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Atletismo

SC Braga continua no pódio do atletismo masculino em Portugal

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O Benfica revalidou este domingo o título nacional de atletismo de clubes, em masculinos, enquanto o Sporting voltou a dominar em femininos, na final do campeonato, que se realizou no Estádio 1.º de Maio, em Braga.

Em masculinos, os ‘encarnados’, que conquistaram o oitavo título consecutivo, voltaram a revelar-se mais fortes no segundo dia, totalizando 155 pontos, contra 145 do Sporting, segundo, e 104 do anfitrião SC Braga, que fechou o pódio.

Os benfiquistas foram solidificando a vantagem durante o dia, ao vencerem sete das 11 provas realizadas.

Destaque para o triplo salto, prova em que Pedro Pablo Pichardo, sem a concorrência do lesionado sportinguista Nélson Évora, venceu tranquilamente, com 17,21 metros.

O emblema da ‘águia’ dominou, ainda, nos 110 metros barreiras, nos 3.000 metros, no salto em altura e nos lançamentos do disco e do martelo.

Por seu lado, o Sporting ainda conseguiu três vitórias, com destaque para a estafeta dos 4×400 metros e também para Carlos Nascimento, nos 200 metros, que repetiu o triunfo da véspera nos 100, pautando-se como o homem mais rápido do fim de semana.

Em femininos, as ‘leoas’ conquistaram, sem problemas, o seu 48.º título, com 156 pontos e uma vantagem confortável sobre o Benfica, segundo, com 113, os mesmos da Juventude Vidigalense, terceira classificada, mas com mais vitórias individuais.

Na tarde de hoje, o Sporting venceu oito de 10 disciplinas, com destaque para o triunfo dilatado de Patrícia Mamona no triplo salto, com uma marca de 14,19, igual à melhor do ano conquistada pela atleta, ainda esta semana, em França.

Também na corrida de estafetas 4×400 metros, as atletas ‘leoninas’ não deram qualquer hipótese à concorrência, vencendo por uma larga vantagem.

Referência, ainda, para os triunfos de Salomé Afonso, nos 800 metros, de Olímpia Barbosa nos 100 metros barreiras ou de Lorene Barzolo, nos 200 metros, confirmando também que foi a mais veloz da competição, depois de ter vencido, na véspera, os 100 metros.

O dia terminaria com uma ‘pitada’ de polémica, depois de uma inicial desclassificação de um atleta do Sporting, por alegada irregularidade, na prova de estafetas 4×400, na sequência de um protesto apresentado pela comitiva do Benfica.

Os responsáveis do Sporting contestaram, no final, a decisão, apresentando uma defesa, à qual foi dada provimento, levando a que os juízes ratificassem a pontuação final dos ‘leões’, sem influência no desfecho da classificação.

Menção ainda, nesta jornada de atletismo no icónico Estádio 1.º de Maia, em Braga, para os resultados da II divisão, onde o Cucujães se sagrou vencedor, em masculinos, e a ACR Sra. do Desterro em femininos.

Classificações finais:

I Divisão (masculinos):

1. Benfica, 155 pontos.

2. Sporting, 145.

3. SC Braga, 104.

Vencedores individuais:

Lançamento do Martelo: António Vital Silva (Benfica), 70,95 metros.

Salto em Altura: Paulo Conceição (Benfica), 2,15 metros.

110 metros barreiras: João Vítor Oliveira (Benfica), 13,91 segundos.

800 metros: Wilson Conniot (Jardins da Serra), 1.53,86 minutos.

400 metros barreiras: Jordin Andrade (Sporting), 50,95 segundos.

Lançamento do disco: Francisco Belo (Benfica), 56,54 metros.

200 metros: Carlos Nascimento (Sporting), 21,05 segundos.

Triplo Salto: Pedro Pablo Pichardo (Benfica), 17,21 metros.

3000 metros obstáculos: André Pereira (Benfica), 9.02,11 minutos.

3000 metros: Rui Pinto (Benfica), 8.13,81 minutos.

4×400 metros: Sporting, 3.10,43 minutos

I Divisão (femininos):

1. Sporting, 156 pontos

2. Benfica, 113.

3. Juventude Vidigalense, 113.

Vencedores individuais:

100 metros barreiras: Olímpia Barbosa (Sporting), 13,80 segundos.

Triplo Salto: Patrícia Mamona (Sporting), 14,19 metros.

800 metros: Salomé Afonso (Sporting), 2.08,64 minutos.

Salto em Vara: Beatriz Afonso (Benfica), 3,45 metros.

400 metros barreiras: Andreia Crespo (Sporting), 58,96 segundos.

Lançamento do peso: Jessica Ichude (Sporting), 16,45 metros.

200 metros: Lorene Bazolo (Sporting), 23,60 segundos.

Lançamento do Dardo: Jéssica Barreira (Sporting), 45,40 metros.

3000 metros: Marta Pen Freitas (Benfica), 9.10,29 minutos.

4×400 metros: Sporting, 3.35.95 minutos.

II Divisão (masculinos):

1. NA Cucujães, 109 pontos

2. CC S. João da Madeira, 107 pontos

3. Maia Atlético Clube, 103 pontos

II Divisão (femininos):

1. ACR Sra. do Desterro, 119 pontos

2. União Clube Eirense, 116

3. Grupo de Atletismo de Fátima, 112

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Atletismo

Atleta Hélio Gomes vai ser operado quarta-feira ao tendão de Aquiles

Fundista do Sporting

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Hélio Gomes. Foto: DR/Arquivo

O fundista português Hélio Gomes, do Sporting, vai ser operado na quarta-feira ao tendão de Aquiles, para tratar uma lesão que o manteve limitado durante vários meses.

“A lesão é no tendão de Aquiles do pé direito. Espero recuperar dentro de um a dois meses, e voltar já na época de 2020/21, a partir de outubro”, disse o atleta de Viana do Castelo, em declarações à agência Lusa.

Hélio Gomes, de 35 anos, entendeu, juntamente com o clube leonino, avançar para a cirurgia, num momento em que os calendários nacional e internacional se mantêm parados devido à pandemia da covid-19, que suspendeu ou cancelou as competições.

De acordo com Hélio Gomes, foi considerado resolver já o problema, de “forma a atacar o ano de 2021 na máxima força”, e estar nos campeonatos nacionais de corta-mato, que foram em março adiados para novembro.

Hélio Gomes, que foi quarto classificado nos 1.500 metros dos Europeus de 2012, disse ainda à Lusa já ter efetuado o teste à covid-19, do qual deverá ainda hoje à noite ter o resultado, antes de ser operado na quarta-feira, em Lisboa.

O atleta é campeão nacional dos 5.000 metros, sendo detentor do melhor registo do ano, ainda em 2019, ao correr a distância em 13.41,01 durante o ‘meeting’ internacional de Barcelona, em julho.

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Atletismo

Meia Maratona e Maratona de Lisboa adiadas para 2021

Pandemia

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Foto: DR / Arquivo

A Meia Maratona e a Maratona de Lisboa foram adiadas para 2021, confirmou hoje à Lusa Carlos Móia, presidente do Maratona Clube de Portugal, considerando a decisão “pragmática” e de “grande responsabilidade social”.

“O Maratona foi sobretudo pragmático ao tomar esta decisão. Temos uma grande responsabilidade social, quer com as pessoas que trabalham no Maratona quer com as pessoas que vão correr a prova, e por isso entendemos que enquanto não houver uma terapêutica ou a vacina que tanto ambicionamos, juntar, 100, 200, 1000, 10 mil ou 30 mil pessoas não é seguro”, explicou Carlos Móia, em entrevista à agência Lusa.

O organizador das provas assumiu o enorme prejuízo, que revela que para a cidade de Lisboa pode ascender aos 25 milhões de euros, mas destaca que todos os parceiros concordaram e elogiaram este desfecho, que considera ser uma “atitude de grande responsabilidade social”.

A Meia Maratona de Lisboa, que parte da Ponte 25 de Abril, depois de ter sido já reagendada, estava marcada para 05 de setembro e a Maratona de Lisboa, cuja meia maratona simultânea começa na Ponte Vasco da Gama, para 15 de outubro.

As novas datas são 09 de maio de 2021 para os 21,0975 quilómetros na capital lisboeta, enquanto a Maratona está marcada para 17 de outubro. Pelo meio, em 06 de junho, terá lugar a Corrida da Mulher.

Para quem já estava inscrito nas provas deste ano, o presidente do Maratona Clube de Portugal explicou que estão automaticamente inscritos para 2021, mas têm ainda outras possibilidades.

“As provas estavam completamente esgotadas e as pessoas estão inscritas automaticamente para 2021. Mas, ainda assim, oferecemos a possibilidade de acederem a um ‘voucher’ virtual que dá a possibilidade de correr em 2021 ou em 2022, assim como poder ceder o dorsal a outra pessoa sem qualquer custo”, garantiu.

Quanto ao regresso à estrada para os milhares de corredores, Carlos Móia admitiu que “as pessoas estão ansiosas” por esse momento, mas que precisam de o fazer “sem medo” e que esta atesta este sentimento.

Com a declaração de pandemia, em 11 de março, inicialmente alguns eventos desportivos foram disputados sem público, mas, depois, começaram a ser cancelados, adiados – nomeadamente os Jogos Olímpicos Tóquio2020, o Euro2020 e a Copa América – ou suspensos, nos casos dos campeonatos nacionais e provas internacionais de todas as modalidades.

Os campeonatos de futebol de França e Países Baixos foram,entretanto, cancelados, enquanto países como Alemanha, Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal preparam o regresso à competição.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 267 mil mortos e infetou mais de 3,8 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Portugal contabiliza 1.105 mortos associados à covid-19 em 26.715 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado na quinta-feira.

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Atletismo

Mundiais de atletismo de 2021 remarcados para 2022

Covid-19

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Foto: DR

Os Mundiais de atletismo de 2021 foram remarcados para 15 a 24 de julho de 2022, nos Estados Unidos, após o adiamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tóquio2020 para 2021 devido à pandemia da covid-19, foi hoje anunciado.

As novas datas foram definidas de forma a não colidirem com as competições previstas para julho e agosto de 2022, nomeadamente os Jogos da Commonwealth de Birmingham 2022 e os Campeonatos da Europa Multidesportos de 2022, em Munique.

Os Mundiais, que vão decorrer em Eugene, no Oregon (Estados Unidos), foram agendados originalmente para 06 a 15 de agosto de 2021, mas foram remarcados para o ano seguinte para evitar sobreposição com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio2020, reagendados para 23 de julho a 08 de agosto de 2021 e 24 de agosto a 05 de setembro de 2021, respetivamente.

O novo cronograma, de acordo com os promotores, irá evitar um conflito direto entre qualquer um desses grandes eventos e, com uma programação cuidadosa, garantirá que os atletas possam competir em até três competições de classe mundial.

O presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), o britânico Sebastian Coe, considera que 2022 será um ano de benesse para os adeptos em todo o mundo, que durante seis semanas irão usufruir de atletismo de primeira classe.

“Não teríamos escolhido realizar três grandes campeonatos consecutivos, mas isso nos dará uma oportunidade única de promover a modalidade e as suas estrelas ao redor do mundo por um período de seis semanas”, adiantou Sebastian Coe.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil. Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro de 2019, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 380 mortes, mais 35 do que na véspera (+10,1%), e 13.141 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 699 em relação a terça-feira (+5,6%).

Dos infetados, 1.211 estão internados, 245 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 196 doentes que já recuperaram.

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