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Braga

Braga aprova plano de urbanização de 90 hectares para as Sete Fontes

Usufruto público da zona começa antes do verão

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Foto: Divulgação / CM Braga (Arquivo)

A Câmara de Braga aprovou, esta segunda-feira, em reunião do executivo, o Plano de Urbanização para a zona das Sete Fontes, e uma alteração ao PDM-Plano Diretor Municipal para a área.

Os documentos foram aprovados com os votos favoráveis da maioria PSD/CDS, e da CDU, tendo o PS votado a favor do Plano, mas abstendo-se na alteração ao PDM.

Face às perguntas do vereador socialista, Artur Feio e da autarca da CDU, Bárbara Barros, incidindo nomeadamente sobre a capacidade construtiva do futuro Parque ecomonumental, o vereador do Urbanismo, Miguel Bandeira explicou que o Plano – que ainda terá de ser votado em Assembleia Municipal – “é um grande passo”, no sentido da sua concretização, “um anseio de todos os bracarenses”.

Baseado nas Sete Fontes, o sistema oitocentista de Abastecimento à cidade – função que ainda cumpre já que a água chega a duas fontes urbanas e algumas habitações – o Parque terá 90 hectares, divididos em três partes de 30 hectares: uma totalmente verde e livre, que será para usufruto público, outra, de tamanho idêntico, também totalmente verde, mas de uso privado, e uma terceira zona, nas bordaduras e nas duas entradas do Parque, uma em São Vítor e outra, a criar, de ligação a Gualtar, com capacidade construtiva de prédios de dois e três andares e que, na zona norte perto da Igreja de Gualtar, pode chegar aos quatro pisos.

Prevê, ainda, a criação de um trilho entre o centro urbano e a estrutura, que culmina com uma espécie de elevador, para subida da zona mais baixa até à mais alta, a norte.

A capacidade construtiva é atribuída no Plano aos proprietários, no sistema de perequação, ou seja, aqueles desistem de construir em áreas verdes e, em contrapartida, esse direito já adquirido, passa para outras áreas, as que se situam nas bordas do Parque.

O Plano serve, ainda, de salvaguarda do edifício do Hospital, garantindo, por exemplo, a qualidade do ar e a diminuição de poluição sonora e outras.

Miguel Bandeira enalteceu a vasta equipa de técnicos das universidades do Minho, Porto e Aveiro que colaboraram no projeto (urbanistas, paisagistas, arqueólogos, geólogos e hidrólogos), louvo que foi partilhado pelo vereador Artur Feio e por Bárbara Barros.

Após a aprovação em Assembleia Municipal, o Plano passa à fase de execução, com a construção de trilhos, mobiliário urbano, sinalização e iluminação. E tratamento e renovação florestal.

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