Seguir o O MINHO

País

Aviação europeia estima menos 50% dos voos em 2021

Covid-19

em

Foto: O MINHO / Arquivo

A aviação europeia estima, este ano, que o tráfego aéreo se mantenha 50% abaixo dos níveis pré-pandemia, após a destruição de 191 mil postos de trabalho no setor em toda a Europa em 2020, divulgou hoje a Eurocontrol.

“Acreditamos que só iremos atingir este ano 50% dos voos realizados em 2019 […] e a grande questão é quem é que sobrevive neste setor”, afirmou hoje o diretor-geral da Organização Europeia para a Segurança da Navegação Aérea (Eurocontrol), Eamonn Brennan.

Falando num debate ‘online’ sobre a recuperação do setor aeronáutico, um dos mais afetados pela pandemia de covid-19, Eamonn Brennan notou que a aviação europeia está a “enfrentar um grande desafio” devido à covid-19 e anseia “melhores notícias”.

“Até agora, a situação não mudou muito [face a 2020] porque com a segunda e terceira vagas da covid-19 estão a ser impostas mais quarentenas e mais restrições na Europa e isso só vai deteriorar significativamente a aviação europeia”, admitiu o responsável.

A esperança de Eamonn Brennan é que, “até à Páscoa, se comecem a ver os efeitos da vacinação”, processo esse que começou no final do ano passado na União Europeia (UE) com a vacina da Pfizer e BioNTech, esperando-se que nos próximos dias o mesmo aconteça com o fármaco da Moderna.

“A vacinação é um processo complexo e esperamos que no próximo mês haja mais desenvolvimentos, é disso que precisamos”, apontou o responsável.

Já falando sobre o impacto da pandemia de covid-19 na Europa em 2020, Eamonn Brennan falou numa redução de 55% do tráfego aéreo no conjunto do ano face a 2019, equivalente a menos 1,7 mil milhões de passageiros, o que causou a perda de 191 mil postos de trabalho em toda a cadeia de valor associada à aviação.

Já quanto aos impactos nas companhias aéreas, de acordo com a Eurocontrol, a easyJet (com -67% de tráfego aéreo) foi a mais afetada na Europa, seguida pela Lufthansa (-65%), British Airways (-65%), Ryanair (-59%), SAS (-59%) e Air France (-57%).

Entre os aeroportos mais lesados foram os de Amesterdão, Paris CDG, Frankfurt, Londres Heathrow, Istambul, Madrid Barajas, Munique e Barcelona.

Presente neste evento ‘online’, o responsável pela Direção Geral da Mobilidade e dos Transportes (DG MOVE) da Comissão Europeia, Henrik Hololei, notou que “os primeiros três meses do ano são sempre os mais desafiantes”.

“Este ano será particularmente desafiante”, admitiu o diretor geral da DG MOVE.

Ainda assim, Henrik Hololei disse acreditar que “depois do verão as coisas estarão melhores” no setor da aviação, confiando assim em melhores na situação epidemiológica e em progressos na vacinação.

País

Instituto de Medicina Legal reforça capacidade de frio para cadáveres em hospitais

Covid-19

Foto: DR

O Instituto de Medicina Legal indicou hoje que reforçou a “capacidade de frio” nos serviços médico-legais e hospitais para que, face ao aumento da mortalidade em contexto de pandemia, os cadáveres possam ser “conservados adequada e dignamente”.

Numa nota à comunicação social, o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) refere que “procedeu ao reforço da capacidade de frio em 15 dos seus serviços médico-legais”, acrescentando que tal medida “tem permitido garantir que os corpos que neles dão entrada direta sejam conservados adequada e dignamente”.

O INMLCF adianta que “estendeu” o reforço da “capacidade” de frio aos hospitais, “permitindo a conservação, nos termos referidos”, dos “corpos das pessoas que neles vêm falecendo de covid-19”.

“Sempre que tal se revelar necessário, o INMLCF voltará a robustecer esta capacidade”, conclui a nota.

A nota do INMLCF surge depois de ser conhecido que a Direção-Geral da Saúde (DGS) pediu ao instituto soluções para aumentar capacidade de frigoríficos junto das unidades de saúde caso seja necessário e que solicitou aos hospitais que agilizem a transferência de informação para as funerárias.

Segundo a Associação Nacional das Empresas Lutuosas (ANEL), há “hospitais públicos em rutura generalizada, sem disponibilidade de equipamentos de frio para preservação dos cadáveres”.

Alguns hospitais do país recorreram a contentores refrigerados para reforçar a capacidade das suas morgues.

A ANEL reclama que sejam criadas condições que assegurem a preservação dos corpos com dignidade até à realização dos funerais, face ao pico de óbitos que está a deixar o sistema em rutura.

Portugal registou hoje o maior número de mortes (234) por covid-19 desde o início da pandemia e 13.987 novos casos de infeção, de acordo com o balanço diário da DGS.

Já morreram em Portugal 9.920 pessoas dos 609.136 casos de infeção confirmados.

A covid-19 é uma doença respiratória causada por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo.

O número de mortes em Portugal durante 2020 foi 10,6 % maior em relação à média dos anteriores cinco anos, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística, que registou 123.409 óbitos, mais 12.220 do que entre 2015 e 2019.

Em 31 de dezembro registavam-se 6.906 mortes atribuídas à covid-19, ou seja, 56% do excesso de mortalidade de 2020 em relação à média 2015-2019.

Continuar a ler

País

Nova variante sul-africana já chegou a Portugal e é 50% mais contagiosa

Covid-19

A nova variante sul-africana já foi detetada em Portugal, com um novo caso a surgir na zona de Lisboa e Vale do Tejo.

A informação é avançada pela TVI, que confirmou a mesma junto do Instituto Nacional de Saude.

Uma investigação sugere que a variante do SARS-CoV-2 detetada na África do Sul se espalha 50% mais rápido e que os anticorpos naturais são menos eficazes, segundo cientistas sul-africanos, que acrescentam que esta não provoca doenças mais graves.

“Há limitações sobre o que podemos ver num laboratório, por isso temos de esperar pelos dados dos ensaios clínicos para compreender a gravidade da resistência das novas variantes às vacinas”, disse a professora Penny More, do Instituto nacional de Doenças Transmissíveis (NICD, em ingês), numa reunião de especialistas liderada pelo ministro da Saúde sul-africano, Zweli Mkhize, citada pela agência noticiosa Efe.

Apesar de assinalarem que o vírus “se está a adaptar”, os cientistas assinalaram que isso “não significa que as vacinas não funcionem”, argumentando que estas são complexas e podem provocar múltiplos tipos de imunidade.

Os dados recolhidos até agora mostraram também que a nova variante sul-africana do novo coronavírus, nomeada 501Y.V2, não acompanha uma maior taxa de morbilidade, embora o aumento da pressão do sistema de saúde possa estar por detrás de mais mortes.

“As taxas de mortalidade mais elevadas refletem uma pressão crescente sobre o sistema de saúde. Mesmo que haja mais mortes na segunda vaga, não há diferença entre as taxas de mortalidade da primeira e da segunda vaga”, disse Waasila Jassat, também do NICD.

Os cientistas sublinharam a importância de estudar geneticamente o vírus, algo que o professor Tulio de Oliveira, diretor da plataforma científica da Universidade de KwaZulu-Natal, que coordena a análise genética do vírus a nível nacional, disse que isto permitiu “identificar esta variante assim que possível”.

No caso da imunidade face a segundas infeções, os investigadores afirmam é necessário ter mais dados.

Ainda assim, estes consideram que os estudos “estão a mostrar que os anticorpos naturais produzidos a partir de uma primeira infeção não são tão eficazes”.

A África do Sul tinha mantido as infeções sob controlo desde agosto, após meses em que não era apenas o país mais afetado em África pela covid-19, como a quinta nação mais atingida pela pandemia.

No entanto, nos últimos meses, o número de novos casos cresceu rapidamente.

Continuar a ler

País

Os números do Euromilhões

Sorte

Foto: O MINHO / Arquivo

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 22 de janeiro: 8, 16, 42, 44 e 47 (números) e 6 e 7 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 79 milhões de euros.

Continuar a ler

Populares