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Braga

Braga aposta na reabilitação e valorização dos ecossistemas ribeirinhos

Ministro do Ambiente visitou zonas afectadas pelos incêndios de 2017

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Foto: Sérgio Freitas/Divulgação/CM Braga

O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, e o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, realizaram esta segunda-feira, uma visita aos trabalhos de reabilitação e valorização dos ecossistemas ribeirinhos afectados pelos incêndios de outubro de 2017. Os projectos assentam numa recuperação de forma natural das linhas de água, usando técnicas de engenharia natural, aproveitando árvores queimadas e ramos secos para fazer diques e consolidar margens.

Após os incêndios, o Município efectuou um levantamento das linhas de água afectadas e do tipo de intervenções necessárias em 37 hectares, levando ainda à plantação de 33 mil novas árvores.

“Com o incêndio que deflagrou nestas encostas houve muita vegetação que foi destruída e isso deixou as terras libertas. Os Bracarenses sentiram essas consequências logo em Dezembro desse ano, fruto das inundações que se verificaram, uma vez que os solos ficaram mais libertos e as águas das chuvas foram arrastadas a grande velocidade causando danos consideráveis”, explicou Ricardo Rio, adiantando que com estas intervenções “estamos a prevenir novas ocorrências, criando zonas de protecção com drenagem águas e bacias de retenção que vão reduzir a velocidade e o caudal das enxurradas”.

Para efectuar os trabalhos de limpeza e desobstrução em rios e ribeiras, num montante global de 354 mil euros, o Município recorreu a financiamentos atribuídos pela Agência Portuguesa do Ambiente através do Fundo Ambiental, ao qual se junta uma componente de investimento municipal. As obras foram realizadas nas freguesias de Esporões, Nogueira, Fraião e Lamaçães; Nogueiró e Tenões; Santa Lucrécia e Navarra e Crespos e Pousada.

“Ao olhar para estas encostas e não podemos deixar de ficar um pouco apreensivos com o desordenamento florestal que se vai verificando em terrenos de propriedade privada e que só com uma regulamentação adequada é que se pode realizar algo que impeça a propagação de eucaliptos e outros infestantes”, considerou Ricardo Rio, lembrando que “este é um esforço inacabado, uma vez que os recursos são limitados e a manutenção muito dispendiosa, um facto que carece de financiamento próprio”.

As reabilitações das linhas de água permitem o controlo dos episódios de cheias, o aumento da qualidade da água, o controlo dos processos erosivos nas margens, a melhoria da qualidade dos solos e a maior preservação da biodiversidade. O corte de material arbóreo e arbustivo, a remoção de reutilização de material em obra, a reposição da galeria ripícola e a reabilitação das condições de biofísicas de suporte foram alguns dos trabalhos efectuados.

Já o ministro do Ambiente e da Transição Energética lembrou que este é um projecto duplamente importante. “Além de recuperar linhas de água, reduzindo o risco de cheias e melhorando a qualidade das massas de água que existem em Braga, estamos a criar as melhores linhas de corta-fogo que o país pode ter. Estes quilómetros que estão a ser recuperados em Braga fazem parte dos cerca de mil quilómetros que estamos a recuperar em todo o país. As autarquias têm aqui um papel fundamental e Braga resolveu ir mais além ao financiar este projecto com fundos próprios”, enalteceu João Matos Fernandes.

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Braga

Theatro Circo organiza vigília em homenagem a Gabriela, vítima de violência doméstica em Braga

Gabriela Monteiro foi esfaqueada com “dez golpes”

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Foto: DR

O Theatro Circo, em Braga, emitiu hoje um comunicado na sequência da morte de Gabriela Monteiro, vítima de violência doméstica, na noite de quarta-feira, e que ali trabalhava.

Em homenagem à vítima, o teatro bracarense encontra-se encerrado durante o dia de hoje. A Companhia de Teatro de Braga, em solidariedade, também cancelou o espetáculo agendado para as 21:30, hora em que se irá realizar uma vigília em memória de vítima.

“Convidamos a cidade a juntar-se a nós, vestindo de branco e trazendo consigo uma flor”.

No texto, a administração do Theatro Circo destaca “a profunda bondade, a simpatia e o sorriso fácil” da ex-colaboradora” e repudia “profundamente este ato” .

Paulo Fernandes. Foto: DR

Gabriela Monteiro, de 46 anos, morreu à porta de casa, nas imediações do Palácio da Justiça de Braga, em Santa Tecla, depois de ter sido esfaqueada com “dez golpes” pelo companheiro, Paulo Fernandes, de 48, que se entregou na esquadra da PSP e confessou as agressões.

Comunicado do Theatro Circo

O Theatro Circo vem por este meio comunicar, com profundo pesar de toda a equipa, o falecimento da colaboradora Gabriela Monteiro.

A Gabriela era parte da equipa, da família do Theatro Circo, desde 2010. Na memória dos colegas deixa a profunda bondade, a simpatia e o sorriso fácil, a prontidão em ajudar em todas as situações, mesmo em momentos de adversidade.

A Gabriela foi vítima de violência doméstica e o Theatro Circo, que conta na sua equipa com 17 mulheres, que todos os dias fazem deste espaço um lugar de fruição de arte, de cultura, de harmonia, não pode deixar de repudiar profundamente este ato de violência que tirou a vida a uma das melhores pessoas que contribuía diariamente para esta casa. A Gabriela deixou dois filhos, a quem dirigimos os nossos sentimentos e enviamos votos de coragem neste momento difícil.

O Theatro Circo encontra-se encerrado durante o dia de hoje. Em solidariedade, a Companhia de Teatro de Braga – CTB, cancelou o espetáculo previsto para hoje, às 21h30.

À mesma hora, iremos realizar uma vigília em frente ao edifício onde prestaremos homenagem à Gabriela e a todas as vítimas de qualquer tipo de violência doméstica.

Convidamos a cidade a juntar-se a nós, vestindo de branco e trazendo consigo uma flor.

Nem uma vítima mais.

26.ª vítima este ano

Gabriela Monteiro é a vigésima sexta vítima mortal de violência doméstica, este ano, em Portugal. Na lista, de acordo com dados da Procuradoria Geral de República (PGR), constam 20 vítimas do sexo feminino e seis do sexo masculino. 25 adultos e uma criança.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Na região do Minho, esta foi a quarta morte registada em 2019, no âmbito deste crime.

O primeiro caso ocorreu em março, em Salamonde, Vieira do Minho, e vitimou uma mulher de 39 anos, num caso que chocou o país. O agressor, marido da vítima, foi acusado pelo Ministério Público, esta quarta-feira, de homicídio qualificado. Terá esganado a esposa.

Em agosto, há registo de dois casos. Em Gondifelos, Vila Nova de Famalicão, uma mulher foi morta pelo marido, que se suicidou de seguida. Em Pedralva, no concelho de Braga, uma mulher, de 54 anos, morreu após de ter sido alvejada por três tiros de caçadeira. O suspeito é o marido, de 59, pedreiro de profissão.

Fora do país, também foram conhecidos dois casos a envolver cidadãos portugueses. Nos Estados Unidos, uma mulher da região de Sintra foi esfaqueada mortalmente pelo companheiro, em maio. No Luxemburgo, uma mulher brasileira foi morta pelo marido, natural de Lama, Barcelos, também por esfaqueamento.

Em março, outra mulher morreu colhida por um comboio, em Vila Nova de Famalicão, num aparente caso de suicídio, tendo vindo a saber-se que também era vítima de violência doméstica.

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Braga

“Caros jovens, aqui na UMinho a carne barrosã não foi banida”

Professor da UMinho ‘brinca’ com a decisão de eliminar a carne de vaca das cantinas universitárias, em Coimbra

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Luís Aguiar-Conraria, conhecido professor da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho (UMinho), comentou a decisão de eliminar a carne de vaca nas cantinas universitárias de Coimbra, a partir de janeiro de 2020, anunciada pelo reitor na abertura de mais um ano letivo.

Luís Aguiar-Conraria, à direita do humorista Ricardo Araújo Pereira, numa participação pontual no programa do Governo Sombra, gravado no IPVC, em Viana do Castelo. Foto: Imagens TVI

No Twitter, onde é muito ativo, o também colunista de vários jornais nacionais, como o Público e o Observador, convidou os jovens que vão seguir para o ensino universitário a optarem pela UMinho.

“Aqui na UMinho, a carne barrosã não foi banida. Todas as semanas na cantina”, twitou em jeito de brincadeira.

O reitor da Universidade de Coimbra (UC) anunciou na terça-feira que vai eliminar o consumo de carne de vaca nas cantinas universitárias, por razões ambientais.

Segundo Amílcar Falcão, a eliminação do consumo de carne nas cantinas universitárias a partir de janeiro de 2020 será o primeiro passo para, até 2030, tornar a UC “a primeira universidade portuguesa neutra em carbono”.

A decisão foi, entretanto, apoiada pelos estudantes daquela academia. O presidente da associação, Daniel Azenha, considera que se trata de uma “medida altamente arrojada, que a Associação Académica de Coimbra apoia”.

“As alterações climáticas são para nós uma preocupação. Esta medida não vai resolver o problema, mas é importante na consciencialização do meio académico”, frisou o líder estudantil.

Por ano, cerca de 20 toneladas de carne de vaca são consumidas nas 14 cantinas universitárias da UC.

Daniel Azenha desvaloriza as criticas de algumas organizações agrícolas e associações de produtores, considerando que a medida não os vai afetar na produção.

“Criticas vão existir sempre, mas já chega. Chegámos a um limite em que é preciso atuar”, salientou o dirigente estudantil.

Várias organizações, como a Confederação Agrícola de Portugal, a Associação dos Produtores de Leite de Portugal, Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri) e a Associação Portuguesa dos Industriais de Curtumes (APIC) criticaram a decisão da UC de eliminar a carne de vaca dos menus das cantinas universitárias.

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Braga

Homem mata mulher à facada em Braga

Em Santa Tecla

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Um homem matou uma mulher à facada, esta quarta-feira à noite, na zona de Santa Tecla, na freguesia de São Victor, no centro de Braga.

O suspeito entregou-se na 2.ª Esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP), indicando que “feriu a sua companheira com uma arma branca”, segundo disse à Lusa fonte da Direção Nacional daquela polícia.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“A PSP deslocou-se ao local indicado pelo suspeito, a via pública, e encontrou a vítima. Foram acionados os meios de emergência e o óbito foi declarado no local”, referiu a mesma fonte.

Ao que O MINHO apurou, o homem, de 47 anos, e a mulher, de 46, encontravam-se atualmente separados.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O crime ocorreu perto da casa da vítima, nas imediações do Palácio da Justiça de Braga, numa rua por trás do café Tribuna.

A PSP acrescentou pelas 00:15 que “o suspeito se encontra detido à guarda da PSP”, estando a PJ a fazer diligências no local.

 

Notícia atualizada às 12h43.

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