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Guimarães

Bienal de Guimarães quer valorizar trabalho profissional da ilustração portuguesa

Ilustração

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A Bienal de Ilustração de Guimarães (BIG), que começa no sábado, quer valorizar a ilustração portuguesa e sobretudo os criadores, porque é um trabalho profissional e merece ser reconhecido, disse à Lusa o diretor, Tiago Manuel.

Esta é a segunda edição da bienal BIG, uma iniciativa da Câmara Municipal de Guimarães, com um programa de exposições, oficinas e palestras espalhadas pela cidade, focadas apenas na ilustração nacional e com o intuito não só de mostrar “o lado lúdico da ilustração ao público, mas fazer pontes com a educação”.

“A minha preocupação, enquanto diretor, é ajudar a criar um acontecimento voltado para os artistas portugueses. O mercado é amplo [em termos de edição e criação], mas muito reduzido para os autores”, afirmou Tiago Manuel, sustentando que o país não tem capacidade para absorver as dezenas de ilustradores, desenhadores e criadores que anualmente concluem estudos.

Neste objetivo de dignificar o trabalho dos ilustradores, muitas vezes precário e com uma visibilidade ilusória na Internet, referiu Tiago Manuel, a BIG apresenta não só exposições de ilustração como atribui prémios monetários.

Ao prémio Carreira, que nesta segunda edição reconhece o trabalho do designer e colecionador Jorge Silva, a BIG irá ainda atribuir o Prémio Nacional BIG a um dos 54 autores selecionados a concurso, um Prémio Revelação e um Prémio Ensino para alunos de artes de escolas secundárias e ensino superior do concelho.

Tiago Manuel entende que iniciativas como a BIG – ou como a bienal Ilustrarte (Castelo Branco) e a Festa da Ilustração (Setúbal) – pretendem “criar estímulos” e ser uma montra para o trabalho profissional dos ilustradores portugueses.

“Quanto mais acontecimentos, melhor. Quantidade gera qualidade”, resumiu.

A propósito do Prémio Carreira para Jorge Silva, a BIG inaugurará a exposição “As sete vidas do senhor Silva” no Centro Internacional das Artes José de Guimarães.

Os autores candidatos ao prémio nacional, entre os quais Ana Biscaia, André Letria, António Jorge Gonçalves, Cristina Sampaio, Daniel Lima, Dileydi Florez, Júlio Dolbeth, Joana Estrela, Sara Bandarra, Teresa Cortez, Mariana Rio, Cinara Psico e Francisco Sousa Lobo, terão obras numa exposição coletiva no Palácio Vila Flor.

Os estudantes, candidatos ao prémio Ensino, também terão uma exposição coletiva nos antigos Paços do Concelho de Guimarães, com trabalhos subordinados ao tema “Migrações/Mediterrâneo/Europa”.

Haverá ainda uma exposição dedicada a João Fazenda, que venceu o Prémio Nacional em 2017, no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura, e outra organizada por António Gonçalves dedicada aos surrealistas.

Está ainda previsto um ciclo de palestras – “A teia da ilustração” – com Pedro Moura, António Gonçalves e Isabel Baraona.

A BIG arranca com o anúncio e entrega dos prémios e com a inauguração das exposições que ficarão patentes até 31 de dezembro.

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