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Braga

Braga estreita laços com Angola

Protocolo de cooperação com a província de Huila

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Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

O Município de Braga assinou um protocolo de cooperação com a província de Huila, no “sentido de aproximar esta região angolana da autarquia portuguesa”, foi hoje anunciado. A assinatura teve lugar durante a visita que esta comitiva efetuou a Braga nesta sexta-feira.

Ricardo Rio, edil, que acolheu a delegação no Salão Nobre dos Paços do Concelho, manifestou a sua satisfação por receber em Braga esta comitiva, mas, sobretudo, pela assinatura deste protocolo “pois é um passo importante para aproximar as duas regiões e iniciarmos uma cooperação profícua”.

A província de Huila nomeou ainda uma representante que vive em Braga, Carla Gaspar, para ser a interlocutora nesta relação que “se pretende que culmine posteriormente com um acordo de geminação com Lubango, capital de província”.

O presidente da Câmara de Braga realçou que é “muito importante que haja em Portugal um ponto de contacto com a província angolana, pois isso facilitará o desenvolvimento de projetos concretos”.

Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

A delegação, que era composta por representantes políticos e empresários, foi liderada por Eliseu Gaspar, presidente da Mesa da Assembleia Geral da Confederação Empresarial da CPLP, que informou Ricardo Rio que vão estudar a possibilidade de participar já na próxima edição da AGRO.

Ficou também o repto por parte dos responsáveis angolanos para os empresários bracarenses “investirem mais em Angola”, nomeadamente no “desenvolvimento das infraestruturas públicas”, uma das prioridades de todas as regiões angolanas.

A Startup Braga foi um dos pontos de paragem desta comitiva, onde ficaram a conhecer o que tem sido feito na área do empreendedorismo e inovação, tendo sido um dos motivos que suscitaram mais interesse por parte dos responsáveis angolanos.

Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

Luís Rodrigues, responsável da Startup Braga, que acompanhou a visita, demonstrou toda a disponibilidade em colaborar na concretização deste projeto em terras angolanas.

O desejo de participar na próxima AGRO surgiu durante a visita ao Altice Forum Braga, onde ficaram a conhecer este espaço, acompanhados pelo responsável das Feiras, Congressos e Eventos da Invest Braga.

A comitiva visitou ainda o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, onde conheceram a tecnologia de ponta que se faz em Braga, com especial incidência sobre o setor alimentar, foco dos empresários angolanos presentes.

Esta visita aconteceu por ocasião da participação desta comitiva na segunda edição da Conferência Económica do Mercado da CPLP, que decorreu no dia 03 de dezembro, no Porto.

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Braga

Turista em estado grave após queda no Gerês

Cascatas do Tahiti

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Foto: O MINHO

Um homem, com 51 anos, sofreu ferimentos graves na sequência de uma queda em cascatas do Gerês, ao final da manhã deste sábado, em Vilar da Veiga, concelho de Terras de Bouro, disse a O MINHO fonte envolvida no socorro.

No local, conhecido por albergar as famosas Cascatas do Tahiti, estiveram socorristas da delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa, acompanhados por elementos dos Bombeiros de Terras de Bouro.

A vítima, residente em Lisboa, caiu num pequeno lago (poço natural) depois de ter escorregado e caído de uma altura de seis metros.

Ao que apuramos, a vítima, em estado de hipotermia, sofreu ferimentos a nível do crânio.

Foi transportado para o Hospital de Braga.

O alerta foi dado cerca das 12:00 horas.

A GNR do Gerês registou a ocorrência.

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Braga

Roubam 400 mil euros em assaltos à mão armada em Braga e no Porto

Crime

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Foto: DR / Arquivo

A Polícia Judiciária anunciou hoje a detenção de quatro homens, com idades entre os 31 e os 50 anos, pela prática de 10 crimes de roubo com recurso a armas de fogo, em concelhos do Porto e de Braga.

Em comunicado, a PJ esclarece que os suspeitos “apropriaram-se de cerca de 400 mil euros” e que os factos ocorreram entre março de 2019 e esta sexta-feira, quando foram detidos.

“Os detidos atuaram sempre com grande violência sobre as vítimas, com recurso a armas de fogo, que não hesitavam usar, tendo, em mais de uma ocasião, feito diversos disparos”, sublinha a PJ.

Seis desses crimes consistiram em assaltos a carrinhas e pessoas que procediam ao abastecimento de numerário em caixas multibanco.

“Num desses assaltos os arguidos não lograram apropriar-se de qualquer quantia, porém, nos outros cinco, conseguiram sempre os seus intentos”, refere.

Os restantes crimes consistiram em abordagens, no exterior dos bancos, a cidadãos que ali se deslocavam para depositar dinheiro.

O último assalto, na sexta-feira, “consumou-se na Senhora da Hora, concelho de Matosinhos, tendo os arguidos sido detidos poucos momentos depois, ainda na posse da quantia de 30 mil euros, que tinham acabado de roubar à vítima, e de uma arma de fogo”, esclarece.

Segundo a PJ, a três destes arguidos competia-lhes fazer a abordagem das vítimas, enquanto o outro se dedicava às tarefas de vigilância.

Buscas realizadas durante o dia de sexta-feira permitiram recuperar mais de 15 mil euros em numerário, proveniente de anteriores assaltos, roupa usada pelos arguidos e outros elementos de prova. Foram também apreendidos seis automóveis utilizados nos diversos assaltos.

Três dos detidos têm antecedentes criminais e todos vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial e aplicação das adequadas medidas de coação.

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Braga

Fábrica Confiança vai ser vendida por 3,6 milhões para dar lugar a cerca de 300 quartos

Assembleia Municipal de Braga aprovou a venda

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Foto: DR / Arquivo

A Assembleia Municipal de Braga aprovou, na sexta-feira, a venda da antiga saboaria e perfumaria Confiança, mas com os votos contra do PS, CDU e Bloco de Esquerda, que defendem que o edifício devia continuar na esfera pública.

A proposta de venda, em hasta pública, mereceu 42 votos a favor, 25 contra e quatro abstenções.

Na sessão, marcaram presença elementos da Plataforma Salvar a Fábrica Confiança, que, após conhecidos os resultados da votação, exibiram cartazes com as caras dos vereadores da maioria PSD/CDS/PPM, com a palavra “vendido” em cada um deles.

Segundo o presidente da Câmara, Ricardo Rio, a hasta pública terá lugar em meados de fevereiro, tendo como valor base 3,6 milhões de euros.

O comprador terá, obrigatoriamente, de transformar o edifício numa residência universitária, que poderá albergar cerca de 300 quartos.

A volumetria do edifício principal terá de ser mantida.

Hoje, na Assembleia Municipal, o deputado do PS Pedro Sousa chegou a desafiar a Câmara para promover um referendo sobre o futuro a dar ao edifício, mas Ricardo Rio respondeu que esse escrutínio já foi feito nas últimas eleições autárquicas, em que o seu programa já previa a alienação da Confiança.

Para o PS, a venda configura “um excelente negócio” para o privado que comprar, já que pagará, em 2020, o mesmo valor que a Câmara pagou em 2012 quando adquiriu a Confiança.

Lembrando que Ricardo Rio, em 2012, quando estava na oposição, votou a favor da compra da Confiança pelo município, o PS usou também um vídeo em que o autarca, em 2013, defendia a utilização do edifício para fins culturais.

Os socialistas disseram ainda que o argumento da residência universitária é um “embuste”, sublinhando que, “quando muito”, o que poderá ali nascer será “uma residência para universitários”, a preços proibitivos.

Questionou também como é que uma cidade que se quer afirmar como Capital Europeia da Cultura em 2027 “pode desperdiçar um espaço como a Confiança”.

Pelo mesmo diapasão afinou a CDU que, pela voz da deputada Bárbara Barros, criticou a alienação “do último reduto da memória industrial” da cidade.

“O que hoje aqui ficará claro, com esta votação, mais do que a venda da fábrica Confiança, é quem se vende e quem não se deixa comprar”, referiu a deputada comunista.

O Bloco de Esquerda, pelos deputados Alexandra Vieira e António Lima, aludiu a um “negócio da China” para o comprador e garantiu que irá até “onde for necessário” para manter a Confiança na esfera pública.

O PSD, através de Joaquim Barbosa, lembrou que a alienação do edifício estava prevista no programa eleitoral de Ricardo Rio, em 2017, e vincou que a requalificação do imóvel tem a “aprovação total” do Ministério da Cultura.

O edifício está em processo de classificação.

Joaquim Barbosa aludiu ainda à importância da residência universitária para combater o défice de alojamento estudantil na cidade e defendeu que “a concorrência faz baixar os custos”.

O presidente da Câmara disse que a alienação do imóvel para a construção de uma residência universitária vai permitir, desde logo, a reabilitação do edifício, um desiderato que o município não está em condições de assegurar, por falta de financiamento.

“Não é preciso salvar o que este projeto já salva”, referiu, lembrando que haverá um espaço com cerca de 500 metros quadrados para um museu evocativo da memória da fábrica..

O autarca aludiu ainda ao objetivo de regeneração urbana daquela área da cidade e à “necessidade premente” de mais alojamento para estudantes na cidade.

“Em 2017, com a alienação da Confiança no nosso programa, conseguimos mais 5.000 votos do que nas eleições anteriores, somámos quase 50 mil votos”, sublinhou Rio.

Cláudia Sil, da Plataforma Salvar a Fábrica Confiança, disse que a venda do edifício será “um erro histórico” e garantiu que a luta pela manutenção do edifício na esfera pública irá continuar.

Segundo aquela ativista, o que está previsto para o local não são residências universitárias mas sim “apartamentos de luxo”.

A fábrica Confiança foi desenhada por José da Costa Vilaça e inaugurado em 1921, tendo produzido perfumes e sabonetes até 2005.

Em 2012, foi adquirida pela Câmara, então presidida pelo socialista Mesquita Machado.

Chegou a ser aberto um concurso de ideias para o edifício, mas entretanto em 2013 a Câmara mudou de mãos e em setembro de 2018 a nova maioria PSD/CDS-PP/PPM votou pela venda, alegando que, por falta de fundos disponíveis para a reabilitação, o edifício se apresenta em “estado de degradação visível e progressiva”.

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