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Alto Minho

BE questiona Governo sobre falta de apoios à bienal de Vila Nova Cerveira

DGArtes

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Foto: Divulgação

As deputadas do Bloco de Esquerda (BE) Beatriz Gomes Dias e Alexandra Vieira questionaram a ministra da Cultura sobre a não-atribuição de financiamento à candidatura da bienal internacional de arte de Vila Nova de Cerveira.

No documento, datado de quarta-feira, as deputadas do BE com assento na comissão parlamentar de Cultura querem saber se a ministra Graça Fonseca considera a bienal “uma iniciativa importante para a atividade artística descentralizada no país” e se “concorda com a redução dos apoios às artes à área metropolitana de Lisboa”, onde estão localizadas as três entidades apoiadas pelo programa de apoio sustentado bienal da Direção-Geral das Artes (DGArtes) na área das Artes Visuais.

As deputadas do BE questionam ainda a titular da pasta da Cultura sobre se está prevista a “correção” do “subfinanciamento dos apoios às artes garantindo o financiamento de todas as candidaturas consideradas elegíveis para o biénio 2020/21”.

Na segunda-feira, a DGArtes revelou as três entidades culturais, todas da Área Metropolitana de Lisboa, que vão receber um total de 550 mil euros de apoio sustentado à criação, na área das Artes Visuais, para 2020-2021.

Os resultados definitivos do Programa de Apoio Sustentado 2020-2021 começaram, na segunda-feira, a ser divulgados pela DGArtes e, na área das Artes Visuais, confirmaram os resultados provisórios anunciados em 11 de outubro.

A candidatura da bienal de Cerveira é uma das cinco que foram consideradas elegíveis para apoio pelo júri, mas para as quais não há financiamento disponível.

“Apesar de ser considerada elegível pelo júri do concurso, a bienal de arte de Cerveira foi excluída dos apoios bienais da Direção-Geral das Artes para 2020/2021, na vertente das Artes Visuais. A bienal tem uma longa história de atividade e descentralização dos circuitos artísticos, realizando-se sem interrupções desde 1978”, constatam as deputadas do BE.

Beatriz Gomes Dias e Alexandra Vieira realçam que “com a exclusão da bienal de Cerveira, apenas três entidades serão financiadas na área das Artes Visuais para aquele biénio, as três localizadas na área metropolitana de Lisboa”.

O Bloco de Esquerda adiantou ter questionado a ministra da Cultura no dia em que foram conhecidos os resultados provisórios dos concursos, em outubro. Nessa altura, o partido defendeu “a necessidade de garantir financiamento a todas as estruturas consideradas elegíveis pelos júris dos concursos da direção-geral das Artes”.

“Fica mais uma vez claro o problema de subfinanciamento crónico que persiste nos apoios às artes”, sustenta o partido.

A Bienal Internacional de Arte de Cerveira, a mais antiga da Península Ibérica, realiza-se desde 1978.

Em 2018, decorreu entre 15 de julho e 16 de setembro, e recebeu cem mil visitantes. A 20.ª edição apresentou mais de 600 obras, de 500 artistas de 35 países em 8.300 metros quadrados, num total de 14 espaços expositivos.

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Alto Minho

A menina Rosinha sopra hoje 107 velas

Valença

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Foto: Facebook de Hermínio Mendes

Rosa Araújo, de Taião, Valença, completa hoje 107 anos de vida. Filha de pais de Paredes de Coura, concelho vizinho, nasceu a 10 de dezembro de 1912.

“Levou uma vida de muito trabalho. Hoje vive em casa de uma familiar. Continua muito lúcida e bem-disposta”, contou à Rádio Vale do Minho uma das netas de Rosinha, como é conhecida.

Mãe de 14 filhos, dos quais “onze vingaram”, conta que a alimentação “era a sopa, sempre a sopa, e o leitinho integral das vaquinhas, poucos açucares e poucas gorduras”.

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Ponte de Lima

Ponte de Lima investiu mais de um milhão e meio nas escolas do concelho

Assinado auto de consignação para os arranjos exteriores da Escola Básica 2,3 de Arcozelo

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José Manuel Carpinteira (à frente, à esquerda), deputado do PS eleito pelo distrito de Viana do Castelo, acompanhou Tiago Brandão Rodrigues. Foto: Facebook de José Manuel Carpinteira

O Município de Ponte de Lima procedeu à assinatura do Auto de Consignação da Empreitada de arranjos exteriores da Escola Básica 2,3 de Arcozelo, anunciou, esta terça-feira, a autarquia.

Nas palavras do diretor deste agrupamento, professor Manuel Amorim, nesta obra “o que está em questão é a segurança, não só dos alunos, mas de todos os utentes que passam na via”.

“Esta escola, sede de agrupamento tem cerca de 550 alunos, a frequentar desde o 5.º até ao 12.º ano. Na escola de primeiro ciclo, [contam-se] cerca de 200 alunos. [Sendo que] a cerca de 500 metros existe ainda o jardim de infância, integrado também neste centro educativo”, revela o professor, acrescentando que “na globalidade, na margem direita do Lima, todas as escolas do concelho sediadas no agrupamento de Arcozelo, têm uma cobertura de cerca de 1.100 alunos”.

Auto de consignação dos arranjos exteriores da EB 2,3 de Arcozelo, em Ponte de Lima. Foto: Divulgação

O diretor do agrupamento ressalva desta forma a noção que, “no dia-a-dia, e de imediato, irão beneficiar destas novas condições, entre 700 e 750 alunos”, sendo que “a médio e longo prazo mais alunos constituirão corpo discente que virá a beneficiar destas condições”.

Por sua vez, o presidente da Câmara de Ponte de Lima, Victor Mendes, tratou de sublinhar o facto de que “a direção do agrupamento considerou desde há já algum tempo, que era importante fazer uma alteração nesta matéria [de segurança rodoviária, em contexto escolar]”, esta constatação “obriga a um investimento na ordem dos 86 mil euros, exatamente para dar mais conforto, e acima de tudo garantir as condições de segurança dos nossos alunos”.

“Com o objetivo de melhorar significativamente a segurança para esta comunidade educativa”, a obra tem início previsto no início do ano de 2020, e prazo de execução 60 dias.

Nas palavras do autarca “o investimento na requalificação do Parque Escolar, nos últimos anos correspondeu a cerca de um milhão e meio de euros”, e neste sentido “vamos continuar a trabalhar para fazer um investimento significativo, quer em Arcozelo, quer nos outros três agrupamentos, nomeadamente no segundo e terceiro ciclo para a requalificação e modernização dos equipamentos, quer seja de apoio, quer seja do ponto de vista da inovação tecnológica”.

De referir que, nos quatro agrupamentos, desde 2005 “o investimento no reordenamento do pré-escolar e primeiro ciclo foi de cerca de 27 milhões de euros, (…) se acrescentarmos este investimento que fizermos, mais o [investimento feito no] segundo e terceiro ciclo, e no secundário, com a requalificação da escola secundária da Parque Escolar, o investimento ascende a cerca de 42 milhões”, confirmou o edil limiano.

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Viana do Castelo

Politécnico de Viana oferece consoada a alunos e funcionários que não vão passar o Natal a casa

Iniciativa acontece às 19:00 no Centro Académico do SAS IPVC

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Foto: DR

O Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) promove este ano, pela primeira vez em 33 anos, uma ceia de Natal para alunos nacionais, internacionais e do programa Erasmus que vão passar a época natalícia longe da família.

Em declarações hoje, à agência Lusa, o administrador dos Serviços de Ação Social (SAS) do IPVC, Luís Ceia, explicou que a iniciativa destina-se também “a docentes e pessoal não docente deslocados das famílias”.

“As inscrições abriram na segunda-feira e temos 15 pessoas inscritas. Este ano, por ser a primeira ceia de Natal que promovemos, se reunirmos entre 30 a 40 pessoas na ceia de Natal já será muito bom. O importante é celebrar o espírito de Natal”, referiu Luís Ceia.

Com seis escolas superiores espalhadas pelo distrito de Viana do Castelo, o IPVC tem, este ano letivo, “260 alunos de 31 nacionalidades”.

Segundo dados hoje divulgados pela instituição, estudam no IPVC estudantes oriundos da Guiné-Bissau, Cabo Verde, França, Moçambique, Espanha, Angola, Mônaco, Brasil, Lituânia, Roménia, Itália, Alemanha, Polónia, Itália, São Tomé e Príncipe, República Checa, Turquia, Luxemburgo, Índia, Timor Leste, Equador, Marrocos, Eslovénia, Arábia Saudita, Suíça, Egipto, Letónia, Ucrânia, Áustria, Bielorrússia, Uruguai, China e Venezuela.

O aumento do número de alunos estrangeiros a estudar na instituição esteve na origem da iniciativa, explicou Luís Ceia, sublinhando que o objetivo passa também por “proporcionar uma tradicional consoada portuguesa, com bacalhau, batatas e couves assim como as sobremesas típicas desta época aos estudantes e funcionários que se encontram deslocados do seu país e familiares”.

“O objetivo é assegurar um bom acolhimento em Viana do Castelo não só a alunos estrangeiros como a todos os que estão deslocados da família e que até podem ser cidadãos nacionais”, reforçou, explicando que os custos da refeição serão suportados pelo SAS do IPVC.

A ceia de Natal do IPVC vai decorrer no dia 24, a partir das 19:00, no centro académico do SAS, no centro de Viana do Castelo.

A primeira ceia de Natal do IPVC pretende ainda “dar a conhecer as tradições da consoada portuguesa, em particular a do Alto Minho”.

“O IPVC quer proporcionar e promover uma noite de convívio e de troca de experiências e tradições”, disse.

Com cerca de cinco mil alunos, o IPVC tem seis escolas – de Educação, Tecnologia e Gestão, Agrária, Enfermagem, Ciências Empresariais, Desporto e Lazer -, ministrando 28 licenciaturas, 40 mestrados, 34 Cursos de Técnicos Superiores Profissionais (CTESP) e outras formações de caráter profissionalizante.

Além das escolas superiores de saúde, educação e tecnologia e gestão, situadas em Viana do Castelo, o IPVC tem escolas superiores instaladas em Ponte de Lima (Agrária), Valença (Ciências Empresariais) e Melgaço (Desporto e Lazer).

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