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BE vai propor idade legal da reforma aos 65 anos

Política

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Foto: BE / Divulgação

O Bloco de Esquerda anunciou hoje vai propor que a idade legal da reforma seja aos 65 anos e quem tiver mais de 40 anos de carreira contributiva tenha uma bonificação e o possa fazer antes.

“Nós propomos que a idade legal da reforma seja para toda a gente aos 65 anos e que quem tem mais de 40 anos de carreira contributiva até se possa reformar antes dos 65 anos, tenha uma bonificação”, explicou a coordenadora do BE, Catarina Martins.

Esta responsável, falava aos jornalistas em Lentiscais, Castelo Branco, onde se deslocou para ouvir as preocupações da população local, depois da seca que afetou o rio Pônsul, um afluente do Tejo.

Catarina Martins defendeu ainda para todos aqueles que já se reformaram, que seja aplicado um tratamento mais favorável.

“Quem teve cortes do fator de sustentabilidade e hoje não teria porque a lei é melhor, que esse corte acabe para todos, porque há muita gente reformada, com grandes cortes, que são uma injustiça e hoje que a lei foi mudada já não teriam”, afirmou.

Adiantou ainda que isto irá permitir ao país tratar com dignidade quem trabalhou toda uma vida, e permite à geração mais jovem ter acesso ao trabalho e ao emprego: “Isso é muito importante”.

A coordenadora do BE reagiu assim ao recente anúncio de mais um aumento da idade legal da reforma e do aumento do corte do fator de sustentabilidade para aqueles que se reformem antes da idade legal.

Catarina Martins sublinha que esta situação “é insustentável” e explica que, na anterior legislatura, ficou provado que a sustentabilidade da Segurança Social não se faz, não deixando as pessoas reformar-se ou fazendo cortes nas pensões, “pelo contrário”.

“As contas da Segurança Social ficaram melhor quando nós aumentamos as pensões e até permitimos alguns regimes mais favoráveis de acesso à reforma, pela criação de emprego e pela diversificação das fontes de financiamento”, concluiu.

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País

Dezassete portugueses já pediram para sair da China devido ao coronavírus

600 cidadãos europeus terão já pedido regresso aos países de origem

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Foto: DR

Dezassete cidadãos portugueses na China, a quase totalidade na região chinesa de Wuhan, já pediram para deixar o país devido ao surto do novo coronavírus, disse, esta quarta-feira, fonte europeia à Lusa, citando dados do Governo português.

“Ao todo, 17 portugueses já manifestaram vontade de sair da China, de acordo com as autoridades portuguesas”, indicou fonte da Comissão Europeia à Lusa, após um ponto de situação feito esta tarde pelo executivo comunitário com representantes dos Estados-membros relativamente ao surto.

A mesma fonte adiantou que “a maioria destes portugueses que pediram para sair deverão estar em Wuhan”, já que existem aeroportos a funcionar noutras cidades chinesas.

Apesar de se desconhecer, para já, quando e como é que estes cidadãos serão repatriados, o Governo português já manifestou intenção, no início da semana, de retirar por via aérea os portugueses retidos em Wuhan, cidade chinesa de onde é originário o novo coronavírus.

Questionada na terça-feira pela Lusa, fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros explicou que estavam a decorrer, em Bruxelas e em Pequim, “os preparativos para uma operação de evacuação coordenada entre vários países europeus”.

Segundo a mesma fonte, em Lisboa, as autoridades dos Negócios Estrangeiros, Saúde e Proteção Civil “estão coordenadas para assegurar a participação nacional” na operação europeia “para garantirem o acolhimento dos cidadãos repatriados segundo as normas internacionais de saúde pública aplicáveis nestes casos”.

O Governo português estudou inicialmente uma retirada via terrestre para Xangai, no leste da China, de onde os portugueses voariam para Portugal, mas a passagem por terra necessitaria das autorizações das províncias que separam Hubei de Xangai, o que levaria mais tempo e exigiria que os cidadãos portugueses fossem colocados sob quarentena num desses territórios antes de saírem da China.

Esta quarta-feira, em conferência de imprensa em Bruxelas, o comissário europeu para a Gestão de Crises, Janez Lenarčič, indicou que, “até ao momento, um total de quase 600 cidadãos da UE manifestaram o seu desejo em sair da China” em ações de repatriamento.

Sem precisar quantos cidadãos de cada país estão em causa, Janez Lenarčič disse apenas que se trata de nacionais da Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Espanha, Finlândia, França, Itália, Letónia, Países Baixos, Polónia, Portugal, Roménia e Reino Unido.

Na terça-feira, foi anunciado que a UE vai enviar dois aviões, entre quarta e sexta-feira, à região chinesa de Wuhan que vão repatriar, devido ao coronavírus, 250 franceses e outros 100 cidadãos europeus que o solicitem, independentemente da nacionalidade.

Em causa está a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil após um pedido de França. Até ao momento, nenhum outro Estado-membro pediu para ativar este mecanismo europeu, normalmente usado para desastres naturais.

Situada no centro da China, a cidade de Wuhan foi colocada na semana passada sob uma quarentena de facto, com saídas e entradas interditas pelas autoridades durante período indefinido, apanhando os residentes de surpresa.

A interdição foi depois estendida e toda a região de Wuhan encontra-se em regime de quarentena, situação que afeta 56 milhões de pessoas.

A China elevou para 132 mortos e mais de 5.900 infetados o balanço de vítimas do novo coronavírus detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro). O número já supera o número de infeções da epidemia de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) de 2002 e 2003, outro coronavírus que contaminou 5.327 pessoas no país. A SARS provocou 774 mortos em todo o mundo, 349 deles na China continental.

Além do território continental da China, de França e Alemanha, também foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Emirados Árabes Unidos, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, Austrália e Canadá.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que vai enviar peritos internacionais para a China o mais rapidamente possível para trabalhar com especialistas chineses no estudo e contenção do vírus.

 

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Morreu o poeta Manuel Resende, “um dos maiores” das letras portuguesas

“Dedicou grande parte da vida à poesia, quer como autor, quer como tradutor”

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Foto: angnovus.wordpress.com / DR

O poeta Manuel Resende nascido em 1948, no Porto, morreu, esta quarta-feira, em Lisboa, disse a editora do autor, Livros Cotovia, que o define como “um dos maiores poetas portugueses”.

Manuel Resende “dedicou grande parte da vida à poesia, quer como autor, quer como tradutor”, recorda a editora.

A “Poesia Reunida” do escritor, que juntou os seus livros editados e inéditos, foi publicada em 2018, “70 anos depois de ter nascido, e 50 anos depois do maio de 68″, como disse então Manuel Resende.

Numa entrevista ao Jornal de Letras Artes & Ideias (JL), no ano passado, considerou o Maio de 68, como símbolo da sua geração”: “Tinha na altura 20 anos. Marcou-me muito”.

Licenciado em Engenharia, que nunca exerceu, era apontado como um especialista em grego moderno, tendo sido uma das suas últimas traduções os poemas completos de Konstantínos Kaváfis.

Foi também tradutor de obras como “O Capital”, de Karl Marx, e “A Caça ao Snark”, de Lewis Carroll.

Trabalhou como jornalista durante seis anos, no Jornal de Notícias, e foi tradutor de instituições da União Europeia.

Literariamente estreou-se em 1983, com “Natureza Morta com Desodorizante”.

Sobre este livro disse: “Dei-lhe esse título para não dizer coisa nenhuma. Foi o mais esquisito que consegui arranjar. Há naturezas-mortas com violinos, açucenas, frutas… A minha tem um desodorizante”.

Na sua obra, destacam-se ainda “Em Qualquer Lugar” (1998) e “O Mundo Clamoroso, Ainda” (2004).

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País

Pneumonia comum mata 16 por dia em Portugal e onze mil por mês na Europa

Coronavírus aumenta preocupação com doenças respiratórias

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Foto: DR

A pneumonia comum mata pelo menos 16 pessoas por dia em Portugal e na Europa morrem por mês, em média, mais de onze mil pessoas, segundo dados internacionais e portugueses.

Numa altura em que um novo coronavírus matou por pneumonia na China mais de 130 pessoas num mês, os dados publicados nacional e internacionalmente mostram que há mais de 400 mortes por pneumonia em Portugal todos os meses, em média, na população adulta.

O conjunto das doenças respiratórias em Portugal provoca cerca de 40 mortes por dia, sendo que quase metade das 13 mil mortes anuais é causada por pneumonia, doença adquirida na comunidade e potencialmente curável, sendo a larga maioria pneumonias bacterianas.

O mais recente relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, apontava para mais de 14 mil mortes por doenças respiratórias em Portugal, sendo que o número aumenta para mais de 17.000 se forem acrescentados os óbitos por cancro da traqueia, brônquios e pulmão.

No panorama europeu, Portugal surge como um dos países onde mais se morre por pneumonia, doença que na Europa mata cerca de 140 mil pessoas, segundo dados da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

Além de em média levar à morte de 16 pessoas todos os dias em Portugal, a pneumonia é responsável por mais de 80 internamentos diários.

As mortes por pneumonia afetam sobretudo os mais velhos, sendo que em mais de 90% dos casos os doentes têm 65 ou mais anos, segundo o Observatório Nacional das Doenças Respiratórias.

As doenças respiratórias são, desde 2015, a terceira causa de morte em Portugal, logo após o cancro, sendo responsáveis por 19% de todas as mortes ocorridas.

Também a gripe é uma doença que provoca mortalidade, levando em Portugal à morte de cerca de três mil pessoas só na época gripal de 2018/2019, segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Desde o início do mês, um novo coronavírus, que provoca pneumonias virais, foi detetado na China, onde as autoridades já anunciaram mais de 5.900 casos da doença, com 132 mortes registadas.

A origem deste surto de um novo vírus ainda não está completamente esclarecida, sendo que a transmissão pessoa a pessoa já foi confirmada, embora as circunstâncias exatas do modo de transmissão estejam também por esclarecer.

A cidade de Wuhan, onde o surto terá tido início, tem onze milhões de habitantes – população idêntica à de Portugal – e é a sétima maior cidade da China. Neste momento, a cidade encontra-se em quarentena.

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