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Cávado

Barra de Esposende é “uma das mais perigosas do país”, diz autarca

Esposende pede ao Governo intervenção “urgente e definitiva” na barra

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Esposende decidiu, esta quinta-feira, pedir ao Ministério do Ambiente uma intervenção “urgente e definitiva” para resolver o problema do assoreamento da barra do concelho, que classifica como “uma das mais perigosas do país”.

Numa proposta assinada pelo presidente, Benjamim Pereira (PSD) e aprovada por unanimidade, a Câmara sublinha que a barra tem sido, nas últimas décadas, palco de “inúmeras mortes” de pescadores do concelho, vítimas dos golpes do mar, causados pelo assoreamento.

“A morte destes pescadores está inegavelmente associada às elevadas dificuldades de acesso ao mar, provocados pelos problemas da barra”, lê-se na proposta, que sublinha que esses problemas foram “há muito identificados e reportados às autoridades competentes”.

O texto acrescenta que “sucessivos governos se comprometeram a resolver” os problemas, mas nunca o fizeram.

Uma inação que “dificulta sobremaneira a atividade dos pescadores, colocando-os numa situação de desespero e potencialmente dramática”.

“Não trabalhando, não auferem rendimentos, daí que muitas vezes arrisquem enfrentar o mar, com as consequências trágicas que se conhecem”, refere ainda a proposta.

Por isso, o município de Esposende decidiu solicitar à tutela “o reconhecimento da extrema relevância de se definir uma solução de caráter definitivo, técnica e cientificamente fundamentada, exequível sob o ponto de vista económico e ambiental, e que permita assegurar que os recorrentes problemas em presença, e que têm perdurado ao longo dos tempos, são solucionados”.

“O município de Esposende entende que se impõe, pois, uma séria e empenhada tentativa de encontrar uma solução, congregando forças de todas as partes interessadas, quer ao nível local, quer ao nível regional e nacional, que permita a implementação urgente de uma intervenção que dê garantias de estabilidade e durabilidade, no sentido de assegurar a salvaguarda da atividade económica local, a segurança de pessoas e bens e a proteção dos valores paisagísticos e ambientais”, vinca a moção.

A Câmara vai ainda solicitar à Comunidade Intermunicipal do Cávado e ao Conselho Regional do Norte que reconheça o interesse estratégico do rio Cávado para a região, bem como a urgência das intervenções solicitadas.

Para o município, todas as intervenções efetuadas nas últimas décadas no estuário inferior do Cávado, “apesar de essenciais, revestiram-se de um caráter localizado e sem capacidade de mitigar a médio/longo prazo os problemas crónicos da barra e restinga”.

“As intervenções realizadas resultaram quase sempre de processos reativos de recuperação e reforço da restinga, particularmente afetada por temporais mais intensos, como foram os casos dos invernos de 2005 e 2014, tendo originado as intervenções de 2006 e 2015. Estas operações destinaram-se a reforçar o frágil corpo da restinga mais próximo da sua extremidade, o qual constitui a defesa natural da marginal da cidade de Esposende em relação às ações da agitação marítima”, refere.

Lembra ainda que os geocilindros colocados para manutenção da estrutura da restinga acabaram por rebentar, o que acarretou problemas ao nível da segurança e navegação “que não podem ser menosprezados, considerando a deriva de grandes quantidades de materiais” que aquela rutura originou.

Recentemente, a Câmara, “dada a extrema relevância do problema e por força do agravamento das condições que se vem registando”, apresentou uma candidatura ao POSEUR, denominada de “Estudo de caracterização de riscos e programa de intervenção para a proteção da Restinga de Ofir e Barra do Cávado”, o qual está em fase inicial de trabalhos.

“A não implementação dos resultados deste estudo contribuirá para que continue a não existir soluções para a estabilização do sistema dunar que forma a restinga, assim como para a melhoria das condições de navegabilidade no rio e na barra em particular, que atualmente coloca em perigo todos aqueles que nele navegam. Por outro lado, as situações de risco poderão vir a aumentar colocando em causa a segurança de pessoas e bens”, alerta o município.

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Barcelos

Casal de Barcelos condenado por dez assaltos que renderam 33 mil euros

Objetos furtados, valendo 33 mil euros, eram trocados por drogas ou numa ourivesaria

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Foto: O MINHO (Arquivo)

Fizeram dez assaltos a casas ou lojas na zona de Barcelos, de onde furtaram objetos valendo 33 mil euros. O Tribunal de Braga condenou o casal, ele a oito anos de prisão efetiva, ela a dois anos e dez meses, mas com a pena suspensa.

Diogo Alexandre Coelho, de 28 anos e a companheira, Marta Rodrigues, de 25, ambos de Barcelos e ambos toxicodependentes, atuavam em conjunto, ele a penetrar nas residências ou lojas, ela a vigiar e a ajudar.

O primeiro assalto ocorreu em julho de 2016, e foi feito a uma casa na rua Dr. José Gualberto Sá Carneiro, em Barcelinhos. O Diogo trepou à varanda, entrou pela janela e levou uma televisão, três discos externos de computador, uma máquina fotográfica, um edredon e jóias, brincos, pulseiras e anéis. Ao todo, valiam cerca de dois mil euros.

No mesmo dia, foi ao restaurante Bolívar, em Barcelos, entrou pelo mesmo método, e levou um computador, 50 euros em notas, dezenas de maços de tabaco e 280 euros em moedas. Ao todo, 1.928 euros.

Em 22 de junho, o Diogo rebentou o fecho da janela da loja I wish, de aparelhos de som, na mesma cidade, e levou três auscultadores,três colunas, vários cartões de memória, e 295 euros da caixa registadora. O rombo atingiu os 1908 euros.

Em 17 de julho, o casal foi a Feitos, no mesmo concelho e estacionou o carro perto de uma moradia na rua de S. Mamede. Ela ficou na viatura, de vigia, e ele saltou o muro, entrando pela janela da garagem.

Depois de remexer em tudo, encontrou um saco com 10.800 euros em notas, e uma bolsa com mais 200 euros. Saiu e além de usar o dinheiro para comprar droga, adquiriu um Volkswagen que pôs em nome dela.

Ouro de uma tia

Em agosto, um amigo disse ao Diogo, em pé de conversa, que tinha uma tia que guardava ouro em casa.

Dias depois, pelas 17 horas, foi à Rua de S. Pedro, na freguesia de Vila Frescainha, pulou o muro e penetrou no interior pela janela da cave.

Aí, topou várias peças de ourivesaria, um computador portátil, 300 euros em dinheiro e um telemóvel Samsung. Tudo avaliado em 9.680 euros.

Logo a seguir, viajaram até ao bairro Pinheiro Torres, no Porto, onde venderam algumas peças em ouro.

O mesmo fizeram, no dia seguinte, na ourivesaria Pitães, em Braga, onde a GNR veio a encontrar uma pequena barra e uma libra esterlina,ambas de ouro, que valiam 525 euros.

Bicicleta furtada e trocada por coca e heroína

Em 24 de agosto, fizeram uma outra vivenda em Areias de Vilar. O Diogo encontrou, na garagem, uma bicicleta que custara 600 euros. Levou-a e foi vendê-la ao bairro do Picoto, em Braga, ou melhor trocou-a por dez bases de cocaína e duas de heroína. De seguida, e neste mesmo mês, foi apanhado a guiar sem carta.

O trajeto de furtos continuou em setembro numa moradia em Tamel S. Veríssimo de onde desapareceram um telemóvel iPhone, um iPod, peças de ourivesaria e outros artigos. Avaliados em 897 euros.

A próxima vítima, a 08 de setembro, foi uma outra casa em Tamel S. Veríssimo, onde o assaltante encontrou peças de ourives, valendo cinco mil euros.

Foi trocar parte delas à Ourivesaria Pitães, em Braga, onde lhe deram 1.700 euros, tendo trocado uma outra parte por droga, 40 bases de cocaína e dez de heroína.

Dois dias depois, foi a estabelecimento de mediação de seguros, sito na Rua Manuel António Faria, na Ucha, em Barcelos. Aí levou várias pen’s, um computador e 70 euros. Furto calculado em 1.255 euros.

O acórdão que o condenou salienta o facto de que o Diogo tinha já 17 condenações, em Barcelos, Braga e Famalicão, por condução sem carta, furto qualificado, recetação e tráfico de menor gravidade.

A Marta tinha, apenas, três condenações. No caso desta arguida, o Tribunal condenou-a, ainda, a pagar 700 euros de multa e a entregar 600 euros ao Centro de Solidariedade Social de S. Veríssimo.

Para não ir para a cadeia, terá, ainda, de se submeter a um plano de reinserção social, que a obriga a abster-se de consumir drogas e de frequentar locais onde esta se vende.

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Barcelos

Mítica discoteca Vaticano, em Barcelos, anuncia encerramento

21 anos depois da abertura

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Foto: DR /Arquivo

A discoteca Vaticano, em Barcelos, vai encerrar, 21 anos após a sua abertura, anunciaram hoje os proprietários.

Numa nota divulgada no Facebook, os responsáveis por aquele mítico espaço de diversão justificam o fecho com problemas judiciais.

“Durante quatro anos lutámos junto dos tribunais contra forças contrárias que pretendiam o encerramento do espaço, sempre sem sucesso”, refere aquela nota, acrescentando que , os proprietários, foram “apanhados de surpresa num negócio imobiliário envolvido nesta decisão, e tentamos por todos os meios reverter esta situação , o qual não foi possível”.

Inaugurada em 1999, na rua Cândido da Cunha, junto ao Parque da Cidade de Barcelos, a Vaticano foi “local de culto”, muito conhecido entre os notívagos da região Norte, nomeadamente pela presença de grandes DJ’s nacionais e internacionais – como, por exemplo, DJ Vibe.

“Poucos espaços nocturnos se podem orgulhar de atingir tão grande longevidade”, assinala a gerência do espaço.

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Barcelos

Homem detido em Barcelos para cumprimento de pena de prisão

Homem de 52 anos

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Foto: O MINHO

A PSP anunciou, esta quinta-feira, a detenção, em Barcelos, de um homem de 52 anos de idade.

Tinha pendente um mandado para cumprir pena de prisão.

Em comunicado, a PSP refere que o homem foi detido na quarta-feira.

Foi conduzido ao Estabelecimento Prisional de Viana do Castelo.

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