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Bastonária dos Enfermeiros anuncia recandidatura ao cargo

Ana Rita Cavaco

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Ana Rita Cavaco, Bastonária da Ordem dos Enfermeiros. Foto: Facebook (Arquivo)

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, anunciou hoje no Porto a sua recandidatura ao cargo nas eleições que vão decorrer dentro de seis meses.


“Eu estou aqui inteira, livre, como sempre estive, para vos dizer que podem contar comigo para mais quatro anos se essa for a vossa vontade. Se essa for a vontade dos enfermeiros portugueses”, afirmou Ana Rita Cavaco no seu discurso de encerramento da I Convenção Internacional dos Enfermeiros, que hoje termina no Porto.

A bastonária assume assim, pela primeira vez, a recandidatura à liderança da Ordem dos Enfermeiros, num momento de particular crispação com a ministra da Saúde, após insinuações sobre extrapolação de funções da bastonária e a realização de uma sindicância à Ordem.

Ana Rita Cavaco fez um balanço do seu mandato, comparando-o a uma viagem “improvável” e com “lutas desgastantes”.

“Foi uma bonita viagem. Dura, mas bonita. Voltava a fazê-la, mesmo sabendo que teria de pagar o preço por estar inequivocamente ao vosso lado”, disse.

A bastonária assume que deu a cara “por um tempo novo”, sentido a sua missão cumprida, porque “os enfermeiros perderam o medo de resistir”.

A representante dos enfermeiros rejeitou ainda “falsos consensos ou silêncios hipócritas” e insistiu que “não há regulação da profissão sem assegurar o número mínimo de enfermeiros nos serviços” e também não existe regulação “sem a capacidade de perceber que os baixos salários influenciam a prestação dos cuidados”.

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País

Portugal está mais envelhecido e com menos pessoas

Pordata

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Foto: Jorge Simão Meira / Todos os direitos reservados ao autor

O número de pessoas a viver em Portugal diminuiu em quase 300 mil entre 2009 e 2019, apesar do aumento da população idosa e do saldo migratório positivo, segundo um retrato do país divulgado hoje pela Pordata.

Em 2019, viviam em Portugal cerca de 10,3 milhões de pessoas, menos 282 mil pessoas, comparativamente a 2009, de acordo com os dados divulgados no dia em que se assinala o Dia Mundial da População.

Em termos percentuais, a maior quebra verificou-se, sobretudo, entre os mais jovens até aos 15 anos, que eram no ano passado menos 222 mil do que em 2009, o que representa um decréscimo de cerca de 14%.

Em contrapartida, o número de idosos aumentou em cerca de 18% e, em 2019, havia quase mais 350 mil pessoas com 65 ou mais anos em Portugal do que há 10 anos.

Olhando para este retrato da população portuguesa, a presidente da Pordata, Luísa Loura, destacou um dado que não está descrito no relatório hoje divulgado: a perda de população entre os 25 e os 39 anos.

“Nestes 10 anos, este grupo etário perdeu 530 mil pessoas, o que representa quase 25%”, disse à Lusa, explicando que este número não se explica com a quebra da natalidade, mas com a emigração.

“Houve uma grande saída na altura da anterior crise económica, mas mesmo depois da crise continuaram a sair muitos jovens”, acrescentou.

Questionada se esta perda poderá ser compensada pela imigração, Luísa Loura admitiu que procurou responder à mesma pergunta quando confrontada com estes dados.

Em 2019, Portugal registou um saldo migratório positivo, que entre 2018 e 2019 passou de 11.570 para 44.506, o valor mais alto da última década, mas ainda não há dados sobre o perfil daqueles que procuraram Portugal para viver no último ano.

Também ‘record’, mas pela negativa, foi o saldo natural registado em 2019 (-25.214) que, segundo a segundo a base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos, foi um dos mais baixos de sempre.

Aproximando o olhar sobre o retrato de Portugal na última década, a presidente da Pordata destacou também uma tendência de mudança na constituição das famílias.

Entre 2009 e 2019, foram cada vez mais as famílias monoparentais, que cresceram em cerca de 39% nos últimos 10 anos, e os agregados domésticos com apenas uma pessoa, que cresceram em 35%.

Luísa Loura não tem dados que permitam explicar o aumento dos agregados constituídos por uma pessoa apenas, mas acredita que uma grande parte possam ser idosas viúvas.

Por outro lado, são cada vez mais os casais sem filhos (mais 15%) e cada vez menos os casais com filhos, que continuam, ainda assim, a representar a maioria dos agregados domésticos em Portugal.

Também decrescente é o número de casamentos, que diminui em cerca de sete mil durante o mesmo período. Em tendência oposta, a última década testemunhou um aumento dos nascimentos fora do casamento.

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País

Alerta do IPMA: Persistência de tempo quente até dia 17 de julho

Estado do tempo

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Foto: Ilustrativa / DR

A próxima semana manterá a persistência de valores elevados de temperatura devido ao anticiclone localizado a nordeste dos Açores em conjunto com um vale depressionário desde o norte de África até à Península Ibérica, que transporta uma massa de ar quente, anunciou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Prevê-se assim a continuação de tempo quente, com uma descida temporária de temperatura no domingo e uma nova subida gradual a partir de segunda-feira.

O período de tempo quente deverá durar, pelo menos, de 12 a 17 de julho.Durante esta próxima semana a temperatura máxima deverá variar entre 30 e 35°C no litoral, devendo atingir valores entre 35 a 40°C nas regiões do interior.

Também a temperatura mínima apresenta tendência para uma subida gradual, com valores que deverão ser superiores a 20°C em  grande parte do território continental, em especial no interior e no sotavento algarvio, e que são classificadas como noites tropicais.

Os valores de temperatura estão acima do habitual para a época do ano e esta persistência poderá levar a uma situação de onda de calor em diversos locais do país, em especial no interior.

Os valores previstos para a temperatura máxima justificam o prolongamento do aviso de tempo quente até, pelo menos, dia 17 de julho, recomendando-se que sigam as atualizações da situação ao longo da próxima semana.

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Os números do Euromilhões

Sorte

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Foto: O MINHO / Arquivo

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 10 de julho: 15, 17, 23, 30 e 38 (números) e 2 e 7 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 17 milhões de euros.

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