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Alto Minho

Bióloga de Valença ganha prémio da Royal Society of Biology

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Joana Moscoso, natural de Valença, recebeu o prémio de Comunicação de Ciência da Royal Society of Biology. Este prémio, atribuído a investigadores a trabalhar no Reino Unido que se destaquem no mundo da comunicação e ciência, foi atribuído a Joana Moscoso devido ao projeto Native Scientist, da qual é co-fundadora e às atividades de divulgação de ciência no Imperial College London, lugar onde trabalha desde 2009.

Em declarações ao Observador, a investigadora lusa considerou que este “é um dos maiores prémios atribuído a indivíduos por uma sociedade científica no Reino Unido”, acrescentando que  “o prémio é importante porque valoriza não só as ações a nível da divulgação científica, mas também a qualidade do percurso científico do investigador”.

O projeto Native Scientist tem como objetivo levar cientistas portugueses emigrados no Reino Unido às escolas inglesas onde existem alunos portugueses, de forma a existir uma partilha de experiências e conhecimentos. A iniciativa, com dois anos de idade, já chegou a mil crianças.

“O ano passado começámos a realizar atividades em França e este ano contamos implementar o projeto pelo menos na Alemanha”, afirmou a co-fundadora ao Observador.

Joana Moscoso, que no ano passado ganhou o prémio de comunicação de ciência da Sociedade Geral de Microbiologia, estudou na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Este prémio, no valor de 1.500 libras (mais de dois mil euros) vai ajudar no período de pausa que a investigadora decidiu fazer, entre o primeiro pós-doutoramento, recém-terminado no Imperial College, e o segundo, que irá começar no i3S, no Porto.

De acordo com o Observador, os prémios anuais da Sociedade pretendem “recompensar o trabalho de envolvimento na ciência levado a cabo por cientistas de forma a informar e inspirar o público”.

“É uma honra ver reconhecido pela comunidade científica o nosso esforço e empenho, especialmente quando o esforço é genuíno e se exerce em campos que fogem do tradicional”, sublinhou a investigadora lusa.

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Viana do Castelo

167 crianças apresentam trabalhos de empreendedorismo em Viana do Castelo

Elaborados por crianças dos 3 aos 6 anos em jardins de infância do concelho

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Foto: DR

Dar a conhecer os projetos de Empreendedorismo desenvolvidos por 167 crianças dos 3 aos 6 anos de jardins de infância do concelho de Viana do Castelo, acompanhadas por estudantes do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do Primeiro Ciclo do Ensino da ESE-IPVC é o objetivo da 3ª edição do encontro de divulgação e exposição a ter lugar hoje, pelas 10:00.

A Comissão do Curso de Mestrado, realça a importância da dinamização destes projetos no ensino pré-escolar.

“Pela importância de que se revestem as capacidades empreendedoras – soft skills – nas crianças e jovens, e pelo tempo necessário ao seu desenvolvimento, importa começar a envolvê-los em projetos desde os anos iniciais da educação pré-escolar”.

Nestes projetos, referem, “entende-se empreendedorismo como a capacidade de transformar ideias em ações, e a sua finalidade é a de fomentar a apropriação do espírito e cultura empreendedora, através da criação de ambientes de aprendizagem desafiadores e exigentes, que promovam, entre outras, a capacidade de gerar e aplicar ideias, de resolução de problemas, o espírito de iniciativa, a criatividade, a autoconfiança, o espirito crítico e a persistência”.

É objetivo ainda deste projeto, “proporcionar a todas as crianças o conhecimento dos projetos desenvolvidos nos diferentes contextos e a divulgação do seu próprio projeto motivaram a organização deste espaço de disseminação e aprendizagem, onde crianças, em discurso direto, darão conta dos sonhos concretizados”.

A organização do evento está a cargo da Comissão do Curso de Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do Primeiro Ciclo do Ensino Básico da ESE-IPVC.

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Alto Minho

De Paredes de Coura para o topo da investigação em física das partículas

Aos 26 anos, Ana Peixoto, aluna da UMinho ganhou bolsa para investigar no maior acelerador de partículas do mundo, no CERN

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Foto: O MINHO / Skype

Bastou um dia numa masterclass na UMinho para decidiu a área que queria seguir. Ana Peixoto é natural da freguesia de Bico, em Paredes de Coura e desde sempre a Matemática e as Ciências foram disciplinas onde tinha boas notas. Uma história de uma jovem cientista portuguesa contada a O MINHO, através do Skype, a partir da Suíça.

No 10.º ano foi desafiada pela professora para participar nas Olimpíadas regionais de Física, na Universidade do Porto. Ficou com o bichinho. No Verão entre o 11º e o 12º anos esteve, também, no Porto numa semana a lidar com físicos renomados que elaboravam projectos com a ajuda dos alunos.

Até que o tal dia, em Braga, onde físicos do Laboratório Europeu de Física Nuclear (CERN) e portugueses deram palestras e os participantes elaboraram exercícios partilhados por videoconferência por todo o país, cimentou aquilo que Ana queria fazer: Física de partículas.

No entanto, “por más opções na candidatura ao ensino superior”, Ana Peixoto, hoje com 26 anos, esteve um semestre a ‘penar’ em Engenharia Civil no Porto.

“Aprendi muito mas não era o que queria seguir”, diz.

No ano seguinte, concorreu para Braga e entrou na Licenciatura de Física: “correu bastante bem, tem muita Matemática e não dá para escolher uma área específica”.

Foi no mestrado em Física aplicada que haveria de contatar com o orientador, Nuno Castro e com a Física das partículas através de um estudo de sensibilidade. É aqui que o percurso internacional da jovem courense começa a dar os primeiros passos.

CERN

A aluna de doutoramento e também investigadora no Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), fundado por Mariano Gago, foi a primeira portuguesa a vencer uma bolsa “Atlas”, que lhe permite estar em contato, investigar e trabalhar com os maiores físicos do mundo durante um ano inteiro.

E se houver algo para além do modelo padrão da actual Física composta por 17 partículas elementares? Quem valida o novo conhecimento e os novos modelos que podem ser centenas? Este é um pouco o trabalho de Ana Peixoto no CERN.

O CERN é o maior acelerador de partículas do mundo, onde se detetou em 2012 o bosão de Higgs, a partícula que confere massa às outras partículas. Ana Peixoto está na equipa internacional, com mais cinco mil investigadores, que agora quer aprofundar o conhecimento sobre o quark top, a partícula fundamental mais pesada que conhecemos e que só pode ser criada em aceleradores de partículas.

“Vinha duas vezes por ano e não tinha oportunidade de trabalhar com o detetor. Com esta bolsa pode analisar dados do detetor todos os dias e essa é a minha tese de doutoramento”, revela Ana.

Ora na Suíça há um grande colisionador de hadrões, localizado num túnel 100 metros abaixo da terra com um perímetro de 27 quilómetros (“conseguimos mais energia quanto maior for o perímetro”. Ao longo do túnel há quatro grandes detectores e Ana está num deles (Atlas).

“Tem 25 metros de diâmetro, 45 de comprimento e pesa tanto como a Torre Eiffel, é o equivalente a seis andares”.

Quark

O quark são as partículas elementares existentes nos protões e neutrões. E é aqui que se centra o trabalho de Ana: “sabemos que o quark se desintegra quase sempre da mesma forma, por isso, a observação de outros tipos de desintegração pode apontar para uma nova física, mudando o modo como deciframos o universo”.

É na observação destas desintegrações raras do quark que se foca a investigação de Ana Peixoto, nomeadamente, nos mecanismos que as poderiam originar e nas suas implicações para o conhecimento das partículas fundamentais.

“Este trabalho tem sido aplicado em inovações na área da saúde, sobretudo, relacionadas com o cancro porque podemos introduzir, num determinado local, a energia específica de um electrão, por exemplo, porque sabemos que vai ter uma reacção elementar e com isso contribuir para que não se desenvolva, ou seja substituído por elementos benéficos, digamos assim”.

E como as conversas são com as cerejas, voltamos ao início. Paredes de Coura.

“É um excelente sítio porque oferece a possibilidade de ter acesso sistemático à cultura nas suas diversas formas” mesmo que as “acessibilidades possam ser um problema”. E há “uma oficina de legos, todos os fins-de-semana” que merece destaca por parte da jovem. Porque o Mundo tem que encaixar na perfeição… ou não.

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Viana do Castelo

Anunciados os primeiros nomes para o Festival Neopop em Viana

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Foto: Facebook de Neopop

A banda Underworld é um dos primeiros nomes confirmados para a edição 2019 do festival de música eletrónica Neopop, que vai realizar-se em Viana do Castelo, de 07 a 10 de agosto, anunciou hoje a organização.

“Vai ser uma oportunidade única. Viana do Castelo foi a cidade escolhida como um dos destinos da digressão mundial desta banda de referência mundial”, afirmou Raul Duro, hoje, durante a apresentação da 14.ª edição do festival.

O responsável, que falava em conferência de imprensa, no Serviço de Atendimento ao Munícipe (SAM) da Câmara de Viana do Castelo, apontou ainda os nomes dos portugueses 2Jack4U (live), Amelie Lens, Ben Klock, DVS1, John Digweed, Lokier, Maceo Plex, Rebekah (live), Richie Hawtin, Surgeon (live) e The Advent.

Raul Duro adiantou que “já foram vendidos mais de mil passes, [e] mais de 50% dos passes foram vendidos a público estrangeiro”.

“Nesta altura do ano é referência ótima”, sublinhou.

O festival de música eletrónica, que decorre junto ao Forte Santiago da Barra, vai contar com quatro palcos e dezenas de artistas para a sua 14.ª edição, sendo que a organização espera receber “cerca de dez mil pessoas, por dia”.

Já Paulo Amaral, um dos responsáveis pela organização, destacou que o festival está nomeado em quatro categorias nos Iberian Festival Awards que vão decorrer, em março, na cidade de Vigo, em Espanha.

Especificou que o Neopop está nomeado como Best Medium-Sized Festival, Best Line-Up Powered By Artcor Light, Best Communication, e Best Live Performance (Int.) (St. Germain).

Segundo Paulo Amaral “o impacto económico do festival atualizado, este ano, é de 3,72 milhões de euros”, referindo que o retorno “já não se faz sentir só no município de Viana do Castelo mas um pouco por todo o distrito”.

Paulo Amaral destacou que o festival “atingiu um excelente nível de relacionamento com a comunidade, com 92% de satisfação dos festivaleiros com as pessoas da cidade, em termos de acolhimento e simpatia”.

Presente no encontro com os jornalistas, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, avançou, quando questionado, que o apoio do município à edição 2019 do festival ronda os 70 mil euros.

O autarca socialista destacou a importância económica do festival, que “atrai milhares de festivaleiros de um número muito alargado de países”.

No final do encontro com os jornalistas, a organização do Neopop doou cerca de 3.300 euros à Associação de Paralisia Cerebral de Viana do Castelo e à Associação dos Amigos do Autismo, como resultado da receita da venda dos cinco quadros da campanha “The Art of Techno”, que foi promovida em 2018.

As duas associações foram escolhidas pela vereadora da Cultura da Câmara de Viana do Castelo. Também presente na conferencia de imprensa, Maria José Guerreiro referiu que a organização do festival “soube compreender a importância de Viana se sentir confortável com o festival”, relançado a aposta na “aproximação do festival à comunidade”.

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