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Região

Braga é Cidade Criativa da UNESCO na área das Media Arts

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Foto: Divulgação

Braga é Cidade Criativa da UNESCO na categoria Media Arts. A candidatura, submetida em junho, foi aceite esta terça-feira, dia 31 de outubro, pela diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, confirmando Braga como uma referência nesta área em Portugal e além-fronteiras.

O projeto aprofunda o cruzamento entre arte e tecnologia e reconhece o grande esforço da sociedade civil e de diversas instituições da cidade na transformação digital da cidade.

“A aprovação da candidatura reflete a enorme qualidade do extenso trabalho coletivo que está a ser efetuado em Braga nesta área e é uma notícia que a todos enche de orgulho. Somos uma cidade onde a investigação, a criatividade, a cultura, a juventude e a artes navegam em sentidos convergentes, criando uma rede de conhecimento profunda, onde entidades como as universidades, as unidades de investigação ou o INL têm um enorme papel”, afirma Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga.

Por seu turno, a responsável da candidatura, Cláudia Leite, lembra que o título de Cidade Criativa na área das Media Arts é fruto de um processo pluridisciplinar que transformou Braga numa cidade onde artes, ciência, tecnologia e comunidade crescem juntas e onde o talento e as ideias encontram um território fértil para o seu crescimento.

“A esta chamada para pensarmos o futuro da cidade e o seu desenvolvimento social e urbano já responderam criadores, pensadores, fazedores e parceiros, É um processo que este título veio validar e que reúne ainda mais condições para ser intensificado no futuro“, garante.

Título prevê conjunto de medidas e projetos inovadores
O título de Cidade Criativa prevê um conjunto de medidas e projetos que serão postos em prática, nomeadamente a criação de um Media Arts Centre, um novo centro criativo de Braga, que será uma plataforma de trabalho para artistas nos diversos campos das artes digitais, investigadores, estudantes, empresas e startups de tecnologia; o Primeiros Bits na escola, um programa de literacia em criação musical colaborativa, design de software, educação musical e inclusão social para todo o tecido educativo local; o programa Digital Heritage, um programa inovador e ambicioso que liga um conjunto de parceiros (museus, gestores de monumentos, investigadores, criadores, professores, agentes de turismo, etc.) em três níveis diferentes: digitalização de arquivos e património, ferramentas de educação patrimonial e storytelling turístico e um ainda um Festival Internacional Braga Media Arts, que será um grande momento anual de celebração, mostra, encontro e debate sobre Media Arts, onde artistas, público e especialistas se encontram, colaboram e partilham experiências.

Serão igualmente criadas plataformas de circulação e partilha de conhecimento entre investigadores e projectos através da atribuição de bolsas e promoção de estadias de curta e longa duração e ainda um programa internacional de intercâmbio para novos ou actuais empreendedores no domínio das artes e tecnologias digitais.

Esta iniciativa contou com o apoio e trabalho activo do cluster tecnológico de Braga, reunido num conselho consultivo, constituído por empresas de tecnologia, estúdios de comunicação digital, laboratórios e centros de investigação na área da robótica, jogos, multimédia e media arts e instituições do município e, igualmente, artistas, entidades e associações culturais e instituições do sistema de ensino e representantes de entidades regionais e nacionais numa união de esforços que se prolongará no tempo e em rede.

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Região

Oficial: 213 infetados em Braga e 35 em Barcelos. Há 505 casos confirmados no Minho

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O boletim epidemiológico da Direção-Geral de Saúde desta segunda-feira vem com os números aproximados daquilo que são os casos fidedignos de infeções por Covid-19 discriminados por concelho.

Os números correspondem aos dados recolhidos até as 00:00 de segunda-feira e podem comportar apenas cerca de 75% dos casos reais. Em todo o Minho, estão confirmados 505 casos de infeção.

Braga, com 213 casos confirmados, Guimarães com 75 e Famalicão com 71 são os concelhos da região mais atingidos pela pandemia.

Fonte: DGS

Segue-se o concelho de Viana do Castelo com 36, Barcelos com 35, Vila Verde com 15, Póvoa de Lanhoso com 12, Arcos de Valdevez e Amares com 9 e Esposende com 8, Fafe com 6, Vizela e Ponte de Lima com 5. Caminha regista 3 (menos dois que ontem). Vieira do Minho entra pela primeira vez na lista, com 3 casos confirmados.

Os restantes concelhos minhotos registam menos de 3 casos, alguns ainda sem infetados, e não constam no relatório por “motivos de confidencialidade”.

140 mortos e 6.408 infetados em todo o país

Portugal regista hoje 140 mortes associadas à covid-19, mais 21 do que no domingo, e 6.408 infetados (mais 446), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Fonte: DGS

(em atualização)

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Braga

Santuário rupestre na Póvoa de Lanhoso classificado como sítio de interesse público

Santuário Rupestre de Garfe

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Foto: DR / Arquivo

O Santuário Rupestre de Garfe, no lugar da Pena, na Póvoa de Lanhoso, foi classificado como “sítio de interesse público” devido ao seu “testemunho simbólico ou religioso” e ao “valor estético técnico”.

Segundo a portaria de classificação publicada hoje em Diário da República, aquele santuário, situado na margem esquerda do rio Ave, tem uma tipologia que “cedo permitiu associá-lo a outros espaços sagrados conhecidos, localizados em geral em afloramentos rochosos e dedicados a divindades indígenas, de que o Santuário de Panóias, na União das Freguesias de Constantim e Vale de Nogueiras, do concelho de Vila Real, é o mais conhecido testemunho”.

A portaria, datada de 5 de março e assinada pela secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Carvalho Ferreira, destaca o “caráter matricial do bem”, o seu interesse como “testemunho simbólico ou religioso (…), como testemunho notável de vivências ou factos históricos”, bem como o seu valor estético, técnico e material intrínseco, a sua conceção arquitetónica e paisagística, a sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva”.

A “sua importância do ponto de vista da investigação histórica ou científica” é também referida.

O Santuário Rupestre de Garfe é descrito como estando “implantado num afloramento granítico de forma circular, sendo constituído por três tanques escavados no topo da rocha. O maior deles em forma de ‘T’ e os dois restantes retangulares, um dos quais dispondo-se paralelamente ao primeiro e o segundo perpendicular a ambos”.

Com aquela classificação, “toda a área classificada é considerada área de sensibilidade arqueológica (ASA)”, na qual “devem ser realizadas sondagens arqueológicas prévias e acompanhamento arqueológico sempre que esteja prevista qualquer ação que implique o revolvimento do solo”.

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Guimarães

Junta de freguesia angaria viseiras e máscaras para instituições de Guimarães

Covid-19

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Foto: Divulgação

O Grupo de Apoio Social na Margem do Ave (GASMAVE), uma associação da União de Freguesias de Briteiros Santo Estévão e Donim, no concelho de Guimarães, angariou viseiras e máscaras junto de empresas da região para proteger instituições do concelho.

Em nota enviada à imprensa, a autarquia revela que foram várias as empresas “parceiras” que se disponibilizaram para que o material fosse angariado e cedido a instituições como o Centro de Saúde das Taipas e Briteiros, o Lar de Donim da Misericórdia de Guimarães, a APCG e a Poberello.

“Desta forma a GASMAVE procura continuar o seu contributo para o esforço coletivo de combate à pandemia do novo coronavírus, uma iniciativa só possível pela parceria de empresas como a Embalacut”, refere a mesma nota.

O concelho de Guimarães é o segundo mais afetado pela pandemia Covid-19 na região do Minho, com 70 casos já confirmados oficialmente pela Direção-Geral de Saúde, no boletim de domingo.

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