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Barreiras e forças de segurança impedirão peregrinos de chegar a Fátima

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Foto: DR / Arquivo

O acesso de peregrinos ao Santuário de Fátima vai ser impedido por barreiras e forças de segurança durante as celebrações do 13 de Maio, assinaladas este ano apenas com convidados, revelou hoje o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares.


Em entrevista à agência Lusa, o secretário de Estado Duarte Cordeiro destacou que estas barreiras impedirão a entrada de peregrinos no acesso a Ourém e, dentro de Ourém, no acesso ao Santuário.

“Há uma preocupação. A Igreja e o Santuário de Fátima decidiram celebrar o 13 de Maio na Basílica e no Santuário, mas apenas com convidados. Isso significa que não é desejável que os peregrinos se desloquem a Fátima”, disse.

Duarte Cordeiro é o membro do Governo que faz a ligação, no âmbito do combate à pandemia, entre autarquias, entidades de saúde, da segurança social e da proteção civil na área de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), onde se inclui o Santuário de Fátima, no concelho de Ourém e distrito de Santarém.

O governante salientou que está a haver “uma estreita articulação” do Governo com o Santuário de Fátima e será através do Ministério da Administração Interna que o Executivo irá dar apoio “a uma operação que signifique procurar evitar deslocações a Fátima e que haja uma concentração de peregrinos”.

“Vai haver uma operação, que foi desenhada pela Comissão de Proteção Civil do Distrito de Santarém e que vai ter o apoio obviamente das forças de segurança quanto à sua implementação para evitar que, no fundo, haja uma aglomeração de pessoas no Santuário”, afirmou.

Esta operação, salientou, “passa por criar barreiras que, no fundo, permitam impedir o acesso por parte de visitantes ao Santuário, uma vez que as celebrações vão ser na Basílica e no Santuário apenas com convidados”.

“Isso passa não só por evitar que cidadãos de fora do município de Ourém se desloquem para Fátima”, como por criar barreiras que limitem a circulação de peregrinos “dentro do próprio Santuário, porque há hotéis e pode haver pessoas alojadas nos hotéis e também tem que se evitar essa deslocação”, explicou.

O Governo decidiu que as celebrações do 12 e 13 de maio no Santuário de Fátima podem contar com celebrantes, convidados e funcionários, que têm de manter uma distância de dois metros, devido à pandemia de covid-19, de acordo com um despacho publicado na quinta-feira no Diário da República, assinado pelos ministros da Administração Interna e da Saúde.

Sendo “relevante para a comunidade católica portuguesa a celebração das aparições de Fátima”, o Governo considera que, se forem cumpridos os termos fixados no despacho, a saúde pública será “adequadamente garantida”.

Entre a tarde do dia 12 e o fim da manhã do dia 13 não será permitido o acesso dos peregrinos a qualquer espaço do santuário, acrescenta.

No início da semana, o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Santarém, Miguel Borges, defendeu que o Governo deveria voltar a proibir as deslocações para fora dos concelhos de residência de forma a evitar a presença de peregrinos em Fátima, como foi feito no fim de semana da Páscoa e do 01 de Maio.

Portugal regista 1.114 mortes relacionadas com a covid-19 e 27.268 infetados, 7.093 deles na região de LVT, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

O país entrou no domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

Fazem parte da região de LVT os municípios da Área Metropolitana de Lisboa (Grande Lisboa e Península de Setúbal) e das comunidades intermunicipais da Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Oeste.

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Portugueses divididos quanto à obrigação do uso de máscara na rua

Covid-19

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Os portugueses estão profundamente divididos quanto à obrigatoriedade do uso de máscara na rua para prevenir o contágio com o novo coronavírus, segundo um estudo da Eurosondagem em que 55% diz também que não votaria se houvesse referendo à eutanásia.

Na sondagem, para o Porto Canal e o semanário Sol, 48% dos inquiridos afirmam concordar com o uso de máscara, 45% discordam e 7% tem dúvidas ou não sabe/quer responder.

O uso de máscaras em espaços públicos é obrigatório desde 28 de outubro e o incumprimento é punido com multas que vão até aos 500 euros, segundo a lei aprovada no parlamento apenas com os votos contra da Iniciativa Liberal e as abstenções do BE, PCP, PEV e da deputada não inscrita Joacine Katar Moreira.

A divisão que a sondagem mostra não teve tradução na votação na Assembleia da República no passado dia 23 de outubro, que registou mais de dois terços de deputados favoráveis, das bancadas do PS, PSD, CDS-PP e PAN.

Quanto a um eventual referendo à eutanásia, chumbado no parlamento em 23 de outubro com os votos contra do PS, BE, PCP, PAN, PEV e de nove deputados do PSD (entre os quais do líder Rui Rio), os entrevistados pela Eurosondagem mostraram maioritariamente não o pretender.

Colocados perante a questão de haver referendo à eutanásia, 55% dos inquiridos responderam que não iriam votar, contra 25%, enquanto 20% afirmaram ter dúvidas ou não saber/querer responder.

Sobre o Orçamento de Estado para 2021, que tem votação final marcada para o próximo dia 26, 58,5% querem que seja aprovado, 21% prefere o chumbo e 20,5% tem dúvidas ou não sabe/quis responder.

Relativamente às legislativas, o PS surge na frente com 38,3%, seguido pelo PSD (29,7%), BE (8,3%), CDU (5,8%), Chega (5%), CDS (2,7%), PAN (2,2%) e Iniciativa Liberal (1%).

O estudo da Eurosondagem foi realizado entre o segunda e quinta-feira através de 1.011 entrevistas telefónicas validadas para fixos e móveis e tem um erro máximo de 3,08% para um grau de probabilidade de 95%.

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Bares e discotecas vão ter um apoio financeiro maior do Governo

Covid-19

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O ministro da Economia anunciou hoje que o novo programa de apoio a empresas – Apoiar.pt – com montante global de 1.550 milhões de euros, prevê uma majoração para discotecas, bares e outros estabelecimentos que estão encerrados desde março.

“A animação noturna […] é uma situação bastante preocupante, está claro do ponto de vista sanitário que estes estabelecimentos têm muita dificuldade em evitar contaminações, por isso, infelizmente, têm de continuar fechados”, disse Pedro Siza Vieira, que falava na audição conjunta das comissões de Orçamento e Finanças e Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, no âmbito do debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021).

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital anunciou, assim, que, ao abrigo do Apoiar.pt, estes setores que continuam impedidos de abrir, terão um “apoio majorado”.

“Nunca é suficiente, mas é aquilo que nesta altura poderemos fazer”, apontou.

No âmbito do programa Apoiar.pt está previsto um montante global de 750 milhões de euros em subsídios a fundo perdido destinado a micro e pequenas empresas dos setores mais afetados pela crise, como é o caso do comércio, cultura, alojamento e atividades turísticas e restauração, explicou Pedro Siza Vieira, em conferência de imprensa, na quinta-feira, aquando da apresentação do novo programa de apoios.

O secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, João Torres, também presente na audição parlamentar de hoje, sinalizou, ainda, que há pouco mais de duas semanas, o Governo reviu as condições do mecanismo de apoio à retoma progressiva da atividade, passando a permitir aos estabelecimentos encerrados desde março, devido à pandemia de covid-19, como os de animação noturna, a redução do período normal de trabalho a 100% com encargos mais reduzidos com o trabalhador.

“É um quadro de condições muito mais favorável para estes estabelecimentos”, considerou João Torres.

O ministro da Economia sublinhou também que uma parte significativa das empresas que podem recorrer ao Apoiar.pt são também as do setor da cultura.

Questionado pela deputada Filipa Roseta, do Partido Social Democrata (PSD), sobre as notícias de que dois teatros emblemáticos da cidade de Lisboa – Politeama e Maria Vitória – vão fechar portas por tempo indeterminado e sobre o que acontecerá aos seus trabalhadores (maioria trabalhadores independentes), o ministro reconheceu que há “de facto” um “problema de apoio ao setor da cultura”.

“Não acompanho diretamente [o tema], mas tenho falado com a senhora ministra da Cultura, no sentido de perceber como podemos assegurar o apoio à manutenção de atividades nesta área”, adiantou o governante.

Além do programa Apoiar.pt, Siza Vieira destacou ainda a prestação social extraordinária que está prevista no Orçamento do Estado para 2021, que “vai tentar compensar muitos dos trabalhadores do setor cultural”, onde existe “muito trabalho independente”, não abrangidos pelo regime de ‘lay-off’.

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PCP pede 35 horas semanais e 850 euros de salário mínimo

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O secretário-geral do PCP insistiu hoje no aumento do salário mínimo nacional para 850 euros e reivindicou uma redução do horário de trabalho a “todos os trabalhadores” para as 35 horas semanais para combater o desemprego.

Jerónimo de Sousa fez estas reivindicações num encontro com sindicalistas e trabalhadores na sede do PCP do centro Vitória, em Lisboa, sobre os salários, e em que falou, durante 10 minutos, sobre a “ação geral” do partido, sem as ligar ao Orçamento do Estado de 2021.

O aumento do salário mínimo e o “aumento geral dos salários é uma necessidade, é uma emergência nacional”, disse o líder comunista, perante uma plateia de pouco mais de 20 pessoas, separadas entre si devido às medidas sanitárias de combate à pandemia de covid-19.

Para Jerónimo de Sousa, o país precisa da “redução do horário de trabalho para o limite máximo das 35 horas semanais”, que seja aplicado “a todos os trabalhadores”, sejam da administração pública, sejam do setor privado.

Esta medida, justificou, colocaria “a necessidade de centenas de milhar de trabalhadores para cumprir as mesmas horas de trabalho, com igual produtividade”.

Um meio de “combate ao desemprego e na criação de postos de trabalho”, disse.

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