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Bloco de Esquerda não manda no parlamento nem manda no país, diz Carlos César

Líder parlamentar do PS

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O líder parlamentar do PS invocou hoje o sentido de “responsabilidade financeira” e a rejeição de “aventureirismos” para defender o faseamento do fim das taxas moderadoras e afirmou que o Bloco de Esquerda não manda no país.

Carlos César fez estas declarações após ter visitado a Avisacal, empresa exportadora do setor alimentar instalada em São Pedro do Sul, distrito de Viseu, no âmbito de uma deslocação integrada nas Jornadas Parlamentares do PS, que decorrem até terça-feira.

Questionado sobre se houve uma reviravolta política do PS, que agora pretende fasear ao longo da próxima legislatura as isenções no pagamento de taxas moderadoras, Carlos César negou contradições nesta matéria, invocou o princípio da responsabilidade financeira do Governo e respondeu diretamente, usando palavras duras, às críticas que têm sido feitas pelo Bloco de Esquerda.

“Aceitamos uma acusação: O PS atua com sentido de responsabilidade, com conta peso e medida nas opções a tomar. Se nós fossemos sempre atrás do estilo de aventura de que tudo é fácil, tudo é barato e tudo pode ser feito – argumentos que o Bloco de Esquerda, em especial, mas também alguns dos nossos parceiros alimentam frequentemente -, teríamos um país com uma mão à frente e outra atrás de novo. Voltaríamos ao tempo da bancarrota. Mas com o PS isso não volta a acontecer”, reagiu o presidente do Grupo Parlamentar do PS.

Interrogado sobre a ideia transmitida pelo Bloco de Esquerda de que grande parte das taxas moderadoras devem acabar já em janeiro de 2020, o líder da bancada socialista declarou: “O Bloco de Esquerda não manda na Assembleia da República, nem manda no país”.

Segundo o líder da bancada socialista, até agora, “foi aprovada uma legislação tendente a acabar com as taxas moderadoras”.

“No debate parlamentar [do diploma do Bloco de Esquerda], o PS disse que esse princípio é aceitável em nome da melhoria da acessibilidade das pessoas ao sistema de saúde, mas tem de ser feito com gradualidade. Isso foi dito explicitamente no debate”, insistiu Carlos César.

Ou seja, de acordo com o presidente do Grupo Parlamentar do PS, o diploma do Bloco de Esquerda sobre taxas moderadoras foi apenas aprovado na generalidade, tendo agora de ser discutido e alterado em sede de especialidade.

“Nas comissões, verificaremos que intensidade no tempo deve ser dada a essa medida [para o fim das taxas moderadoras]. Aquilo que vai resultar do debate é a maioria que for constituída para esse feito”, advertiu.

Carlos César defendeu depois que o atual Governo é já responsável “por uma diminuição em 25% das taxas moderadoras” face aos valores praticados em 2015.

“Entendemos que é importante prosseguir na diminuição das taxas moderadoras, de forma naturalmente faseada, tal como dissemos no debate parlamentar que ocorreu. Como tal, não aceitamos acusações de que o PS está a recuar em matérias como esta”, afirmou o líder da bancada socialista.

Perante os jornalistas, Carlos César defendeu que a prioridade do PS “é a recuperação social”, designadamente no apoio às famílias, “ativação da economia, mas, tendo como base, uma política de finanças públicas saudável”.

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Açores considerados “local de esperança” para a conservação dos oceanos

“Hope Spot” pela Mission Blue Foundation “Sylvia Earle Alliance”

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Foto: DR / Arquivo

O arquipélago dos Açores foi classificado como “hope spot” (local de esperança) de proteção dos oceanos pela Mission Blue Foundation “Sylvia Earle Alliance”, um reconhecimento que pretende fazer da conservação do mar da região uma prioridade.

O reconhecimento foi anunciado hoje, na Horta, ilha do Faial, numa conferência de imprensa em que estiveram presentes a bióloga Sylvia Earle e o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia do Governo dos Açores, Gui Menezes.

Em declarações aos jornalistas, a bióloga marinha considerou que a candidatura açoriana foi “certeira”, “por causa dos recursos naturais” que o arquipélago tem, “mas também por causa das pessoas, que estão dispostas a dedicarem-se a fazer alguma coisa, a dar provas do que aqui se passa, e porque importa falar pelo oceano, pelas baleias e pelos sistemas que aqui existem”.

Os “hope spots” são áreas essenciais para a saúde dos oceanos e, com esta classificação, pretende-se divulgar a importância do arquipélago como habitat de diversas espécies marinhas e promover ações de exploração e proteção do oceano, apoiando pessoas e comunidades, explica a nota de imprensa da Fundação Mission Blue.

A nota dá conta, ainda, de que “apesar do progresso que tem sido feito, ainda há muito a fazer” no arquipélago, que “está sob pressão devido a algumas atividades piscatórias e poluição marinha”.

A candidatura açoriana, avaliada pela International Union for the Conservation of Nature (IUCN), contou com o apoio de “vários investigadores do Centro de Investigação Okeanos e do Observatório do Mar dos Açores, com o envolvimento do Governo dos Açores”, através da Direção Regional dos Assuntos do Mar, explicou Gui Menezes, citado em nota de imprensa.

O governante destacou a classificação, “não de uma pequena parcela do mar dos Açores, mas de todo o território marítimo” do arquipélago, como “um reconhecimento muito importante” de “um sítio especial, que mantém alguma integridade em termos de biodiversidade” e que é “único em termos de potencial de descoberta científica e de conhecimento do mar profundo”.

“Os próximos dois anos serão decisivos para os Açores na área do mar”, afirmou o Secretário Regional, lembrando que o executivo está a preparar os planos de gestão das áreas marinhas protegidas, bem como o plano de ordenamento do espaço marítimo.

Em fevereiro deste ano, a região assumiu, em parceria com a Fundação Oceano Azul e a Waitt Foundation & Institute, o compromisso de 15% da Zona Económica Exclusiva dos Açores ser área marinha protegida.

O projeto “Blue Azores” prevê, ainda, um programa de educação para a literacia do oceano, focado na conservação e no uso sustentável dos recursos marinhos.

A bióloga Sylvia Earle, conhecida como “Jane Goodall dos Oceanos”, liderou várias expedições e é autora de diversos estudos, tendo sido a primeira mulher a ser cientista-chefe da National Oceanic and Atmospheric Administration dos Estados Unidos da América.

Em 2009 lançou a Mission Blue, fundação que tem lutado pela preservação dos oceanos, estabelecendo áreas de conservação marinha por todo o mundo.

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Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: Arquivo

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta terça-feira, 16 de julho: 3, 5, 13, 18 e 39 (números) e 7 e 8 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 97 milhões de euros.

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Cientistas descobrem nova via terapêutica cria “alguma esperança” para travar Alzheimer

Em estágios mais iniciais

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Foto: Ilustrativa

Um grupo de cientistas descobriu uma nova via terapêutica para tratamento do Alzheimer, que segundo os investigadores cria “alguma esperança” para travar o desenvolvimento da doença em estágios mais iniciais.

O projeto, cujas conclusões foram publicadas na revista Nature Neuroscience, foi desenvolvido no Centro de Biologia Molecular Severo Ochoa, da Universidade Autónoma de Madrid, e contou com o financiamento da Fundação Tatiana Perez de Guzman el Bueno.

As investigadoras Paola Bovolenta e Pilar Esteve comprovaram que nos pacientes com Alzheimer os níveis de uma proteína denominada SFRP1 se encontravam “anormalmente elevados” e continuavam a aumentar conforme a doença avançava.

As experiências realizadas demonstraram que ao ser inativada a função dessa proteína a progressão da doença diminui.

A investigadora italiana Paola Bovolenta explicou que os níveis daquela proteína são muito elevados nestes doentes e que a neutralização das suas funções pode ser determinante para deter a progressão da doença.

Paola Bovolenta insistiu que as experiências e os testes foram realizados com ratos, mas existe “muita esperança” de que no futuro seja aplicável aos pacientes com Alzheimer, sublinhando, contudo, que o caminho até à prática clínica é ainda “muito longo”.

“As experiências e os testes que realizámos em ratos nem sempre funcionam da mesma maneira nos humanos, mas temos uma muito boa base”, disse a investigadora.

O Alzheimer caracteriza-se pela perda progressiva e irreversível das capacidades cognitivas dos doentes e o seu tratamento, segundo as cientistas que lideraram a investigação, precisa de um enfoque alternativo ao atual.

Tendo uma origem baseada em vários fatores, os novos enfoques devem ser para atuar em mais de um dos processos que se encontra patologicamente alterados na doença, salientou a cientista.

“A proteína SFRP1 é precisamente um desses fatores que atuam em múltiplos processos que estão relacionados com o Alzheimer”, disse.

Por seu turno, Pilar Esteve precisou que os resultados da investigação “representam uma inovação no combate à doença do Alzheimer”, insistindo que as experiências demonstraram que a neutralização dessa proteína “pode ser uma alternativa muito interessante” para travar a progressão da doença.

“Acreditamos que a medição dos níveis desta proteína no líquido cefalorraquidiano ou soro pode-se tornar um marcador de diagnóstico útil no futuro”, afirmou a investigadora, num comunicado à imprensa.

As investigações demonstraram que a proteína aumenta significativamente no cérebro e no fluido cerebrospinal dos doentes e para isso utilizaram amostras de fluidos dos pacientes com a doença, da fase inicial para estágios mais avançados, e foram usadas também amostras do tecido cerebral de pessoas mortas.

O aumento dessa proteína nos ratos demonstrou uma alteração dos neurónios e também que a neutralização das suas funções previne a perda de memória e o défice cognitivo.

O passo seguinte previsto pelos investigadores é realizar um estudo para analisar se os níveis desta proteína no sangue podem servir para prevenir a doença antes que se manifestem os primeiros sintomas e assim fazer um diagnóstico precoce.

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