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Braga

Braga: Advogados pedem 2,2 milhões ao banco Santander e aos três homens que esvaziaram cofres

Assalto milionário em noite de São João

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Foto: DR / Arquivo

2,2 milhões de euros. É esta a quantia pedida, a título de indemnização, por nove lesados aos três autores do assalto ao banco Santander, em Braga, em junho de 2018 e à própria entidade bancária.

Ao que O MINHO soube, os advogados Artur Marques, Licínio Ramalho e Nuno Albuquerque, representando nove dos 50 clientes que ficaram sem o conteúdo dos cofres existentes na dependência da Avenida Central do banco, e que o Ministério Publico considera que soma quatro milhões entre dinheiro e bens, avançaram com os respetivos pedidos de indemnização cível. Vários outros juristas estão a fazer o mesmo já que o prazo para o requerimento da fase de instrução foi alargado por 30 dias, correndo até final de agosto.

Conforme O MINHO noticiou, no fim de junho, o MP de Guimarães acusou dez arguidos, membros de um gangue que fez uma dezena de assaltos a residências em Braga e no Minho e ao banco Santander. Furtando dinheiro e bens que o Ministério Público avalia em 4,7 milhões de euros. Entre os lesados estão, também, o empresário Domingos Névoa, o cantor arcuense Delfim Júnior, e o médico e antigo atleta do SC Braga, Romeu Maia.

No pedido, os juristas visam, ainda, os arguidos Joaquim Marques Fernandes, Vítor Manuel Martins Pereira e Luís Miguel Martins de Almeida.

O banco vai ter de contestar os pedidos de indemnização, isto depois de ter vindo a público afirmar que daria toda a colaboração aos clientes lesados.

Nos pedidos, os advogados sustentam que o banco Santander Totta “incumpriu a obrigação a que, por força do contrato celebrado, estava vinculado, de guardar em condições de integridade, segurança e proteção, em especial contra furtos e roubos, os bens móveis e valores que os clientes tinham no cofre alugado”.

Incumprimento

O incumprimento dessa obrigação foi decisivo para os arguidos executarem o assalto”, afirmam, lembrando que, “desde 15 de junho de 2018, a porta blindada que trancava a antecâmera existente antes da porta gradeada que dá acesso aos cofres particulares de que se trata ficou aberta devido às obras que nesse espaço teriam lugar e assim permaneceu até ao dia do assalto”.

O banco “não adotou quaisquer medidas eficazes para compensar essa enorme diminuição das condições de segurança e da inviolabilidade dos cofres” e, “contra o que estava previsto, permitiu que o Joaquim Fernandes, a 19 de junho, acedesse à zona de cofres particulares num momento em que a agência não estava aberta ao público e tivesse percebido que aquela porta blindada permanecia aberta e que o alarme estava inativo e com a indicação “falta ligar”.

Para os lesados, tal “consubstancia uma grosseira falta de cuidado e diminuição das condições de segurança que o banco se obrigou a garantir por contrato”.

Assaltos em Braga, Arcos, Ponte de Lima e Viana

O gangue fez, ainda, assaltos a várias casas na região do Minho (Braga, Arcos de Valdevez, Ponte de Lima e Viana do Castelo), onde, diz o Ministério Público, terá furtado mais 700 mil euros.

Foto: Arquivo

Tinha como informador o agente da PSP de Ponte de Lima, Carlos Alfaia, apanhado em escutas e mensagens telefónicas a contar a sua participação nos crimes e a pedir a sua “prenda”, ou seja, o dinheiro correspondente.

A coberto do São João

Os lesados dizem que a culpa do banco é “tanto mais agravada e incompreensível quanto é certo que, localizando-se a agência na Avenida Central de Braga, numa zona da cidade onde era notório que iriam concentrar-se, como se concentraram, sobretudo nos dias e noites de 23 e 24 de junho, de São João, dezenas ou mesmo centenas de milhares de pessoas. Ou seja, os larápios esvaziaram os 52 cofres (dois estavam vazios) durante várias horas a coberto do ruído.

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Braga

Proprietários das “Lojas com História” em Braga já podem pedir isenção do IMI

44 lojas abrangidas

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Foto: Divulgação / CM Braga

A Câmara de Braga anunciou esta terça-feira que os estabelecimentos abrangidos pelo programa “Lojas com História” já se podem candidatar à isenção de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), sendo que o prazo corre até 30 de novembro.

Em comunicado enviado à Lusa, a autarquia refere que atualmente são 44 as lojas abrangidas por aquele programa e que “está a decorrer também a segunda fase de classificação das “Lojas com História”, cuja candidatura deve ser feita junto dos serviços da autarquia.

Para conseguir a classificação de “Loja com História”, explica a autarquia, é preciso a “verificação cumulativa de determinados tipos de fatores”, desde a longevidade da atividade, que deve ter “pelo menos” 25 anos.

“A par da atividade (e a ela intrinsecamente ligados) também o património material e o património imaterial do estabelecimento ou da atividade devem apresentar determinadas características reveladoras do seu significado histórico e cultural ou social local”, refere a autarquia.

Para o vereador do urbanismo da Câmara de Braga, Miguel Bandeira, “a iniciativa é determinante para a aplicação dos benefícios previstos à data e outros que possam ser aprovados. Ao mesmo tempo é um estímulo para a manutenção da atividade que é hoje reconhecidamente um fator fundamental para a coesão e atratividade das cidades”.

O reconhecimento daquele tipo de estabelecimentos leva ainda à “inclusão das lojas classificadas no portal do Inventário Nacional Comércio com História que irá promover através da relação com a plataforma do Turismo de Portugal: Visit Portugal a divulgação das lojas reconhecidas em Braga”.

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Braga

Firmino Marques só sai da Câmara de Braga em outubro para tomar posse no parlamento

Candidato pelo PSD à Assembleia da República

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Foto: DR / Arquivo

O vice-presidente da Câmara de Braga, Firmino Marques, que se candidata a deputado nas listas do PSD pelo círculo eleitoral de Braga, nas próximas eleições legislativas, apenas abandona o Município quando for eleito e tomar posse na Assembleia da República, em outubro.

A informação foi prestada a O MINHO pelo presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, o qual salientou que, quando a campanha eleitoral  começar, Firmino recorrerá ao mecanismo legal da suspensão do mandato.

A sua substituição pela jurista Olga Costa, a oitava na lista que se candidatou à câmara fica assim adiada, e Rio tem mais tempo para definir se lhe entrega ou não os mesmos pelouros que Marques governa.

Firmino Marques disse há dias a O MINHO que se candidata “com espírito de missão e de serviço”, sublinhando que tem dado “provas desse espírito  de servir a comunidade bracarenses quer como presidente da Junta de Freguesia de São Vítor quer como vereador no Município”.

A próxima reunião de câmara, com todos os vereadores, está marcada para 10 de setembro.

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Braga

GNR apreende 11 mil euros em artigos de contrafação na feira de Vieira do Minho

Identificados três suspeitos

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Foto: DR / Arquivo

A GNR de Vieira do Minho apreendeu, segunda-feira, cerca de 11 mil euros em artigos de contrafação numa ação de fiscalização à feira semanal daquela localidade, tendo identificado três homens, anunciou hoje aquela força militar.

Em comunicado enviado hoje, o Comando Territorial de Braga explica que a ação levada a cabo pelo Posto Territorial de Vieira do Minho, “teve como objetivo o combate à contrafação” e que os militares “detetaram diversas bancas com artigos que ostentavam, ilegalmente, marcas registadas conhecidas”.

Foto: GNR

Os homens identificados têm idades entre os 35 e os 39 anos, adianta ainda o texto.

Entre os artigos apreendidos estavam, enumera a GNR, “194 t-shirts, camisolas, casacos e polos, 164 calças e fatos de treino e 145 pares de sapatilhas”.

Segundo refere a GNR “os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Vieira do Minho” e a ação de fiscalização “contou com o reforço do Destacamento de Intervenção de Braga”.

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