Seguir o O MINHO

Braga

Bonna, a pastelaria de Braga que é a Disneylândia dos celíacos

Certificada pela Associação Portuguesa de Celíacos

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Duas coisas ressaltam à vista quando se entra na ‘Bonna’: o espaço (relativamente pequeno) e a montra com todo o tipo de bolos possíveis e imaginários. Feitos sem glúten e sem leite. Dá-se a provar um palmier e a sensação com que se fica é que o sabor é igual, arrisca-se a dizer até melhor do que os tradicionais.


Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

É ainda com o pé atrás que a reportagem de O MINHO entra na ‘cozinha’ onde a pasteleira e proprietária Samira Guimarães não tem mãos a medir para aviar os pedidos de bolos para aquele dia. Ainda assim, vai contando a história da primeira pastelaria na Europa que confecciona bolos sem glúten e sem leite.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“Não há mais nenhuma na Europa e no Mundo não sei se haverá”.

Qualquer pessoa com restrições ou alergias alimentares pode utilizar os serviços da Bonna.

“Fazemos muitas experiências ajudados pelos nossos clientes e assim criamos produtos únicos. A maioria das vezes, passam a fazer parte da nossa oferta”. O pão do Gonçalo é um deles, mas já lá vamos.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Natas, croissants, crumbies, palmiers, bolos de frutas… tudo aquilo que se imagina na pastelaria tradicional é possível confeccionar na Bonna, sem glúten e sem leite. “Daí dizermos que é a Disneylândia dos celíacos porque podem comer todos os bolos sem quaisquer problemas”.

A Bonna, localizada em Gualtar, Braga, é a única na cidade certificada pela Associação Portuguesa de Celíacos a fabricar alimentos sem glúten. A pastelaria também confecciona produtos sem ovo, soja ou açúcar sob encomendas.

Ana Clara

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

João Pinheiro e Samira Guimarães são um casal que veio do Brasil, João é português ainda que nascido do outro lado do atlântico, ‘fugindo’ ao aumento da insegurança que grassa no país. Na bagagem trazem uma experiência acumulada na área das intolerâncias alimentares. A responsável é a filha, Ana Clara, que quase morreu com um choque anafiláctico, por causa de uma desconhecia alergia ao leite.

“Passamos três anos a conhecer e a perceber as alergias alimentares, com idas a palestras e seminários nos Estados Unidos, a visitar feiras e a participar em congressos”, revela João Pinheiro que se junta à conversa. A própria Samira esteve 38 anos sem saber que era celíaca…

Com a vinda para Portugal, João tem família em S. Mamede D’Este, quiserem dar “uma vida boa” a cerca de 3% da população que sofre um qualquer distúrbio alimentar e a tendência “é para aumentar”. A culpa é do glifosfato mas isso é outra conversa.

Formação que acaba em pastelaria

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A aprendizagem de técnicas e receitas para preparar alimentos livres de glúten deram uma bagagem a Samira que lhe permitiu dar muitos cursos no Brasil. Inicialmente a ideia era fazer o mesmo em Portugal mas “os pedidos eram tantos que o projeto inicial teve que ser alterado.

Criamos uma zona de atendimento ao público, que é pequena, para responder às solicitações”. Recentemente, o casal Aluísio Baretto e Juliana Perpétuo, que eram clientes da pastelaria e tem uma filha celíaca e portadora de diabetes tipo 1, associaram-se à Bonna, o que fez ampliar o conceito da marca e inseriu na produção o cuidado com o açúcar.

Desde Dezembro de 2018 que se instalaram em Gualtar criando um espaço 100% para celíacos a começar nas questões da segurança alimentar: “todos os utensílios são biodegradáveis, não há cruzamento de utensílios para evitar a contaminação e os produtos são quase todos importados porque não existem em Portugal”. Daí os preços serem um pouco mais elevados.

“Nós testamos os produtos todos!”, revela João Pinheiro entre duas lambidelas no creme sem leite que encantou o jornalista de O MINHO.

Fábrica própria e TukTuk

Duas novidades estão a caminho. A primeira é a construção de uma fábrica de raiz, depois de uma candidatura ao Portugal 2020 ter sido aprovada. Localizada na freguesia de Oleiros, em Vila Verde, a estrutura irá produzir produtos para celíacos, na lógica actualmente existente na padaria tradicional: “há duas empresas que produzem o pão que depois é vendido ‘cru’ para as padarias que o cozem nos seus estabelecimentos”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O que a Bonna quer “é produzir produtos para pessoas com intolerâncias alimentares dando-lhes um selo de qualidade e massificando a sua venda. Queremos controlar todo o processo” e é por isso, que estão disponíveis apenas para franchisar a marca.

Uma das críticas mais ouvidas é a localização da Bonna. “Fica distante do centro… mas fazemos o esforço de bom grado para cá vir”, diz uma das clientes habituais. É a pensar nisto que, no início, do próximo ano, as actuais instalações podem mudar de lugar ou então vão sofrer obras profundas.

Um tuktuk com produtos a um euro é a face mais visível da Bonna. Está estacionado num dos shoppings da cidade e “a maior dificuldade é dar resposta a todos os pedidos”. No tuktuk é possível levar para casa os produtos Bonna, todos com o mesmo preço.

Pão do Gonçalo

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A viagem até à Bonnalândia termina como começou: o Gonçalo é um menino especial tem duas doenças raras, só há mais cinco pessoas no Mundo como ele, e tem bastantes restrições alimentares. Com a mãe, Samira respondeu ao desafio de criar produtos que ele pudesse comer. Um deles foi um pão. Chamou-lhe ‘Pão do Gonçalo’.

“Numa altura, recebemos uma encomenda da mãe para uma festa. No dia marcado, veio cá uma pessoa que nos perguntou se tínhamos o Pão do Gonçalo e nós achamos que era alguém que vinha buscar a encomenda. Não era! Era uma senhora que tinha provado o pão e como gostou veio comprar. Conseguimos responder aos dois pedidos mas, nesse dia, foi uma azáfama”.

No entanto, Samira põe um sorriso: “sabe tão bem perceber que o nosso trabalho está a ajudar estas pessoas a ter uma vida boa”. Uma ‘Bonna’ vida, portanto…

Anúncio

Braga

Covid-19: Mais um caso positivo no concelho de Braga nas últimas 24 horas

Pandemia

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O concelho de Braga registava, até ao final da tarde desta quarta-feira, 1.419 casos acumulados de infetados com covid-19 desde o início da pandemia, mais um do que ontem, apurou O MINHO junto de fonte local da saúde.

Destes, 1.325 estão recuperados, ou seja, não há recuperações desde a passada quinta-feira. Lamentam-se ainda 74 óbitos, número que permanece igual desde o passado dia 16 de junho.

Existem, atualmente, 20 casos ativos de covid-19 em todo o concelho de Braga.

Estes dados são apurados por O MINHO junto de fonte local do setor da saúde e não coincidem com os divulgados pela Direção-Geral de Saúde (DGS), no qual o concelho de Braga regista 1.277 acumulados.

Portugal regista hoje mais uma morte por covid-19 e 167 novos casos de infeção por covid-19, em relação a terça-feira, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 51.848 casos de infeção confirmados e 1.740 mortes.

Há 37.565 casos recuperados, mais 247.

Continuar a ler

Braga

PSP multa Câmara de Terras de Bouro por usar segurança privada na praia de Alqueirão

PSP

em

Foto: Divulgação

A Câmara de Terras do Bouro garantiu hoje que “em caso algum” vai prescindir dos préstimos da empresa de segurança contratada para fazer a vigilância da praia fluvial de Alqueirão, cujo serviço foi considerado “prática ilegal” pela PSP.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Terras do Bouro, no distrito de Braga, Manuel Tibo, confirmou que a ação de fiscalização numa praia fluvial do Minho, feita a 30 de julho e anunciada hoje em comunicado pela PSP, foi naquela praia do Gerês e considerou que a força policial “devia ter mais com que se preocupar do que com medidas que visam o combate à COVID-19 e proteger a população”.

Segundo as duas entidades confirmaram, desde 11 de julho que a vigilância na praia do Alqueirão é feita por uma empresa de segurança privada contratada pela Câmara Municipal de Terras do Bouro, sendo que, segundo explicou Manuel Tibo, aquele contrato tem vigência até 31 de agosto.

No seu comunicado, a Polícia de Segurança Pública refere que, “através do Departamento de Segurança Privada, no âmbito das suas competências exclusivas no âmbito do regime do exercício da atividade de segurança privada, enquanto entidade de licenciamento, regulação e fiscalização, detetou no dia 30 de julho de 2020 a prática ilegal de serviços por parte de uma empresa de segurança privada numa praia fluvial na região do Minho”.

A PSP explica que “no local constatou-se que os seguranças privados tinham a responsabilidade de vigiar todo o espaço da praia fluvial, controlavam da lotação da mesma e, em caso de necessidade, promoviam a chamada para as forças de segurança”.

No texto é ainda referido que a empresa privada opera “sem contrato de prestação de serviços, igualmente obrigatório por lei”, pelo que “o Departamento de Segurança Privada procedeu ao levantamento de auto de notícia criminal visando a autarquia, a empresa de segurança privada e os dois seguranças privados identificados a exercer a atividade no local, o qual foi já remetido à autoridade judiciária”.

Manuel Tibo confirmou à Lusa o auto, adiantando ter origem “numa denúncia”, mas mostrou-se contra a ação policial: “Toda a gente sabe que aquele é um local não vigiado mas que recebe milhares de pessoas, este ano ainda mais”.

“Apesar de não ser pertença da câmara e para que os problemas com a pandemia não se transformem num pandemónio, no âmbito das nossas obrigações como Proteção Civil, resolvemos assegurar a vigilância do local”, explicou.

“O que nós fizemos foi contratar uma empresa por ajuste direto simplificado que assegure que as medidas de prevenção à propagação do novo coronavírus, como a lotação, o distanciamento social, sejam asseguradas promovendo assim a segurança de quem escolheu o Gerês para passar as suas férias”, continuou.

O autarca realçou ainda que “é evidente o aumento da criminalidade na área, fruto do também aumento de pessoas. Se a GNR e forças policiais não têm meios para fazer a devida proteção da área, a câmara não pode alhear-se dessa responsabilidade”.

Por isso, garantiu, “a câmara não vai abdicar desta vigilância e a empresa vai operar ate 31 de agosto em prol da população”.

A PSP garante, no referido comunicado, que “manter-se-á atenta a nível nacional aos serviços prestados pelas empresas e pelos profissionais de segurança privada, bem como à forma de prestação de cada serviço”.

Aquela força policial refere também que “a atividade de segurança privada, por regra, não pode ser livremente exercida no espaço público mas sim em espaços privados e ou de acesso restrito”.

“Para além disso, a prestação destes serviços somente poderá iniciar-se após ser redigido contrato escrito com empresa detentora de alvará e todas as forma de segurança privada só podem ser exercidas por profissionais habilitados e autorizados pela PSP”, lê-se.

Continuar a ler

Braga

Vítima de explosão em Vieira do Minho com 45% do corpo queimado foi para Coimbra

Acidente

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O homem de 46 anos vítima de queimaduras na sequência de uma explosão numa pedreira em Vieira do Minho foi helitransportado para o Hospital de Coimbra com queimaduras em 45 por cento do corpo.

A vítima ficou com queimaduras nos braços, tronco e cabeça. As queimaduras afetaram as vias respiratórias.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O acidente ocorreu numa pedreira entre as freguesias de Anissó e Tabuaças, com o ferido a ser inicialmente transportado de carro particular até à rotunda do Ouro, em Póvoa de Lanhoso, onde foi chamado socorro de emergência médica e um helicóptero.

No local estiveram os Bombeiros da Póvoa de Lanhoso, a VMER de Braga e um helicóptero do INEM, no total de 17 operacionais e oito viaturas.

Continuar a ler

Populares