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Cávado

Barco que leva turistas à mansão de Ronaldo em Terras de Bouro volta a navegar

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O barco que assegura passeios turísticos em Terras de Bouro, com paragens “obrigatórias” em frente à casa de Cristiano Ronaldo, está prestes a voltar a navegar, após um investimento de 211 mil euros, informou, esta sexta-feira, o presidente da Câmara.

Joaquim Cracel disse que, neste momento, apenas falta a licença final da Direção Geral dos Recursos Marítimos para que o barco deixe os estaleiros de Vila Conde onde esteve a ser remodelado e volte às águas da Albufeira da Caniçada.

“Pensamos que será uma questão de dias”, acrescentou o autarca, sublinhando a importância para o concelho daquele barco, que classificou como “uma das galinhas de ovos de ouro” para o turismo local.

O barco “Rio Caldo” está parado desde finais de outubro de 2014, para obras de remodelação que visaram conferir-lhe mais conforto e adaptá-lo às novas exigências legais, dotando-o, nomeadamente, de acessos para pessoas portadoras de deficiência.

O sistema de cobertura foi alterado, tendo sido colocada uma lona amovível, para poupar os turistas ao “muito calor” a que tinham de se sujeitar.

Com as obras, a capacidade do barco aumentou de 46 para 52 lugares sentados.

“Era um problema que tínhamos, já que a maior parte dos autocarros têm 52 lugares e era complicado termos de deixar alguns passageiros de fora da viagem de barco”, explicou o autarca.

Cracel frisou que a procura do barco “cresceu muito” desde que Cristiano Ronaldo construiu a sua mansão em Valdosende, na Serra do Gerês.

“As paragens do barco frente à casa são obrigatórias, porque toda a gente quer ver e tirar fotografias à casa do capitão da nossa seleção”, acrescentou.

Em 2014, foram 21 mil as pessoas que fizeram aquele passeio, que demora cerca de uma hora e meia e que vai passar a custar seis euros para adultos.

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Barcelos

Barcelos comemora Dia Internacional da Cidade Educadora

Educação

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Câmara de Barcelos. Foto: O MINHO (Arquivo)

Celebra-se no próximo dia 30 de novembro, em Barcelos, o Dia Internacional da Cidade Educadora, cujo tema deste ano é “Escutar a Cidade para a Transformar”, anunciou a autarquia.

Em colaboração com o Agrupamento de Escolas Rosa Ramalho, a Câmara de Barcelos irá realizar dois fóruns com os alunos do 2º e 3º ciclo, nos dias 27 e 28 de novembro de 2019, às 09:30, na Biblioteca do Agrupamento de Escolas Rosa Ramalho.

“A iniciativa terá como objetivo a partilha da perceção dos jovens sobre a cidade e do que gostariam de transformar”, refere a autarquia em comunicado.

A Câmara de Barcelos acrescenta que a cidade, integrada na rede das Cidades Educadoras, “vem permitindo uma nova forma de ver e pensar a cidade, bem como a integração da necessidade de um esforço maior para criar, pela via da educação, da cultura e das políticas sociais, as condições e o ambiente perfeitos para o crescimento de cada um, num contexto de respeito por todos e num movimento contínuo de desenvolvimento sincronizado de toda a comunidade e de todo o território”.

“O crescente envolvimento e participação da sociedade civil na vida pública da cidade e do concelho são a face visível duma mudança que se avoluma e que continuará a crescer em Barcelos, rumo à plenitude dos princípios da Carta das Cidades Educadoras”, refere a mesma nota.

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Barcelos

“Barcelos Bus” vai ser implementado de vez com cinco novas linhas

Transportes públicos

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Foto: Divulgação

Está a terminar o período experimental do projeto Barcelos Bus, devendo manter-se em definitivo com mais cinco linhas de circulação para passageiros.

O anúncio foi feito pela própria autarquia, criadora do projeto. Em declarações ao jornal Barcelos Popular, são apontadas novas linhas e reiterado que o projeto tem sido bastante requisitado pelos habitantes do concelho.

De forma progressiva, vão ser criadas asr ligações à Escola Secundária de Barcelos, ao Centro de Saúde de Barcelinhos, Escola de Tecnologia e Gestão de Barcelos, a Tamel São Veríssimo e, uma previsão, da passagem dos autocarros na “zona da Esparrinha, em Arcozelo”.

As linhas já existentes vão continuar em funcionamento.

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Cávado

Esta procissão em Esposende vai ser património imaterial

Procissão aos Enfermos, em Belinho

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Foto: Esposende Serviços TV

“O Município de Esposende pretende criar uma identidade territorial em torno da cultura, diferenciadora em relação aos demais municípios da região e do país.”

A afirmação do presidente da Câmara de Esposende, Benjamim Pereira foi proferida na apresentação da candidatura ao Minho Inovação, Estratégia de Eficiência Coletiva, Aldeias de Portugal e que tem como fundamento sociológico a Procissão aos Enfermos, em Belinho.

Benjamim Pereira suportou a ideia da aposta na cultura, no forte investimento municipal feito nessa área, sejam patrimónios materiais ou imateriais.

“Fazemos todos os possíveis para melhorar as condições de vida das pessoas, mas também conferimos grande importância à dimensão cultural, enquanto preservação de tradições e crescimento coletivo da população”, afirmou Benjamim Pereira.

O trabalho sociológico que está na génese do projeto estará a cargo do investigador Álvaro Campelo que recolherá depoimentos e material que vinca a profunda adesão popular à realização dos tapetes floridos que acolhem a passagem da Procissão aos Enfermos.

A vereadora com o pelouro da Cultura, Angélica Cruz desafiou a população a “participar no projeto, sentindo como um veículo para perpetuar uma tradição profundamente enraizada na comunidade de Belinho”.

“O Município de Esposende escolheu Belinho para integrar este projeto, porque é a aldeia que mais se aproxima dos objetivos estratégicos da ação”, vincou Angélica Cruz.

Por seu turno, Álvaro Campelo disse que o projeto pretende ser “um estudo histórico, uma interpretação antropológica e teológica sobre um património que reflete o pensar do mundo, neste caso, a visão religiosa”.

De resto, este investigador já desenvolveu idêntico trabalho sobre o Banho Santo de S. Bartolomeu do Mar, cuja candidatura a património imaterial está concluída e aguarda decisão e prepara-se para desenvolver um estudo sobre o trabalho em junco de Forjães.

Quase centenária, a Procissão aos Enfermos começou por marcar o fim da quarentena decorrente da peste, em 1922. Agora, realiza-se no domingo a seguir à Páscoa e adquire particular significado religioso, com a comunhão a chegar àqueles que se encontram acamados.

Por isso, quer o arcipreste de Esposende, Delfim Fernandes, quer o pároco de Belinho, José Ledo, entendem este trabalho como “fundamental para não se perderem referências e preservação da tradição”.

Este património imaterial com valor ímpar tem cativado cada vez mais atenções, não só em Portugal, como no estrangeiro. Ainda recentemente, em Bueu, Pontevedra, Espanha, os tapetes em flor de Belinho mereceram honras de destaque, no encontro internacional de “alfombras” que aí se realiza.

Esta postura enquadra-se nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas.

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