Braga com máxima atenção na prevenção dos fogos florestais

Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

A Câmara Municipal de Braga anunciou, na tarde desta terça-feira, máxima atenção e prontidão na prevenção aos fogos florestais, dispondo de uma panóplia de meios de vigilância e de primeira intervenção, todos articulados.

Na apresentação do Dispositivo Municipal de Vigilância e Primeira Intervenção, que decorreu na Serra da Falperra, freguesia de Esporões, em Braga, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, afirmou que “a segurança de pessoas e bens é fundamental para a qualidade de vida de qualquer território”.

“Nós levamos muito a sério a área da Proteção Civil”, referiu o autarca. Acrescentou ainda que foram gastos mais de um milhão de euros só em investimentos, destacando “a rede de parcerias” com as forças de segurança, GNR e PSP, para além do Exército Português, através do Regimento de Cavalaria 6, de Braga.

“A segurança depende de todos”, afirmou ainda Ricardo Rio, salientando que uma das prioridades é desde o início a proteção civil, sabendo-se que este ano no Monte do Sameiro haverá um projeto piloto no terreno com a instalação de oito sensores de calor e de fumo, para obter o reforço da vigilância, visando da deteção precoce de eventuais incêndios florestais.

Já o vereador da Proteção Civil e do Ambiente, Altino Bessa, revelou a grande novidade em termos de combate aos fogos florestais foi a Câmara Municipal de Braga ter acabado de adquirir um veículo Unimog, sendo que é tipicamente para o combate musculado aos fogos face a tais ocorrências, estando já pronto a entrar em ação.

O chefe da Divisão Municipal de Proteção Civil de Braga, Vítor Azevedo, revelou que nos passados dias 12 e 13 de maio houve um exercício com ações de treino teórico e prático, incluindo fogo real, havendo este ano 34 operacionais e 14 viaturas adestritas diretamente ao Dispositivo de Vigilância e de Primeira Intervenção, recordando que na área do concelho de Braga há cerca de 30 quilómetros de faixa combustível.

Há tratores e trituradores agora para tratar dos sobrantes sem recursos à queima, o que é gratuito, sendo que as queimas e as queimadas estão na origem de cerca de 70 por cento dos fogos florestais, pelo que o apelo é para se contacte para a limpeza os Serviços Municipais de Proteção Civil, o que é possível através do Programa Cuidar Braga, obtendo cerca de 200 mil euros através de fundos comunitários.

Foi destacada a existência em Braga de três Unidades de Proteção Civil, criadas sucessivamente nas freguesias de Pedralva e de Sobreposta, para além da recém-criada na União de Freguesias de Este (São Pedro e São Mamede).

A apresentação de todos os meios do seu dispositivo decorreu durante esta tarde no recanto da “Curva do Zé do Telhado”, nas imediações da Escadaria da Igreja de Santa Maria Madalena, em Braga, zona emblemática da mancha florestal daquele concelho, já nos limites com Guimarães, através da freguesia vimaranense de Santa Cristina de Longos, na área dos Sacro-Montes, conhecidos por serem ponto de passagem privilegiado do Caminho de Torres, para Santiago de Compostela.

O Dispositivo Municipal de Vigilância e de Primeira Intervenção será constituído por equipas da Proteção Civil Municipal, da Polícia Municipal de Braga, da GNR de Braga, da PSP de Braga, do Regimento de Cavalaria 6 (RC6) de Braga, para além dos Bombeiros Sapadores de Braga, dos Bombeiros Voluntários de Braga, da Associação Florestal do Cávado e das Unidades Locais de Proteção Civil do Concelho de Braga.

Segundo foi destacado por Ricardo Rio, “os objetivos passam por efectuar uma vigilância florestal com o intuito de detetar incêndios de forma precoce, possibilitando uma rápida intervenção, e funcionar como meio dissuasor”.

Ao longo dos últimos anos, o Município de Braga tem vindo a intensificar os seus meios, quer de prevenção, quer também de combate aos fogos florestais, direta e indiretamente, “apostando nas sinergias entre as forças de segurança, socorro e proteção civil”.

Como foi destacado na apresentação do dispositivo de vigilância e de primeira intervenção, há cada vez mais e também melhores meios operacionais, visando sempre a deteção precoce de eventuais focos de incêndio.

Ainda de acordo com o salientado pelos responsáveis autárquicos, há viaturas já apropriadas para uma mais célere progressão no terreno, quer para vigiar, quer para combater numa primeira fase e se necessário depois de uma forma musculada, incluindo meios aéreos, em que o Aeródromo Municipal de Braga é a mais próxima base de apoio para toda a Sub-região do Cávado.

Estiveram presentes, entre outros, o vereador do Pelouro da Proteção Civil e Ambiente, Altino Bessa, o chefe da Divisão Municipal de Proteção Civil, Vítor Azevedo, bem como diversos presidentes de juntas de freguesia, a par do comandante dos Bombeiros Sapadores de Braga, Nuno Osório, e do comandante dos Bombeiros Voluntários de Braga, Pedro Ribeiro, do coordenador da Polícia Municipal de Braga,  Paulo Barroso, para além da responsável pelo Gabinete Técnico Florestal Intermunicipal do Cávado, Marinha Esteves.

 
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