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Alto Minho

Bombeiros lisboetas despedem-se ao fim de 107 dias a combater incêndios no Alto Minho

Brigada Javali

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Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Brigada Javali, composta por 16 elementos dos Bombeiros Voluntários de Beato e Penha de França, com sede na cidade de Lisboa, terminaram esta quarta-feira a missão de reforço que levavam a cabo nas corporações de bombeiros de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, depois de quase 4 meses de combate a incêndios.

Comandante Mário Ribeiro. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Também o grupo de dois elementos dos Bombeiros de Camarate, com sede em Loures, partiram de Valença, onde deram apoio com um autotanque durante o mesmo período de tempo.

Com sentimento de dever cumprido, regressam à base após esta missão que se realizou pelo terceiro ano consecutivo, como revelou o comandante Mário Ribeiro em exclusivo a O MINHO.

Bombeiros da capital apagam incêndios em Viana

Com o final do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais 2019, os operacionais abandonam o Alto Minho com várias técnicas assimiladas, sobretudo no que diz respeito a combate a incêndios crescentes desde o seu início.

A ideia da vinda dos bombeiros lisboeta surgiu quando Marco Domingues, comandante operacional distrital (CODIS) de Viana e Paulo Barreiro – 2.º CODIS, reuniram os diversos comandantes de corpos de bombeiros do distrito para perceber qual o maior problema para os bombeiros da região. Resultado: Os cerca de 700 bombeiros existentes em todo o distrito não são suficientes para assegurar um combate eficaz aos incêndios.

Pedro Guerreiro [Camarate], Mário Ribeiro [Beato e Penha de França], Filipe Guimarães [Arcos de Valdevez], Miguel Lourenço [Valença] Marcos Domingues [CODIS] e Paulo Barreiro [2.º CODIS]. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Os dois responsáveis sugeriram a hipótese de existir um reforço no combate a incêndio vindo de outro distrito. O comando nacional analisou e aceitou a ideia, indicando o distrito de Lisboa como sendo o que tem mais bombeiros e o ideal para reforçar Viana do Castelo em período de incêndios, dada as poucas ocorrências de incêndio na urbe lisboeta.

Os operacionais da capital puderam assim adquirir “um grande know how que contraria a tendência de afirmarem que o pessoal da cidade não percebe nada de incêndios”, como explica Mário Ribeiro, na hora da despedida.

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