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Ponte de Lima

Aveleda apresenta “projeto inovador” em Cabração

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A Aveleda S.A. apresentou esta quarta-feira o projeto vitícola na Aldeia de Cabração, em Ponte de Lima, num investimento de 7 milhões de euros até 2020.

Esta exploração enquadra-se no plano estratégico da Aveleda S.A assegurando o objetivo de aumentar a sua área de vinha própria de 150 hectares para 600 hectares. A estratégia da empresa assenta sobre dois pilares: impulsionar o crescimento sustentável da empresa e contribuir para o desenvolvimento qualitativo da Região dos Vinhos Verdes através da produção de uvas de grande qualidade, mediante as técnicas vitícolas mais avançadas e controlo de todo o processo desde o início, de forma a garantir a produção de vinhos de elevada qualidade.

Foto: Divulgação

“O crescimento sustentado da empresa está diretamente ligado ao crescimento da Região, não é possível o nosso desenvolvimento sustentável sem que o mesmo aconteça por toda a Região dos Vinhos Verdes. Além disso estamos a investir na qualidade das vinhas e da uva, procurando novos terroirs, novas soluções e novos perfis de vinho, apostando na qualidade de potencial das nossas marcas. A viticultura insere-se nosso ADN, algo a que nós nos dedicamos de corpo e alma e que sempre foi o centro das nossas atenções”, referiu António Guedes, administrador da empresa.

O projeto de Cabração, representará, no total, a plantação de 200 hectares de vinha até 2020. Um dos grandes objetivos desta exploração é a conservação, a dinamização e o adequado aproveitamento dos recursos dos terrenos comunitários, com respeito pelo meio ambiente e pela natureza. Um compromisso a longo prazo que irá implicar a criação de postos de trabalho, dinamização da economia local e sustentabilidade da mesma, tornando-se o mais relevante projeto desenvolvido, até hoje, na Região Demarcada dos Vinhos Verdes.

“Este projeto, de certa forma, vai trazer o foco para uma parte do concelho de Ponte de Lima que estava bastante esquecida. É um compromisso a longo prazo que temos com a Região, vamos estar aqui 30 anos e desenvolver postos de trabalho, dinamizar a economia local e a sustentabilidade da mesma.” salienta António Guedes.

Um dos eixos mais inovadores do projeto é a preservação da biodiversidade e a ocupação inteligente do espaço, arborizando o terreno adjacente à vinha com espécies autóctones e com espécies que fomentam a biodiversidade, que são mais resistentes ao fogo. Uma das preocupações fundamentais é ajudar na prevenção de incêndios florestais. O Vale de Cabração tem cerca de 2 mil hectares de área, com vários terrenos e matas pouco preservadas devido à baixa densidade populacional. António Guedes, refere “neste local, o risco de incêndio é grande por isso o nosso projeto está estruturado para minimizá-lo. Se por um lado, o vasto comprimento da vinha irá formar uma barreira à progressão dos incêndios; por outro lado, vamos plantar à volta da vinha uma zona com árvores de folha caduca que, por si só, são tampões e representam com maior naturalidade aquilo que é a paisagem daquela região”.

O projeto de Cabração inova pela sua grande dimensão, pouco comum na região dos Vinhos Verdes, onde predominam vinhas com áreas médias de 1 hectare. Outra grande inovação é a tipologia de viticultura praticada pela Aveleda e o próprio local escolhido para a exploração.

Pedro Barbosa, diretor de Viticultura da empresa salienta “o local foi escolhido a dedo. É um local de excelência para a produção de vinhos de qualidade. A Serra D’Arga funciona como uma barreira protetora dos ventos marítimos ao mesmo tempo que beneficia da proximidade do Atlântico e de uma brisa marítima leve e constante. Esta vinha situa-se apenas a 19km do Oceano Atlântico. Os solos de xisto desta exploração também nos permitem ter uma maior diversidade de terroirs que trabalhamos, uma vez que cerca de 99% da Região tem solos baseados em granito ou aluviões.”

Líder de mercado na Região dos Vinhos Verdes, a Aveleda é um dos maiores produtores de vinho em Portugal e exporta anualmente mais de metade da sua produção para mais de 70 países em todo o mundo. Com este projeto inovador a marca pretende aumentar a sua capacidade de resposta às necessidades dos consumidores e afirmar a sua posição no mercado nacional e internacional.

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Ponte de Lima

Hospital de Ponte de Lima é um dos cinco do país com quadro completo de reumatologistas

Por sua vez, o Hospital de Guimarães é um dos hospitais que não dispõe de qualquer reumatologista.

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Foto: O MINHO (via Google Earth)

Cerca de metade dos portugueses não tem acesso a reumatologista nos hospitais públicos, havendo muito poucas unidades do Serviço Nacional de Saúde com o quadro completo de especialistas, alerta a Sociedade Portuguesa de Reumatologia.

Em entrevista à agência Lusa, o presidente da Sociedade de Reumatologia, Luís Cunha Miranda, revelou que são apenas cinco os hospitais do SNS com o quadro completo de especialistas, lista da qual faz parte o Hospital de Ponte de Lima, e mais quatro grandes hospitais do país, dois deles centrais: Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Oeste e Hospital Garcia da Orta, em Lisboa, e S. João, no Porto.

Por sua vez, o Hospital de Guimarães é um dos hospitais que não dispõe de qualquer reumatologista.

Uma avaliação feita nos últimos meses por esta sociedade científica sobre a capacidade dos hospitais públicos concluiu que 51,8% dos portugueses não tem acesso à especialidade de reumatologia devido à deficiência cobertura da rede hospitalar.

O problema não é só de agora, reconhece o médico, indicando que se trata de uma questão quase estrutural, que se tem arrastado ao longo dos anos, e que faz da reumatologia uma especialidade “esquecida e negligenciada”.

Em mais de 40% dos hospitais públicos não há sequer um único especialista em reumatologia. O que significa que cinco milhões de portugueses, metade dos quais com uma doença reumática, não tem acesso a um especialista no SNS.

Isto não ocorre apenas no interior do país ou em zonas onde tradicionalmente é mais difícil colocar médicos, acrescenta Luís Cunha Miranda. Hospital de Guimarães, Santo António (no Porto) ou Amadora-Sintra são algumas das unidades sem reumatologistas.

Só na área de abrangência de Amadora e Sintra há 900 mil pessoas que não têm qualquer reumatologista. Luís Cunha Miranda avisa ainda que se vai criar um novo hospital em Sintra, mas que na sua lista de especialidades a abrir não consta a reumatologia.

“O que é mais chocante é que existem pessoas disponíveis para abrir unidades em hospitais como Amadora Sintra ou Santo António e esses hospitais não abrem unidades. Há reumatologistas disponíveis, mas há sempre obstáculos à abertura de unidades, ou da parte das administrações dos hospitais ou da parte das administrações regionais de saúde. Mas quem tinha de ter um plano definido era a Administração Central do Sistema de Saúde”, defende o presidente da Sociedade de Reumatologia.

No último levantamento feito pelo colégio de reumatologia da Ordem dos Médicos, com data de novembro de 2017, estavam definidos 177 reumatologistas em Portugal, sendo que nem todos trabalham no SNS.

De acordo com a Sociedade de Reumatologia, faltam pelo menos mais de 80 especialistas nos hospitais públicos para cobrir as necessidades da população.

O presidente da Sociedade recorda que 56% da população portuguesa tem queixas reumáticas, sendo que se estima que 35% dos doentes não sabe que tem uma doença reumática.

Luís Cunha Miranda recorda que as doenças reumáticas têm um enorme impacto social e económico. Só em termos de reformas antecipadas, as doenças reumáticas custam mais de 900 milhões de euros por ano ao Estado, o que significa 0,5% do PIB nacional.

Já o absentismo provocado por doenças reumáticas se traduz em custos de quebra de produtividade de cerca de 200 milhões por ano.

“O acesso a um especialista pode ajudar a melhorar a vida dos doentes e pode ajudar a mudar este panorama”, considera o médico.

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Ponte de Lima

Desporto de alto rendimento junta “elite” em congresso internacional em Ponte de Lima

Evento internacional conta com a presença de sete dos melhores treinadores/cientistas do desporto mundial.

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O sérvio Mladen Jovanovic participa no evento. Foto: DR

Cerca de 150 participantes, entre treinadores e profissionais de desporto de alto rendimento de diferentes países e continentes, vão reunir-se, os dias 15 e 20, num congresso internacional em Ponte Lima, disse hoje à Lusa fonte autárquica.

Segundo aquela fonte, o evento internacional que contar com a presença de sete dos melhores treinadores/cientistas do desporto mundial, nas modalidades de futebol, futebol americano, rugby, alpinismo,

Mladen Jovanovic, da Sérvia, Dan Baker, David Joyce e Sophia Nimphius da Austrália, os americanos Mike Young e Brett Bartholomew e Matt Jordan, do Canadá são os treinadores convidados pela organização, a cargo da empresa Elite Training, com sede no Brasil, para os seis dias de trabalhos do congresso internacional dedicado à alta ‘performance’.

O encontro pretende proporcionar “uma interligação entre ciência e prática, feita pelos profissionais da área de treino e que estão inscritos para participar neste evento”.

De acordo com a organização, pretende-se ainda criar “um ‘networking’ específico para um mercado que vai estar representa no congresso por centenas de treinadores e técnicos de diferentes países e continentes”.

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Ponte de Lima

ESA-IPVC entre as 15 entidades que vão formar o primeiro ‘hub’ digital português para a agricultura

Coordenada pelo ISQ, a rede do Hub4Agri envolve 15 entidades nacionais, onde se incluiu o IPVC.

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O primeiro ‘hub’ português para a agricultura (Hub4Agri) vai ser apresentado na segunda-feira, em Lisboa, e pretende agregar soluções para desenvolver a competitividade dos setores agrícola, agro-alimentar, florestal, produção animal e desenvolvimento rural.

“O Hub4agri é uma iniciativa alinhada com as estratégias nacional e europeia para a digitalização da indústria. Envolve mais de 15 entidades [entre as quais o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, através da sua Escola Superior Agrária, em Refóios do Lima, Ponte de Lima] que cobrem toda a cadeia de valor agro-alimentar, visa a criação de um ecossistema com soluções inovadoras para o desenvolvimento da competitividade dos setores agrícola, agro-alimentar, florestal, produção animal e desenvolvimento rural, capaz de dar uma resposta transversal aos grandes desafios que atualmente se colocam”, disse, em comunicado, Pedro Matias, presidente do ISQ, que coordena a rede.

Segundo o responsável, tanto a agricultura como o sistema alimentar mundial são “desafiados a alimentar uma população global estimada em quase 10 mil milhões de pessoas até 2050, com a diminuição dos recursos terrestres e hídricos. A produção mundial de alimentos necessitará duplicar até 2050 para poder dar resposta a este crescimento populacional, com exigências de mais produtos por parte dos consumidores”.

De acordo com Pedro Matias, para fazer face a este desafios é necessário adotar tecnologia, digitalizar processos e novos modelos de negócio, “baseados nas novas tecnologias de informação e comunicação”.

Neste contexto, o Hub4Agri quer ligar a procura e as necessidades dos produtores agrícolas com soluções e respostas tecnológicas para a digitalização da agricultura.

“O grande desafio é o de constituir e manter um ecossistema de inovação suportado numa rede de cooperação multissetorial e trabalhar em estreita colaboração com as autoridades regionais e nacionais para promover a transformação digital do setor agrícola”, sublinhou.

Mosteiro de Refóios do Lima e Escola Superior Agrária de Ponte de Lima. Foto: DR / Arquivo

Coordenada pelo ISQ, a rede do Hub4Agri envolve também entidades como a Confagri, o Crédito Agrícola de Portugal, as universidades de Évora e de Trás-os-Montes e Alto Douro, os institutos politécnicos de Santarém, Viana do Castelo e Bragança e o Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio.

Fazem ainda parte da rede a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana, o Pólo das Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica, a Associação para a Competitividade das Indústrias da Fileira Florestal, a Inova+, o Laboratório Químico e Microbiológico, a Sociedade agropecuária e a ‘startup’ Portugal.

Neste momento, conforme indicou à Lusa uma fonte oficial do ISQ, a rede já foi formalizada junto da União Europeia, para, mais tarde, também ser convertida numa associação de modo a poder candidatar-se a apoios no âmbito dos programas Portugal 2020 e Horizonte 2020.

A mesma fonte referiu que na Europa existem cerca de 200 Digital Innovation Hub (DIH), 20 dos quais no setor agrícola, enquanto, em Portugal, existem três DIH, sendo o Hub4Agri um deles.

A apresentação do Hub4Agri vai decorrer na sede da Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Portugal (Confagri) e contará com a presença do ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, e da secretária de Estado da Indústria, Ana Lehmann.

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