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Região

Bloco questiona Governo sobre “nova doença” que afeta os castanheiros

Assembleia da República

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Foto: DR / Arquivo

O Bloco de Esquerda quer saber se o Governo está a acompanhar o aparecimento de uma nova doença que está a afetar gravemente os castanheiros e se está a fazer o levantamento dos prejuízos provocados na região do Minho e Alto Minho, anunciou hoje o partido.


De acordo com o BE, em causa está o aparecimento de uma doença conhecida por “podridão da castanha”, provocada pelo fungo gnomoniopis castanea, que, de acordo com o especialista e docente na UTAD, José Gomes Laranjo, ainda não há um tratamento para o fungo devido à falta de estudos sobre a biologia do fungo que provoca a podridão da castanha e sobre o seu tratamento, sublinhando que em Itália a produção de castanha sofreu quebras de 70% a 80%.

No documento entregue na Assembleia da República, os deputados do Bloco de Esquerda eleitos pelo Minho, José Maria Cardoso e Alexandra Vieira, afirmam que “os produtores de castanha encontram-se numa situação desesperante, pois não existe uma estratégia de ação nem medidas de proteção fitossanitária eficientes para esta cultura e adequadas à sua realidade atual”.

“Muitos deles vivem, em consequência, uma situação de insustentabilidade da sua atividade e merecem o apoio do Estado de forma a conseguirem ultrapassar a perda de rendimentos da cultura e a responder eficientemente a este complexo de pragas e doenças, tornando os seus sistemas culturais mais resilientes”, acrescentam.

Por isso, os bloquistas querem saber “que medidas pensa o Governo tomar para compensar as perdas destes agricultores e que medidas prevê o Governo tomar para apoiar os produtores de castanha na prevenção e combate a estes problemas fitossanitários no futuro”.

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Alto Minho

Festival de teclados da Eurocidade Valença-Tui de 2 a 11 de outubro

Concertos presenciais e digitais

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Foto: Divulgação / IKFEM - International Keyboard Festival & Masterclasse

Já é conhecida a programação completa da 8.ª edição do IKFEM – International Keyboard Festival & Masterclasse que se realiza na Eurocidade Valença-Tui de 2 a 11 de Outubro, anunciou hoje a organização.

À soprano Ainhoa Arteta, que partilha o palco com o pianista Javier Carmena, junta-se agora Carlos Núñez que vai estrear um espectáculo com Pancho Álvarez, Daniel Pereira e o trio português Ensemble Med, na Catedral de Tui.
Cantigas sacras galego-portuguesas a partir da gaita-de-foles de Carlos Núñez que regressa, assim, a Tui, terra natal do seu mestre, Antón Corral.

A representar Portugal e a música tradicional vão estar também o Quarteto Contratempus, no Teatro Municipal de Tui, com o espectáculo “Variações a partir de um coração”. O Auditório do Centro de Inovação e Logística de Valença vai receber o Trio Casperveck, liderado pelo pianista Brais González, que vai musicar ao vivo o filme mudo de Buster Keaton, “O Marinheiro de Água Doce”. Por sua vez, a Igreja de Santo Domingo, em Tui, acolhe uma viagem pela música barroca com a dupla Eutherpe, que junta o violiono de Ângela Neto Domingues com o cravo de Erea Blanco Balvís.

Aos concertos presenciais juntam-se os digitais numa edição adaptada à nova realidade imposta pela pandemia da covid-19.

Mantendo o carácter transfronteiriço, o IKFEM convidou os músicos portugueses e espanhóis a apresentarem-se no canal online do festival. Com o intuito de sensibilizar o público para a realidade do sector e apoiar o regresso à actividade cultural da euroregião, o IKFEM Digital foi criado em parceria com a Afundación, obra social do ABANCA, com o objectivo de dar oportunidade aos músicos profissionais, de qualquer estilo, de partilhar o seu trabalho e a sua história na luta contra o coronavírus. Para participar, os interessados devem gravar um vídeo com 10 minutos de duração máxima, onde contem a sua história e interpretem um tema. Os vídeos dever ser submetidos em www.ikfem.com até 27 de Setembro. Os solistas ou grupos seleccionados terão a oportunidade de apresentar um concerto de 60 minutos no IKFEM, via streaming no canal Afundación TV, e recebem um cachet de 500 euros.

Os cinco projectos escolhidos apresentam-se via streaming dias 3, 5, 6, 8 e 9 de Outubro.

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Aqui Perto

Festival Maré junta na Galiza artistas lusófonos e galegos

De quinta-feira a sábado

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Miguel Araújo é um dos músicos convidados. Foto: DR / Arquivo

O festival de música e artes Maré, iniciado há 15 anos em Pontevedra, recomeça na quinta-feira na capital da Galiza, Santiago de Compostela, e vai contar com a participação de diversos artistas lusófonos e espanhóis.

Em nota hoje enviada às redações, a organização do festival Maré, que vai decorrer a partir de quinta-feira e até sábado, num hotel em Santiago de Compostela, adiantou que o cartaz do evento inclui as atuações dos portugueses António Zambujo e Miguel Araújo, do angolano Toty Sa´Med, e de Ugia Pedreira, Bifannah, LaBaq, Sabela, Nacho-Faia-LAR e Uxía Senlle, diretora artística do festival.

“A maré chega a Compostela este ano com a ambição de ser um evento global, transversal, profissional, ponto de encontro de músicos, poetas, letristas. Todos os criadores envolvidos na língua galego-portuguesa trocam experiências e conhecimentos, enriquecem-se mutuamente e podem transmitir às nossas sociedades a proximidade que estamos uns dos outros”, destacou Uxia Senlle, citada naquela nota.

A diretora artística do festival adiantou que “uma das principais atrações do Maré será o alinhamento, com nomes como os portugueses António Zambujo e Miguel Araújo, os galegos Bifannah, Ugia Pedreira, Sabela e Faia, o angolano Toty Sa´Med e a brasileira LaBaq”.

Na quinta-feira, a partir das 19:30 atuam Toty Sa´Med e Ugia Pedreira.

Na sexta-feira, será a vez de LaBad e Nacho-Faia-LAR, e, no sábado, acontecerá o concerto de António Zambujo e Sabela (vencedores dos prémios aRi[t]mar para o melhor tema musical publicado em Portugal e Galiza), Miguel Araújo, Faia e Toty Sa´Med, sob direção artística de Uxía Senlle.

O programa do festival inclui, no sábado, mas pelas 12:30, a Gala aRi[t]mar Galiza e Portugal que irá distinguir os músicos António Zambujo e Sabela, os poetas Carlos da Aira e Raquel Lima e a ex-diretora-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e ex-ministra do Comércio e Turismo de Cabo Verde Georgina Benrós de Mello.

O júri do prémio internacional aRitmar concedeu o Prémio Especial a Georgina Benrós de Mellopelo “pelo seu envolvimento ativo na integração da Galiza naquele organismo internacional e o impulso que deu ao estabelecimento de relações com instituições oficiais e associações civis galegas”.

Os Prémios aRitmar, na quinta edição, premeiam as melhores músicas e poemas portugueses e galegos de cada ano, numa iniciativa organizada pela Escola Oficial de Idiomas de Santiago de Compostela.

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Guimarães

MIT Portugal, com sede em Guimarães, tem sete projetos de mais de 15 milhões

Massachusetts Institute of Technology

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Foto: MIT Portugal / Twitter

O instituto MIT Portugal tem em carteira sete projetos de investigação de mais de 15 milhões de euros, nas áreas cidades sustentáveis e transformação digital, alterações climáticas e sistemas terrestres, foi hoje anunciado.

Em comunicado enviado à Lusa, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) Portugal, que tem desde segunda-feira instalado o seu gabinete de coordenação no campus de Azurém da Universidade do Minho, em Guimarães, sublinha que o investimento decorrerá durante os próximos três anos.

Os projetos são liderados por empresas nacionais (NOS, EFACEC, Zenithwings, Ubiwhere, Stratosphere, DSTelecom e Edisoft), em parceria com instituições de investigação, universidades e o MIT – EUA.

Citado no comunicado, o diretor do MIT Portugal, Pedro Arezes, refere que estes projetos permitirão dar “um passo relevante para a internacionalização e fazer o reforço da estrutura científica e tecnológica nacional”.

Desde 2018, já foram financiados pelo MIT Portugal 42 projetos de investigação que correspondem a um investimento nacional de cerca de 28 milhões de euros.

O Programa MIT Portugal nasceu em 2006 e envolve o MIT, o Governo português, academias e centros de investigação nacionais, associações e a indústria.

Tem como objetivo impulsionar ideias inovadoras e projetos de I&D (investigação e desenvolvimento) sobre desafios complexos da sociedade e do planeta, alavancando o desenvolvimento e a competitividade económico-social de Portugal.

Para o período 2020/2023, aposta em quatro áreas: alterações climáticas, sistemas terrestres (oceanos e espaço), transformação digital e cidades sustentáveis, todas elas com abordagens e metodologias ancoradas em ciência de dados.

A sua próxima Conferência Anual ocorre em 15 de outubro, em Lisboa, com oradores de vários países.

O Programa MIT Portugal é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

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