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Viana do Castelo

Barco afundado há 13 anos foi hoje retirado “aos pedaços” no porto de Viana

“Lírios do Neiva”

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Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foi em 2009 que o barco “Lírios do Neiva”, com cerca de dez metros de comprimento, naufragou no porto de Viana do Castelo devido à deterioração que apresentava, mesmo ao lado de onde agora se encontra o navio museu Gil Eannes.

Esta quarta-feira, a embarcação foi retirada da água numa operação complexa levada a cabo após sondagens submarinas que permitiram ver o estado do barco e perceber qual a melhor forma para a remoção, hoje efetivada.

A remoção, com recurso a um guindaste, esteve a cargo da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), por se tratar da entidade do Estado que ficou responsável pelo barco, depois de este ter sido envolvido num processo de insolvência.

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

A O MINHO, o comandante local da Polícia Marítima e capitão do porto de Viana do Castelo, Rui Silva Lampreia, adiantou que o barco “está todo podre” e, por isso, está a ser retirado “aos pedaços”.

“Vai para o ferro-velho. É lixo”, apontou Silva Lampreia.

O capitão de porto explica que o barco afundou-se em 2009: “Depois teve um processo de insolvência e só em 2015 é que esse processo ficou esclarecido, mas depois ainda houve uns anos para verificar e identificar qual a entidade do estado que ficaria responsável pelo barco e , como era na zona da APDL, ficou a APDL”.

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

“Felizmente, aconteceu hoje a remoção, pois o barco era uma preocupação que eu tinha na segurança da antiga doca comercial, porque a estrutura metálica do barco emergia, em função da maré, e portanto constituía um perigo para a navegação nas proximidades”, considerou Silva Lampreia.

“É um bom sinal ter sido removido”, concluiu.

Em maio de 2021, e conforme noticiou O MINHO, uma equipa de mergulhadores realizou sondagens para perceber a melhor forma de remover a embarcação que se encontrava parcialmente ‘enterrada’ no lodo do cais.

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

A embarcação estava completamente afundada, com apenas um metro de altura fora do lodo, e nos restantes nove metros enterrada.

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