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Região

Bloco quer “plano de emergência” para trabalhadores do têxtil

Distrito de Braga

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Foto: DR / Arquivo

O Bloco de Esquerda, representado pela deputada Alexandra Vieira, eleita pelo círculo distrital de Braga, e pela dirigente nacional Sónia Ribeiro, reuniu ,esta sexta-feira, com o Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário, Confecção e Têxtil da Região Norte.

Situado em Braga, este sindicato acompanha perto a “realidade cada vez mais complexa e precária dos trabalhadores e das trabalhadoras do setor têxtil”, de acordo com um comunicado dos bloquistas.

“Esta indústria, com forte presença no distrito e responsável por milhares de postos de trabalho, é fortemente dependente da contratação do grupo Inditex”, começa por referir a nota.

“A deslocalização de produção que tem vindo a registar-se tem adensado as dificuldades: salários em atraso, trabalhadores cada vez mais precarizados, lay-off, processos de insolvência, trabalhadores enviados para casa sem trabalho, empresas que fecham para férias e não voltam a abrir são apenas algumas das terríveis situações com que os trabalhadores se deparam, às quais se soma o assédio moral no trabalho”, acrescenta o documento.

O Bloco de Esquerda considera “fundamental que seja criado um plano de emergência para dos trabalhadores e para as trabalhadoras deste setor”.

“O distrito de Braga tem milhares de pessoas ligadas a esta indústria pelo que é urgente uma intervenção estratégica para responder às necessidades destes trabalhadores”, refere a nota, acrescentando que “o Bloco vai levar esta situação à Assembleia da República”.

“Uma outra dificuldade identificada pelo Sindicato remete para o processo de análise as doenças profissionais, uma vez que as juntas médicas estão a demorar, em alguns casos, dois anos a ser agendadas”, finaliza o documento enviado às redações.

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Viana do Castelo

Carlos Meira desiste da corrida à liderança do CDS

Congresso do CDS

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Foto: Imagens CDS

Carlos Meira anunciou este sábado que desiste da candidatura à liderança do CDS-PP, não levando a sua moção a votos.

O antigo presidente da concelhia de Viana do Castelo não declarou apoio a qualquer um dos restantes candidatos.

Apenas pediu “união” para o partido, abdicando da corrida. A decisão surge pouco tempo depois do candidato Abel Matos Santos também ter desistido, manifestando apoio ao candidato Francisco Rodrigues dos Santos.

A votação das moções de estratégia global decorrerá no final da apresentação das moções, até às 02:30, no 28.º Congresso do CDS-PP, que decorre até domingo no Parque de Exposições de Aveiro.

Restam três candidatos: Francisco Rodrigues dos Santos, Filipe Lobo d’Ávila e João Almeida.

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Guimarães

Guimarães vai ter uma estátua a representar a imagem de Vímara Peres

Fundador de Guimarães

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Estátua de Vimara Peres no Porto. Foto: DR / Arquivo

Guimarães vai ter uma estátua a representar a imagem de Vímara Peres, que fundou a cidade de Guimarães (Vimaranes),200 anos antes do nascimento de D. Afonso Henriques, a que deu o seu nome, anunciou este sábado o presidente da Câmara, Domingos Bragança, durante a apresentação do livro “Religare”, do escultor Dinis Ribeiro, que será o autor da obra de arte.

Vímara Peres foi o fundador de um pequeno burgo fortificado designado por Vimaranis (derivado do seu próprio nome), que com o decorrer dos tempos, por evolução fonética, deu lugar a Guimarães, tendo sido o principal centro governativo do Condado Portucalense.

Domingos Bragança explicou que a escolha de Dinis Ribeiro para realizar esta escultura é sinal do “reconhecimento” pela obra do escultor vimaranense e que atingiu já uma ampla dimensão nacional.

“Em Guimarães temos uma história feita futuro, nesta religação do passado ao presente e do presente ao futuro e com esta escultura de Vímara Peres estamos a religar e homenagear o iniciador do burgo de Guimarães”, frisou.

Foto: Divulgação

A sessão de apresentação do catálogo da exposição de escultura “Religare”, de Dinis Ribeiro, decorreu na Plataforma das Artes e da Criatividade, com as presenças de Fernanda Ribeiro, diretora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), a vereadora da Cultura de Guimarães, Adelina Pinto, o curador da exposição, Delfim Sousa, entre outros convidados.

A exposição “Religare” foi inaugurada em maio do ano passado, no âmbito do centenário da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), com o apoio do Município de Guimarães, e contempla uma mostra de arte pública com seis núcleos expositivos das unidades de conhecimento da história do centenário da FLUP.

A diretora da FLUP destacou a “exposição simbólica” e sublinhou na sua intervenção que “foi um gosto ter acolhido esta exposição, num ano especial, em que assinalamos os 100 anos da criação das Letras na Universidade do Porto. Uma das missões da faculdade é a ligação à sociedade e nada melhor que a ligação entre as letras e a arte para criar estes laços e partilhar a ciência que produzimos para a sociedade”, referiu Fernanda Ribeiro.

Dinis Ribeiro agradeceu o apoio da Câmara de Guimarães pela “forma como tem retribuído no apoio aos artistas vimaranenses”, destacando ainda a colaboração de todos os que contribuíram na elaboração desta exposição.

Natural de Rendufe, Guimarães, Dinis Ribeiro tem formação na área da cantaria e da talha e desenvolveu uma profícua atividade artística na área da escultura. Tem arte pública espalhada em várias regiões do território nacional e ainda em Espanha e França, contando com várias exposições em Portugal, nomeadamente em galerias de arte, museus e monumentos nacionais.

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Cávado

Esposende revela obra de Vhils em homenagem às mulheres dos pescadores

Na marginal

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Foto: Divulgação / CM Esposende

Foi hoje inaugurada, na marginal de Esposende, a obra de arte “Mulheres do Mar”, de Alexandre Farto, mais conhecido por Vhils.

O mural está inserido na iniciativa Esposende SmartCity, suportado no pilar “Pessoas”, sendo a obra de Vhils formada por diversos rostos de mulher, sobre cimento e pretende homenagear os pescadores através da figura das mulheres que ficam em terra.

“Depois de termos respeitado o Dia de Luto Municipal, por Paulo Gonçalves, inauguramos agora esta obra de Vhils. Era, certamente, a forma como o Paulo quereria que fizéssemos, afirmando Esposende e engrandecendo o concelho, tal como ele fez ao longo da vida”, começou por destacar o presidente da Câmara de Esposende, Benjamim Pereira.

Benjamim Pereira discursa na cerimónia. Foto: Divulgação

“Este elemento de arte urbana pretende “homenagear as gentes do mar, juntando o passado ao presente, uma vez que a obra vanguardista está instalada junto aos estaleiros navais que fazem a História de Esposende”, destacou o autarca.

José Teixeira, da empresa dst, parceira no projeto Esposende SmartCity, destacou as exigências que se colocam às cidades atuais, desde logo, “a capacidade de oferecer soluções tecnológicas que facilitem a vida aos habitantes”.

Inauguração da placa informativa da obra. Foto: Divulgação

De acordo com a autarquia, o projeto Esposende SmartCity “contempla a monitorização do território em diversos domínios, como a qualidade do ar ou da água, mas oferecendo ainda rudimentos culturais aos alunos que frequentam as escolas locais”.

“A arte de rua permite que cada qual a interprete segundo os seus padrões, apresentando Esposende uma forte componente de aposta na sustentabilidade que entronca nas ideias do próprio Vhils”, refere um comunicado enviado a O MINHO.

Esta é a terceira obra de arte em espaço público, no âmbito do projeto Esposende SmartCity, depois de, em setembro, ter sido inaugurada a escultura “octo_ _ _ _”, da autoria de Pedro Tudela e Miguel Carvalhais e, em outubro, ter sido inaugurada a escultura “Padrão do Mar”, de Volker Schnüttgen.

Acerca do trabalho com cimento, Vhils entende ser “um dos maiores desafios alguma vez enfrentados” na medida em que consiste em “humanizar um material mundano e duro”.

Vhils e Benjamim Pereira. Foto: Divulgação

Na informação sobre a obra pode ler-se: “A homenagem do Município de Esposende às gentes do mar perpetua-se perto do rio e do mar, elementos que gravitam na identidade e na memória do lugar, pelo talento de um dos mais reputados artistas portugueses da atualidade. As obras de Vhils espalham-se pelos quatro cantos do mundo e a sua técnica inconfundível extrai o excesso da matéria construída, transformando-a em muito mais do que rostos em contextos. São imagens com alma, que eternizam a essência da História protagonizada pelos seus mais notáveis: artistas, poetas e, acima de tudo, cidadãos comuns que são a diferença de todos os quotidianos simples. Neste caso, no anonimato de um rosto de Mulher, enaltece-se quem foi âncora em terra, quem fez também da terra lugar da diáspora, da viagem e da aventura; quem deu o corpo ao mar e quem do mar colheu sustento e o proliferou.”

Vhils

Alexandre Farto é natural de Lisboa (n.1987) e cresceu no Seixal. Tinha 10 anos quando se interessou pelo graffiti e começou a pintar na rua com 13, primeiro nas paredes e mais tarde em comboios, com amigos ou sozinho.

Em Portugal, e depois um pouco por toda a Europa, viajava para pintar comboios. Afirma que isso lhe deu a base para decidir o seu futuro profissional.

Passou da lata de spray para o stencil e mais tarde explorou outras ferramentas e processos até que experimentou esculpir as paredes. Foi assim que conquistou o mundo.

Desde os 19 anos que vive em Londres, onde tirou um curso de Belas Artes na Saint Martin’s School of Art, onde começou a ser conhecido pela sua street art de retratos anónimos em paredes danificadas ou fachadas de casas devolutas.

Convidaram-no para expor no Cans Festival, evento organizado por Banksy e foram surgindo convites como a Lazarides Gallery, em Londres e a Studio Cromi, em Itália.

Tem trabalhos espalhados em espaços públicos de várias cidades do mundo como Londres, Paris, Moscovo, Nova Iorque, Los Angeles, Grottaglie, Bogotá, Medellín e Cali. E agora em Esposende.

A cerimónia de inauguração ficou marcada pela atuação dos intervenientes no projeto cultural “Amar&Mar” e pelo serviço de apoio da Escola Profissional de Esposende.

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