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Região

Aviso Vermelho. Atenção, Minho: vem aí tempestade

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Foto: IPMA (01/02/2017 - 17:10)

O Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA) colocou hoje sob ‘aviso vermelho’ sete distritos do continente, incluindo Braga e Viana do Castelo, devido à agitação marítima prevista para esta quinta-feira, entre as 15:00 horas e a meia-noite.


A Protecção Civil do município de Braga alertou também para a previsão do agravamento das condições meteorológica nas próximas 48 horas, salientando-se a ocorrência de períodos de chuva, que poderá ser por vezes forte (entre 30 e 40 mm em seis horas), e de vento de sul (rodando para o quadrante oeste a partir da tarde de quinta-feira) soprando forte no litoral com rajadas até 75 km/h.

Em nota enviada às redações, a Proteção Civil municipal deixou um conjunto de conselhos à população, salientando que o eventual impacto dos efeitos do mau tempo pode ser minimizado, sobretudo através da adopção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoprotecção para estas situações, nomeadamente:

· A desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objectos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
· A adopção de uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias ou com a redução da visibilidade;
· Não atravessamento de zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
· Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
· A adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas.
· Manter especial atenção às informações do Instituto de Meteorologia e indicações da Protecção Civil e Forças de Segurança, mantendo-se atentos à situação;

No mar, o IPMA prevê ondas de noroeste com sete a oito metros de altura, podendo atingir um máximo de 12 a 14 metros.

De acordo com a Marinha Portuguesa, as condições do mar serão comparáveis às da tempestade “Hércules”, que em 2014 provocou ondas de grandes dimensões e que, como agora, atingiu primeiro os Açores e posteriormente o continente.

Em conferência de imprensa organizada ontem, a Marinha alertou a comunidade piscatória para as condições adversas “anormais” e pediu aos pescadores para não entrarem no mar nos próximos dias.

 

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Ave

GNR de Fafe, mulher e pais acusados de burla a idosos superior a 400 mil euros

Justiça

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Sérgio Ribeiro. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Ministério Público (MP) acusou quatro pessoas, entre elas um militar da GNR de Fafe, Sérgio Ribeiro, e a mulher, Soraia Ribeiro, auditora de justiça, de 32 crimes de burla qualificada e um de branqueamento, anunciou hoje a Procuradoria-Geral Regional do Porto.

Em nota publicada na sua página, aquela procuradoria refere que os outros dois arguidos são os pais daquele militar da GNR e residentes em Mondim de Basto, no distrito de Vila Real.

Com as burlas, os arguidos terão conseguido mais de 400 mil euros, que permitiriam uma vida de luxo ao GNR e à mulher.

Militar da GNR e advogada detidos pela Polícia Judiciária, em Fafe

Sérgio Ribeiro esteve em prisão preventiva, tendo sido libertado sob caução em maio deste ano, devido a atraso na acusação do Ministério Público.

Segundo a nota, o MP considerou indiciado que o militar da GNR, “tendo, conjuntamente com a sua mulher, rendimentos modestos, mas pretendendo, além do mais, viajar, frequentar hotéis e restaurantes de luxo, adquirir roupas de marcas dispendiosas e viaturas de gama alta, engendrou um esquema” para obter as quantias monetárias necessárias àquela vida de luxo, “à custa de terceiros”.

Ao esquema, segundo o MP, aderiram a mulher e os pais do GNR.

Ainda segundo a acusação, o esquema passou por o pai do GNR, “muito conhecido, considerado e com boa reputação na sua área de residência, acolitado pela sua mulher sempre que necessário, pedir dinheiro emprestado a pessoas que nele confiavam, geralmente pessoas de idade, enganando-as com uma simulada situação de urgência e aflição”.

O pai do GNR alegaria uma falsa prisão iminente do seu filho, decorrente de problemas com a justiça e/ou com uma também falsa possível expulsão daquela força policial.

“No contexto da alegação, o dinheiro seria necessário para acudir a pagamentos devidos em tribunal, para evitar os referidos desfechos”, acrescenta.

Com base naquele argumentário, que sofreria “pequenas variações” conforme a circunstância e o interlocutor, os arguidos conseguiram que 29 ofendidos, nalguns casos marido e mulher, lhes entregassem, de 2016 a 2019, o montante global de 406.999 euros.

O MP diz que “parte substancial” deste montante financiou um “elevado” nível de vida económico do militar da GNR e da mulher.

Os arguidos estão ainda acusados de terem feito circular estas quantias por contas bancárias, com operações para dificultar a sua rastreabilidade, e de as terem reconvertido em inúmeros bens.

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Região

Arguidos por assaltos milionários no Minho conhecem sentença na quinta-feira

Assaltaram Banco Santander e várias residências

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Foto: O MINHO (Arquivo)

O Tribunal de Braga procede, esta quinta-feira, à leitura do acórdão do julgamento de dez arguidos julgados por assaltos ao banco Santander em Braga e a dez vivendas, nos distritos de Braga e de Viana do Castelo.

Nas alegações finais, a defesa dos arguidos que assaltaram o banco Santander sustentou que não há provas de associação criminosa.

Os juristas Rui Silva Leal, João Ferreira Araújo, Tiago Fernandes e Paulo Gomes, defensores dos principais arguidos, argumentaram que não se provaram os pressupostos deste crime, ou seja, os elementos intelectuais, de vontade e de organização. “Há apenas prova indireta e muito ténue”, disseram.

Apontaram, ainda, a existência de erros na investigação e uma alegada falsidade dos relatórios de vigilância externa, os quais, por isso, “não podem servir de prova”. São, também, “prova proibida” os reconhecimentos feitos aos objetos apreendidos pela GNR e pela PJ, por não terem obedecido aos preceitos legais. Enumeraram, ainda, a “incoerência dos depoimentos prestados”, como testemunhas, pelos elementos do NIC (Núcleo de Investigação Criminal da GNR.

Solicitaram, assim, a absolvição da maioria dos delitos.

Na sessão anterior, o Ministério Público pediu a condenação dos arguidos. O julgamento envolveu dois grupos: um o que fez o assalto ao Santander (quatro milhões de euros), à vivenda do cantor Delfim Júnior, nos Arcos de Valdevez – 280 mil euros – e a um restaurante em Ponte de Lima, (200 mil). Para este grupo, que inclui o agente da PSP Carlos Alfaia e três arguidos, pediu a condenação por associação criminosa e por furto qualificado. Para o outro, que fez assaltos menos rendosos, solicitou a absolvição deste crime.

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Viana do Castelo

Unidade de retaguarda em Viana do Castelo já tem oito doentes

Capacidade do hospital “estável”

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Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

A administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) disse hoje que a capacidade do hospital de Santa Luzia está “estável”, após a transferência de oito doentes para a unidade de retaguarda de Viana do Castelo.

“A capacidade está estável. Já esteve pior. Hoje de manhã, a situação estava bem, mas a evolução da doença é sempre imprevisível. Nesta altura, há vagas quer na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), quer na enfermaria destinada aos doentes covid”, afirmou à agência Lusa Franklim Ramos.

O presidente do conselho de administração da ULSAM destacou a importância da abertura, na quinta-feira, da Estrutura de Apoio de Retaguarda (EAR) instalada no centro cultural de Viana do Castelo, e que atualmente acolhe oito doentes.

“As transferências de doentes para a EAR estão a ajudar-nos porque estão a libertar camas. Deixam-nos mais confortáveis, com uma reserva de camas para podermos trabalhar melhor, e sem necessidade de abrir mais camas [para doentes infetados pelo novo coronavírus]”, explicou Franklim Ramos.

Segundo o responsável, os doentes transferidos para aquela estrutura “apresentam condições para ter alta hospitalar”.

“Em circunstâncias normais, já estariam em casa, caso tivessem apoio familiar ou outro apoio social”, referiu.

Contactado pela Lusa, o presidente da comissão distrital da proteção civil de Viana do Castelo, Miguel Alves, adiantou que os primeiros cinco doentes foram internados no sábado, sendo que hoje a EAR acolhe oito pessoas.

Na quinta-feira, na abertura daquele espaço, Miguel Alves adiantou que a EAR tem 30 camas preparadas, mas pode crescer até às 120 camas.

“No limite, se tivéssemos uma situação de absoluta rutura, de catástrofe, que não prevemos, o espaço está preparado para acomodar 200 pessoas”, sustentou o socialista, que é também presidente da Câmara de Caminha.

A EAR foi instalada em abril pela Câmara de Viana do Castelo.

Inicialmente esteve prevista a sua desativação no final de outubro, mas, entretanto, a Câmara de Viana do Castelo e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) decidiram prolongar o seu funcionamento devido ao aumento de casos de covid-19 na região.

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