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Braga

Braga e Pontevedra estudam mobilidade e gestão de tráfego em parceria

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Foto: Divulgação

O Município de Braga está a desenvolver um Estudo de Mobilidade e Gestão de Tráfego para a cidade, em parceria com a cidade espanhola de Pontevedra, na Galiza, que engloba diversos agentes, instituições e individualidades. O grupo de trabalho esteve reunido no Museu dos Biscainhos, em Braga, para desenvolver projectos conjuntos em torno da temática da mobilidade urbana sustentável.

Em nota enviado a O MINHO, a autarquia explica que este será um instrumento que irá estabelecer a estratégia global de intervenção em matéria de organização das acessibilidades e gestão da mobilidade, definindo um conjunto de acções e medidas que contribuam para a implementação e promoção de um modelo mais sustentável, compatível com o desenvolvimento económico, indutor de uma maior coesão social e orientado para a protecção do ambiente e eficiência energética.

Foto: Divulgação

Durante a reunião de trabalho, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, lembrou as muitas condicionantes que contendem com a dimensão da mobilidade nas cidades.

“Todos temos consciência de que a questão da mobilidade é um desígnio central na vida e no desenvolvimento da cidade e do concelho para o futuro. Obviamente temos que perceber que a resolução dos problemas e a criação do modelo que ambicionamos de segurança rodoviária, de sustentabilidade ambiental, de eficiência económica e de integração da comunidade, passa por soluções que têm que conjugar os esforços de vários protagonistas e isso obriga a um trabalho conjunto”, referiu.

Como explicou o autarca, o desenvolvimento deste estudo apresenta um conjunto de objectivos a alcançar, desde logo “a promoção da transferência equilibrada para modos de transporte mais limpos e eficientes, a melhoria da eficiência, eficácia e equidade do custo do transporte, a garantia da acessibilidade, a redução do impacto negativo do sistema de transportes sobre a saúde e a segurança dos cidadãos, em particular dos mais vulneráveis, ou a redução da poluição atmosférica, do ruído, das emissões de gases com efeito de estufa e do consumo de energia”.

Foto: Divulgação

Já Miguel Bandeira, vereador com os pelouros do Planeamento, Mobilidade e Trânsito do Município de Braga, explicou que este encontro “não se tratou apenas da apresentação de boas práticas e dos projectos que temos em desenvolvimento neste área mas, sobretudo, constituiu-se uma jornada de discussão e de trabalho cujas conclusões serão apresentadas no início do próximo ano. O ano de 2019 será um ano de fortes investimentos na mobilidade e tem sido fundamental a articulação dos projectos e a interacção com os vários intervenientes”, avançou.

O Município de Braga entende que a participação é fundamental para a construção de um documento mais robusto e, nesse sentido, este encontro contou com a participação de mais de 70 pessoas com o objectivo de elaborar o diagnóstico para o Estudo de Mobilidade e Gestão de Tráfego para a Cidade de Braga. A reunião contou com a participação dos mais diversos agentes, instituições, associações e individualidades na área da mobilidade, das quais nomeadamente os Transportes Urbanos de Braga; a CIM Cávado; o Quadrilátero Urbano; Agrupamentos Escolares; Juntas de Freguesia; a CCDR-N; a Associação Comercial de Braga; vários grupos de investigação da Universidade do Minho; o Centro de Computação Gráfica da Universidade do Minho; GNR; PSP; Polícia Municipal e os vários departamentos da autarquia bracarense.

Segundo Miguel Bandeira, “reunir os principais agentes, personalidades e instituições que têm o desafio de reflectir e apresentar propostas para a resolução dos problemas de mobilidade do Município é um passo importante. A presença de dois vereadores e do intendente da polícia de Pontevedra, são o testemunho da cooperação que temos vindo a aprofundar ao longo destes últimos cinco anos e que conta com sua parceria na candidatura a projectos conjuntos, envolvendo as universidades e os principais agentes sectoriais”.

O encontro contou com a participação do Concelleiro de mobilidade de Pontevedra Demetrio Gómez Xunqueira; Alberto Oubiña, Concelleiro de Novas Tecnologias, Juventude, Parques e Jardíns e Daniel MAcenlle Díaz, Intendente Principal Chefe da Policia Local.

Os dois Municípios têm vindo a estreitar laços de cooperação institucional nomeadamente na área da Mobilidade e Desenvolvimento Urbano. Como resultado dessa colaboração, no passado mês de Março, a Câmara de Braga e o Concello de Pontevedra, juntamente com as Universidades de Vigo e do Minho, apresentaram uma candidatura conjunta à 2.ª Convocatória do INTERREG POCTEP – Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça entre Espanha e Portugal. A candidatura teve enquadramento no Eixo 3: “Crescimento sustentável através da cooperação transfronteiriça para a prevenção de riscos e melhor gestão de recursos naturais”, através do Objectivo Temático 06: “Preservar e proteger o ambiente e promover a utilização eficiente dos recursos”; para a Prioridade de Investimento 6E: “Medidas destinadas a melhorar o ambiente urbano, a revitalizar as cidades, recuperar e descontaminar zonas industriais abandonadas, incluindo zonas de reconversão, a reduzir a poluição do ar e a promover medidas de redução de ruído”, do referido Programa POCTEP.

O projecto “IntelMobilCities – Informação e inteligência na gestão de infra-estruturas e mobilidade para a qualidade do ambiente urbano” tem como objectivo geral melhorar as práticas ao nível da gestão da mobilidade e infra-estruturas em contexto urbano, garantindo a informação que sustente decisões ao nível da gestão, introduzindo o uso de modelos preditivos que considerem a questão da qualidade do ambiente urbano. Braga e Pontevedra são dois polos que ocupam posição de destaque no sistema urbano transfronteiriço com elevado potencial de replicação dos resultados por outros municípios.

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Braga

Tribunal dá luz verde à Câmara de Braga para reabilitação da fábrica Confiança

Ricardo Rio crê que plataforma Salvar Confiança devia ser responsabilizada

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Antiga fábrica Confiança, em Braga. Foto: Sérgio Freitas / CM Braga

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga indeferiu a providência cautelar interposta por um grupo de cidadãos que pedia a suspensão do Pedido de Informação Prévia (PIP) favorável à reabilitação da antiga Fábrica Confiança, naquela cidade.

Por decisão datada de 02 de junho, a que a Lusa hoje teve acesso, o tribunal refere que os autores da providência cautelar “não lograram demonstrar que a não suspensão do ato constitui uma situação de facto consumado ou prejuízos de difícil reparação para os interesses que visa acautelar, que se não compadeçam com a demora normal da ação principal”.

Aquele é um dos pressupostos obrigatórios para o deferimento de uma providência cautelar.

Contactado pela Lusa, o presidente da câmara, Ricardo Rio, congratulou-se com a decisão judicial, sublinhando que agora o PIP aprovado pelo município “está sem qualquer tipo de condicionante”.

Rio criticou ainda aqueles que recorrem “sistematicamente” aos tribunais para “obstaculizar as decisões legítimas tomadas por uma larga maioria”.

O autarca disse que “deveriam ser responsabilizados” pelos prejuízos que causam “à esfera pública e às instâncias judiciais”.

Por despacho de 03 de maio de 2019 do presidente da câmara, a Divisão do Património Cultural, Habitação e Gestão do Centro Histórico deu início ao procedimento de um PIP, tendo por base o edifício, propriedade do município, da antiga Saboaria e Perfumaria Confiança.

Em 13 de janeiro de 2020, em reunião de câmara, foi aprovada uma proposta relativa à alienação, em hasta pública, da Fábrica Confiança, acompanhada do respectivo regulamento, da avaliação feita ao imóvel, do caderno de encargos e do PIP.

O PIP, segundo a câmara, impõe condicionantes urbanísticas ao comprador do imóvel, mas os autores da providência cautelar consideram que constitui, sobretudo, “um direito ou garantia” para o quem o adquirir.

O tribunal contrapõe que, quem adquirir a Fábrica Confiança terá que apresentar um projeto sujeito a apreciação municipal e ao Ministério da Cultura e que só em caso de aprovação é que avançará a construção.

Entretanto, a câmara já promoveu duas hastas públicas para tentar alienar o imóvel, pelo preço-base de 3,6 milhões de euros, mas não apareceu nenhum interessado.

Por isso, a câmara admite a hipótese de disponibilização do edifício para ali ser construída uma residência universitária pública, com cerca de 300 camas.

“Se o Governo quiser, o município disponibiliza, sem qualquer contrapartida”, referiu Ricardo Rio.

A fábrica Confiança foi inaugurada em 1921, tendo produzido perfumes e sabonetes até 2005.

Em 2012, foi adquirida pela câmara, então presidida pelo socialista Mesquita Machado.

Chegou a ser aberto um concurso de ideias para o edifício, mas entretanto em 2013 a câmara mudou de mãos e em setembro de 2018 a nova maioria PSD/CDS-PP/PPM votou pela venda, alegando que, por falta de fundos disponíveis para a reabilitação, o edifício se apresentava em “estado de degradação visível e progressiva”.

A alienação foi, desde sempre, contestada pela Plataforma Salvar a Fábrica Confiança e pelos partidos da oposição, que defendem que o edifício, face ao seu valor histórico e arquitetónico, deveria continuar na esfera pública e ser requalificado e transformado num espaço cultural.

A plataforma já tinha interposto duas outras providências cautelares para tentar travar a alienação do imóvel, mas também sem sucesso.

O município sublinha que o caderno de encargos “salvaguarda integralmente” a volumetria da antiga fábrica e que, além de uma residência universitária, prevê também a criação, no edifício principal, de um centro interpretativo/museu da memória da Confiança e serviços de apoio.

“Com esta estratégia arquitectónica, será possível repor a integridade do antigo edifício, salvaguardando-se a memória e o espaço da Via Romana XVII, e retomar a Rua do Pulo, que havia sido interrompida no passado com a ampliação das instalações fabris”, acrescenta.

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Braga

Feira do Livro de Braga será 100% digital

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A edição de 2020 da Feira do Livro de Braga será totalmente digital, anunciou hoje a autarquia, acrescentando que foi concebida uma programação cultural em streaming e adoptada uma plataforma para a venda dos livros online para todas as entidades presentes.

O evento começa em 03 de julho e prolonga-se até ao fim do mês.

De acordo com comunicado do município, a 29.ª edição do certame terá uma “programação recheada de passatempos, com a oferta de centenas de livros e conversas com autores nacionais e estrangeiros”.

Os destaques vão para os autores portugueses Richard Zimler, Isabel Stilwell, Afonso Reis Cabral, os espanhóis Ildefonso Falcones e Manuel Vilas ou a brasileira Adriana Lisboa.

Segundo a vereadora da Cultura, Lídia Dias, citada em nota de imprensa, o objetivo desta transformação passa por continuar a promover a literatura e a atividade económica do setor livreiro bracarense, que tem sido particularmente afectado pela crise pandémica.

“Para isso serão desenvolvidas várias ações de promoção das livrarias, alfarrabistas e editores de Braga a fim de recuperarem rapidamente destes meses muito difíceis”, refere a vereadora, adiantando ainda que este ano “seria muito difícil garantir as regras relativas à concentração de expositores e visitantes nas ruas, bem como o necessário distanciamento físico e a higienização regular dos espaços expositores e dos livros consultados”.

A venda online – disponível para todos os livreiros, alfarrabistas e editoras participantes -será efetuada através de alojamento na plataforma DOTT, uma rede com mais de 900 lojas, 2 milhões de produtos e cerca de um milhão de acessos mensais. A plataforma estará disponível até final de Agosto.

Carlos Silva, administrador executivo da InvestBraga, igualmente citado no comunicado, salienta que “a plataforma recorrerá a uma tecnologia street view, onde o visitante é convidado a viajar pelas ruas da cidade de Braga e seleccionar o stand que pretende visitar, nos espaços onde normalmente decorre a feira”. Ao fazê-lo é enviado para a loja virtual da plataforma onde pode escolher e comprar os artigos que pretende, sendo estes entregues em sua casa.

A Feira do Livro de Braga conta com o mecenato do dstgroup – building culture.

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Braga

Barco turístico de Vieira do Minho volta a navegar

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Vieira do Minho

O Barco Turístico de Vieira do Minho já regressou às águas da Albufeira de Caniçada, anunciou a autarquia.

A embarcação terá, neste período, a lotação máxima de 27 pessoas, para cumprir as orientações da Direção Geral de Saúde.

Os passeios terão uma duração de 1 hora e deverão ser agendados com alguma antecedência.

O preço por cada hora de viagem será de 95€ por grupo.

De acordo com comunicado da Câmara, entre cada passeio serão reservados 30 minutos para que os grupos não se cruzem no cais e sejam efetuadas a desinfeção e a limpeza das instalações.

Para além das medidas de segurança normais, o barco tem nova sinalética e será disponibilizado desinfetante à entrada. Uso de máscara e distanciamento entre os passageiros são obrigatórios.

Os interessados podem contactar o Posto de Turismo de Vieira do Minho pelo telefone 925973100 ou através do email [email protected]

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