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Avisos de programas de formação-ação são lançados na terça-feira num valor de 70 milhões

A sessão de apresentação da fase II do programa Indústria 4.0 (i4.0) decorre em Guimarães

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Foto: DR/Arquivo

Os programas de formação-ação, num total de 70 milhões de euros, vão ser lançados na terça-feira e envolvem associações empresariais e o IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, divulgou hoje o Ministério da Economia.

A sessão de apresentação da fase II do programa Indústria 4.0 (i4.0) decorre na terça-feira, em Guimarães, e contará com as presenças do primeiro-ministro, António Costa, que irá visitar a Feira da Indústria do Futuro, e do ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira.

No âmbito da II fase do programa, que está assente em três eixos – generalizar, capacitar e assimilar –, serão mobilizados nos próximos dois anos investimentos públicos e privados de 600 milhões de euros para alargar a digitalização da economia e permitir às empresas a transição, de forma inclusiva e com base em emprego qualificado.

Nesse sentido, são lançados na terça-feira os avisos de programas de formação-ação no valor de 70 milhões de euros, que envolvem associações empresariais e o IAPMEI.

Além disso, será ainda lançado um aviso do Sistema de Incentivos à Qualificação i4.0, que ultrapassa os 21 milhões de euros (Compete 2020).

“Vai ser ainda reformulada a Linha de Crédito Capitalizar i4.0, nomeadamente através do alargamento dos prazos das operações e de realização do investimento, assim como aumenta o período de carência e a bonificação da comissão de garantia”, refere o ministério, salientado que no terceiro trimestre deste ano serão lançados “novos apoios para a Inovação produtiva, depois da procura recorde registada no último aviso”.

Na lista de medidas está “uma ferramenta que permite às empresas fazer um autodiagnóstico sobre a sua maturidade digital (Shif 4.0), um Roteiro para o Conhecimento i4.0, que promova diálogo entre a academia e empresas, o reforço do Programa Open Days i4.0, para apresentação e promoção de boas práticas e uma rede de academias i4.0 nas empresas, em parceria com o Instituto de Emprego e Formação Profissional e o Ministério do Trabalho e Segurança Social, para que se desenvolvam planos de qualificação dos seus colaboradores (‘learning factories’)”, acrescenta.

Lançada em 2017, a iniciativa Indústria 4.0 assenta em seis eixos de atuação prioritária: capacitação dos recursos humanos, cooperação tecnológica, criação da ‘startup’ I4.0, financiamento/apoio ao investimento, internacionalização e adaptação legal e normativa, refere o Ministério da Economia.

“Foram executadas 95% das 64 medidas definidas no programa i4.0, abrangendo mais de 24 mil empresas e 550 mil pessoas”, acrescenta.

Na nova fase pretende-se envolver nas várias iniciativas 20 mil empresas, formar mais de 200 mil trabalhadores e financiar mais de 350 projetos transformadores.

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Costa pede aos portugueses para “não desaproveitarem” oportunidade de votar

Eleições europeias

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Foto: DR / Arquivo

O primeiro-ministro, António Costa, apelou hoje aos portugueses para “não desaproveitarem” a oportunidade de votar nestas eleições europeias e que “participem o mais possível”, considerando que é “o único momento” em que os cidadãos são todos iguais.

“Eu acho que todos partilhamos o apelo do senhor Presidente da República de que é essencial participar nestas eleições, este é mesmo o único momento onde somos todos iguais no exercício do poder”, afirmou o chefe de Governo, falando aos jornalistas depois de votar numa escola da freguesia de Benfica, em Lisboa.

Saiba como votar e conheça o boletim de voto

No momento da votação, o poder de cada cidadão “é exatamente o mesmo, e essa é grande qualidade da democracia, é aquele momento em que cada cidadão é igual no exercício dos seus direitos”, advogou o primeiro-ministro.

“E não devemos desaproveitar essa oportunidade. Portugal é, há muitos anos, membro da União Europeia, temos todos o dever, o direito e a ambição de participar na construção da Europa e de dizer também, na Europa, o que é que nós queremos para o futuro da união em que participamos”, destacou.

Na ótica de Costa, é este o momento para os portugueses escolherem quem querem que os represente na União Europeia e, por isso, pediu que “as pessoas participem o mais possível”.

O chefe de Governo e secretário-geral do PS exerceu hoje o direito de voto na escola básica Jorge Barradas, onde também foi abordado por alguns cidadãos que lhe deram as boas vindas a Benfica, freguesia para onde se mudou recentemente.

O primeiro-ministro chegou acompanhado pela esposa e esperou alguns segundos na fila para a secção de voto, onde foi conversando com quem também aguardava para votar.

Depois de votar e de falar à comunicação social, António Costa regressou a casa a pé.

Cerca de 10,7 milhões de eleitores são hoje chamados a eleger os 21 deputados portugueses ao Parlamento Europeu, numas eleições a que concorrem 17 listas.

Votam para as eleições ao Parlamento Europeu cerca de 400 milhões de cidadãos dos 28 países da União Europeia, que elegem, no total, 751 deputados.

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Saiba como votar e conheça o boletim de voto

Urnas fecham às 19:00 horas

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Foto: DR

É este o boletim de voto para as Eleições Europeias, que se realizam este domingo, 26 de maio, conforme publicado no site da Comissão Nacional de Eleições (CNE), após sorteio realizado a 16 de abril, no Tribunal Constitucional.

[VER EM ALTA RESOLUÇÃO]

Para votar apenas precisa de ter consigo o Cartão de Cidadão. Pode encontrar informação sobre onde votar no portal do Ministério da Administração Interna ou enviando uma mensagem de texto – gratuita – para 3838, escrevendo: RE (espaço) número de CC/BI (espaço) data de nascimento (ordenada por ano, mês e dia AAAAMMDD) – Exemplo: RE 1234567 19820803. 

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Greve na limpeza vai parar Hospital de São João no Porto, diz sindicato

Greve de três dias

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Foto: DR / Arquivo

Os trabalhadores da limpeza do Hospital de São João, no Porto, iniciaram hoje uma greve de três dias com uma adesão “próxima dos 70 por cento” e o sindicato garante que a instituição vai “parar completamente” na segunda-feira.

“Na segunda-feira, o mesmo nível de adesão não vai ser suficiente para garantir a limpeza necessária de um dia normal de funcionamento no hospital, com todos os consultórios e gabinetes abertos. Neste momento, temos pouco mais de dez funcionários a trabalhar, limitando-se a limpar casas de banho e a despejar caixotes do lixo. As desinfeções em ambulatório ou a limpeza de consultórios e da urgência não estão a ser feitas”, descreveu à Lusa o coordenador do sindicato do setor.

De acordo com Eduardo Teixeira, coordenador regional do STAD – Sindicato dos Trabalhadores de Atividades Diversas, a greve dos cerca de 200 trabalhadores da empresa de limpeza contratada pelo ‘São João’ vai “parar completamente o hospital na segunda-feira”.

O responsável acrescenta que, diariamente, trabalham em média naquele hospital cerca de 120 trabalhadores e que, na concentração de hoje, estiveram cerca de 150.

“Realmente, os trabalhadores da limpeza fazem muita diferença”, realçou o sindicalista, referindo-se à greve que começou à meia noite e que vai repetir-se em junho, caso os trabalhadores não vejam satisfeitas as reivindicações relativamente ao aumento do subsídio de alimentação.

Eduardo Teixeira esclareceu que a empresa CLECE paga aos trabalhadores um subsídio de alimentação de 1,85 euros e que a administração do hospital “deu o dito pelo não dito” relativamente a um “acordo feito em dezembro” para os funcionários da limpeza passarem a receber um total de 3,50 euros.

“Houve uma greve destes trabalhadores marcada para dezembro que foi desconvocada porque a administração do ‘São João’ se comprometeu, por escrito, a pagar o aumento do subsídio para os 3,50 euros a partir de abril. Agora, a administração deu o dito pelo não dito e existe um descontentamento geral”, observou o sindicalista.

Segundo o coordenador do STAD, existe um universo de 200 trabalhadores de limpeza no Hospital de São João, estando todos ao serviço de uma empresa externa.

“Estamos, desde há quatro anos, a tentar negociar um aumento do subsídio de alimentação, que é de 1,85 euros e da parte da empresa não há qualquer negociação”, acrescentou.

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