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Braga

Braga cria 45 novos lugares de estacionamento para motociclos

Mobilidade

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Foto: Divulgação / CM Braga

A Câmara de Braga vai instalar 45 novos lugares de estacionamento onde caberá um total de 270 motociclos, numa estratégia de incentivo à mobilidade através de transportes mais sustentáveis, foi hoje anunciado.


A primeira fase do plano de instalação contempla a criação de dez lugares, cada um com capacidade para seis motos, prevendo-se a instalação, a “breve prazo”, de outros 35 lugares idênticos.

Segundo o vereador João Rodrigues, que tutela o Espaço Público, “os novos lugares para motociclos enquadram-se na estratégia modal tem vindo a ser implementada pelo Município de Braga, no sentido de incentivar as pessoas a utilizar outros meios de transportes mais limpos, mais compactos e mais sustentáveis”.

“Por cada lugar de um automóvel, caberão 6 motociclos, pelo que o parque de estacionamento total a criar terá capacidade para 270 motociclos”, acrescenta o vereador.

Em nota enviada à imprensa, a autarquia aponta a Estação de Caminhos-de-Ferro, a Estação Rodoviária, os estabelecimentos de ensino secundário da cidade, diversos equipamentos públicos e edifícios de serviços, como o Tribunal, a Segurança Social, as Piscinas Municipais, os postos dos CTT e outras zonas do centro da cidade, incluindo as entradas na área pedonal, como locais a implementar este tipo de estacionamento.

“A cor amarela permite aos utilizadores deste tipo de veículo identificarem os lugares, um pouco no seguimento do que acontece com os lugares destinados às trotinetes e bicicletas (de cor vermelha), estratégia muito elogiada pelas operadores e utilizadores deste mecanismo em Braga”, refere a mesma nota.

João Rodrigues adianta que a autarquia vai “continuar a fazer intervenções no espaço público com vista à criação de melhores condições para os peões e para as bicicletas, com medidas que visam a acalmia do tráfego automóvel”.

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Braga

Investigador da UMinho ganha bolsa para estudar ansiedade e stress crónico

Tiago Gil Oliveira

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Foto: DR

Tiago Gil Oliveira, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Escola de Medicina da Universidade do Minho, ganhou um financiamento de 70 mil dólares da Brain & Behavior Research Foundation, para o projeto de investigação ‘Phospholipase D1 Ablation Disrupts Mouse Longitudinal Hippocampal Axis Organization and Functioning’. Este projeto visa desenvolver novas metodologias da avaliação da estrutura e da função do hipocampo e perceber o seu papel no contexto de ansiedade e stress crónico.

Para Tiago Gil Oliveira, este financiamento “é um bom indicador de que o projeto tem interesse e vai ajudar a equipa de investigação a atingir os seus objetivos, aliados à minha experiência com modelos animais, que utilizei em projetos anteriores, e enquanto neurorradiologista, que é a minha prática clínica”.

“É importante perceber que o hipocampo é uma estrutura do lobo temporal, no cérebro, fundamental para a aprendizagem e para a memória. A ideia é que o stress crónico e a ansiedade podem produzir alterações significativas na memória e na forma como percecionamos o espaço. Desta forma, o que nos propomos a fazer neste projeto é tentar encontrar essas alterações no hipocampo por ressonância magnética, utilizando aparelhos de última geração, que permitem avaliar com detalhe alterações em modelos animais, a partir de diferentes metodologias, para que consigamos estudar as várias sub-regiões do hipocampo como mediadores das alterações associadas a estas patologias. Este passo importante será possível graças à parceria com o Instituto Neurospin, em Paris”, afirma Tiago Gil Oliveira.

“No futuro, gostaríamos de aplicar estas metodologias de identificação de diferentes sub-regiões do hipocampo como biomarcadores associados ao diagnóstico de patologias de saúde mental, como a depressão, o stress e a ansiedade, e até como resposta potencial à terapêutica, o que nos pode ajudar a fazer um diagnóstico mais preciso na prática clínica. Estas são algumas das potenciais aplicações que podem abrir novas perspetivas no futuro com estudos humanos”, conclui o investigador.

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Braga

Câmara e Igreja em rota de colisão por causa de estacionamento na Sé de Braga

Autarquia não acolhe pretensão do Cabido

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Foto: CM Braga

O Município de Braga não vai aceder ao pedido do Cabido no sentido de permitir o estacionamento de carros, em dias de missas, no Rossio da Sé. Falando durante a reunião de Câmara que hoje se realizou no edifício do gnration, Ricardo Rio disse que “não serão abertas exceções nas zonas pedonais, a não ser para pessoas com mobilidade reduzida ou doentes”.

O autarca respondia, assim, a uma interpelação do vereador da CDU, Carlos Almeida, o qual se mostrou concordante com a posição camarária, tendo ido mais longe, ao pedir que seja totalmente proibido o aparcamento no local, o que – disse – nem sempre sucede, dado que há dias em que está cheio de viaturas. “Estão em causa valores ambientais e patrimoniais que não podem ser postos em causa”, afirmou.

De seguida, Rio quis saber a posição dos vereadores socialistas, tendo Artur Feio dito que o PS ainda não estudou o assunto, pelo que se não pronuncia, por agora.

Dando a entender que a autarquia nada tem contra a Arquidiocese, antes pelo contrário, Rio lembrou que não há exceções para outros eventos que decorrem no centro urbano, em zonas pedonais, como são os espetáculos do Theatro Circo e outros.

Férias para 20% dos funcionários

Na reunião, onde foi aprovada a hasta pública para mais 13 lugares de venda no Mercado Municipal – que reabre a 5 de dezembro, um sábado – houve ainda lugar a discrepâncias entre maioria e oposição sobre o Acordo Coletivo de Entidade Empregadora Pública (ACEEP). rubricado, há dias, entre a Câmara, a Federação de Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESAP), o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP) e o Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais (SNBP).

Por ocasião da assinatura Ricardo Rio afirmou que “este é um acordo histórico que vem contribuir para a “valorização dos trabalhadores da Autarquia e para o reconhecimento do seu papel na dinâmica municipal”.

Oposição diz que acordo da Câmara de Braga com sindicatos gera desigualdades

Esta tese não merece a concordância da oposição: o socialista Artur Feio disse que o PS discorda que o acordo contemple apenas 20% dos trabalhadores classificados com ‘Muito bom’, com mais três dias de férias por ano: “é uma discriminação. Como é que se faz se houver 30 ou 40 por cento de pessoas com ‘Muito Bom’? Moeda ao Ar?”, perguntou, dizendo que mais valia ter dado um só dia a mais de férias a todos os trabalhadores, em vez de uma medida que “só cria divisão”.

Já o autarca comunista Carlos Almeida enveredou pelas mesmas críticas, mas acrescentando que não se compreende porque é que o acordo não foi também assinado com o STAL-Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, “o mais representativo do setor”.

Rio contrapõe

Sobre as críticas do PS, Rio disse que a possibilidade de todos os trabalhadores municipais e de toda a função pública do país terem mais três dias de férias depende do governo socialista: “Se o Governo quiser pode revogar o corte que foi decidido no tempo da troika”.

Disse que a atribuição de mais dias de férias apenas a uma parte dos trabalhadores visa a valorização do seu desempenho profissional, no quadro de uma avaliação feita com recurso a um Sistema que foi aprovado pelo atual Governo. Sobre a ausência do STAL de Braga no acordo, sublinhou que este sindicato seguia a orientação nacional de não apoiar o acordo.

Computadores

Outro dos assuntos que provocaram discussão foi o da aquisição de dois mil computadores assumida pela Câmara e já entregues às escolas do concelho, questão levantada pelo PS. Rio esclareceu que a Câmara investiu nos computadores por ter sido avisada de que o poderia fazer com uma candidatura aos fundos remanescentes do atual Quadro Comunitário de Apoio. Avançou com o concurso para a compra, mas foi, depois, confrontada com a decisão do Governo de ser ele a adquirir meios informáticos para todas as escolas do país: “Se tivéssemos sido informados atempadamente não os teríamos comprado. Agora está feito e ficam para as escolas que os podem emprestar a alunos que deles precisam”.

O presidente da Câmara aproveitou para “lançar uma farpa” ao vereador Artur Feiom desafiando-o a “despir a camisola do PS” quando se trata dos interesses municipais. Ao que Feio respondeu que o faz sempre que achar necessário e não de acordo com os interesses da maioria.

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Braga

Braga considerada uma boa cidade para viver por 97% dos habitantes

Estudo da Comissão Europeia

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Foto: DR / Arquivo

De acordo com um estudo realizado pela Comissão Europeia sobre a qualidade de vida nas cidades europeias, 97% das pessoas que residem no concelho consideram Braga um bom local para se viver, estando, assim, entre as melhores das 83 abrangidas, e 56% afirmaram que a qualidade de vida aumentou nos últimos cinco anos, anunciou hoje a autarquia.

Das 83 cidades da União Europeia, EFTA, Reino Unido, Balcãs Ocidentais e Turquia estudadas, o sentimento de satisfação médio está entre os 87% e os 91%. A avaliação do relatório foi efetuada tendo como base a realização de 58,100 entrevistas e a análise de 22 critérios que têm como foco a qualidade de vida e a satisfação com diversos aspectos da vida urbana, como empregos, segurança, transporte público cuidados de saúde, acesso à habitação e poluição.

Braga integrou o grupo das 17 cidades estudadas abaixo dos 250 mil habitantes. Relativamente à segurança, 85% dos inquiridos afirmaram sentir-se seguros a caminhar à noite sozinhos. Braga é também considerado por 94% como uma cidade amiga dos idosos, por 95% como uma boa cidade no acolhimento dos imigrantes e por mais de 83% como uma cidade onde não existe descriminação com base na orientação sexual.

Para jovens casais com filhos, 98% considerou que Braga dispõe de boas condições para os mesmos e 78% dos entrevistados mostraram-se satisfeitos com os equipamentos culturais da cidade.

O estudo pode ser consultado aqui.

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