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Viana do Castelo

Avaliado grau de satisfação das 619 mordomas que desfilaram na Romaria d’Agonia em Viana

Comissão interessada em reunir as sugestões das participantes

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As 619 mordomas que participaram na edição deste ano do desfile da mordomia, durante a Romaria d’Agonia, em Viana do Castelo, estão a ser inquiridas pela VianaFestas, que quer saber do grau de satisfação das mulheres.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Comissão de Festas da Senhora da Agonia, António Cruz, disse ter sido enviado “um questionário a todas as participantes que tem como principal objetivo analisar o grau de satisfação das mulheres, em diversos parâmetros, desde a inscrição até à realização do desfile”.

“Só nos foi possível efetuar o lançamento do questionário graças à base de dados que a plataforma de inscrição online nos facultou”, especificou António Cruz.

O responsável acrescentou que a avaliação já iniciada “pretende ainda obter resultados sobre o bem trajar e o bem ourar” das mordomas que participam num dos números emblemáticos das festas da capital do Alto Minho.

“Esta auscultação permite-nos entender a origem dos trajes que desfilam e quantas vezes as participantes já desfilaram. É do nosso interesse reunir também as sugestões das participantes para podermos melhorar do planeamento do desfile”, sustentou António Cruz, frisando que “todos os dados fornecidos pelas mordomas no questionário são confidenciais”.

Este ano, no primeiro dia das festas, a 16 de agosto, participaram 619 mordomas de sete países, exibindo todos os trajes de festa de Viana do Castelo.

De acordo com os dados avançados, na altura, pela VianaFestas, “além de Portugal, participam neste desfile mulheres de França, Luxemburgo, Brasil, Andorra, Reino Unido e até da República Checa”, sendo que a plataforma ‘online’, criada há dois anos para as inscrições, permitiu perceber que “a idade que garantiu o maior número de inscrições foi a dos 20 aos 29 anos”.

Em 2018, segundo a VianaFestas, “mais de 600 mulheres inscreveram-se no desfile, oriundas de cinco países”.

A plataforma digital criada, em 2018, pela Comissão de Festas da Senhora da Agonia, veio permitir a participação de mulheres de todo o mundo no desfile da mordomia.

Pela primeira vez, as inscrições para aquele número das Festas d’Agonia, aconteceu exclusivamente através daquela plataforma digital.

A constituição da plataforma implicou a criação de um documento intitulado “Condições de Participação no Desfile da Mordomia” que “deve ser lido e aceite pelas participantes, revelando todos os direitos e deveres tanto das mordomas como organização”.

O desfile, que se realiza desde 1968, estabelece a idade mínima de participação a partir dos 14 anos, a ausência de maquilhagem ou unhas pintadas ou de gel, a obrigatoriedade de uso de peças de ourivesaria tradicional portuguesa e de trajes tradicionais de Viana do Castelo, como os trajes de Festa da Ribeira, à Vianesa, de Cerimónia/Lavradeira Rica ou Traje de Mordoma.

O desfile da mordomia é o momento em que os diferentes trajes das freguesias de Viana se encontram e mostram, de uma só vez, à cidade.

Trata-se de uma tradição cada vez mais enraizada entre as jovens e mulheres de Viana do Castelo e que junta várias gerações, num quadro único das festas.

Desde 2014, também as mulheres da ribeira de Viana do Castelo, com os seus trajes de varina, participam neste desfile colorido pelos vermelhos, verdes e amarelos dos típicos e garridos trajes das diferentes freguesias.

Não faltam também os fatos de noiva mais sóbrios, de cor preta. Neste número algumas das mulheres chegam a carregar, dezenas de quilos de ouro, reunindo as peças de famílias e amigos num único peito, simbolizando a “chieira” (termo minhoto que significa orgulho) e outrora o poder financeiro das famílias.

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Viana do Castelo

Centenas manifestam-se em Viana contra a prospeção do lítio em Portugal

Centenas saíram às ruas

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

Os participantes numa manifestação “pacífica” de contestação à prospeção de lítio que hoje decorreu em Viana do Castelo lançaram um “clamor social” contra o que consideraram ser uma “hecatombe” e uma “ameaça” ambiental “sem precedentes” em Portugal.

À Lusa, o comissário Costa Pereira, da PSP de Viana do Castelo, disse que o protesto, organizado por cinco movimentos cívicos do Alto Minho, Minho e Trás-os-Montes, contou com a participação de “250 a 300” pessoas. Já a organização apontou mais de 400 manifestantes.

Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

A ação começou cerca das 09:50, junto ao edifício da Agência Portuguesa do Ambiente – Administração de Região Hidrográfica Norte, junto à ponte Eiffel de Viana do Castelo, percorreu em desfile as artérias da frente ribeirinha, numa extensão de cerca de dois quilómetros, tendo terminado, uma hora depois, na praça da República, no centro da cidade.

O protesto obrigou a PSP a cortar o trânsito durante a concentração dos movimentos e a realizar e cortes pontuais nas ruas por onde passou o desfile, encabeçado por manifestantes que tocaram bombos e concertinas.

Uma viatura da PSP abria a marcha que integrou pessoas de todas as idades de várias freguesias da Serra d’Arga, autarcas, representantes de partidos políticos, entre outros.

Foto: Vasco Morais / O MINHO

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A Serra d’Arga abrange uma área de 10 mil hectares, dos quais 4.280 se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

“Vamos fazer uma festa pela sustentabilidade ambiental, pela defesa da nossa região, da nossa água, dos nossos terrenos agrícolas, da nossa herança e património”, afirmou Carlos Seixas.

O responsável, que falava no início do protesto lançou um “recado” ao Governo. “Não haverá nem um buraco. Estamos dispostos a ir até onde for necessário. Cada passo que o Governo dê, nós estaremos lá”, avisou.

Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Também o porta-voz do SOS Terras do Cávado, Vasco Santos, advertiu que a “luta” contra o lítio é para “continuar” por se tratar de “uma hecatombe ambiental e social” que o Governo “quer impor ao povo”.

“Os concursos do lítio são um negócio de amigos para dar milhões aos mafiosos”, acrescentou.

Durante o desfile pelas ruas da cidade, os bombos e concertinas afinaram as vozes que entoaram palavras de ordem como “Galamba escuta, o povo está em luta”, dirigidas ao secretário de Estado da Energia, ou “Minas não, vida sim”. Já nos cartazes empunhados pelos manifestantes podia ler-se: “Não envenenem a nossa água”, “Vida sim, minas não”, “Queremos água, queremos vida, não á mineração”, “Os nossos filhos merecem rios limpos”.

Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

Acompanhado de perto por vários agentes da PSP, o protesto terminou na praça da República, palco habitual das manifestações na cidade, com várias intervenções.

“Quero saudar e agradecer a todos os manifestantes por este clamor social (…) Estamos perante uma ameaça sem precedentes para o ambiente”, disse o presidente da direção da Corema Associação de Defesa do Património, com sede em Caminha.

O responsável, que falava de megafone na mão, adiantou que o plano de mineração que o Governo tenciona levar a cabo “é um projeto a céu aberto, escavando autênticas crateras no solo com várias centenas de metros de diâmetro, com mais de 100 metros de profundidade”.

“Em tal contexto será preciso rasgar acessos por tudo quanto é sítio (…). Uma devastadora agressão ao espaço envolvente irremediavelmente martirizado e convertido numa paisagem lunar”, alertou, apontando ainda a poluição sonora e atmosférica, a contaminação das águas, como outros dos efeitos.

Foto: Vasco Morais / O MINHO

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Foto: Vasco Morais / O MINHO

“As tão propaladas medidas de minimização não passam de música para os nossos ouvidos”, disse, apelando para que a Comunidade Intermunicipal (CIM) DO Alto Minho, estrutura que agrega os dez concelhos do Alto Minho, tome “uma posição inequívoca de oposição a este plano de mineração”.

O protesto de hoje foi organizado pelo movimento SOS Serra d’Arga, Corema – Associação de Defesa do Património/Movimento de Defesa do Ambiente e Património do Alto Minho, SOS Terras do Cávado, SOS Serra da Cabreira e Em Defesa da Serra da Peneda Soajo.

O Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio em nove áreas do país.

Para além dos dois contratos já anunciados em Montalegre e Boticas, serão abrangidas as áreas de Serra d’Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.

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Viana do Castelo

Vêm de cinco locais diferentes do Minho e marcham em Viana contra exploração de lítio

Na marginal de Viana

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Foto: SOS Serra da Cabreira

Cinco movimentos cívicos do Minho promovem hoje, em Viana do Castelo, uma manifestação “pacífica” de contestação “aos projetos de mineração que o Governo tenciona lançar”, disse à Lusa fonte da organização.

Foto: SOS Serra d’Arga

O protesto, com início marcado para as 09:00, que visa “exigir ao Governo respeito pelos cidadãos”, é organizado pelo movimento SOS Serra d’Arga, Corema – Associação de Defesa do Património/Movimento de Defesa do Ambiente e Património do Alto Minho, SOS Terras do Cávado, SOS Serra da Cabreira e Em Defesa da Serra da Peneda Soajo.

Segundo o porta-voz do movimento cívico SOS Serra d’Arga, no distrito de Viana do Castelo, Carlos Seixas, a “concentração começou às 09:00 junto ao edifício da Agência Portuguesa do Ambiente – Administração de Região Hidrográfica Norte, situado junto à pousada da juventude e Ponte Eiffel”.

A iniciativa prevê ainda uma “marcha, ao longo da frente ribeirinha de Viana do Castelo até ao centro da cidade, como forma de sensibilização da população”.

“Queremos dizer que na Serra d’Arga não se fará nem um furo. Queremos dizer que este projeto de mineração não serve. Que o desenvolvimento local não se faz desta forma”, afirmou Carlos Seixas.

Foto: SOS Serra da Cabreira

A Serra d’Arga, no distrito de Viana do Castelo, abrange uma área de 10 mil hectares, dos quais 4.280 se encontram classificados como Sítio de Importância Comunitária.

O Governo quer criar em 2020 um ‘cluster’ do lítio e da indústria das baterias e vai lançar um concurso público para atribuição de direitos de prospeção de lítio em nove áreas do país.

Para além dos dois contratos já anunciados em Montalegre e Boticas, serão abrangidas as áreas de Serra d’Arga, Barro/Alvão, Seixo/Vieira, Almendra, Barca Dalva/Canhão, Argemela, Guarda, Segura e Maçoeira.

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Viana do Castelo

PSD diz querer remover pórtico na A28 e que o projeto rejeitado era para todas as autoestradas

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Imagens: PSD

Eduardo Teixeira, deputado da Assembleia da República eleito pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo, já reagiu ao chumbo no parlamento para a abolição das portagens na Autoestrada 28 (A28), proposta pelo Bloco de Esquerda.

Em declarações a O MINHO, diz ser “falso” que o PSD esteja contra a abolição de portagens na zona de Viana, e que a abstenção perante a resolução bloquista deve-se à extemporaneidade da proposta.

Teixeira adianta que a recomendação do BE não incidia só na A28 mas sim em todas as autoestradas do país, e que não é essa a intenção do PSD.

“Eu não quero saber dos outros lados, eu quero saber do meu distrito e é óbvio que sou a favor que se arranque o pórtico de Neiva, e todos os líderes parlamentares estão de acordo nesta matéria”.

O deputado explica que já existe uma recomendação do PSD, que incide apenas na portagem de Viana, e que a mesma irá a discussão parlamentar a breve prazo, devendo ser aprovada.

Na votação efetuada, nunca esteve em causa votar a favor ou contra o pórtico da A28, mas sim de todas as portagens de todas as autoestradas do país.

Eduardo Teixeira recorda que, na quinta-feira, foi ele quem liderou as reivindicações pela eliminação do pórtico, durante o debate na Assembleia da República.

Em comunicado, o deputado refere que “deveria haver um largo consenso sobre a eliminação deste pórtico que constitui um entrave aos movimentos pendulares intra e extra concelho, à competitividade das empresas, à cooperação transfronteiriça e penaliza quem produz e trabalha na maior zona industrial da região”.

Recorda que “foi o governo do PSD que arrancou os sete pórticos que o PS deixou prontos no distrito de Viana do Castelo”. “Queriam portajar as ligações entre Viana do Castelo – Arcos-de-Valdevez – Ponte de Lima e entre Viana do Castelo – Caminha – Cerveira”, denuncia.

Eduardo Teixeira frisou que “cabe agora ao governo do PS, passados dez anos do pórtico de Neiva, fazer algo por esta região, corrigindo o erro e injustiça que teve, de forma a dar um sinal claro e um contributo claro à mobilidade, promovendo a coesão social e territorial da região”.

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