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Futebol

Benfica defronta PAOK em Salónica

Liga dos Campeões

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Foto: Divulgação / Benfica

O Benfica defronta hoje na Grécia o PAOK Salónica, de Abel Ferreira, naquele que é o primeiro ‘obstáculo’ no caminho até à 11.ª presença consecutiva na fase de grupos da Liga dos Campeões de futebol.


O duelo da terceira pré-eliminatória da ‘Champions’, disputada apenas a uma mão devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19, será também o primeiro jogo oficial do técnico Jorge Jesus desde que regressou ao comando dos ‘encarnados’.

O vice-campeão português está obrigado a bater o também vice-campeão grego, de Abel Ferreira, que está a iniciar a segunda época no clube, para ganhar o direito de defrontar os russos do Krasnodar nos ‘play-offs’, numa eliminatória que já será a duas mãos, e continuar na luta pelo acesso à fase de grupos, que financeiramente garante logo ao apurado mais de 40 milhões de euros.

Historicamente, o clube lisboeta soma por triunfos os três jogos disputados no reduto do PAOK Salónica, tendo vencido no Estádio Toumba em 1999/2000, por 2-1, em 2013/14, na primeira passagem de Jorge Jesus pela Luz, por 1-0, e, na anterior tentativa de chegar à ‘Champions’, em 2018/19, por expressivos 4-1.

O encontro entre o Benfica e o PAOK realiza-se a partir das 21:00 locais (19:00 em Lisboa), com arbitragem do alemão Felix Brych.

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Futebol

Bruno de Carvalho e Octávio Machado condenados por insultos ao Conselho de Arbitragem

Em 2015

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Foto: DR

O Supremo Tribunal Administrativo confirmou as penas de suspensão e as multas aplicadas pela Federação Portuguesa de Futebol aos antigos, presidente do Sporting, Bruno de Carvalho e dirigente, Octávio Machado, por declarações ofensivas – proferidas na época 2015/16 e a propósito das nomeações de árbitros – para com o Conselho de Arbitragem e contra o seu Presidente, de então, Vítor Pereira. Os dois ex-dirigentes desportivos haviam sido condenados, respetivamente, a 113 e a 75 dias de suspensão, bem como a multas de 2.869 euros e 1.913 euros.

A FPF considerou insultuosa a linguagem que ambos usaram em 2015/16 contra o órgão e contra Vítor Pereira.
Os dois ex-dirigentes recorreram, então, para o Tribunal Arbitral de Desporto (TAD), o qual, em 2017, revogou os castigos – numa decisão com o voto contra do advogado e juiz, Nuno Albuquerque, de Braga – considerando que as declarações, “ainda que contundentes e ásperas” estavam “no limite” da chamada “linguagem do futebol” não sendo difamatórias.

A FPF recorreu, então para o TCAS – Tribunal Central Administrativo do Sul, o qual confirmou a decisão do TAD dizendo que Vítor Pereira, sendo “um conceituado árbitro e figura pública, por certo deterá a necessária robustez psicológica para não se sentir melindrado”
O TCAS concluiu que as declarações dos dois ex-dirigentes sportinguistas não “atingiram o núcleo essencial das qualidades morais necessárias à sua autoestima e a não se sentir desprezado pelos outros”.

Difamação inaceitável, diz o Supremo

Face a esta segunda sentença, a FPF foi até à última instância, o Supremo, que veio dar-lhe razão, ao considerar que, e em resumo, “a denominada “linguagem desportiva” não permite que se profiram insultos e se façam difamações dirigidas aos árbitros e muito menos a quem os nomeia”.

E sublinha o acórdão a que O MINHO teve acesso: “Mal seria que as expressões utilizadas pelos arguidos, se enquadrassem numa crítica meramente opinativa no seio do fervor desportivo, dado que não se limitam a enunciar factos objectivos ou a exprimir opiniões acerca da sua qualificação à luz das regras do jogo; pelo contrário, são de molde, a colocar em crise, quer objetiva, quer subjetivamente, a arbitragem em Portugal, a honra e reputação dos árbitros em questão e, em particular, a do Presidente do Conselho de Arbitragem, configurando insultos, injúrias e difamações em relação aos visados, que extravasam o direito de liberdade de expressão”.

As declarações de Bruno e Octávio

Em janeiro de 2016 e após o jogo Sporting/Tondela, Bruno de Carvalho afirmou, referindo-se a Vítor Pereira: “os jogos não se jogam nas quatro linhas; gosto pouco de estar a brincar ao futebol. O Senhor Vítor Pereira já ultrapassou todos os limites do ridículo!”. No mesmo dia, no Facebook, escreveu: “inacreditável! A pressão dos árbitros já mete nojo! Querem provocar o pânicos nos árbitros que dirigem o Sporting CP e ainda passar a mensagem de que os jogadores do Sporting têm de estar sempre punidos (na lista estão já Slimani e João Mário). Vítor Pereira já não perdeu só o bom-senso a nomear, mas toda a noção do ridículo”.

A 23 do mesmo mês, em artigo no jornal A Bola classsificou o líder da arbitragem como estando em “total desnorte”, dizendo que “o futebol se joga fora das quatro linhas”.

Bruno de Carvalho tinha a agravante de já ter sido condenado, em 2015, pela prática de infração disciplinar de “lesão da honra e da reputação”.

Octávio falou em “coação”

No que toca a Octávio Machado, o acórdão evoca declarações à SIC/Notícias em dezembro de 2015 após uma conferência de imprensa de antevisão do jogo União da Madeira/Sporting e nas quais acusou o Conselho de Arbitragem, de “coagir os árbitros que apitam o Sporting”.

Em abril de 2016, Octávio teceu críticas, aos jornais O Jogo e A Bola sobre a nomeação do árbitro João Capela para a partida entre a Académica de Coimbra e o Benfica, lembrando que, “em 14 jogos arbitrados por Capela o Benfica venceu 13 e empatou um”.

Em 11 de novembro de 2015, Octávio Machado criticou, também, a arbitragem de Cosme Machado no jogo entre o Sporting e o Arouca, afirmando que “as imagens televisivas mostram que a verdade dos factos não é a que vem no relatório do árbitro” . E acrescentou: “os sportinguistas já não duvidam que o facto de o Sporting ir em primeiro na classificação incomoda muita gente!”

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Futebol

“[Galeno] Dei-lhe dois berros para o acordar”

Carlos Carvalhal

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Foto: DR

Declarações após o jogo SC Braga-Nacional (2-1), da quarta jornada da I Liga portuguesa de futebol:

– Carlos Carvalhal (treinador do SC Braga): “O Nacional ainda não tinha perdido, é uma equipa difícil, que, se apanhar alguém distraído, vai tirar-lhe pontos.

Preparámos muito bem o jogo, os nossos jogadores foram inexcedíveis e fizemos a melhor exibição até hoje. Temos vindo a subir de rendimento de jogo para jogo e fizemos 90 minutos muito consistentes.

Podíamos ter ido com 3-0 para o intervalo e, na segunda parte, a tónica foi a mesma, a controlar o jogo, a dispor de oportunidades muito boas para matar o jogo. O adversário fez um golo de forma fortuita, mas a forma como a nossa equipa reagiu não entrou em pânico, geriu o jogo com bola até ao fim. Quem olha para o resultado pensa que o Braga sentiu dificuldades, mas não e justificava-se um desnível maior no resultado.

Dei-lhe dois berros para o acordar, estava a jogar cheio de estilo e quando resolveu jogar à Galeno, mudou o jogo.

Criar muitas oportunidades de golo tem sido a nossa tónica e isso é bom, é sinal de que a identidade está bem assimilada. Vejo isto pelo lado positivo. Vamos melhorar e crescer, mas essa linha de crescimento não é linear. As nossas equipas acabam melhor do que começam, estou muito satisfeito com o nível de hoje, foi uma exibição muitíssimo boa.

(Regresso do público na quinta-feira, diante o AEK, para a Liga Europa) A excitação é crescente, o jogo de quinta-feira vai ser diferente, queremos ter adeptos e o Braga tem uma massa adepta muito forte e participativa. Os clubes que têm esse tipo de massas adeptas têm sido penalizados porque os adeptos dão aporte, se calhar, de 20 por cento às equipas.

Temos um nucelo de capitães da equipa, com o Fransérgio, Esgaio, Matheus, Ricardo Horta, Rui Fonte e Paulinho, quem usa a braçadeira é uma decisão minha, por vezes tem a ver com um fator mais motivacional, só isso”.

– Luís Freire (treinador do Nacional): “Já sabíamos que ia ser um jogo complicado, tentámos contrariar a pressão mais agressiva do Braga, mas falhámos o timing da pressão.

Queríamos conseguir ter mais bola do que tivemos, como nos últimos três jogos, mas perdemos bolas em zonas iniciais de construção. Num grande remate, o Braga marcou o primeiro golo, o que traduzia a sua superioridade, e depois fez o segundo golo até ao intervalo.

Ao intervalo, pedimos para defender mais juntos, ter mais bola no meio campo ofensivo e procurar o nosso golo, sem nos expor. O Braga não fez o terceiro, nós conseguimos o nosso já perto do fim e não tivemos tempo de fazer mais nada.

Vitória justa. Da nossa parte, fica a ideia de que tentámos ser iguais a nós próprios, mas não conseguimos, perdemos por mérito do adversário, foram eles a mandar mais no jogo.

Koziello lesionou-se no último treino, fraturou o dedo médio da mão direita, e ficou indisponível para o jogo. Demos oportunidade ao Francos Ramos, que tem experiência na I Liga”.

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Futebol

SC Braga vence Nacional e salta para o 5.º lugar da Liga

I Liga

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Foto: DR

O SC Braga venceu hoje o Nacional por 2-1, num triunfo inteiramente merecido, mas por margem escassa, tantas foram as oportunidades que desperdiçou, em jogo da quarta jornada da I Liga de futebol.

O primeiro golo da partida surgiu aos 28 minutos, num remate em arco de Fransérgio, de fora da área, e, pouco antes do intervalo, aos 42, Iuri Medeiros fez o segundo num gesto acrobático, tendo o Nacional reduzido por Nuno Borges, aos 86.

Os minhotos somaram a segunda vitória consecutiva, diante de uns madeirenses que deixaram uma imagem muito ‘cinzenta’ e registaram a primeira derrota no campeonato.

O Sporting de Braga apresentou-se com um ‘onze’ muito ofensivo, mas, apesar do remate perigoso de Galeno, logo aos três minutos, e do domínio do jogo, não conseguiu criar perigo no último reduto dos insulares.

O ‘nó’ só foi desatado aos 28 minutos, por um grande remate de Fransérgio, de muito longe e colocado, autêntico ‘coelho tirado da cartola’, num momento de magia do médio brasileiro.

O Nacional teve uma reação logo a seguir e até chegou a introduzir a bola na baliza, aos 32 minutos, por Brayan Riascos, mas o avançado colombiano estava em fora de jogo.

Um novo remate de Fransérgio de pé esquerdo obrigou Daniel Guimarães a defesa atenta, mas seria Iuri Medeiros, num pontapé de moinho, após insistência de Galeno pela esquerda, a fazer o segundo e a ‘matar’ a partida, aos 42 minutos.

Ainda antes do intervalo, Ricardo Horta ficou muito perto do terceiro para os minhotos, não aproveitando por pouco mais um erro de palmatória da defesa madeirense.

Na segunda parte, intensificou-se ainda mais a supremacia da equipa minhota, que criou mais de uma mão cheia de ocasiões para dilatar o resultado, mas, umas vezes por inépcia e outras por ação do guardião contrário, não conseguiu voltar a marcar.

Destaque para o falhanço incrível de Esgaio, aos 70 minutos – com tudo para fazer o terceiro, após passe de Galeno, atirou muito por cima – e para um lance, dois minutos depois, em que Paulinho serviu de defesa do Nacional ao bloquear o remate do companheiro Ricardo Horta que levava a direção da baliza.

Mostrando muitas debilidades defensivas e uma quase total inoperância ofensiva, o Nacional ainda conseguiu reduzir, aos 86 minutos, por Nuno Borges, com um bom remate de zona frontal, já dentro da área, depois de Gorré ter visto Matheus impedir a sua incursão.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Nacional, 2-1.

Ao intervalo: 2-0.

Marcadores:

1-0, Fransérgio, 28 minutos.

2-0, Iuri Medeiros, 42.

2-1, Nuno Borges, 86.

Equipas:

– SC Braga: Matheus, Esgaio, Bruno Viana, David Carmo, Sequeira, Castro, Fransérgio, Iuri Medeiros (André Horta, 66), Galeno (Moura, 78), Ricardo Horta (Abel Ruiz, 90+2) e Paulinho.

(Suplentes: Tiago Sá, Tormena, Moura, João Novais, Al Musrati, André Horta, Schettine, Abel Ruiz e Rodrigo Gomes).

Treinador: Carlos Carvalhal.

– Nacional: Daniel Guimarães, Ruben Freitas, Pedrão, Lucas Kal, João Vigário, Nuno Borges, Rúben Micael (Witi, 80), Francisco Ramos (Azouni, 63), João Victor (Gorré, 63), Camacho (Alhassan, 80) e Brayan Riascos (Rochez, 83).

(Suplentes: Riccardo, Júlio César, Alhassan, Azouni, Danilovic, Gorré, Witi, Rochez e Vicent Thill).

Treinador: Luís Freire.

Árbitro: Artur Soares Dias (Porto).

Ação disciplinar: Francisco Ramos (31), Lucas Kal (36), Ruben Freitas (70) e Sequeira (76).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

(notícia atualizada às 21h09)

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