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Braga

Braga aprova alteração do tarifário dos resíduos, oposição queria redução maior

Reunião do executivo

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Ricardo Rio (em cima) e Rui Morais, presidente da AGERE (em baixo). Foto: Sérgio Freitas / Arquivo

A Câmara de Braga aprovou hoje a alteração do tarifário dos resíduos urbanos, que vai beneficiar mais de 77 mil consumidores, mas a oposição absteve-se, por considerar que se deveria ter ido mais além na redução da fatura.


A alteração contou com os votos favoráveis da maioria PSD/CDS/PPM, tendo o presidente da câmara, Ricardo Rio, sublinhado que esta é já a terceira redução em seis anos, no âmbito de uma filosofia que visa tornar “acessíveis à generalidade” da população os serviços prestados pela empresa municipal Agere.

Em relação à dimensão da redução, Rio disse que é a possível, lembrando que a Agere “está numa fase de grandes investimentos”, como a introdução da nova contentorização, o alaragamento da rede de saneamento e o “grande projeto” da construção da nova estação de tratamento de águas residuais (ETAR).

“Obviamente, temos de nos munir dos recursos financeiros necessários para concretizar cada um desses projetos”, referiu.

O vereador do PS Artur Feio sublinhou que o impacto na fatura “não tem expressão”, já que a redução se cifrará “em um ou dois euros”.

Feio disse que o PS esperava uma redução maior, até pela “falta de investimento” da Agere, empresa municipal responsável pelo serviço, e pelos resultados positivos que a mesma tem apresentado.

“Queremos mais”, referiu, para vincar que a Agere ou deve ser “mais agressiva” nos descontos ou investir mais em termos de serviço.

O vereador da CDU, Carlos Almeida, disse que “havia margem” para uma redução global do tarifário dos serviços prestados pela Agere, que são, além dos resíduos, a água e o saneamento.

Para Carlos Almeida, a Agere deveria promover, ano após ano, a redução do tarifário global, traduzindo no valor da fatura a sua percentagem de lucro que, vincou, subiu em 2019.

“Havia margem para concretização de redução [global]”, defendeu.

A alteração do tarifário dos resíduos entra em vigor já este mês, beneficiando mais de 77 mil consumidores.

A esmagadora maioria dos contemplados (74.900) são os consumidores domésticos, mas a medida abrangerá também consumidores não domésticos com estabelecimentos com áreas até 100 metros quadrados ou superiores a 200 metros quadrados.

Com o novo tarifário, que resulta da alteração dos regulamentos da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), foram eliminados os escalões, passando a haver uma uniformização de faturação de variação unitária indexada ao consumo real de água.

Para os consumidores domésticos, o anterior tarifário comportava apenas uma componente definida por escalão de consumo e diferenciada em função da periodicidade de recolha (diária e não diária).

O tarifário relativo aos consumidores não domésticos envolvia igualmente apenas uma componente de valor fixo, definido em função da periodicidade de recolha e da área do estabelecimento.

De acordo com as novas regras, as tarifas continuarão diferenciadas pela tipologia dos consumidores domésticos e não domésticos.

No entanto, o tarifário incluirá uma componente fixa (tarifa de disponibilidade) e uma componente variável indexada ao consumo de água.

Segundo a Agere, com a aplicação das novas regras as alterações de tarifário implicariam variações que poderiam levar a aumentos superiores a 100%.

Para minimizar este impacto, e para garantir uma “variação reduzida” em relação ao tarifário de 2019, a Agere decidiu aplicar descontos, diferenciados pela tipologia (doméstico, não doméstico e social) e pela localização (zonas urbanas e não urbanas).

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Braga

“Momento raro”. Cria de lobo-ibérico fotografada no Gerês

Fotografia

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Foto: Carlos Pontes / Todos os direitos reservados ao autor

Um momento raro. Uma cria de lobo-ibérico deixou-se fotografar numa “armadilha”, em pleno Parque Nacional Peneda-Gerês. A autoria é do fotógrafo e videógrafo de natureza Carlos Pontes, que já colaborou com a National Geographic.

O barquense conta que, nesta que é a “reta final de mais uma época de cria de lobo”, teve mais uma jornada de “aventuras diárias entre lobos”, decidindo apostar na “fotoarmadilhagem”.

Carlos conta que o lobo é “a espécie mais complicada de trabalhar na nossa fauna” por ser “esquivo e super desconfiado” e “um animal sem rotinas e essencialmente noturno ou crepuscular”. Mas essas características não esmoreceram o autor.

Um grande conhecimento da espécie e do terreno, uma montagem de set fotográfico muito cuidado, e acima de tudo sorte, muita sorte, foram condimentos para o resultado final, que deixou o autor em êxtase.

Carlos Pontes em trabalhos no PN Peneda-Gerês. Foto: Facebook de Carlos Pontes

Depois de montado o ‘estúdio’ improvisado, retirou-se com o amigo João Cosme, companheiro da ‘luta’ em busca dos melhores momentos.

Carlos explica que, de manhã, pouco depois das 05:30, percebeu que as crias tinham saído da “área de cria”, e movimentavam-se já sozinhas. “A sua localização é sempre uma incógnita, aparecem e desaparecem como fantasmas”, classifica.

“Ainda com muito pouca luz e a caminho do local numa zona menos provável, o Cosme alerta-me para uma cria de lobo que sem se aperceber de nós, fazia um trajeto sozinha”, diz.

Sem grande tempo para puxar do material adequado, Carlos tirou o telemóvel do bolso e filmou “aquele momento para recordação”. O lobo seguiu o seu caminho e os dois aventureiros, “sem perder tempo”, avançaram para o posto de observação.

“Caminhava em pulgas para chegar a fotoarmadilhagem e confirmar se tinha ou não lobos nas imagens, pois tinha passado a noite a imaginar como ficavam bem naquele cenário, enquadramento e luz”, explica.

“Quando chegamos ao local e verifico a máquina, nem queria acreditar: uma sensação indescritível ver aquelas imagens pela primeira vez”, diz, com o devido entusiasmo de quem encontrou, por exemplo, um filão de ouro no rio ou um oásis no deserto.

Cria de lobo ibérico captada por Carlos Pontes. Foto: Carlos Pontes / Todos os direitos reservados ao autor

Cerca de uma hora depois de ter confirmado os registos de lobo na fotoarmadilhagem, uma das crias voltou a surpreender, surgindo à vista de ambos, a poucos metros de distância: “levanta a cabeça e começa a uivar mesmo à nossa frente”.

Carlos Pontes sentiu “um arrepio na espinha”. Uma “sensação única que jamais algum de nós esquecerá”.

Está fotografia mostra também uma dura realidade para os lobos, uma doença que tem, ao longo dos últimos anos, afetado várias alcateias.

“Há cerca de 12 anos que sigo de perto estes animais míticos e a sarna sarcóptica (Sarcoptes Scabiei) é infelizmente uma constante”, confidenciou o autor a O MINHO.

“Neste caso, ao que tudo indica, afetou apenas alguns membros, mas por diversos fatores, o parasita pode tornar-se fatal para os animais mais débeis”, esclareceu.

Trabalhos com a National Geographic e documentários em Ponte da Barca

Em 2016, uma fotografia de Carlos Pontes mereceu destaque na edição portuguesa da National Geographic, depois do fotógrafo ter estado algum tempo a seguir os movimentos de uma alcateia no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Escreve a revista que Carlos “conseguiu decifrar os hábitos desta fêmea adulta”, referindo-se a uma fêmea alfa que estaria prenhe.

“Esta fotografia ganhou para mim muito mais valor quando me apercebi de que estava perante um animal que carrega a responsabilidade de seguir a linhagem de um grupo de espécies das mais sensíveis que temos”, comentou Carlos Pontes.

Lobo-ibérico no Gerês. Foto: Carlos Pontes / National Geographic

Outro raro momento que Carlos Pontes não esquece aconteceu na neve, quando conseguiu captar um macho que caminhava de ‘pantufas’ brancas em pleno Parque Nacional.

Lobo na neve do Gerês. Foto: Carlos Pontes / Todos os direitos reservados ao autor

Lobo na neve do Gerês. Foto: Carlos Pontes / Todos os direitos reservados ao autor

Há cerca de três meses, Carlos Pontes apresentou um vídeo promocional de verão sobre a vila de Ponte da Barca, “terra” que o “viu crescer”, “estimulou este gosto pelo mundo natural” e  “impulsionou para esta profissão”.

“Esta é apenas uma pequena mostra do imenso potencial deste território, com mais de metade da sua área dentro do PNPG e fazendo parte da reserva mundial da biosfera. Ponte da Barca tem inúmeras razões para ser visitada”, afirma Carlos Pontes.

Por entre as filmagens encontra-se o maior aglomerado de espigueiros da Península Ibérica, em Lindoso, os “magníficos socalcos” de Ermida e a “sua” Branda de Bilhares, os trilhos icónicos do PNPG, os fojos do lobo, a ecovia ao longo do rio Lima e os vários desportos integrados na natureza.

Estas imagens de Carlos Pontes deram um documentário sobre vida selvagem, ao bom estilo da BBC, produzido pela autarquia local.

Ponte da Barca já tem um documentário de vida selvagem. E é um encanto

Mal ‘estalou’ a pandemia de covid-19 em Portugal, o Município de Ponte da Barca divulgou em primeira mão, nas redes sociais, o documentário promocional sobre a biodiversidade do concelho.

Lobo-ibérico no PN Peneda-Gerês. Foto: Carlos Pontes / Todos os direitos reservados ao autor

Quem é Carlos Pontes?

Um apaixonado pela fotografia de fauna selvagem. Natural de Ponte da Barca, desde criança que tem contacto com o Parque Nacional Peneda-Gerês (PNPG), não só com a área inserida em Ponte da Barca mas também em Arcos de Valdevez e Melgaço, zonas com as quais mais se identifica.

Aos 35 anos, é hoje considerado um autor diferenciador dos animais e paisagens do PNPG. Esteve sempre em contacto com serras e animais, enquanto se formou em design e buscou conhecimentos em biologia. Com grande habilidade técnica no mundo da natureza e fotografia, estuda teoria e prática sobre as áreas e espécies que fotografa.

Carlos Pontes em trabalhos junto ao rio Vez. Foto: Luís Fernandes

Venceu alguns prémios em concursos nacionais de fotografia, colaborou com documentários de vida selvagem transmitidos pela televisão portuguesa e colaborou em publicações da National Geographic

Mais recentemente, colaborou como câmara no novo projeto “DEHESA – el bosque del lince” do aclamado produtor e realizador de filmes de natureza, Joaquin Gutierrez Acha.

Esta produção, sobre sobre Portugal e Espanha é da autoria de um dos melhores realizadores da Europa onde só entram dois portugueses: Carlos Pontes e João Cosme.

“Conhecer Carlos Pontes é perceber que o seu ADN é marcado pelas serras e os animais, particularmente o lobo-ibérico (canis lupus signatus)”, diz a biografia que o autor partilhou com O MINHO.

Desde os nove anos que vê lobos em estado selvagem, mas desde os vinte anos que começou a mostrar mais interesse. Os lobos são, hoje, a sua “principal fonte de inspiração”.

‘Set’ improvisado no monte por Carlos Pontes. Foto: Facebook de Carlos Pontes

Através de exposições, Carlos Pontes quer ajudar a valorizar o lobo como “um elemento crucial não só da biodiversidade regional, mas também da identidade cultural e tradição populares”.

“Desmistificar a falsa ideia do lobo mau pode permitir que as entidades governativas da região vejam na sua imagem e no rico património cultural a ele associado no contexto ibérico uma mais valia para o desenvolvimento económico e turístico”, refere o autor.

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Braga

O Gerês no outono é “um lugar quase encantado”, diz portal italiano

Turismo

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Fotos: Valter Raposo / Rafa / Olhares.com

Temperaturas amenas que permitem fins-de-semana prolongados com folhas coloridas com todos os tons de vermelho e amarelo fazem parte do cartão de visita publicado nesta quarta-feira pelo portal italiano Turismo Italia News.

A publicação italiana, dedicada a “informação séria e objetiva” sobre turismo, recomenda alguns locais em Portugal para ‘apreciar’ o outono, classificando-a como “uma estação mágica” no nosso país.

Os italianos não esqueceram o Parque Nacional Peneda-Gerês no seu apanhado por terras lusas.

“No nordeste de Portugal, a Serra da Peneda juntamente com a Serra do Gerês, constituem a única área protegida portuguesa declarada Parque Nacional”, começa por referir o portal, destacando “a exuberante vegetação do parque”, o “lírio do Gerês” e o “bosque de azevinhos, único a nível nacional”.

“Todo o território é atravessado por rios e riachos que caem em cascatas ou encontram sossego em lagos e bacias. O que se cria é um lugar quase encantado, onde a natureza expressa o melhor de si mesma”, elogia a publicação.

“E como se não bastasse, os afortunados poderão avistar cervos (que são o símbolo do parque) ou lobos e cavalos ibéricos. Aqueles que não podem prescindir de atividades que aumentem a adrenalina podem experimentar desportos como canyoning ou remo”, aconselha ainda aquele portal de turismo.

Para além do PNPG, o Turismo Italia News destaca ainda o Vale do Sousa, a Serra da Estrela e o Parque da Pena.

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Braga

Presidente da Câmara de Vila Verde apoia António Cunha para a CCDR-N

Eleições para a CCDR-N

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O presidente Câmara Municipal de Vila Verde manifestou apoio à candidatura de António Cunha à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), por considerar que o ex-reitor da Universidade do Minho é “a escolha mais acertada”.

Em comunicado, António Vilela realça que “o trabalho que o professor António Cunha fez enquanto reitor da Universidade do Minho, elevando esta instituição a um patamar de excelência e uma âncora de conhecimento de toda a região”, permite “perspetivar um novo período de desenvolvimento regional.”

Para o autarca, “a escolha não poderia ser mais acertada”, sendo António Cunha “conhecedor profundo da realidade do território” e a “pessoa certa para incrementar o desenvolvimento e a coesão de toda a região Norte.”

As eleições para a CCDRN realizam-se no próximo dia 13 de outubro e o ato eleitoral decorrerá em assembleia municipal convocadas extraordinariamente para o efeito.

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