigente estudantil.

Várias organizações, como a Confederação Agrícola de Portugal, a Associação dos Produtores de Leite de Portugal, Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri) e a Associação Portuguesa dos Industriais de Curtumes (APIC) criticaram a decisão da UC de eliminar a carne de vaca dos menus das cantinas universitárias.

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Braga

Homem mata mulher à facada em Braga

Em Santa Tecla

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Um homem matou uma mulher à facada, esta quarta-feira à noite, na zona de Santa Tecla, na freguesia de São Victor, no centro de Braga.

O suspeito entregou-se na 2.ª Esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP), indicando que “feriu a sua companheira com uma arma branca”, segundo disse à Lusa fonte da Direção Nacional daquela polícia.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“A PSP deslocou-se ao local indicado pelo suspeito, a via pública, e encontrou a vítima. Foram acionados os meios de emergência e o óbito foi declarado no local”, referiu a mesma fonte.

Ao que O MINHO apurou, o homem, de 47 anos, e a mulher, de 46, encontravam-se atualmente separados.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O crime ocorreu perto da casa da vítima, nas imediações do Palácio da Justiça de Braga, numa rua por trás do café Tribuna.

A PSP acrescentou pelas 00:15 que “o suspeito se encontra detido à guarda da PSP”, estando a PJ a fazer diligências no local.

 

Notícia atualizada às 12h43.

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