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Barcelos: Vidente condenado por burla fugiu para o estrangeiro

Não cumpriu obrigações da pena suspensa
Barcelos: vidente condenado por burla fugiu para o estrangeiro
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO / Arquivo

Um dos dois videntes que sacaram 339 mil euros a dois ‘crentes’ de Barcelos e que foram condenados em Tribunal, um a cinco anos e o outro a quatro anos e 11 meses de prisão, ambas suspensas, não cumpriu as obrigações a que ficou sujeito e terá fugido para o estrangeiro, provavelmente para França. 

Agora, o Ministério Público está a analisar o incumprimento e pode pedir ao coletivo de juízes a revogação da suspensão da pena de Keita Salifou e ordenar a sua prisão. 

Os dois ficaram, ainda, sujeitos ao chamado «regime de prova», bem como a apresentações bissemanais na PSP e a entregarem o passaporte.

São guineenses

Recorde-se que, os dois são guineenses, um de Bissau e o outro de Conacry, e que, conforme O MINHO noticiou, em setembro de 2024, o Tribunal de Braga condenou-os, por burla qualificada.

Os dois ficaram, ainda, sujeitos ao chamado ‘regime de prova’, bem como a apresentações bissemanais na PSP e a entregarem o passaporte.

O coletivo de juízes mandou, ainda, extrair certidão-crime contra a queixosa, Maria Lúcia, de 65 anos, de Barcelos, por suposta burla, já que andou a pedir dinheiro emprestado a outras pessoas, com argumentos falaciosos, para os entregar aos dois arguidos. Os «bruxos» estavam na prisão em Braga, mas foram soltos.

O acórdão judicial determinou, também, que terão de pagar 38 mil euros, a um homem de Barcelos que lhos terá dado, a pedido da queixosa, para que praticassem atos de astrologia.

Trabalhos de astrologia

Cote Quebe, de 32 anos, de Ermesinde, e Keita Salifou, morador em Vila Nova de Gaia, peritos em “trabalhos de astrologia”, foram julgados por, em 2018, terem burlado a mulher, que recorreu aos seus “serviços” e, a seguir, um homem que se envolveu no caso, de nome António Pimenta. A acusação dizia que a burla era de 339 mil euros, mas o Tribunal reduziu-a para 290 mil.

Conforme O MINHO noticiou, a Lúcia contou aos juízes que disse aos dois «astrólogos» que, em 2012, ganhara o Euromilhões em França, num valor “muito elevado”, e não o reclamara. Aí, os dois, que ganharam a confiança da vítima, dada a sua “fragilidade e religiosidade” convenceram-na de que, pela “invocação dos espíritos”, iriam buscar o dinheiro do Euromilhões e multiplicá-lo.

Para tal, a vítima teria de lhes entregar dinheiro, para que pudessem efetuar «puxadas de dinheiro», e chegarem ao prémio.

Assim, e até 2023, a Lúcia F. entregou-lhes 102 mil euros de contas bancárias pessoais e ainda 188 mil que pediu emprestado.

 
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