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Futebol

SC Braga goleado em casa pelo Paris Saint-Germain na Liga dos Campeões feminina

16 avos de final da Liga dos Campeões feminina

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Foto: Twitter PSG Féminines

O Paris Saint-Germain goleou hoje o Sporting Clube (SC) de Braga por 7-0, no reduto das minhotas, e garantiu praticamente a passagem aos oitavos de final da Liga dos Campeões de futebol feminino.

Katoto foi a figura do jogo, com um ‘hat-trick’ (07, de grande penalidade, 32 e 61 minutos), Formiga fez o terceiro golo das francesas, aos 41, Diani o quarto, aos 47, e, já em período de descontos, Huitema ‘bisou’ (90+3 e 90+5), materializando uma vitória muito pesada, mas natural, da equipa mais forte.

A segunda mão dos 16 avos de final é dentro de duas semanas, em Paris, mas será apenas uma obrigatoriedade para as minhotas, tal é a diferença entre as duas equipas.

O PSG marcou sete e podia ter marcado mais quatro ou cinco, enquanto o Braga, que perdeu a Supertaça, no domingo, com o Benfica (1-0) e, na segunda-feira, vai a Alcochete defrontar o Sporting na primeira jornada do campeonato, não criou um único lance de real perigo junto da baliza das francesas.

A única vez que a guardiã contrária teve de intervir foi para anular um cruzamento do lado esquerdo do ataque das bracarenses (20 minutos), o que espelha bem as grandes dificuldades sentidas pela equipa de Miguel Santos.

O PSG inaugurou cedo o marcador, de grande penalidade, por Katoto, que puniu uma falta de Diana Gomes sobre Diani (07 minutos).

Aos 32 minutos, Katoto ‘bisou’, após tirar Diana Gomes do caminho, e na sequência de muitas facilidades da defesa bracarense, e, aos 41, a experiente brasileira Formiga aumentou a vantagem, após um livre cobrado por Dabritz.

A segunda parte abriu praticamente com o quarto golo, por Diani (47 minutos), com Katoto a fazer o quinto, e terceiro pessoal, num bom cabeceamento após cruzamento da direita (61) e, já nos descontos, Huitema completou a goleada com mais dois golos.

Declarações dos Treinadores

– Miguel Santos (treinador do Sporting de Braga): “Quando preparamos os jogos, é para ganhar, não esperamos perder, mas já tínhamos dito que o PSG tinha mais pontos fortes do que fracos e não conseguimos explorar esses pontos mais fracos.

Também há mérito do PSG, uma equipa que foi montada para tentar acabar com a hegemonia do Lyon em França e na Liga dos Campeões, tem um plantel vasto e riquíssimo.

Tentámos contrariar isso e estou muito orgulhoso das jogadoras, que foram sérias, deram tudo. Não tenho nada a apontar, o resultado foi pesado demais, não merecíamos, mas é futebol e também serve de aprendizagem, mas não é isso que belisca em nada a nossa campanha europeia.

Quero ver quem, nos próximos anos, vai fazer sete jogos europeus – nós fizemos cinco.

Apesar da derrota por números pesados, o público voltou a estar com a equipa. Fiquei muito sensibilizado com o apoio dos sócios e adeptos, isso dá-nos força e motiva a equipa. Segunda-feira, vamos começar outra competição, a I Liga, que já é a nossa realidade.

(O que fazer na segunda mão, em Paris, para ser mais equilibrada?) Se já estava difícil, agora está extremamente difícil. Quando formos a Paris, vamos com menos carga de jogos, isso pode ser positivo.

Espero que possamos ser melhores na fase de construção e mais perigosos e objetivos no ataque e, eventualmente, fazer golo. Em Paris, volta a estar 0-0, vamos fazer o melhor possível para dignificar o Sporting de Braga e o futebol português”.

– Olivier Echoufani (treinador do Paris Saint-Germain): “Estamos muito satisfeitos pela vitória, mas, na Liga dos Campeões, não podemos subestimar os nossos adversários.

Marcámos muito rapidamente, mas tivemos algumas dificuldades em marcar o segundo golo, porque o Braga criou-nos algumas dificuldades em contra-ataques, mas, globalmente, estou satisfeito com este nosso primeiro jogo.

Fico muito contente por ter sido o recorde de assistência nos jogos do Braga no futebol feminino, esteve um grande ambiente e fico feliz por isso.

O Braga deu tudo, foi muito sério e, para primeira participação na Liga dos Campeões, esteve muito bem”.

Ficha de Jogo

Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Paris Saint-Germain, 0-7.

Ao intervalo: 0-3.

Marcadores:

0-1, Marie-Antoinette Katoto, 07 minutos (grande penalidade).

0-2, Marie-Antoinette Katoto, 32.

0-3, Formiga, 41.

0-4, Kadidiatou Diani, 47.

0-5, Marie-Antoinette Katoto, 61.

0-6, Jordyn Huitema, 90+3.

0-7, Jordyn Huitema, 90+5.

Equipas:

– Sporting de Braga: Rute Costa, Rayanne Machado, Diana Gomes (Francisca Cardoso, 46), Maria Inês, Ágata Pimenta, Denali Murnan (Regina Pereira, 82), Vanessa Marques, Dolores Silva, Chinaza Uchendu (Farida Machia, 59), Folashade Pratt e Hannah Keane.

(Suplentes: Marie Hourihan, Bárbara Azevedo, Laura Luís, Francisca Cardoso, Regina Pereira, Sara Brasil e Farida Machia).

Treinador: Miguel Santos.

– Paris Saint-Germain: Christiane Endler, Ashley Lawrence, Alana Cook, Irene Paredes, Perle Morroni, Formiga, Grace Geyoro (Jordyn Huitema, 62), Sara Dabritz, Kadidiatou Diani (Nadia Nadim, 72), Karina Saevik e Marie-Antoinette Katoto (Sandy Baltimore, 61).

(Suplentes: Katarzyna Kiedrzynek, Hanna Glas, Paulina Dudek, Aminata Diallo, Nadia Nadim, Sandy Baltimore e Jordyn Huitema).

Treinador: Olivier Echoufani.

Árbitro: Lina Lehtovaara (Finlândia).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Perle Morroni (45), Denali Murnan (75).

Assistência: 5.850 espetadores.

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Futebol

“Somos acusados de jogar bem e não ganhar”

Ivo Vieira

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Foto: DR / Arquivo

Declarações após o jogo Desportivo das Aves-Vitória SC (0-2), da 22.ª jornada da I Liga de futebol, disputado hoje no Estádio do CD Aves, na Vila das Aves:

Ivo Vieira (treinador do Vitória SC): “Excetuando o jogo passado com o FC Porto [derrota por 2-1], em que não entrámos tão bem, normalmente o Vitória entra bem, a dominar e a ter mais bola do que os adversários.

Hoje não entrámos bem, também por mérito da pressão do Aves e alguma irregularidade do terreno, que não deu conforto aos nossos atletas para circular a bola por trás. Houve muitas perdas no passe e isso criou-nos dificuldades.

Depois, bloquearam os nossos dois médios de construção e isso fez com que não chegássemos ao último terço com qualidade, tal como é apanágio desta equipa.

A segunda parte foi completamente diferente. Temos de valorizar a segunda vitória fora sem sofrer golos, o que é bom e pode fazer a equipa crescer. Na altura do penálti, que podia alterar o rumo do jogo, crescemos e atacámos mais a baliza adversária.

O adversário criou-nos alguns problemas no jogo direto, com quatro ou cinco homens robustos e possantes na frente, mas também acrescentámos alguma intensidade nos últimos 30 minutos, em que a equipa teve caráter e um bom comportamento.

Somos acusados de jogar bem e não ganhar. Hoje não tivemos um jogo de grande qualidade, a exemplo de tantos outros, mas houve um jogo de sacrifício. Os jogadores trabalharam e lutaram muito e conseguiram este resultado fantástico de forma justa.”

Nuno Manta Santos (treinador do Desportivo das Aves): “Até sofrermos o golo estávamos a fazer um jogo muito bem conseguido. Estávamos bem posicionados e anulámos aquilo em que o Vitória é forte, como a primeira fase de construção.

Na segunda parte, a partir do momento em que sofremos o golo, a equipa foi abaixo. Podíamos ter chegado ao 1-0, mas falhámos o penálti e depois surgiu um grande golo. Ficou difícil a equipa levantar-se e conseguir encostar o Vitória lá atrás.

Para mim, o jogo resume-se à eficácia e há que pensar no próximo. Fizemos um jogo muito competente, muito organizado e na parte final atuámos com algum coração e mais jogo aéreo. Mesmo assim, fomos criando algumas situações, mas o Vitória passou a jogar em contra-ataque e acabou por chegar ao 2-0, que deu mais tranquilidade.

É a segunda vez que falhámos um penálti com hipóteses de fazer o 1-0. Aconteceu no campo do Setúbal [derrota por 1-0] e hoje outra vez. É de salientar a forma como conquistámos esse penálti através dos nossos ataques rápidos. Temos de continuar a trabalhar e os resultados certamente vão aparecer.

Obviamente acredito que temos condições [para garantir a permanência], porque damos respostas todos os fins de semana. Houve um jogo menos conseguido contra o Rio Ave [goleada caseira por 4-0] e assumi que fui o primeiro a errar. Nos outros jogos temos sido muito competentes, bem organizados e com vontade de conquistar pontos”.

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Futebol

Vitória SC vence nas Aves em jornada contra a xenofobia

I Liga

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Foto: DR / Arquivo

O Vitória SC regressou hoje aos triunfos na I Liga de futebol, ao ganhar em casa do Desportivo das Aves por 2-0, no jogo que inaugurou a 22.ª jornada da prova.

Na Vila das Aves, o avançado brasileiro Davidson (65 minutos) e o médio André André (78) ‘carimbaram’ os festejos dos vimaranenses, já depois de uma grande penalidade desperdiçada pelo anfitrião Welinton Júnior, aos 57.

Depois de duas rondas sem vencer, o Vitória reaproximou-se da luta europeia e subiu ao sétimo posto, com 31 pontos, enquanto o Aves perdeu nova oportunidade para abandonar o último lugar e manteve os 13 pontos, a três da ‘linha de água’.

Antes do apito inicial, árbitros e jogadores assinalaram o início da campanha ‘NÃO’, promovida pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, envergando uma camisola alusiva ao combate à violência, racismo, xenofobia e intolerância, cinco dias após os insultos discriminatórios ao avançado do FC Porto Moussa Marega em Guimarães.

Apesar da superioridade minhota nas bancadas, os avenses surgiram mais pressionantes e destemidos no relvado, aproveitando os espaços concedidos nas imediações da área contrária para assinarem remates de longe por Rúben Macedo, aos seis e oito minutos, e Welinton Júnior, aos nove, que pouco incomodaram Douglas.

Só que o desacerto do Desportivo das Aves em contra-ataque, acompanhado pela lentidão do Vitória na construção apoiada, foram negando maiores desígnios na definição, como mostraram os ‘tiros’ desenquadrados de Welinton e Léo Bonatini à meia hora.

Os anfitriões foram mais capazes durante mais tempo, mas os forasteiros fecharam a etapa inaugural com a melhor oportunidade, num lance em que Marcus Edwards serviu Bonatini, que rematou na passada ao poste direito do estreante Fábio Szymonek.

O ascendente do conjunto de Santo Tirso prosseguiu no reatamento e quase reforçou contornos aos 57, quando Douglas adivinhou um penálti de Welinton Júnior, depois de o videoárbitro ter descortinado uma falta de Pêpê sobre Yagma na área.

O lance injetou uma dose de confiança nos pupilos de Ivo Vieira, que reforçou a presença atacante com as entradas de João Pedro e Davidson, tendo o extremo brasileiro coroado um momento de inspiração individual aos 65 minutos, num pontapé seco de belo efeito.

Empurrada para o último reduto, a formação de Nuno Manta Santos procurou libertar-se das amarras com a junção de Welinton ao recém-entrado Abdoulaye Dialló, mas a estratégia nunca devolveu o pendor ofensivo e facilitou a tarefa vimaranense.

Com 12 minutos restantes, Edwards desequilibrou pelo corredor direito e forçou a estirada de Szymonek, insuficiente para impedir a recarga vitoriosa de André André, que prolongou a invencibilidade minhota nas cinco visitas à Vila das Aves para o campeonato.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio do CD Aves, na Vila das Aves.

Desportivo das Aves – Vitória SC, 0-2.

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores:

0-1, Davidson, 65 minutos.

0-2, André André, 78.

Equipas:

– Desportivo das Aves: Fábio Szymonek, Jaílson (Dialló, 72), Diakhité, Buatu, Mangas, Estrela, Luiz Fernando (Pedro Delgado, 72), Banjaqui, Yamga, Welinton Júnior e Rúben Macedo (Marius, 82).

(Suplentes: Raphael Aflalo, Pedro Delgado, Dialló, Marius, Reko, Cláudio Falcão e Bruno Morais).

Treinador: Nuno Manta Santos.

– Vitória SC: Douglas, Sacko, Venâncio, Pedro Henrique, Florent, Pêpê, André André, Marcus Edwards, Ola John (João Pedro 58), Bonatini (Poha, 79) e Bruno Duarte (Davidson, 59).

(Suplentes: Miguel Silva, Bondarenko, Mikel Agu, Ouattara, Poha, João Pedro e Davidson).

Treinador: Ivo Vieira.

Árbitro: Rui Costa (AF Porto).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Yamga (41), Pepê (52) e Luiz Fernando (63).

Assistência: 3.818 espetadores.

(notícia atualizada às 23h01)

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Futebol

Aves-Vitória contra o racismo, violência, xenofobia e intolerância

I Liga

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Foto: Twitter

Contra o racismo, violência, xenofobioa e intolerância. Foi este o mote que deu o arranque do primeiro jogo da 22.ª jornada da Liga portuguesa de futebol, que opôs Aves ao Vitória SC.

Esta campanha, levada a cabo pela Liga Portugal, decorre durante toda a jornada, tanto na I Liga como na II, e surge como uma reposta aos insultos racistas ao futebolista Moussa Marega, no jogo que opôs o Vitória SC e o FC Porto.

“A primeira mensagem que deixo é que a sociedade portuguesa deve dar uma resposta no combate ao racismo, violência, xenofobia e intolerância. A Liga está desde 2015 na primeira linha deste combate e esta campanha é mais um sinal de intolerância para com estes fenómenos”, disse Pedro Proença, a propósito da campanha.

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