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Braga

Baixa sinistralidade bate recorde positivo no distrito

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Foto: Joaquim Gomes

A baixa sinistralidade rodoviária bateu um recorde, pela positiva, no distrito de Braga, onde durante os cinco dias da Operação “Ano Novo”, em 110 acidentes de viação que o Comando da GNR registou, houve um ferido grave e nenhuma vítima mortal a lamentar. 


Segundo os números apurados por O MINHO, entre 29 de dezembro e 2 de janeiro, em todo o distrito de Braga, onde o Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana de Braga se empenhou totalmente, com um elevado número de militares nas estradas, quer nas nacionais, quer nas vias municipais, bem como nas autoestradas e nas variantes, com a presença da GNR, houve 27 detenções por excesso de álcool, uma por condução sem a carta e nove por crimes diversos, tendo sido igualmente aplicadas 391 contraordenações.

Numa operação de grande envergadura, seguida por O MINHO, em que esteve sempre o comandante distrital, coronel Paulo Soares, foram envolvidas todas as valências da GNR de Braga, os Destacamento Territoriais de Braga, Barcelos, Fafe, Guimarães e da Póvoa de Lanhoso, bem como os Destacamentos de Trânsito e de Intervenção, a par dos seus Núcleos de Investigação Criminal, entre outras subunidades do seu Comando Territorial.

Operação Ano Novo. Foto: Joaquim Gomes

Operação Ano Novo. Foto: Joaquim Gomes

Operação Ano Novo. Foto: Joaquim Gomes

Operação Ano Novo. Foto: Joaquim Gomes

Sete mil militares em todo o país

A Operação “Ano Novo” da GNR foi de novo caraterizada por patrulhamento intensivo, envolvendo cerca de sete mil militares, nas principais vias de circulação e também nas estradas secundárias, ao longo de todo o território nacional.

O reforço do patrulhamento nas estradas, que se fez sentir na noite de passagem de ano, teve por objetivo “prevenir sinistralidade rodoviária, garantir fluidez do tráfego e apoiar todos os utentes das vias, proporcionando uma deslocação em segurança”, disse a GNR.

A principal preocupação da GNR foi a possibilidade de ocorrerem acidentes nesta altura do ano, devido à existência de uma maior procura de eventos e de espaços de diversão, muitas vezes associada ao cometimento de alguns excessos, com bebidas e na condução.

Durante os cinco dias, a GNR esteve particularmente atenta à deslocação para os locais de diversão e grande concentração de pessoas, como nas celebrações da passagem de ano, a fim de “evitar comportamentos de risco por parte de condutores de veículos”, com especial atenção aos condutores de motorizadas e motos.

Para a operação foram mobilizados sete mil militares da Unidade Nacional de Trânsito e dos Comandos Territoriais, que focaram a sua atenção na condução sob a influência do álcool e de droga, excesso de velocidade, manobras perigosas, incorreta ou não utilização do cinto de segurança, de cadeirinhas para crianças e a não utilização de equipamentos de proteção por parte dos motociclistas.

Os militares da GNR efetuaram ainda ações de sensibilização dirigidas a peões, ciclistas e motociclistas.

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Braga

Vila Verde: Feira dos Vinte, que remonta ao século 14, cancelada face à pandemia

Covid-19

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Foto: DR

A tradicional Feira dos Vinte, em Prado, concelho de Vila Verde, não se vai realizar este ano face ao aumento de contágios da pandemia de covid-19.

O anúncio foi feito pelo presidente da Junta da vila de Prado, Albano Bastos, à margem de uma apresentação gastronómica realizada pela Confraria da Feira dos Vinte.

O autarca refere que, de momento, as ordens são para que a feira, que habitualmente decorre no final do mês de janeiro, não se realize, devido ao aumento de casos em toda a região, país e na Europa.

No entanto, poderá surgir um ‘milagre’, caso a pandemia regrida até janeiro, algo que, segundo os especialistas, não deverá ocorrer.

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Braga

Cemitério de Braga funciona com senhas. Polícia Municipal assegura cumprimento

Cemitério de Monte d’Arcos

em

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

A Polícia Municipal (PM) de Braga está encarregue da operação Todos os Santos na cidade, sensibilizando bracarenses em relação às medidas a adotar na visita ao cemitério de Monte d’Arcos e ao Mercado das Flores, na Praça do Município.

Nuno Ribeiro, coordenador da PM, disse a O MINHO que tudo está a correr dentro da normalidade.

“A PM preparou um dispositivo que consideramos o adequado para o esperado. Até esperávamos algo mais, mas as pessoas prepararam-se em casa, e têm preocupação com a parte de segurança, do distanciamento, do uso da máscara, o que nos tem deixado numa posição mais de sensibilização do que de fiscalização, até porque elas próprias acatam bem todos os pedidos”, disse.

No total, para além do coordenador, existem outros oito elementos junto ao cemitério. No Mercado das Flores também há efetivo destacado para criar as condições de segurança adequadas.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

“Toda a operacão foi bem planeada e o Município convidou a PM para dar o melhor de si de forma a salvaguardar a segurança. Também estamos próximos de rotundas e de passagem de peões para uma sensibilização e atitude de preparação rodoviária. A pessoa quando chega aos locais, o estacionamento já está ordenado.A pessoa estaciona o carro, coloca-se na fila, se existir”, explicou.

Hoje a fila, se chegou a vinte pessoas de uma vez, foi o máximo. Depois tiram senha à entrada do cemitério, com a hora, para que se posse dar cumprimento ao edital. Prevê-se o máximo de 250 pessoas e permanência máxima de uma hora.

“Verificado incumprimento e que a pessoa está para além da hora, pedimos à pessoa para sair, mas ainda não aconteceu isso, cremos que uma hora é suficiente”, acrescentou Nuno Ribeiro.

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Foto: Fernando  André Silva / O MINHO

Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Custódio Cerqueira, cidadão vindo de São Lázaro, concorda com as medidas e com a fiscalização da PM. Habitualmente, visita o cemitério todas as semanas, para prestar homenagem aos familiares e amigos já desaparecidos. É também sua tradição visitar o cemitério no Dia de Todos os Santos, e este ano não foi exceção.

“Tenho tradição de vir cá antes da missa das 09:00 e este ano fiz o mesmo, mas com máscara e com distanciamento assegurado”, disse a O MINHO.

Custódio Cerqueira. Foto: Fernando André Silva / O MINHO

Custódio concorda com a presença da autoridade e mostra-se preocupado com o aumento do número de casos no concelho de Braga.

“Está a crescer muito, sou a favor das medidas decretadas ontem, mas acho que deveriam ter sido mais duras porque isto não parece querer abrandar”, lamenta, confessando, no entanto, que a covid-19 ainda não atingiu ninguém próximo.

Devido ao fim de semana dos Finados (Dia de Fiéis Defuntos e Dia de Todos os Santos), o Governo deliberou uma resolução, aprovada em Conselho de Ministros e publicada em Diário da República, que obriga os cidadãos a permanecerem nos seus concelhos de residência entre as 00:00 do dia 30 de outubro até às 06:00 do dia 03 de novembro, de forma a travar contágios de covid-19, sobretudo no Norte, como referiu na altura a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

O concelho de Braga registava 694 casos ativos de infeção por covid-19, acumulando agora 2.703 desde o início da pandemia, mais 87 desde a passada quarta-feira.

Estes dados, apurados por O MINHO junto de fonte local da saúde, foram atualizados às 17:30 de sexta-feira.

O concelho regista 2.022 casos de recuperações do SARS CoV-2 desde o início da pandemia.

Registam-se ainda 74 óbitos, número que se mantém igual desde 16 de junho.

De acordo com os dados revelados hoje, o número de pessoas em isolamento sob vigilância da autoridade de saúde é de 1.411, mais 309 desde quarta-feira.

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Braga

Ricardo Rio defende que as restrições deveriam ser para todo o país

Covid-19

em

Foto: CM Braga / Facebook

O presidente da Câmara de Braga afirmou hoje que as novas medidas anunciadas pelo Governo para combater a pandemia de covid-19 são “as necessárias perante as atuais circunstâncias”, mas defendeu que deveriam ser estendidas a todo o país.

Em declarações à Lusa, Ricardo Rio, eleito pela coligação PSD/CDS/PPM, sublinhou que as medidas anunciadas para 121 concelhos restringem matérias e atividades “mais supérfluas”, sem pôr em causa a “normalidade possível” a nível profissional, académico e económico.

“São as medidas necessárias para as atuais circunstâncias, mas considero que, até por uma questão de clareza, seria benéfica a sua aplicação homogénea em todo o país”, referiu.

O Governo anunciou hoje que 121 municípios vão ficar abrangidos, a partir de quarta-feira, pelo dever cívico de recolhimento domiciliário, novos horários nos estabelecimentos e teletrabalho obrigatório, salvo “oposição fundamentada” pelo trabalhador, devido à covid-19.

Segundo o primeiro-ministro, António Costa, que falava após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, em Lisboa, os restaurantes nestes 121 concelhos do continente – uma lista que será revista a cada 15 dias – não poderão ter mesas com mais de seis pessoas e o seu horário de fecho passa a ser as 22:30.

Os estabelecimentos comerciais terão de fechar, na generalidade, às 22:00.

Também nestes territórios – que representam 70% da população residente -, ficam proibidas as feiras e os mercados de levante, e os eventos e celebrações ficam limitados a cinco pessoas, exceto nos casos em que os participantes pertencem ao mesmo agregado familiar.

“Se nada tivermos a fazer de imperioso, devemos ficar em casa. Claro que podemos sair para ir trabalhar, para ir à escola, para fazer as compras, para fazer algum exercício físico nas proximidades, passear animais de companhia, dar assistência a alguma pessoa que precise, mas a regra não podemos esquecer: devemos ficar em casa”, afirmou António Costa.

Dos 14 concelhos do distrito de Braga, apenas ficam de fora Terras de Bouro e Vieira do Minho.

“Parece-me que, tendo em conta que os concelhos abrangidos significam 70% da população residente, o ganho da diferenciação não será grande. Até porque me parece que à medida que o tempo for passando serão mais os concelhos a entrar para a lista do que aqueles que irão sair”, disse ainda o autarca de Braga.

Para definir a lista dos 121 municípios, foram incluídos os concelhos com mais de 240 casos de infeção com o vírus da covid-19 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

António Costa sublinhou que este critério é o que é seguido pelo Centro Europeu de Controlo das Doenças.

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