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Braga

Braga: Autarquia discute criação de novas Áreas de Reabilitação Urbana

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A Câmara Municipal de Braga vai analisar, no dia 14 de setembro, em sede de Reunião do Executivo Municipal, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a necessidade de se proceder à redelimitação da Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Braga Sul e de delimitar novas três ARU na cidade de Braga, mais especificamente a ARU de Braga Norte, ARU de Braga Nascente e ARU do Parque Industrial de Celeirós.

Segundo comunicado da Autarquia, a criação de novas ARU tem o objetivo de, a médio prazo, estender a dinâmica de revitalização económica e de reabilitação urbana para lá dos limites do centro histórico da cidade, favorecendo o surgimento e afirmação de novas centralidades com potencial de atração e de transformação.

Como explica Miguel Bandeira, vereador da Câmara Municipal de Braga, o Concelho dispõe de aproximadamente 10 mil fogos devolutos, sendo que cerca de 70% dos mesmos se encontram, com esta proposta, dentro de área de reabilitação urbana.

“Deste modo, estamos a incluir um edificado que já evidencia níveis de degradação física consideráveis e que paralelamente oferecem um número considerável de fogos vazios para os quais urge criar condições de atratividade e habitabilidade. Entendemos que os incentivos fiscais disponíveis, nomeadamente a aplicação da taxa reduzida de Imposto sobre o Valor acrescentado nas faturas referentes a obras de reabilitação de imóveis, pode criar condições para que os condomínios e proprietários possam avançar com intervenções de reabilitação urbana”, garante.

Para o Vereador do Pelouro do Planeamento e da Reabilitação Urbana do Município, esta proposta vai também de encontro a uma “necessidade premente de integrar em ARU áreas de localização de comunidades desfavorecidas que apresentam já um edificado e espaço público com níveis de degradação física considerável e onde urge intervir num modelo de reabilitação e de regeneração urbana concertado com a questão social, cultural e económica.”

Entende ainda o Município que a regeneração urbana deve estender-se às áreas industriais e empresariais subocupadas ou devolutas, objetivo contemplado na ampliação da ARU Sul e na intenção em abranger em ARU os atuais limites do Parque Industrial e Empresarial de Celeirós, que necessita de uma intervenção de requalificação e dinamização.

Por fim, releve-se a importância de “preencher” as novas ARU a delimitar com áreas já urbanizadas, que evidenciem níveis de degradação física do parque edificado e que revelem maior potencial de transformação. Salvaguarda-se a inclusão de projetos considerados estratégicos para o Município, como a principal rede de espaços verdes urbanos (existentes ou a criar) em presença na Cidade – o Parque do Monte do Picoto, o Parque Norte e o Parque das Sete Fontes, bem como o projeto “Inovation Arena” e “MedTec” e a sua relação com a Universidade do Minho, configurando-se como âncoras de enorme potencial do ponto de vista da fruição urbana, de investimento público e privado, da concertação de agentes e da sua capacidade de regenerar todo o tecido urbano envolvente.

Segundo Miguel Bandeira, a Reabilitação Urbana constitui uma prioridade de intervenção que está ´bem expressa´ na revisão do Plano Diretor Municipal e no Plano Plurianual de Investimento.

“Articulando uma política de colmatação urbana, de contenção do perímetro edificado e de ´saldo zero´, preconizamos como estratégico o investimento na reabilitação e na regeneração de determinados espaços edificados e de espaços públicos”, afirma.

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Braga

Tribunal volta a obrigar António Salvador a pagar mais meio milhão a ex-sócio de Braga

Guerra do ‘camião do fraque’

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Domingos Correia e António Salvador. Fotos: DR / Arquivo

Guerra do camião do fraque. É a segunda sentença desfavorável a António Salvador no Tribunal de Famalicão. E a fatura a pagar ao seu ex-sócio, Domingos Correia, já vai em perto de 800 mil euros. Mas o conhecido empresário, dono da Britalar, de Braga, diz que vai recorrer.

Conforme O MINHO então noticiou, em abril, o Tribunal de Comércio de Famalicão condenou António Salvador a pagar 261 mil euros ao dono das Construções Ar-Lindo. Há dias, e numa segunda sentença, o mesmo Tribunal voltou a rejeitar o embargo apresentado pelo empresário da Britalar, à execução de 438 mil euros ( 500 mil com juros) que lhe foi movida por Domingos Correia, a título pessoal, por uma causa de uma dívida resultante da cessão da quota de 49,5 por cento na firma BritalarMoz, que ambos possuíam em Moçambique. Cessão acordada em 1,1 milhões.

Salvador, que se havia oposto às duas penhoras, apresentando cauções, argumentou que já tinha pago, em 2013, através de transferências bancárias. Tese a que o Tribunal não atribuiu “credibilidade”.

Documentos

Domingos Correia apresentara, na acção, um documento intitulado “Declaração Confissória de Dívida e Acordo de Pagamento”, de 2012, no qual a Britalar Ar-Lindo Moz, SA, assumia uma dívida de 500 mil dólares americanos (438 mil euros) que recebeu a título de empréstimos não remunerados, para necessidades de tesouraria.

Ao todo, Correia exige a Salvador, a quantia de 1,3 milhões de euros, resultante da cessão da posição que detinha na Britalar Ar-Lindo Moz, SA.

Uma terceira execução, de 300 mil euros, vai entrar no Tribunal, disse ao JN fonte da Ar-Lindo.

O caso remonta a 2011, quando os dois construtores constituíram uma parceria para o mercado moçambicano. Para tal, foi constituída a sociedade Using Better, Lda., tendo como sócias a Europa Ar-Lindo, SGPS, e a Britalar, SGPS. De seguida, e com dois sócios moçambicanos, formaram a sociedade Britalar AR-Lindo Moz, SA. Só que – concluiu o Tribunal – “desde cedo as relações entre ambos se deterioraram, o que levou a que, em setembro de 2012, se formalizasse a separação”.

O MINHO contactou António Salvador que não se quis pronunciar, embora fonte que lhe é próxima tenha adiantando que vai recorrer da decisão, para a “Relação do Porto”.

Fraque em julgamento

Foto: Facebook / Arquivo

Antes de recorrer a Tribunal, Domingos Correia pôs a circular na cidade, um «camião do fraque» com os dizeres “Caloteiro! Paga o que deves”. Que estacionou à porta do estádio, em dia de jogo do Sporting de Braga, e em frente à casa de Salvador. Uma alegada “intimidação e difamação” e “ofensa à família”, que motivou queixa de Salvador e que vai ser julgada em setembro no Tribunal de Braga.

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Braga

Jovem hospitalizado após agressões à porta de discoteca na Póvoa de Lanhoso

Na Avenida da República.

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Foto: Arquivo

Um jovem na casa dos 25 anos foi transportado para as urgências do Hospital de Braga na sequência de agressões, esta manhã de domingo, em Póvoa de Lanhoso.

Ao que apurou O MINHO junto de fonte envolvida na emergência, o jovem apresentava hematomas e escoriações, depois de estar envolvido em confronto em frente a um espaço de diversão noturna na Avenida da República.

O alerta foi dado pelas 08:34 deste domingo e, ao que O MINHO apurou, a discoteca já se encontrava encerrada há algum tempo.

Ao local acorreram os Bombeiros da Póvoa de Lanhoso, situados a pouco mais de 50 metros do local, transportando a vítima para o Hospital de Braga com ferimentos considerados “ligeiros”.

A GNR registou a ocorrência.

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Braga

Bom Jesus é dos locais mais ‘instagramáveis’ da Europa, diz televisão pública belga

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Foto: Blogger "umpinguinho"

A nomeação de Braga como o segundo destino europeu do ano de 2019 está na base da classificação da cidade como uma das mais instagramáveis da Europa, sobretudo graças ao escadório do Bom Jesus, ou assim o diz a estação de televisão pública belga RTBF.

 

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Mas nem tudo é positivo. Esta descrição do monumento religioso parte de um princípio que, hoje em dia, há uma maior procura de destino de férias, não pelas memórias em si, mas sobretudo pelo enquadramento de fotografias para redes sociais.

A RTBF questiona como é que Braga ficou à frente de Florença na lista de melhores destinos europeus. A resposta? Instagram. Os belgas dizem que “Braga é muito fofa” indicando que já realizaram um trabalho na urbe bracarense “há 7 anos, quando o Norte de Portugal não era tão turístico”, mas que isso por si só não deveria chegar para ultrapassar uma cidade como Florença, à qual apelidam de “jóia de cultura, gastronomia e arte italiana”.

Os belgas acreditam que o escadório do Bom Jesus é o monumento que mais força dá a Braga e que existe um desejo na procura pela “escadaria instagramável” que passa no feed de Instagram de utilizadores um pouco por todo o mundo.

 

 

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Sobre o escadório, “nada a dizer”. “É soberbo”, referem, dando também destaque à Sé Catedral e “às poucas ruas comerciais” do centro da cidade. “Mas daí até propor a cidade como segundo melhor destino turístico… Temos as nossas dúvidas”, escrevem.

O texto surge a propósito de uma nova profissão que começa a existir em alguns destinos turísticos mundiais. o “instabutler“, uma espécie de mordomo para o Instagram.

Explica a publicação que quem vai de férias para um lugar exótico e, ao lado do tradicional concierge de hotel que prepara atividades e passeios, já pode contar com quem o leve aos locais “mais instagramáveis” da região.

E para isso, o instabutler vai equipado com uma variedade de acessórios e sabe as horas em que as fotos serão mais bonitas ou os monumentos que melhor se encaixam numa foto de perfil nas redes sociais.

A National Geographic Portugal publicou em julho deste ano a lista das 10 cidades “mais instagramáveis” de Portugal, e Braga não foi incluída.

Lisboa, Porto, Coimbra, Águeda, Aveiro, Obidos, Peniche, Alcácer do Sal, Seia e Faro foram as cidades escolhidas pela publicação.

Se Braga é, ou não, um dos locais favoritos para retratar momentos apelativos para as redes sociais, não sabemos, mas a verdade é que foi eleito o segundo melhor destino turístico europeu em 2019. E isso ainda parece suscitar discussão em alguns países.

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