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Bombeiros portugueses recebem 450 mil euros em material do 112 transfronteiriço

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As corporações bombeiros do Norte de Portugal receberam esta segunda-feira 450 mil euros em material de emergência no âmbito no projeto do 112 transfronteiriço, revelou o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

Segundo Carlos Neves aquele material vai ser entregue a várias corporações de bombeiros situadas na fronteira com a Galiza sendo que a distribuição dos equipamentos será coordenada pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

A entrega daquele material às autoridades portugueses, pelo vice-presidente da Junta de Galiza e presidente da Agência Galega de Emergências, Alfonso Rueda, decorreu, esta segunda de manhã, na antiga alfândega de Valença, no âmbito do projeto Assistência Recíproca Inter-regional em matéria de Emergências (ARIEM-112), que abrange o Norte de Portugal, a Galiza e Castela Leão.

Ao todo, foram entregues, 332 terminais tetra de comunicações móveis, 732 adaptadores de conexão para mangueiras de incêndio, 4450 detetores de incêndios domésticos, 55 equipamentos de respiração autónoma para bombeiros e uma câmara de visão térmica.

Entre o material entregue, o vice-presidente da CCDR-N, presente na cerimónia, destacou a importância os adaptadores de conexão para mangueiras de incêndio que “vão permitir maior eficácia às corporações de ambos os lados da fronteira em situação de emergência”.

“Até agora as ligações das mangueiras de combate a incêndios utilizadas pelos bombeiros portugueses e espanhóis não eram compatíveis e não podiam ser partilhadas. Uma coisa tão simples que terá um grande impacto na intervenção em situação de emergência”, sustentou.

Carlos Neves realçou ainda a “relevância” os detetores de incêndios domésticos que vão ser distribuídos na região, como forma de prevenir mortes por inalação de monóxido de carbono, na sequência de incêndios em habitações.

“A maior parte das mortes por incêndio acontecem durante a noite, não tanto pelo fogo em si, mas pelo fumo. Os detetores de incêndio, em particular em regiões isoladas, e sobretudo em populações mais idosas é particularmente importante porque elas muitas vezes morrem a dormir porque não têm consciência do fogo e do fumo que as asfixiam”, explicou.

Nos dois lados da fronteira o ARIEM- 112 abrange uma população de quase 572 mil pessoas, e representou, na primeira edição, que terminou em novembro passado, um investimento de 2,8 milhões de euros, financiado pelo POCTEP (Programa Operativo de Cooperação Transfronteiriça Espanha – Portugal),

Do lado português, além da ANPC o projeto envolve o Instituto de Emergência Médica (INEM) e a PSP.

Carlos Neves adiantou que a renovação daquele projeto transfronteiriço vai ser formalizada com a apresentação ao POCTEP, até final da semana, de uma nova candidatura, também para três anos, que prevê um montante de mais de três milhões de euros, e com novos parceiros.

“O projeto está a ser terminado porque no final desta semana terá que ser submetida a candidatura. Do lado português já há a garantia absoluta que vão ser envolvidas a GNR e a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho”, explicou.

Dados avançados pela CCDR-N nos três anos da primeira edição, o ARIEM-112 foi acionado em cinco ocorrências registadas em 2014 e 2015, nos dois lados da fronteira, sendo que dois casos foram incêndios, florestal e industrial, e três situações de busca e salvamento no rio Minho.

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