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BPI antecipa para 06 de abril pagamento de pensões

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Banco Português de Investimento (BPI) anunciou hoje que antecipa o pagamento de pensões aos seus clientes para 06 de abril, em vez de dia 09, devido à pandemia da covid-19, que em Portugal já matou 266 pessoas.


Num comunicado enviado à agência Lusa, o banco anuncia que os clientes com a sua pensão domiciliada numa conta BPI, “vão poder dispor do seu dinheiro a partir do dia 06 de abril, sem necessidade de esperar pelo dia 09, data habitual de pagamento”.

O BPI acrescenta que “não vai cobrar qualquer juro (taxa 0%) e que suportará todos os custos da antecipação”.

“O objetivo é contribuir para proteger a população com idade superior a 65 anos, permitindo o levantamento faseado e evitando a aglomeração de pessoas no dia 09 de abril, em que os balcões dos bancos funcionam apenas até às 13:00”.

No comunicado, o banco adianta que “colocou em marcha um plano especial de informação e organização de marcações para os clientes com mais de 65 anos que desejem receber a sua pensão ao balcão, ao longo dos próximos dias”.

“A decisão do BPI permite também cumprir as recomendações das autoridades em matéria de mobilidade e saúde, garantindo igualmente que as medidas de prevenção na rede comercial mantêm a sua eficácia”, acrescenta.

O banco afirma que está a contactar os clientes que habitualmente pretendem receber a sua pensão em numerário” e que “as equipas da rede comercial do BPI estão a explicar as diferentes possibilidades, que permitem evitar deslocações que não sejam estritamente necessárias”.

Caso algum cliente deseje acorrer ao balcão para receber a pensão, será agendada previamente uma hora de visita com o objetivo de reduzir ao máximo a sua estada fora do domicílio, e evitar que se gerem aglomerações junto aos balcões, acrescenta o banco.

O BPI sugere que os clientes privilegiem o uso dos meios digitais ou telefónicos para realizar operações bancárias, nomeadamente o BPI Net, BPI App ou BPI Direto (707 020 500 ou 21 720 77 07), disponíveis 24 horas por dia. Os meios digitais ou telefónicos também devem ser o meio de contacto para falar com o gestor bancário, aconselha o banco.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 60 mil.

Dos casos de infeção, mais de 211 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de mais de 603 mil infetados e mais de 43 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, 14.681 óbitos em 119.827 casos confirmados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 266 mortes, mais 20 do que na véspera (+8,1%), e 10.524 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 638 em relação a sexta-feira (+6,5%).

Dos infetados, 1.075 estão internados, 251 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 75 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

O Governo declarou, no dia 17 de março, o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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País

Bares e discotecas vão ter um apoio financeiro maior do Governo

Covid-19

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Foto: DR

O ministro da Economia anunciou hoje que o novo programa de apoio a empresas – Apoiar.pt – com montante global de 1.550 milhões de euros, prevê uma majoração para discotecas, bares e outros estabelecimentos que estão encerrados desde março.

“A animação noturna […] é uma situação bastante preocupante, está claro do ponto de vista sanitário que estes estabelecimentos têm muita dificuldade em evitar contaminações, por isso, infelizmente, têm de continuar fechados”, disse Pedro Siza Vieira, que falava na audição conjunta das comissões de Orçamento e Finanças e Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, no âmbito do debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021).

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital anunciou, assim, que, ao abrigo do Apoiar.pt, estes setores que continuam impedidos de abrir, terão um “apoio majorado”.

“Nunca é suficiente, mas é aquilo que nesta altura poderemos fazer”, apontou.

No âmbito do programa Apoiar.pt está previsto um montante global de 750 milhões de euros em subsídios a fundo perdido destinado a micro e pequenas empresas dos setores mais afetados pela crise, como é o caso do comércio, cultura, alojamento e atividades turísticas e restauração, explicou Pedro Siza Vieira, em conferência de imprensa, na quinta-feira, aquando da apresentação do novo programa de apoios.

O secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres, também presente na audição parlamentar de hoje, sinalizou, ainda, que há pouco mais de duas semanas, o Governo reviu as condições do mecanismo de apoio à retoma progressiva da atividade, passando a permitir aos estabelecimentos encerrados desde março, devido à pandemia de covid-19, como os de animação noturna, a redução do período normal de trabalho a 100% com encargos mais reduzidos com o trabalhador.

“É um quadro de condições muito mais favorável para estes estabelecimentos”, considerou João Torres.

O ministro da Economia sublinhou também que uma parte significativa das empresas que podem recorrer ao Apoiar.pt são também as do setor da cultura.

Questionado pela deputada Filipa Roseta, do Partido Social Democrata (PSD), sobre as notícias de que dois teatros emblemáticos da cidade de Lisboa – Politeama e Maria Vitória – vão fechar portas por tempo indeterminado e sobre o que acontecerá aos seus trabalhadores (maioria trabalhadores independentes), o ministro reconheceu que há “de facto” um “problema de apoio ao setor da cultura”.

“Não acompanho diretamente [o tema], mas tenho falado com a senhora ministra da Cultura, no sentido de perceber como podemos assegurar o apoio à manutenção de atividades nesta área”, adiantou o governante.

Além do programa Apoiar.pt, Siza Vieira destacou ainda a prestação social extraordinária que está prevista no Orçamento do Estado para 2021, que “vai tentar compensar muitos dos trabalhadores do setor cultural”, onde existe “muito trabalho independente”, não abrangidos pelo regime de ‘lay-off’.

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País

PCP pede 35 horas semanais e 850 euros de salário mínimo

Economia

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Foto: DR

O secretário-geral do PCP insistiu hoje no aumento do salário mínimo nacional para 850 euros e reivindicou uma redução do horário de trabalho a “todos os trabalhadores” para as 35 horas semanais para combater o desemprego.

Jerónimo de Sousa fez estas reivindicações num encontro com sindicalistas e trabalhadores na sede do PCP do centro Vitória, em Lisboa, sobre os salários, e em que falou, durante 10 minutos, sobre a “ação geral” do partido, sem as ligar ao Orçamento do Estado de 2021.

O aumento do salário mínimo e o “aumento geral dos salários é uma necessidade, é uma emergência nacional”, disse o líder comunista, perante uma plateia de pouco mais de 20 pessoas, separadas entre si devido às medidas sanitárias de combate à pandemia de covid-19.

Para Jerónimo de Sousa, o país precisa da “redução do horário de trabalho para o limite máximo das 35 horas semanais”, que seja aplicado “a todos os trabalhadores”, sejam da administração pública, sejam do setor privado.

Esta medida, justificou, colocaria “a necessidade de centenas de milhar de trabalhadores para cumprir as mesmas horas de trabalho, com igual produtividade”.

Um meio de “combate ao desemprego e na criação de postos de trabalho”, disse.

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País

Novo secretário de Estado do Planeamento Ricardo Pinheiro tomou posse em Belém

Política

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deu hoje posse ao novo secretário de Estado do Planeamento, Ricardo Pinheiro, que substitui José Mendes no cargo, numa cerimónia restrita no Palácio de Belém, em Lisboa.

A cerimónia, que começou à hora prevista, 20:30, decorreu na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém e contou com a presença, entre outros, do ministro do Planeamento, Nélson de Sousa.

Numa nota divulgada no portal da Presidência da República foi hoje anunciada a alteração após proposta do primeiro-ministro, António Costa, aceite por Marcelo Rebelo de Sousa.

“O Presidente da República aceitou a proposta do primeiro-ministro de exoneração, a seu pedido, de José Fernandes Gomes Mendes, como secretário de Estado do Planeamento, e a nomeação, para o mesmo cargo, de Ricardo Miguel Furtado Pinheiro”, pode ler-se

Ricardo Pinheiro, de 40 anos, engenheiro eletrónico de profissão, foi presidente da Câmara de Campo Maior, distrito de Portalegre, círculo pelo qual foi eleito deputado nas últimas eleições legislativas.

No parlamento, Ricardo Pinheiro tem exercido as funções de coordenador do Grupo Parlamentar do PS na Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território.

Faz ainda parte do grupo de trabalho para acompanhamento do processo de remoção do amianto em edifícios públicos e é suplente na comissão parlamentar de transparência e estatuto dos deputados.

A última mudança no Governo ocorreu em 16 de setembro passado, quando o primeiro-ministro procedeu à substituição de cinco secretários de Estado -uma remodelação que então abrangeu os ministérios da Educação, Saúde, Infraestruturas e Habitação, e Mar.

Esta recomposição do Governo, tal como a atual, com a mudança de apenas um secretário de Estado, não alterou a dimensão do executivo.

De resto, o mesmo aconteceu com a primeira remodelação da presente legislatura, que aconteceu há cinco meses, com a substituição de Mário Centeno por João Leão como ministro de Estado e das Finanças e a consequente mudança de três secretários de Estado, que tomaram posse no dia 15 de junho.

Já na altura, devido à pandemia de covid-19, o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, deu posse à nova equipa das Finanças numa cerimónia restrita no Palácio de Belém, sem outros convidados.

O XXII Governo Constitucional, o segundo executivo minoritário chefiado por António Costa, tomou posse no dia 26 de outubro de 2019, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, na sequência da vitória do PS nas eleições legislativas de 06 de outubro, sem maioria absoluta, composto por 19 ministros e 50 secretários de Estado.

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