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Bolas de fogo ‘rasgam’ os céus de Portugal e Espanha

Portais especializados afirmam tratar-se de restos de um foguete chinês

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Imagem: Redes Sociais

Detritos espaciais foram avistados a arder nos céus sobre o sul da Península Ibérica ao final da noite desta segunda-feira, com vários relatos a emergir por entre as diferentes redes sociais, acompanhados de vídeos e fotografias do momento em que reentram na atmosfera terrestre (e se desintegram).

Ainda nenhuma fonte oficial se pronunciou, mas vários meios espanhóis especializados em astronomia afirmam tratar-se de restos espaciais provenientes de um veículo de lançamento (foguete) chinês (CZ-2F) que reentraram na atmosfera pouco depois das 23:30 (hora portuguesa).

Alguns órgãos de comunicação regionais deram eco da afirmação dos portais especializados, como é o caso da ABC ou do Diário Sur. O fenómeno foi avistado também a Norte, em locais como Valladolid.

Algumas horas antes do avistamento, o portal Frontera Espacial dava conta de que os detritos poderiam cair na zona das Ilhas Canárias.

O horário em que aconteceu coincide com a hora prevista por aquele meio de informação (entre as 23:27 e 23:37, hora portuguesa).

Em Portugal, há relatos de avistamento do fenómeno em todo o Algarve, Alentejo e região de Lisboa. Já do lado espanhol, foi avistado em grande parte do território a sul, e também no centro, com vídeos a mostrarem as bolas de fogo a partir de Madrid.

Para além da Península Ibérica, também Marrocos foi sobrevoado pelo detrito espacial.

Nuno Peixinho, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, contactado por O MINHO, adiantou que “de facto, parece tratar-se dos restos do CZ-2F R/B chinês”.

O foguete em questão é o Chang Zheng 2F, lançado no passado dia 05 de junho para colocar em órbita a nave espacial Shenzhou 14 – que atracou com sucesso uma missão tripulada de três astronautas na Estação Espacial Chinesa.

Face à força da gravidade, os veículos de lançamento espaciais são compostos por vários estágios, com recurso a motores (boosters), para impulsionar e direcionar as naves ou módulos atrasados em direção ao destino. Contudo, alguns desses estágios ou motores acabam por cair, desintegrando-se (de forma programada) na atmosfera, o que deverá ter sido o caso. Pode também tratar-se de um foguete mais pequeno (de apoio ao principal) com um reservatório de combustível que é queimado durante o processo de lançamento.

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