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Região

Braga e Viana em aviso laranja: Chuva, vento e agitação marítima nas próximas 48 horas

Alerta

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) emitiu hoje um aviso à população de oito distritos, entre os quais Braga e Viana do Castelo, devido ao agravamento das condições meteorológica nas próximas 48 horas.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou estes dois distritos sob aviso laranja, entre as 21:00 deste domingo e as 03:00 de segunda, devido à chuva forte e persistente. Durante igual período está ativo um aviso amarelo relativamente ao vento, que poderá atingir rajadas de 120 km/h nas terras altas.

Em comunicado hoje divulgado a ANEPC reforça a informação já divulgada pelo IPMA indicando que estão previstos períodos de chuva, temporariamente intensa a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela até final da manhã, tornando-se forte e persistente a partir do final da tarde.

Haverá também condições favoráveis à ocorrência de trovoadas e rajadas fortes, com possibilidade de queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela durante a madrugada.

Nos distritos referidos há ainda possibilidade de vento moderado a forte (30 a 45 km/h) a partir do final tarde, por vezes com rajadas até 85 km/h, em especial na região Centro.

Nas terras altas o vento será moderado a forte (30 a 50 km/h) de sudoeste, com rajadas até 80 km/h, tornando-se forte a muito forte (45 a 65 km/h) na região Centro a partir do final da tarde, com rajadas até 120 km/h.

A ANEPC destaca também a possibilidade de ocorrência de fenómenos extremos de vento, em particular no litoral, um aumento da agitação marítima na costa ocidental a norte do cabo Raso, com ondulação acima de quatro metros de altura.

Há ainda a probabilidade de ocorrerem inundações em locais historicamente vulneráveis.

O IPMA colocou hoje de manhã seis distritos de Portugal continental sob aviso laranja partir das 21:00 devido à previsão de chuva, vento e agitação marítima fortes.

O aviso laranja é o segundo de uma escala de quatro e indica situação meteorológica de risco moderado a elevado.

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Braga

Sindicato exige harmonização dos salários dos enfermeiros do Hospital de Braga

Sindicato dos Enfermeiros Portugueses

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Foto: DR / Arquivo

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) exigiu hoje a harmonização dos salários daqueles profissionais que trabalham no Hospital de Braga, considerando “vergonhoso” que haja 168 que recebem 1.060 euros em vez dos 1.201 “previstos na lei”.

Em comunicado, o SEP referiu que já pediu a intervenção do Presidente da República e do primeiro-ministro, face às “ausências de resposta” da administração do hospital e do Ministério da Saúde.

“Os enfermeiros não precisam de ser apelidados de heróis, tão pouco que lhes batam palmas. Exigem ações, condições de trabalho e, no caso concreto, ter salários iguais aos restantes”, sublinhou o sindicato.

Contactada pela Lusa, a administração do hospital disse que no decorrer do processo de adesão aos acordos coletivos de trabalho (ACT), remeteu uma minuta de acordo a todos os sindicatos para que manifestassem a sua intenção de adesão, sendo que do SEP não recebeu, até ao momento, “qualquer resposta”.

“O Hospital de Braga lamenta que o atual período vivido a nível nacional seja utilizado pelo sindicato para mediatizar as suas reivindicações”, acrescentou a administração.

No comunicado, o SEP diz que “ninguém compreende que os salários destes enfermeiros se mantenham naquele vergonhoso valor [1.060 euros], quando todos os que foram admitidos pós-setembro recebem, e bem, os 1.201 euros”.

Em 01 de setembro de 2019, a gestão do Hospital de Braga passou para a esfera pública, depois de dez anos nas mãos do Grupo Mello Saúde, ao abrigo de uma parceria público-privada (PPP).

O SEP garante que, no período anterior à transição, alertou a administração e o Ministério da Saúde para a obrigatoriedade de, logo em setembro, decorrer o processo de adesão aos instrumentos de regulamentação coletiva do trabalho, para garantir que os enfermeiros à data contratados pelo Grupo Mello com um salário de 1.060 euros passassem para os 1.201.

“Porventura mais preocupados com as eleições que com os profissionais, nada fizeram e assim continuaram, apesar das muitas insistências”, critica o sindicato.

O SEP lembra que o protelamento determinou o agendamento de uma greve para 17 e 19 de Março, que acabaria por ser suspensa devido à pandemia de covid-19.

O sindicato vaticina ainda que, tendo em conta o histórico, o estado de alerta e agora o estado de emergência, “previsivelmente, nenhuma decisão será tomada pela tutela”.

O conselho de administração do hospital disse ainda que “procurou, desde sempre, garantir uma aproximação às preocupações dos seus profissionais e tem envidado todos os esforços nesse sentido”.

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Braga

Hospital de Braga ativou 6 alas exclusivas e ampliou Cuidados Intensivos

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Hospital de Braga já ativou seis alas de internamento dedicadas em exclusivo à covid-19, com capacidade para 175 doentes infetados, anunciou hoje aquela unidade.

Em resposta escrita enviada à Lusa, o hospital refere que também ampliou a área da Unidade de Cuidados Intensivos, que detém agora uma capacidade de 32 camas para tratamento de doentes com covid-19.

“Está ainda prevista a abertura de mais camas dedicadas noutras alas de internamento, de acordo com o desenvolvimento da doença e necessidades identificadas”, acrescenta.

O Hospital de Braga diz ainda que está a desenvolver um “trabalho contínuo” com as forças de autoridade e instituições locais, no sentido de definir estratégias a curto e médio prazo que permitam ajustar a resposta hospitalar à evolução prevista da pandemia.

Desde o início da pandemia, e segundo os dados hoje revelados, o hospital já realizou um total de 2.530 testes de despiste, dos quais 407 registaram resultados positivos.

Também já se registaram quatro casos avaliados como “completamente recuperados” e ainda um parto realizado a grávida com covid-19.

Atualmente, o Hospital de Braga tem 93 doentes internados com covid-19, estando 79 em enfermaria e 14 na Unidade de Cuidados Intensivos.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil.

Dos casos de infeção, mais de 240 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 311 mortes, mais 16 do que na véspera (+5,4%), e 11.730 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 452 em relação a domingo (+4%).

Dos infetados, 1.099 estão internados, 270 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 140 doentes que já recuperaram.

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Alto Minho

Aprovados apoios ao emprego, às empresas e às instituições de Caminha

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Caminha

A Câmara de Caminha aprovou por unanimidade, em reunião ordinária do executivo municipal, um pacote de medidas de apoio ao emprego, às empresas e às instituições do concelho, informou hoje à Lusa o presidente da autarquia.

A proposta da maioria socialista no executivo municipal “prevê isenções de pagamento de rendas habitacionais e de comércio em espaços municipais, isenção do terrado das feiras semanais e de esplanadas, pagamento de tarifas fixas no abastecimento de água, saneamento e resíduos urbanos para pequenas e microempresas e o apoio financeiro a Instituições Particulares do Solidariedade Social (IPSS) e corporações de bombeiros”.

As medidas hoje aprovadas, por unanimidade, têm como objetivos “a manutenção do emprego, o equilíbrio financeiro da atividade empresarial e de suporte ao trabalho das IPSS que trabalham com idosos no concelho, incluindo as corporações de bombeiros de Caminha e Vila Praia de Âncora”.

No final da sessão, em comunicado enviado às redações, os três vereadores do PSD no executivo municipal informaram ter apresentado “nove medidas adicionais” à proposta da maioria socialista que consideram ser “geradoras de apoios importantes em época pandémica”.

Entre essas medidas, apontaram a isenção do pagamento das tarifas fixas da água e saneamento, com calibre de adução até 25 milímetros, nos meses de abril, maio e junho, do pagamento de tarifas fixas de recolha de resíduos sólidos para todos até julho do presente ano, o apoio de forma excecional e temporária às famílias que tiveram perdas do rendimento familiar iguais ou superiores a 25%, comparticipando em 50% no pagamento das rendas habitacionais” e defenderam “maior rapidez no pagamento a fornecedores, assegurando maior liquidez às empresas para fazerem face aos seus compromissos com os trabalhadores”.

Os vereadores do PSD alertaram ainda para a necessidade de “acompanhamento das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), no sentido de garantir apoio na aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (UEPI), sobretudo as IPSS que apenas têm creches e jardins-de-infância nas suas respostas sociais, uma vez que, pelo facto de estarem encerrados, não garantem receitas suficientes para o pagamento das despesas mensais, nomeadamente os salários dos trabalhadores”.

“O PSD estará sempre responsavelmente ao lado da população de Caminha, conforme continua a demonstrar reunião atrás de reunião, propondo novas alternativas e medidas para que todos possamos ultrapassar este estado pandémico o melhor possível”, sustenta a nota dos vereadores sociais-democratas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 311 mortes, mais 16 do que na véspera (+5,4%), e 11.730 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 452 em relação a domingo (+4%).

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