Bienal de Arte Têxtil de Guimarães com 57 obras de 50 artistas internacionais

Contextile
Foto: DR

A Contextile – Bienal de Arte Têxtil Contemporânea vai decorrer entre 07 de setembro e 15 de dezembro, em Guimarães, prolongando-se por 100 dias, com destaque para a exposição internacional com 57 obras de 50 artistas, foi hoje anunciado.

A apresentação da sétima edição da Contextile decorreu no Jardim da Sociedade Martins Sarmento, naquela cidade do distrito de Braga, na presença do vereador da Cultura, Paulo Lopes Silva, do diretor e da diretora artística da Contextile, Joaquim Pinheiro e Cláudia Melo.

Ao longo dos 100 dias, a Contextile24 ocupará vários espaços culturais e áreas públicas da cidade, e tem este ano como tema o toque que servirá de mote à exposição internacional com 57 obras, de 50 artistas, “selecionados por um júri internacional a partir das propostas de mais de 1.300 artistas de 79 países”.

“A edição deste ano da Bienal de Arte Têxtil Contemporânea tem ainda em destaque uma exposição do artista catalão Josep Grau-Garriga, falecido em 2011, e um dos pioneiros da arte têxtil contemporânea na península ibérica”, refere a organização.

Do programa faz também parte “uma grande exposição de artistas do Canadá, país convidado, cujas obras refletem a dinâmica contemporânea da arte têxtil canadiana”.

À semelhança das edições anteriores, a Contextile vai ter igualmente residências artísticas, performances, ‘workshops’ e ‘textiletalks’.

Na apresentação da Contextile24, o vereador com o pelouro da Cultura da Câmara de Guimarães afirmou que o certame “é mais do que um evento que se desenrola de dois em dois anos, já que está em contacto permanente, ‘in-touch’, com o território”.

Paulo Lopes Silva reconheceu que a Bienal mantém “um toque de continuidade, mas também de coerência nos caminhos que vai trilhando”, ao mesmo tempo que “encerra em si muitos dos valores da construção desse território – o têxtil, a indústria têxtil, hoje de alta tecnologia e de enorme valor acrescentado”.

A diretora artística da Contextile, Cláudia Melo, destacou, por seu lado, “o papel do toque no têxtil como prática de trabalho”, mas que na edição deste ano “vai ser tratado como ferramenta poderosa para questionar a sociedade”, acrescentando que o têxtil “é uma matéria-prima essencial para repensar” a realidade atual.

“Agora, a tarefa mais importante é recuperar os nossos sentidos. Precisamos de ver mais, ouvir mais e sentir mais…”, disse Cláudia Melo, citando a frase de Susan Sontong, premiada escritora, crítica de arte e ativista dos Estados Unidos da América.

 
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