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Futebol

Benfica perde na Ucrânia, mas sonha à custa de Vlachodimos e Pizzi

Liga Europa

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Imagem via SporTV

O Benfica perdeu hoje 2-1 no reduto do Shakhtar Donetsk, na primeira mão dos 16 avos de final da Liga Europa em futebol, mantendo-se na corrida aos ‘oitavos’ à custa de Vlachodimos e de um penálti de Pizzi.

Numa fase da prova em que nunca havia perdido – oito vitórias e dois empates, para cinco apuramentos em cinco eliminatórias -, a formação da Luz ainda recuperou em Kharkiv de uma primeira desvantagem, mas um erro crasso de Rúben Dias ditou o desaire.

O brasileiro Alan Patrick, aos 56 minutos, e Kovalenko, aos 72, apontaram os golos do conjunto de Luís Castro, enquanto Pizzi marcou, aos 67, o seu 23.º golo da temporada, que pode vir a ter um peso determinante para o jogo de quinta-feira, na Luz.

Mas, para já, o Benfica está em desvantagem, após mais uma exibição que deixou muito a desejar, tanto na defesa como no ataque, para somar a terceira derrota em quatro jogos, com um empate pelo meio, em Famalicão, que valeu um lugar no Jamor.

Em Lisboa, os ‘encarnados’, salvos em várias ocasiões por Vlachodimos, terão de jogar muito mais, porque o Shakhtar, mesmo numa espécie de pré-temporada – não jogava um jogo oficial desde 14 de dezembro -, mostrou que tem vários desequilibradores na frente, como Taison, Marlos ou Júnior Moraes.

Em relação ao desaire caseiro com o Sporting de Braga (0-1, no sábado, para a I Liga), Bruno Lage procedeu a três alterações, com o castigado Weigl, Rafa e Vinícius a cederem os seus lugares a Florentino, Chiquinho e Seferovic.

O Benfica entrou, assim, com Tomás Tavares, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo, à frente de Vlachodimos, dois médios centrais (Florentino e Taarabt), Chiquinho e Cervi nos extremos e Pizzi ao meio, nas costas do ponta de lança Seferovic.

O jogo começou com o Shakhtar mais tempo com a bola, mas a só rematar aos 13 minutos, por Taison, para, aos 20, Marlos marcar em contra-ataque, só que em fora de jogo, milimétrico, numa jogada iniciada num passe falhado de Florentino.

A jogada animou, ainda assim, os ucranianos, que acentuaram o domínio e assustaram por Kovalenko (24 minutos) e Júnior Morais (27), mas, rapidamente, o Benfica reequilibrou e, melhor na parte final da primeira parte, teve a primeira ocasião por Pizzi (44).

O ‘onze’ de Luís Castro começou melhor a segunda metade e criou várias oportunidades, com Vlachodimos a parar os remates de Júnior Morais (46 minutos) e Marlos (55) e, pelo meio (51), o poste esquerdo a ‘segurar’ o de Ismaily.

A insistência dos ucranianos acabou por dar frutos aos 56 minutos, numa jogada de envolvência entre Taison, Júnior Morais e Marlos, que tocou para o remate colocado de Alan Patrick, à entrada da área, sem hipóteses para o internacional grego.

O Benfica não demorou a reagir e conseguiu chegar ao golo, num penálti de Pizzi, aos 67 minutos, cinco depois de festejar o tento de Tomás Tavares, que o árbitro, após consultar as imagens, anulou, por fora de jogo, assinalando falta anterior sobre Cervi.

A igualdade não se aguentou, porém, muito tempo, pois, aos 72 minutos, Rúben Dias, em vez de atirar a bola para fora, facilitou e perdeu a bola para Marlos, que tocou para Júnior Morais oferecer o golo a Kovalenko. Vlachodimos nada podia fazer.

Na parte final, o Benfica ainda tentou chegar ao segundo golo, mas não conseguiu mais do que dois remates de Grimaldo, que o veterano Pyatov segurou, aos 75 e 79 minutos.

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Futebol

“Nenhum jogo vale mais do que uma vida”

FIFA

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, reforçou hoje a ideia de que “nenhum jogo vale mais do que uma vida” e considerou que “seria mais do que irresponsável obrigar as competições a recomeçar” face à pandemia da covid-19.

“Nenhum jogo, nenhuma competição, nenhuma liga vale mais do que uma única vida humana. Todos no mundo deveriam ter isto bem claro. Seria mais do que irresponsável obrigar as competições a recomeçar, se as coisas não estiverem 100% seguras. Se tivermos de esperar um pouco mais, temos de o fazer. É melhor esperar um pouco mais do que correr riscos”, afirmou Infantino, em entrevista ao site brasileiro UOL.

O líder da FIFA reforçou, assim, uma opinião que já tinha emitido durante um congresso da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), salientando que a principal prioridade deve ser “a saúde” e, depois, “ajudar a comunidade futebolística” a fazer face ao “impacto financeiro desta crise, que terá repercussões enormes”.

“Por isso, ouçamos o que as autoridades sanitárias têm a dizer. Ouçamos os peritos. Vamos trabalhar em estreita colaboração com eles e seguir sempre as suas orientações e conselhos”, vincou o italo-suíço.

No final de março, a FIFA revelou possuir uma reserva financeira de 1.400 milhões de euros e anunciou a intenção de ajudar todo o futebol o mundial, estando a ponderar a criação de um fundo económico de apoio a clubes e ligas, para ajudar a minimizar os efeitos provocados pela pandemia da covid-19.

Quase todos os países suspenderam as competições por tempo indeterminado, devido à propagação do novo coronavírus, sendo que as exceções são a Bielorrússia, o Tajiquistão, a Nicaráguia e o Burundi, onde os campeonatos continuam a decorrer.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 89 mil. Dos casos de infeção, mais de 312 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 409 mortes e 13.956 casos de infeções confirmadas. Dos infetados, 1.173 estão internados, 241 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 205 doentes que já recuperaram.

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Desporto

Gil Vicente assume interesse em renovar com Vítor Oliveira

Covid-19

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Gil Vicente equaciona renovar o contrato com o treinador Vítor Oliveira, mas as negociações só avançarão quando a permanência na I Liga de futebol estiver consumada, assumiu hoje o diretor desportivo Tiago Lenho.

“Ao atingirmos os nossos objetivos, obviamente não seríamos inteligentes se não houvesse esse passo. Temos de reconhecer o seu trabalho e tudo o que ele já nos deu enquanto ser humano, pelo que fará todo o sentido convidarmos o ‘mister’ a renovar”, afirmou o dirigente, numa videoconferência promovida pelos minhotos nas redes sociais.

Lembrando que Vítor Oliveira assina contratos de uma época, Tiago Lenho sublinha a “força e impacto” que o experiente técnico aportou à formação de Barcelos, nona colocada a 10 jornadas do fim, com 30 pontos, 14 acima da zona de descida, numa altura em que o campeonato está suspenso por tempo indefinido devido à pandemia da covid-19.

“Tem gerido assim a sua carreira e com os bons resultados que se conhecem. É uma conversa que vamos certamente ter quando a manutenção for efetivada, até porque será do interesse do Gil Vicente continuar com alguém que cumpre os seus objetivos. Não apontamos já metas pontuais para isso, até porque o ‘mister’ também não o faz”, referiu.

O diretor desportivo considerou que Vítor Oliveira teve um papel “importante” no regresso “perfeitamente tranquilo” dos minhotos à I Liga, após uma reintegração administrativa a partir do Campeonato de Portugal, na sequência do ‘caso Mateus’, já que o discurso “assertivo e correto” do técnico permitiu gerir as expectativas além dos resultados.

“É uma pessoa reconhecida no futebol português e respeitada por todos. Quando fala sobre algo, todos o assumem como verdade. A sua experiência foi fundamental num plantel novo, em que 85% dos jogadores não conhecia a realidade do futebol português. O treinador manteve a equipa crente do seu valor e é excedível nisso”, valorizou.

O Gil Vicente “abordou mais de 40 jogadores” no verão até chegar aos 23 reforços com que assinalou o regresso à elite, mas Tiago Lenho espera que esta “revolução” não seja repetida na preparação da próxima temporada, até porque o projeto dos barcelenses deixou de ser “totalmente desconhecido” e tem adquirido “outro tipo de credibilidade”.

“É normal que haja entradas e saídas, mas já temos 15 jogadores com contrato para 2020/21 e uma base que não havia há um ano. Dos que terminam contrato, esperamos que dois ou três continuem. Também estamos a aproveitar esta fase em casa para ver muita coisa, analisar jogadores e colocar hipóteses em cima da mesa”, notou.

Para já, os pupilos de Vítor Oliveira mantêm-se em casa, com planos de treino individuais, enquanto o futebol português trabalha “no sentido de se voltar a jogar”, e o responsável até delineou “cenários otimistas” para o regresso da competição, cujos princípios serão adaptados à evolução do novo coronavírus e às recomendações das autoridades sanitárias.

“É difícil prever, porque isto é algo desconhecido para todos. Acredito fortemente que vamos voltar a jogar, porque o futebol faz-nos falta e é importante que se jogue por razões económicas. Há esse objetivo claro por parte de todas as entidades, que só acontecerá se a pandemia evoluir de forma positiva e for possível fazê-lo em segurança”, afiançou.

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Desporto

Onze adeptos banidos de recintos desportivos em março

Violência no desporto

em

Foto: Divulgação / PSP

A Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD) decidiu impedir 11 adeptos de acederem a recintos desportivos em março, de acordo com o relatório de atividade divulgado hoje.

Num mês em que a atividade desportiva foi totalmente suspensa, devido à pandemia de covid-19, a APCVD concluiu 112 casos, de um total de 674 desde a sua criação, em julho de 2019.

Além da atividade desportiva, também a celeridade da ação da APCVD foi afetada pelo estado de emergência que vigora em Portugal desde 19 de março e que suspendeu os prazos dos processos de contraordenação em curso.

Com as decisões de março, aumentam para 58 o número de adeptos sujeitos a medidas de interdição a recintos desportivos, metade dos quais punidos como sanção acessória e outra como medida cautelar, entre as 357 condenações aplicadas pela APCVD, nos oito meses de atividade.

O recurso a material pirotécnico e a prática de atos ou incitamento à violência, racismo ou xenofobia são os ilícitos mais recorrentes nos processos decididos em março.

Segundo este documento, entre 01 e 31 de março, ocorreram ainda 35 condenações com multa, das quais 15 ainda aguardam trânsito em julgado, nove admoestações e seis foram alvo de impugnação judicial.

Durante este mesmo período, 62 processos foram arquivados, tendo cinco deles sido remetidos para o Ministério Público (MP), por constituírem crime, enquanto os restantes foram encerrados por falta de identificação dos infratores (29), falta de provas (18) ou por outros motivos (10).

No total, a APCVD já encaminhou 84 processos para o MP.

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