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Braga

Braga espera receber 2 milhões de pessoas e “faturar” 65 milhões de euros com o Natal

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De 10 a 31 de dezembro, a magia e o espírito de Natal vão invadir as ruas da cidade de Braga, proporcionando à população local e aos visitantes “o melhor das tradições natalícias”.

Concursos, intervenções artísticas, concertos de rua, espectáculos de dança e novo circo, grupos de cânticos de reis e janeiras, recriação da Fogueira de Natal, um Bolo-rei Gigante e uma tenda com mais de cinco dezenas de actividades dirigidas ao público infanto-juvenil são algumas das iniciativas que integram a quarta edição do “Braga é Natal”, promovido pelo Município de Braga, informou a autarquia em comunicado.

Ricardo Rio, presidente da Câmara de Braga. Foto: CM Braga

Ricardo Rio, presidente da Câmara de Braga. Foto: CM Braga

Como afirmou Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, durante a apresentação do evento, que decorreu na Casa dos Crivos, a cidade é actualmente ´um dos principais destinos natalícios do país´.

“Quem se deslocar a Braga neste período vai certamente viver uma experiência única, divertir-se com a família ou amigos e usufruir de múltiplas actividades, ao mesmo tempo que aqui realizam as suas compras, contribuindo para a dinamização do comércio local”, afirmou.

De acordo com o edil, o investimento da autarquia no evento é, na globalidade, superior a 300 mil euros, o que se justifica pelo facto de aliar à dimensão festiva a componente económica.

“Os principais beneficiários são os cidadãos, que usufruem das actividades com cada vez maior nível de qualidade que têm ao seu dispor, e os comerciantes, que vão aumentar as suas vendas neste mês. O investimento efectuado é significativo mas tem um retorno exponencial para a cidade”, explicou, indo ao encontro das palavras de Domingos Macedo Barbosa, presidente da Associação Comercial do Minho, que estimou, para este período, a passagem de mais de 2 milhões de pessoas pelas ruas da cidade e um volume de negócio superior a 65 milhões de euros nos sectores do comércio, turismo e serviços.

Lídia Dias, vereadora da Cultura. Foto: CM Braga

Lídia Dias, vereadora da Cultura. Foto: CM Braga

Por seu turno, Lídia Dias, vereadora da Cultura, salientou que o Natal é “um dos momentos mais ricos e importantes” que Braga tem ao longo do ano.

“Pelo quarto ano consecutivo o evento cresceu e é, sem dúvida, uma das apostas ganhas deste Executivo. São dias mágicos em que transforamos Braga em cidade de Natal, com um ambiente festivo e espirito de comunidade trabalhado ao mais ínfimo pormenor por todos os que se associam a este grande evento”, referiu.

Programa

De acordo com o município, as propostas para estes dias são diversificadas e orientadas para diferentes públicos. Personagens do imaginário natalício vão percorrer as ruas do centro histórico e interagir com miúdos e graúdos em ambiente de grande diversão.

Um dos principais atractivos para as crianças é a Tenda de Natal, situada na Avenida Central e que terá mais de 50 horas de programação.

No dia 17 de dezembro (sábado) assinala-se o “Natal na Rua”, com um vasto conjunto de actividades marcadas durante todo o dia, esperando-se grande afluência de pessoas nas ruas.

No dia 18 de dezembro, a partir das 15:00 horas, decorrerá a Parada de Natal, um desfile de criatividade e magia que contará com centenas de participantes, animadores e grupos de dança que encarnam personagens do imaginário natalício. A Parada terá como palco as principais ruas do Centro Histórico. Soldadinhos de chumbo, bailarinas, circo de malabares, banda filarmónica, trenós, duendes, elfos, o Pai Natal e a rena Rudolfo farão parte deste momento único e mágico.

Para a noite de 22 de dezembro está reservado um excepcional Concerto de Natal, com a Orquestra Barroca e Cora da Casa da Música, que será ser oferecido a todos os bracarenses.

Inauguração do Presépio de Priscos (2015). Foto: CM Braga

Inauguração do Presépio de Priscos (2015). Foto: CM Braga

A este programa junta-se o maior Presépio Vivo da Europa, que se realiza na freguesia de Priscos entre os dias 18 de dezembro e 17 de janeiro.

Do programa também faz parte a Corrida de S. Silvestre, que terá lugar no dia 30 de dezembro, pelas 21:30 horas, e que compreende um percurso de 10 quilómetros que atravessa as principais artérias do centro de Braga.

No dia 15 de dezembro, às 10:30 horas, realiza-se a Corrida do Pai Natal, destinada às crianças dos Jardins-de Infância e alunos do 1º ciclo.

Este ano, Braga volta a fazer a Passagem de Ano nas ruas, numa festa intensa onde não vai faltar a música e o fogo-de-artifício. A partir das 22:00 horas, no palco instalado na Avenida Central haverá um grande concerto de Tito Paris e animação até às 04h00 com Karetus e vários Dj’s locais.

 

 

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Braga

Braga: Deputados municipais analisam taxas a pagar em 2020

Assembleia Municipal

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Foto: Divulgação / Arquivo

A passagem da gestão dos parcómetros para os Transportes Urbanos de Braga, a aquisição de 32 autocarros para esta empresa municipal e a fixação das taxas de IMI, derrama e IRS para 2020, são os principais temas em debate na Assembleia Municipal de Braga que decorre esta sexta-feira, a partir das 21:00, no pequeno Auditório do Fórum Altice Braga.

No que toca aos parcómetros, a Câmara quer que passem a ser geridos pelos TUB, em novembro. Para tal, a Assembleia tem de aprovar a medida já votada em reunião de Câmara, onde ficou decidido que os bracarenses, que vão ao centro urbano de automóvel, pagam, em novembro, parcómetros em mais 11 ruas do centro.

A alteração foi aprovada com os votos da maioria PSD/CDS e do PS e contra da CDU. No total, passa a haver 1897 lugares de estacionamento, mas o preço por hora diminui de um euro para 80 cêntimos. A sua gestão transita para os TUB que prevêm arrecadar 500 mil euros por ano. E vão contratar seis fiscais.

O aumento de artérias foi justificado pelo Presidente, Ricardo Rio com a necessidade de se criar maior rotatividade no estacionamento e com a vontade, nesse sentido, e de moradores e juntas de freguesia. Entre as que passam a ter máquinas de cobrança estão as ruas, do Raio, 25 de abril, de Diu, dos Bombeiros Voluntários, do Carvalhal, de Santo André, de São Geraldo, bem como a Praça Cândido Vieira da Costa e a Travessa Adaltiva Vieira. Deixa de ter parcómetros a Avenida padre Júlio Fragata.

Frota renovada

Outro dos pontos em discussão é a proposta dos TUB de renovação de um terço da frota, adquirindo sete autocarros elétricos e 25 a gás natural, através de um financiamento bancário de dez milhões de euros e de um apoio europeu de 3,6 milhões vindo do POSEUR — Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência do Uso dos Recursos.

A renovação da frota envolve, ainda, a compra de sete carregadores elétricos e de uma estação de enchimento para as viaturas a gás. O recurso à banca foi aprovado na reunião de Câmara, com reparos da oposição, PS e CDU.

Menos impostos

Se os deputados municipais concordarem, os bracarenses vão pagar menos Imposto Sobre o Rendimento (IRS) em 2020. A medida foi já votada na reunião de Executivo, onde, além da participação variável no IRS, para a qual o Município abre mão de cerca de setecentos e cinquenta mil euros a favor dos cidadãos, são analisadas as várias propostas de fiscalidade municipal, nomeadamente a fixação da taxa de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), o lançamento da derrama e a Taxa Municipal de Direitos de Passagem (TMDP).

Desta forma e dando continuidade à estratégia de redução progressiva da carga fiscal, o Executivo propõe uma taxa de IRS de 4% dos rendimentos dos contribuintes a cobrar no ano de 2020, ao invés dos 5% de taxa máxima que seria possível.

No que se refere ao Imposto sobre Imóveis (IMI), este cifrar-se-á, em 2020, em 0,35% para prédios urbanos. Os proprietários que exerçam a reabilitação de edifícios degradados terão uma minoração em 20%, incentivando assim a reabilitação urbana, a fixação de população e a atração de novos residentes para as áreas de reabilitação urbana.

Será também aplicada uma redução em 50% a prédios urbanos arrendados cujos contratos tenham sido celebrados ao abrigo do programa Encaixa-te ou semelhante, promovendo a «clusterização»´ de atividades culturais e criativas e reforçando a polarização comercial do centro histórico.

Quanto aos prédios urbanos degradados e sem intervenção, o Executivo irá aplicar um agravamento de IMI de 30%, como forma de estimular a sua reabilitação.

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Braga

Braga: Grupo Casais avança com construção de hotel no Montijo

Economia

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Foto: DR / Arquivo

O grupo Casais, de Braga, lançou a primeira pedra do B&B Montijo Hotel, um projeto com um valor de obra de perto de quatro milhões de euros, de acordo com um comunicado hoje divulgado.

Globalmente, o investimento ascende a 5,5 milhão de euros “estando prevista a conclusão da obra, até ao final do próximo ano”, lê-se na mesma nota.

A Casais “é a empresa responsável pela construção de quatro unidades hoteleiras do grupo B&B Hotels, sendo que assume ainda a promoção de três destes hotéis – Montijo, Oeiras e Vila Nova de Gaia”, indicou a empresa portuguesa.

A B&B Hotels prevê ainda inaugurar outras unidades em Matosinhos, Viseu e Viana do Castelo, num investimento global de 70 milhões de euros, acrescentou.

“Até ao final de 2020 o grupo Casais tem ainda previsto a lançamento da primeira pedra da unidade hoteleira B&B de Oeiras e Vila Nova de Gaia, assim como, conclusão da unidade B&B Hotel Lisbon Airport, que tem inauguração prevista para a próxima primavera”, de acordo com a mesma nota.

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Braga

Mulheres de Braga saem domingo à rua para exigir que “parem de as matar”

Violência doméstica

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Foto: O MINHO (Arquivo)

As Mulheres de Braga vão sair à rua no domingo para exigir que “parem de as matar”, um protesto organizado pelo grupo que nasceu numa rede social mas que pede à adesão de “todos ao combate” à violência doméstica.

Em declarações à Lusa, uma das organizadoras e responsáveis pelo grupo no Facebook, Emília Santos, explicou que o objetivo da concentração, marcada para as 15.00 na Praça da República, é “mesmo fazer barulho” e chamar a atenção para a necessidade de “educação nas escolas, sensibilização dos agentes políticos, jurídicos e policiais” para a “falta de proteção efetiva” à vítima de violência doméstica.

O grupo, que tem Braga como referência por ter sido criado depois de “mais uma mulher” ter sido assassinada na cidade em contexto de violência doméstica, agrega, no entanto, mulheres de vários pontos de Portugal e além-fronteiras que pretendem “mandar uma mensagem forte” à sociedade com a ação de domingo.

“Basta de nos matarem” é o mote para o “apelo à união de mulheres que foram, são, que não sabem que são e que podem vir a ser” vítimas de violência doméstica, mas “sem esquecer que há outras vítimas, como homens, crianças e adolescentes”.

“A condição de vítima de violência doméstica não tem estrato social, género, nem idade e se nos acusam de nos concentrarmos nas mulheres no grupo é porque a ideia foi criar um espaço de liberdade para as mulheres. Mas, no domingo vamos lá estar por todas as vítimas”, garantiu Emília Santos.

A organização admite que as leis contra a violência doméstica existem, porém, salientou, “não são suficientes, são pouco aplicadas e sobretudo desconhecidas de muitas das vítimas, pelo que este tipo de ação tem que funcionar como um grito de alerta e chamada de atenção para quem “até é vítima e não sabe”.

O grupo quer ainda dinamizar uma petição para entregar na Assembleia da República para “exigir que a educação contra este flagelo comece logo na pré-primária, que os agentes de autoridade sejam formados para lidarem com estes casos, que os juízes sejam sensibilizados para a aplicação de prisões efetivas e também para que os órgãos de comunicação social tenham outra abordagem” quando retratam o tema.

“O apoio da comunicação social é fundamental porque são vocês, jornalistas, que denunciam muitos casos, mas muitas das vezes, e de forma até involuntária, acabam quase que por ir desculpabilizando o agressor na forma como retratam a vítima ou o agressor”, explicou.

Outra questão que o grupo quer abordar é o apoio à vítima: “São necessárias mais esquadras com atendimento especializado, pessoal nos hospitais preparados para reconhecer um episódio de abuso, formas de apoiar de forma imediata a vitima protegendo-a, afastando o agressor, mas sem que a vítima seja isolada do mundo, porque parece que ela é que é a criminosa”, exortou.

“O ano de 2019 está a ser um ano negro, já foram mortas mais de 30 mulheres e, se calhar, enquanto falamos, está uma nova Gabriela a ser morta, ou agredida, ou um António, ou uma adolescente a ser controlada de forma abusiva pelo namorado e a achar isso normal, aceitável. É isto que tem que parar”, salientou.

O Mulheres de Braga foi criado em setembro, depois de uma funcionária do Theatro Circo, chamada Gabriela, ter sido assassinada frente ao Tribunal e, em oito dias, passou o número de 12 mil adesões.

A ação de domingo, explicou a organizadora, não pretende “a adesão só de mulheres, mas também dos homens deste país, jovens, adultos, adolescentes, pais, filhos e irmão de todas as Gabrielas que andam por aí e não se lhes conhece o rosto”.

“Basta de nos matarem”, reforçou Emília Santos.

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