Bienal de Ilustração de Guimarães quer “dignificar o papel” dos ilustradores

A 1.ª Bienal de Ilustração de Guimarães (BIG) arranca sábado com o objetivo de “dignificar o papel dos ilustradores no desenvolvimento cultural”, destacando-se da programação a atribuição do Prémio Carreira, que em 2017 distingue Luís Filipe de Abreu.

Em entrevista à Lusa, o diretor técnico da BIG, Rui Ramos, explicou que se fazem “leituras demasiado rápidas” do trabalho dos ilustradores portugueses, sem “refletir efetivamente sobre a lustração em Portugal” e que a bienal quer “fazer um pouco isso”.

Com esse objetivo em mente, a BIG terá exposições, palestras e a atribuição de três prémios com valores pecuniários que vão 1.500 euros (Prémio Especial Ensino Secundário BIG), passando pelos 5.000 euros (Prémio Nacional BIG), até aos 10.000 euros (Prémio Carreira BIG).

“A BIG, todo o trabalho desenvolvido à volta desta bienal, quer dignificar o papel dos ilustradores no desenvolvimento cultural, no campo da edição, livros, revistas, jornais, cartazes porque todos sabemos que a ilustração está lá, existe, mas pouco se reflete sobre ela”, explicou o responsável.

Segundo Rui Castro, “fazem-se leituras muito rápidas do trabalho dos ilustradores mas pensa-se pouco no plano concreto do trabalho deles e apesar de a ilustração portuguesa estar bem, de boa saúde, isso acaba por não ter reflexo nas carreiras dos ilustradores que acabam por ter que ter outros trabalhos para sobreviver”.

Por isso, explanou, “a questão monetária para a direção da bienal tem importância porque sempre foi intenção de colocar o autor no centro da atração, salientar o papel importantíssimo dos autores de ilustração no quotidiano mas também lembrar que estes artistas têm que viver de alguma coisa”.

Da programação da BIG destacam-se as exposições, “como não podia deixar de ser”, começando a bienal, sábado às 11:00 no Centro Internacional de Artes José de Guimarães, com a inauguração de uma exposição dedicada ao trabalho do vencedor do Prémio Carreira BIG, Luís Filipe de Abreu.

É autor de um trabalho vastíssimo, destacamos o desenho, mas a sua obra vai muito além disso, passa pela pintura, medalhística, cerâmica, tapeçaria. E todos, ou os mais velhos, conhecemos alguma coisa dele mesmo que não tenhamos essa consciência, uma vez que foi o autor das últimas notas de escudo“, destacou Rui Ramos.

Outras duas exposições a destacar são as que juntam as 40 obras selecionadas para o Prémio Nacional BIG, a inaugurar sábado as 15:00, no Centro Cultural Vila Flor, e a exposição que estará patente no Palacete de São Tiago, dedicada aos trabalhos que concorrem para o Prémio Especial BIG.

“Este é um prémio muito importante para nós, parte de um desafio lançado aos alunos do Ensino Secundário do concelho de Guimarães para que a partir da obra ‘Húmus’ de Raul Brandão criassem uma ilustração”, explicou.

A programação completa da BIG pode ser consultada em http://big.guimaraes.pt

A 1.ª Bienal de Ilustração de Guimarães é uma iniciativa da Câmara Municipal de Guimarães.

 
Total
0
Partilhas
Artigo Anterior

Amares mudou de cor política mas não vai mudar de rumo, diz o presidente

Próximo Artigo

Halloween comemorado com “Noite dos Medos” em Melgaço

Artigos Relacionados
x