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Guimarães

Banco de Terras de Guimarães agrega 53 hectares de terrenos em menos de um ano

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O Banco de Terras de Guimarães, “o primeiro em Portugal”, agregou 53 hectares de terrenos em menos de um ano de funcionamento, sendo que as terras serão agora passíveis de avaliação para arrendar, anunciou esta segunda-feira a autarquia.


Em comunicado enviado à Lusa, a Câmara Municipal de Guimarães adiantou que o Banco de Terras é “um instrumento através do qual os proprietários podem arrendar ao município terrenos abandonados, para que este os subarrende a empreendedores com vontade em criar o seu próprio negócio agrícola ou de base rural.

Segundo o texto, àquele que é o primeiro Banco de Terras em Portugal, através da sua Incubadora de Base Rural (IBR Guimarães) aderiram 15 proprietários de 28 terrenos nas freguesias de de Airão S. João, Atães, Briteiros S. Salvador, Briteiros Sto. Estevão, Candoso S. Tiago, Fermentões, Gémeos, Gondar, Guardizela, Infantas, Longos, Rendufe, S. Faustino e Silvares.

O projeto, implementado em julho de 2017, visa “garantir que quem tem uma ideia de negócio tem terra disponível para o desenvolver”, explicou à data um dos responsáveis à Lusa, José Martino.

Segundo o responsável, as ideias de negócio que a incubadora se propõe a apoiar são em áreas como produção agrícola, florestal, indústria agroalimentar, serviços conexos e tecnologia aplicada.

“Além dos incentivos para os empreendedores, técnicos e económicos, o município vimaranense proporciona com este projeto o acesso a algo fundamental” para um negócio naquelas áreas: terra.

Desta forma, referiu Martino, o município pretende ainda “combater o abandono da terra”, criar emprego, desenvolver uma atividade económica no concelho” e fazer com que “quem já tem uma certa idade ou não tem vocação para explorar a terra a coloque na mão de quem tem interesse.

Os terrenos inscritos serão agora sujeitos a apreciação por uma Equipa de Gestão, que visita cada uma das parcelas e procede à sua avaliação e à elaboração do respetivo relatório, com indicação se podem ser aceites pelo Banco de Terras de Guimarães, do valor da renda, da aptidão agrícola e, ou das atividades passíveis de realização no terreno.

“As parcelas inscritas são seriadas em lista graduada por ordem decrescente do valor da renda, resultante do processo de avaliação e visita às parcelas”, lê-se.

Os proprietários, depois de notificados, podem, num prazo de dez dias pronunciarem-se sobre a avaliação e se aceitam os valores de renda que o município se propõe a pagar, no âmbito da celebração de contratos de arrendamento rural.

A Equipa de Gestão já deu início às visitas para avaliar os Terrenos Inscritos no Banco de Terras, tendo em conta as seguintes características: “Solo agrícola, fundo (solo com pelo menos 40 centímetros de profundidade), fertilidade (rico em fósforo, potássio, textura média ou grosseira ou ligeira ou fina, determinado por análise de solo ou avaliação do perfil de infestantes existentes), problemas de drenagem ou problemas limitados de drenagem (menos de cem metros quadrados de terreno com excesso de água)”, enumera o texto.

A autarquia contabiliza ainda a “água disponível para rega (pelo menos 30 metros cúbicos por hectare de água disponível para rega por dia nos meses entre maio e setembro), abaixada elétrica na parcela ou no limite do prédio, armazém agrícola em boas condições com a superfície mínima de 50 metros quadrados e acesso à parcela para camiões articulados”.

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Guimarães

Casal dorme na rua à porta do hospital de Guimarães e recusa ajuda da Segurança Social

Ação social

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Foto: Redes sociais

Uma fotografia de um casal a dormir num banco público à porta do Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães, circulou através das redes sociais, motivando preocupação dos utilizadores perante tal cenário em dia de chuva.

De acordo com informação divulgada pelo Guimarães Digital, do Grupo Santiago, o casal, na casa dos 30 anos, tem assegurado alimentação na cantina social do Lar de Santa Estefânia, mas recusa ser colocado transitoriamente num centro de acolhimento da Segurança Social.

Diz a mesma fonte que o par tem sido alojado em pensões pagas pela Segurança Social e que tem perdido o direito ao Rendimento Social de Inserção por não cumprir regras estabelecidas para o efeito. O casal terá, também, recusado a ajuda social da Câmara de Guimarães.

A Polícia Municipal acabou por referenciar ambos, na última madrugada, quando dormiam na rua. Os serviços da Ação Social da autarquia estão a tentar encontrar solução para que o casal não volte a pernoitar ao ‘relento’.

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Guimarães

Guimarães aposta no reforço da aprendizagem do francês

Projeto apresentado pela Embaixadora da França em Portugal

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A Câmara de Guimarães pretende reforçar a aprendizagem da língua francesa entre os jovens do concelho, anunciou hoje o município.

Em comunicado, a autarquia sublinha que o objetivo está patente no projeto que foi apresentado pela Embaixadora da França em Portugal à Câmara Municipal de Guimarães.

Do projeto, destaca-se a divulgação da língua francesa para alunos do 1.º ciclo, com a ajuda da Alliance Française.

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Guimarães

Criadores portugueses de moda abrem loja temporária em Guimarães até 19 de dezembro

Manifesto por estatuto profissional

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Estilista Katty Xiomara. Foto: Dr / Arquivo

Vários criadores da moda portuguesa vão abrir uma loja temporária na cidade de Guimarães, entre os dias 27 de novembro e 19 de dezembro, para assinalar a primeira iniciativa do manifesto “Uma Voz”, pelo estatuto profissional.

“Pela primeira vez, por vontade dos ‘designers’, é promovida uma ação que reforça a narrativa colaborativa do setor [da moda], mostrando que a união faz a força. Uma iniciativa de apoio à produção nacional e economia local, celebrando a moda de Autor e a qualidade do ‘design português, um ADN que é o Nosso”, revela Katty Xiomara, ‘designer’ portuguesa e porta voz do manifesto “Uma Voz”.

Vinte e cinco ‘designers’ da moda portuguesa enviaram recentemente um manifesto, designado por “Uma Voz”, ao Presidente da República e ao primeiro-ministro a pedir estatuto profissional e a vontade de criar uma Ordem dos Designers.

A loja temporária vai estar aberta entre os dias 27 de novembro e 19 de dezembro, no centro histórico de Guimarães, no distrito de Braga, e servirá para assinalar a primeira iniciativa do “Uma Voz”.

O espaço vai estar instalado na loja do Pé de Chumbo, no número 85 da Rua Dona Maria II, disse à Lusa Katty Xiomara.

A loja vai estar aberta ao público de segunda a sexta-feira, entre as 13:00 e as 20:00 e, aos sábados e feriados, das 09:30 às 12:30, entre os dias 27 de novembro e 19 de dezembro.

O manifesto de moda de autor, designado por “Uma Voz” é assinado por 25 ‘designers’ de várias gerações e de várias localidades de Portugal, e foi enviado ao Presidente da República, primeiro-ministro, ministro dos Negócios Estrangeiros, secretário de Estado da Internacionalização, ministra da Cultura, secretária de Estado do Turismo, ministro da Economia e várias associações do setor da moda, têxtil e calçado, como o Portugal Fashion, Moda Lisboa, Associação Portuguesa de Indústria de Calçado Componentes Artigos Pele e Sucedâneos (APPICAPS) e a Associação Têxtil e Vestuário De Portugal (ATP).

O reconhecimento da classe profissional dos ‘designers’ enquanto “agentes ativos do desenvolvimento e representação da identidade nacional com reflexo direto nas áreas do turismo, cultura e indústria têxtil, dentro e fora das nossas fronteiras”, é a primeiro objetivo do manifesto “Uma Voz”, avançou Katty Xiomara.

Alexandra Moura, Duarte, Anabela Baldaque, Carla Pontes, Carlos Gil, Daniela Barros, David Catalán, Dino Alves, Diogo Miranda, Fátima Lopes, Filipe Faísca, Hugo Costa, João Melo Costa, Estelita Mendonça, Storytailors, Júlio Torcato, Katty Xiomara, Luís Carvalho, Luís Buchinho, Hibu Studio, Miguel Vieira, Pé de Chumbo, Ricardo Andrez, Sara*Maia, Susana Bettencourt são os 25 criadores de moda de autor, em Portugal, que assinaram o manifesto.

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