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Região

Barcelos e Esposende com 867 casos ativos de covid-19 (mais de 500 em 15 dias)

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Barcelos e Esposende somam esta sexta-feira 867 ativos de covid-19 no total dos dois concelhos. São mais de 500 casos nos últimos 15 dias.


Os números foram apurados por O MINHO junto de fonte local do setor da saúde e não estão discriminados por concelho.

Todavia, o nosso jornal sabe que Barcelos regista à volta de 700 casos ativos, uma vez que, ao final da tarde de ontem, Esposende registava 163 casos ativos da infeção.

Há 15 dias (15 de outubro), Barcelos registava 165 casos ativos, registando assim um aumento de mais de 500 casos.

O surto detetado na Casa de Saúde de S. João de Deus, com 63 utentes e 12 colaboradores infetados com o novo coronavírus, contribuiu para o aumento do número total, que já se cifra em 1.683 casos desde o início da pandemia.

Portugal regista hoje mais 40 mortos e 4.656 novos casos de infeção por covid-19, em relação a quinta-feira, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS). É um novo recorde de casos diários.

2.831 dos novos casos são no Norte.

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 137.272 casos de infeção confirmados e 2.468 mortes.

Há ainda 77.449 recuperados, mais 1.747 nas últimas 24 horas.

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Aqui Perto

Montalegre em “confinamento natural” devido à neve

Aqui Perto

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Foto: Luís Gonçalves

A neve que caiu hoje provoca um “confinamento natural” em Montalegre onde, se não fossem as restrições provocadas pela pandemia se esperavam “milhares de visitantes” neste fim de semana, disse o presidente da autarquia.

As paisagens pintadas de branco pela neve costumam ser uma atração turística deste concelho do Norte do distrito de Vila Real.

“Neste momento estaríamos a preparar a receção aos milhares de turistas que, neste fim de semana prolongado, viriam por aí se não fosse esta situação arreliadora da covid-19, que põe toda a gente sequestrada na sua própria casa”, afirmou Orlando Alves à agência Lusa.

Para o autarca, esta situação “é uma pena” porque a “neve é um atrativo muito grande” e “viria ajudar à recuperação de alguma parte daquela economia que está mais fragilidade neste momento, como é o setor da hotelaria e da restauração”.

Forte nevão em Montalegre encerra escolas do concelho

Entre as 23:00 de hoje e as 23:59 de terça-feira estão proibidas as deslocações para fora do concelho de residência habitual, salvo algumas exceções previstas na lei.

“Nesta altura o território estaria já positivamente invadido por os nossos habituais visitantes e que provêm da Área Metropolitana do Porto, da zona urbana de Braga e Guimarães, de Paços de Ferreira e por aí fora”, salientou Orlando Alves.

O autarca elencou as muitas vantagens da neve, a nível da agricultura ou do reabastecimento dos lençóis freáticos, e disse que o tempo frio é importante para a matança do porco e para o fumeiro.

O concelho dispõe de vários veículos dos bombeiros e câmara preparados para limpar a neve das estradas e também, se necessário, espalhar sal.

Os conselhos são para que os munícipes fiquem em casa e só circulem se for mesmo necessário e, por precaução, as aulas foram suspensas em todo o concelho, deixando 700 alunos em casa até quarta-feira.

Situação idêntica aconteceu em Vila Pouca de Aguiar e, em Valpaços e Boticas, os transportes escolares das zonas mais altas não se realizaram.

Se necessário, os serviços de Proteção Civil municipais estão preparados para apoiar as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) na entrega de medicamentos ou refeições aos idosos, no âmbito dos serviços de apoio domiciliário.

Em Vila Pouca de Aguiar, o município assegurou também que, apesar das más condições meteorológicas, será mantido o funcionamento relativo aos testes à covid-19, designadamente a realização de testes, o respetivo transporte e outras ações necessárias.

O serviço municipal de Proteção Civil de Mesão Frio informou que, devido à queda de neve, a Estrada Nacional 101 (ligação Mesão Frio – Amarante) encontra-se cortada ao trânsito, por tempo indeterminado, em ambos os sentidos. Em alternativa, a circulação rodoviária deverá ser feita através da Estrada Nacional 108.

Devido às condições atmosféricas adversas à circulação rodoviária, a GNR de Vila Real aconselha a que se modere a velocidade, se circule com as luzes devidamente ligadas e se redobre a atenção.

O mau tempo que se vai fazer sentir no continente pelo menos até sábado surge na sequência da passagem em Portugal continental da depressão Dora, que trouxe vento forte, precipitação, neve e descida da temperatura.

Portugal contabiliza pelo menos 4.724 mortos associados à covid-19 em 307.618 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O país está em estado de emergência desde 09 de novembro e até 08 de dezembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado.

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Braga

Deputados do PS eleitos por Braga questionam governo sobre regras para caçadores

Política

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Foto: Ilustrativa / DR

Deputados socialistas eleitos por Braga pediram hoje esclarecimentos urgentes ao Governo sobre as regras a aplicar a quem se desloca para fora dos seus concelhos para praticar caça com o país em estado de emergência.

Encabeçado pelos deputados Nuno Sá, Joaquim Barreto e Sónia Fertuzinhos, este grupo dirigiu um conjunto de perguntas aos ministros de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e da Agricultura, Maria do Céu Antunes.

Estes deputados perguntam querem saber “quais as possibilidades de a caça ser praticada nos concelhos considerados de risco elevado, muito elevado e extremamente elevado pela pandemia covid-19” e quais “as regras para as deslocações territoriais dos caçadores?”.

“Os caçadores podem ir para fora do seu concelho de residência para caçar? Podem deslocar-se entre diferentes concelhos para caçar? E podem deslocar-se entre concelhos, com diferentes graus de risco da covid-19, para irem caçar?”, questionam

Os deputados do PS eleitos por Braga perguntam também se, em tempos de epidemia de covid-19, “quais são as regras e as medidas aplicadas para os grupos de pessoas compostos por caçadores para as suas atividades de convívio e recreativas, bem como para os estabelecimentos que lhes proporcionam as estadias e alimentação?”

No texto de introdução das perguntas, estes deputados socialistas salientam que nada os move contra a caça, mas defendem que “devem ser tomadas todas as iniciativas medidas necessárias para que a atividade seja desenvolvida com toda a segurança e sem representar quaisquer riscos para a saúde pública”.

“Devem ser anunciadas e adotadas regras uniformes para todos os praticantes da caça e entidades responsáveis pela organização desta atividade. Regras que estabeleçam os mesmos direitos e deveres para todos os caçadores e entidades organizadoras. Regras claras e bem definidas que habilitem as autoridades públicas, nomeadamente o ICNF, a GNR/Guardas Florestais, PSP e autarquias locais, a atuar no terreno para garantir o cumprimento das medidas necessárias à prática da caça com salvaguarda da saúde e combate à pandemia”, frisam.

Ainda de acordo com os deputados socialistas eleitos por Braga, no atual contexto de “grave crise pandémica e considerando as orientações implementadas para a enfrentar e combater – nomeadamente as restrições de circulação entre concelhos, o dever geral de permanência no domicílio, a proibição de ajuntamentos de pessoas e imposição de medidas sanitárias – deve ser também devidamente regulada a atividade cinegética”.

“Atendendo à situação pandémica, é imperioso que existam indicações e regras, desde logo sanitárias, para a atividade da caça e todos os aspetos que a envolvem”, designadamente circulação entre concelhos, disposição de alojamentos, serviços de refeições, organização de grupos de pessoas, cuidados animais, lotação das coutadas e números de portas de caça em simultâneo”, acrescenta-se no texto das perguntas.

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Alto Minho

Restrições fazem Melgaço perder centenas de visitantes em fim de semana com neve

“Num ano normal, receberia centenas de visitantes atraídos pelo primeiro nevão do inverno”

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Foto: Adílio Pereira

A proibição de circulação entre concelhos prevista no estado de emergência vai impedir Melgaço de receber, no fim de semana, “centenas” de visitantes atraídos pelo primeiro manto de neve, que começou a cair hoje de madrugada.

“Este fim de semana de neve seria muito importante para dinamizar a economia local, tão afetada com a pandemia de covid-19. Seria um fim de semana de casa cheia para a restauração, cafetarias e pastelarias”, afirmou hoje à agência Lusa o vereador com o pelouro da Proteção Civil, José Adriano Lima.

O vereador da Câmara de Melgaço adiantou que, “num ano normal, o concelho receberia centenas de visitantes atraídos pelo primeiro nevão do inverno”, que começou a cair esta madrugada e nas freguesias de montanha atingia, pelas 08:30, mais de cinco centímetros.

“Não só [para] desfrutarem da neve, mas também para conciliar isso com a gastronomia. As aldeias de Lamas de Mouro e Castro Laboreiro, no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), são locais sempre muito visitados todo o ano e, nesta altura, com a neve também são muito procurados. (…) Costumamos ter problemas de circulação não por causa da neve, mas pela quantidade de carros que se concentram naquelas zonas”, acrescentou.

A circulação entre concelhos no território continental está proibida entre as 23:00 de hoje e as 23:59 de terça-feira, “salvo por motivos de saúde ou por outros motivos de urgência imperiosa”.

Segundo José Adriano Lima, cerca de 25 alunos das aldeias de Lamas de Mouro e Castro Laboreiro não foram às aulas, “uns por opção dos encarregados de educação e outros por não estarem reunidas condições de segurança para a empresa de transportes operar”.

“As estradas estavam circuláveis a partir das 06:30, mas estava a nevar e a empresa decidiu não arriscar”, especificou.

O vereador da proteção civil explicou que o concelho está “habituado” a enfrentar o rigor do inverno.

“Mal recebemos o aviso de queda de neve, posicionámos os meios da proteção civil para dar uma resposta pronta às populações”, referiu, adiantando que a limpeza das estradas começou de madrugada para evitar que as povoações ficassem isoladas.

As imagens da vila de Castro Laboreiro, a cerca de 27 quilómetros da sede do concelho, coberta de neve começaram a circular nas redes sociais pouco depois das 05:00.

O autor, Adílio Pereira, ganhou a alcunha de “meteorologista” quando criou a sua página no Facebook e começou a publicar fotografias da neve em Castro Laboreiro.

Integrada numa União de Freguesias que junta a aldeia de Lamas de Mouro, com um total de cerca de 500 habitantes, a vila de Castro Laboreiro, a mais de 100 quilómetros da capital do Alto Minho, Viana do Castelo, por agora não pode receber visitantes.

“Primeiro por causa desta pandemia e depois porque está perigoso, estás a nevar e é muito arriscado subir até à vila. Tinha de ser muito devagarinho”, explicou Adílio Pereira, que vive no centro da vila, onde residem cerca de 100 pessoas.

Já no concelho de Arcos de Valdevez, o manto de neve que cobre a aldeia da Gavieira, no Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), tem também mais de cinco centímetros de espessura, tendo o vereador da Proteção Civil, Olegário Gonçalves, adiantado hoje à Lusa que foram mobilizados para o local meios dos bombeiros voluntários para garantir a limpeza das estradas e o apoio às populações.

Portugal contabiliza pelo menos 4.724 mortos associados à covid-19 em 307.618 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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