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Braga

Bloco de Esquerda preocupado com a situação do Hospital de Braga

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O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda questionou o Governo, através do Ministério da Saúde, sobre a ausência de informação quanto à direção clínica das especialidades de cirurgia maxilo-facial, doenças infecciosas, genética médica, imunoalergologia e reumatologia, no Hospital de Braga.

O BE já apresentou a reclamação em 2013. À época, eram seis as especialidades sem direção clínica, sendo que todas se mantêm na mesma situação exceto Nefrologia.

 

Para o Bloco de Esquerda, “esta é uma situação difícil de compreender”, uma vez que “ou o Hospital de Braga não disponibiliza serviços nestas especialidades e portanto a indicação de que as têm é falaciosa, ou estas especialidades existem de facto, e, assim sendo, não se compreende que não tenham direção clínica”.

“Importa saber se o contrato de gestão do Hospital de Braga preconiza a existência destas especialidades, que medidas foram tomadas pelo gestor do contrato perante esta ausência de direção clínica bem como o número de consultas e intervenções realizadas no âmbito destas especialidades”, disse o deputado Pedro Soares.

Em contato com O MINHO, o Hospital de Braga respondeu ao BE: “Por lapso nas referidas especialidades a informação não foi devidamente atualizada no portal do Hospital de Braga. A atualização foi, desde já, efetuada. A atividade desenvolvida por estas áreas clínicas pode ser consultada nos portais das entidades competentes”.

O deputado bloquista questionou ainda o Ministro da Saúde sobre a o contrato de gestão do Hospital de Braga, cuja Parceria Pública Privada termina no próximo ano, considerando que “esta teria sido a oportunidade para reverter a gestão do Hospital de Braga para a esfera pública”

Segundo Pedro Soares, “o racional da estratégia do Grupo Melo relega para segundo plano as necessidades de saúde da população”, situação que se agravou nos últimos anos, através do “aumento dos tempos de espera para consultas e cirurgias, maior número de encaminhamento de doentes para outras unidades de saúde, a alteração de medicação, meios complementares de diagnostico realizados em entidades externas”. Neste sentido, o deputado afirma que “a população de Braga exige que haja uma resposta clara” sobre “as razões que levam a manter a PPP no Hospital de Braga”.

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Braga

Braga com arco-íris gigante no Monte Picoto: “Vai ficar tudo bem”

Covid-19

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Foto: Facebook de Altino Bessa

Uma luz em forma de arco-íris foi instalada esta segunda-feira no sopé do Monte Picoto, às portas da cidade de Braga, para recordar a todos que, no final, “vai ficar tudo bem”.

Fonte da autarquia disse a O MINHO que esta é uma forma de trazer um pouco de esperança ao concelho mais afetado pela pandemia do vírus SARS CoV 2, que provoca a doença covid-19. São 20 óbitos já registados e 358 casos de infeção confirmados esta segunda-feira pelo autarca Ricardo Rio.

Foto: Altino Bessa

Ao lado do arco-íris que remete para a ânsia de que tudo vai passar, no pulmão urbano de Braga, uma cruz, a recordar a religiosidade e fé daquela que é conhecida pela cidade dos Arcebispos, das igrejas e dos sacerdotes.

A adoção do arco-íris como movimento de esperança para pandemia nasceu em Itália, primeiro país europeu a ser severamente devastado pela alta taxa de mortalidade (cerca de 12%) que este vírus está a provocar no país transalpino.

Foto: João Luís Barros

Os restantes países que foram sendo afetados pelo novo coronavírus, também decidiram adotar este símbolo, bastante utilizado em Portugal, sobretudo por entre as crianças e os mais idosos.

Através de pinturas, cartazes nas janelas, músicas, vídeos, das mais diversas formas, este arco-íris pretende sempre lembrar que, no final, “vai ficar tudo bem”.

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Braga

Sindicato exige harmonização dos salários dos enfermeiros do Hospital de Braga

Sindicato dos Enfermeiros Portugueses

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Foto: DR / Arquivo

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) exigiu hoje a harmonização dos salários daqueles profissionais que trabalham no Hospital de Braga, considerando “vergonhoso” que haja 168 que recebem 1.060 euros em vez dos 1.201 “previstos na lei”.

Em comunicado, o SEP referiu que já pediu a intervenção do Presidente da República e do primeiro-ministro, face às “ausências de resposta” da administração do hospital e do Ministério da Saúde.

“Os enfermeiros não precisam de ser apelidados de heróis, tão pouco que lhes batam palmas. Exigem ações, condições de trabalho e, no caso concreto, ter salários iguais aos restantes”, sublinhou o sindicato.

Contactada pela Lusa, a administração do hospital disse que no decorrer do processo de adesão aos acordos coletivos de trabalho (ACT), remeteu uma minuta de acordo a todos os sindicatos para que manifestassem a sua intenção de adesão, sendo que do SEP não recebeu, até ao momento, “qualquer resposta”.

“O Hospital de Braga lamenta que o atual período vivido a nível nacional seja utilizado pelo sindicato para mediatizar as suas reivindicações”, acrescentou a administração.

No comunicado, o SEP diz que “ninguém compreende que os salários destes enfermeiros se mantenham naquele vergonhoso valor [1.060 euros], quando todos os que foram admitidos pós-setembro recebem, e bem, os 1.201 euros”.

Em 01 de setembro de 2019, a gestão do Hospital de Braga passou para a esfera pública, depois de dez anos nas mãos do Grupo Mello Saúde, ao abrigo de uma parceria público-privada (PPP).

O SEP garante que, no período anterior à transição, alertou a administração e o Ministério da Saúde para a obrigatoriedade de, logo em setembro, decorrer o processo de adesão aos instrumentos de regulamentação coletiva do trabalho, para garantir que os enfermeiros à data contratados pelo Grupo Mello com um salário de 1.060 euros passassem para os 1.201.

“Porventura mais preocupados com as eleições que com os profissionais, nada fizeram e assim continuaram, apesar das muitas insistências”, critica o sindicato.

O SEP lembra que o protelamento determinou o agendamento de uma greve para 17 e 19 de Março, que acabaria por ser suspensa devido à pandemia de covid-19.

O sindicato vaticina ainda que, tendo em conta o histórico, o estado de alerta e agora o estado de emergência, “previsivelmente, nenhuma decisão será tomada pela tutela”.

O conselho de administração do hospital disse ainda que “procurou, desde sempre, garantir uma aproximação às preocupações dos seus profissionais e tem envidado todos os esforços nesse sentido”.

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Braga

Hospital de Braga ativou 6 alas exclusivas e ampliou Cuidados Intensivos

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Hospital de Braga já ativou seis alas de internamento dedicadas em exclusivo à covid-19, com capacidade para 175 doentes infetados, anunciou hoje aquela unidade.

Em resposta escrita enviada à Lusa, o hospital refere que também ampliou a área da Unidade de Cuidados Intensivos, que detém agora uma capacidade de 32 camas para tratamento de doentes com covid-19.

“Está ainda prevista a abertura de mais camas dedicadas noutras alas de internamento, de acordo com o desenvolvimento da doença e necessidades identificadas”, acrescenta.

O Hospital de Braga diz ainda que está a desenvolver um “trabalho contínuo” com as forças de autoridade e instituições locais, no sentido de definir estratégias a curto e médio prazo que permitam ajustar a resposta hospitalar à evolução prevista da pandemia.

Desde o início da pandemia, e segundo os dados hoje revelados, o hospital já realizou um total de 2.530 testes de despiste, dos quais 407 registaram resultados positivos.

Também já se registaram quatro casos avaliados como “completamente recuperados” e ainda um parto realizado a grávida com covid-19.

Atualmente, o Hospital de Braga tem 93 doentes internados com covid-19, estando 79 em enfermaria e 14 na Unidade de Cuidados Intensivos.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil.

Dos casos de infeção, mais de 240 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 311 mortes, mais 16 do que na véspera (+5,4%), e 11.730 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 452 em relação a domingo (+4%).

Dos infetados, 1.099 estão internados, 270 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 140 doentes que já recuperaram.

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