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Autoridades desvalorizam novo vírus ligado a suínos com origem na China

Comissão Europeia

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Foto: DR

A Comissão Europeia garantiu hoje que um novo vírus ligado a suínos e identificado num estudo “não representa” qualquer perigo para a saúde, e disse que a União Europeia (UE) “não importa produtos suínos da China”.


“Estamos cientes da importância de sistemas de vigilância epidemiológica, mas é importante realçar que o vírus identificado neste estudo não representa, de momento, um perigo para a saúde humana e a UE não importa produtos suínos da China”, disse à Lusa fonte comunitária, a propósito de informações sobre a possibilidade de uma nova pandemia a partir de uma estirpe do vírus da gripe suína descoberta na China.

A própria China também já minimizou hoje o perigo de uma nova pandemia a partir dessa estirpe, descoberta no país por investigadores que a relataram num estudo publicado na segunda-feira na revista científica norte-americana PNAS.

Os vírus, detetados por cientistas de universidades chinesas e do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças da China, foram designados G4, descendem geneticamente da estirpe H1N1, e possuem “todas as características essenciais, mostrando alta adaptabilidade para contaminar seres humanos”, tendo por isso potencial para provocar uma nova pandemia como a que o mundo enfrenta hoje, que também começou na China.

No entanto um porta-voz da diplomacia chinesa, Zhao Lijian, afirmou que “os especialistas concluíram que o tamanho da amostra citada no relatório é pequeno e não representativo”, garantindo que o país continuará a “monitorizar a doença, dará o alerta se for necessário e tratá-la-á a tempo”.

A fonte comunitária disse à Lusa que a Comissão está a monitorizar ameaças zoonóticas potenciais dentro da UE e no mundo mas acrescenta que o estudo em causa não apresenta, até ao momento, evidência de transmissão humano-humano, embora demonstre conhecer-se este vírus pelo menos desde 2013.

“De qualquer forma, caso ameaças sérias se tornem evidentes, a Comissão trabalhará para minimizar os riscos e proteger a saúde de todos. É clara a importância de uma boa preparação e de continuar a melhorar a resiliência dos nossos sistemas e sociedades porque sabemos que a covid-19 não será a última ameaça de saúde com a qual teremos de lidar”, disse a fonte da Comissão.

A fonte salientou ainda que a saúde das pessoas e a saúde do planeta estão interligadas e que a degradação do ambiente conduz a doenças que afetam os humanos.

De acordo com o estudo em causa entre 2011 e 2018 os cientistas recolheram 30.000 amostras em porcos mantidos em matadouros nas 10 províncias chinesas e num hospital veterinário e conseguiram isolar 179 vírus da gripe suína, concluindo que 10,4 por cento das pessoas que estiveram em contacto com os animais foram infetadas.

Contudo, ainda não têm provas de que, para já, os vírus G4 tenham capacidade de se transmitirem de humano para humano.

O novo coronavírus que provoca a doença covid-19, relatado pela primeira vez no final do ano passado na cidade chinesa de Wuhan (centro), já infetou mais de 10 milhões de pessoas em todo o mundo.

Segundo a maioria dos cientistas, o vírus provavelmente foi transmitido aos seres humanos a partir de um animal.

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Pandemia vai durar muito tempo e afetará o mundo durante décadas, diz OMS

Covid-19

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Foto: Twitter

O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) antecipou hoje que a pandemia de covid-19 irá durar muito tempo e, por isso, é necessário continuar os esforços para a sua contenção em todo o mundo.

Segundo dados oficiais da OMS, a pandemia já provocou 675.060 mortos e infetou quase 17,4 milhões de pessoas em todo o mundo.

O grupo de cientistas, que se reuniu por videoconferência na sexta-feira, avaliou a evolução da pandemia de covid-19, tendo em conta toda a informação científica que surgiu sobre o novo coronavírus nos últimos três meses, data da última reunião.

O Comité de Emergência da OMS é composto por 18 cientistas de vários países.

“A pandemia é uma crise sanitária que ocorre uma vez em cada século e os seus efeitos serão sentidos nas décadas seguintes”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao Comité, segundo um comunicado da organização.

O responsável fez também um balanço do que tem acontecido, salientando que “muitos países que pensavam que o pior já tinha passado estão agora a enfrentar novos surtos, outros que tinham sido menos afetados estão a ver os casos e os mortos a aumentar, enquanto países que tiveram grandes surtos conseguiram controlá-los”.

Entre as principais recomendações que o Comité de Emergência dirigiu à OMS está a necessidade de continuar a apoiar os países serviços médicos mais fragéis, bem como a necessidade de continuar a impulsionar as investigações em curso para se encontrar um ou mais tratamentos e vacinas para a covid-19.

O objetivo é que, quando existir uma vacina, os países com menos recursos não fiquem de fora por incapacidade de as comprar.

Ou seja, defendeu o Comité, a distribuição de vacinas deve ser o mais equitativa possível.

Atualmente três potenciais vacinas (dos Estados Unidos da América, Inglaterra e China) estão na fase três dos ensaios clínicos, para testar a sua segurança e eficácia.

A OMS referiu a este propósito que poderá ser possível que uma vacina esteja pronta para comercialização “na primeira metade de 2021”.

Relativamente às viagens, o Comité indicou que os países devem tomar medidas proporcionais e aconselhar os cidadãos em função dos riscos, avaliando as suas informações de forma regular.

Por outro lado, recomendou que os serviços de saúde sejam reforçados para permitir a identificação de novos casos e o rastreio de contactos.

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FC Amares reúne-se em assembleia geral

Pro-Nacional

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Foto: DR

Os órgãos do FC Amares reunem-se esta sexta-feira em Assembleia Geral aberta aos sócios, a partir das 20:45, no Estádio Municipal.

Entre vários pontos, Olivier Silva, presidente do clube, irá debater junto com os sócios o futuro do emblema na era pós-pandemia. Será ainda apresentado o relatório e contas que necessita de aprovação dos associados.

O clube seguia em terceiro na série A da divisão de honra da AF Braga, classificação que assegura a subida à Pró-Nacional, divisão máxima no distrito, para a próxima época.

A acompanhar os amarenses sobem Pousa, Vila Chã, Ponte, Sandinenses, Ninense e Martim, face a novas regras implementadas pela AF Braga sobre a oscilação das equipas nas diferentes divisões.

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Requalificado caminho municipal em Quinchães, Fafe

Obras públicas

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Foto: Divulgação / CM Fafe

A Câmara de Fafe anunciou hoje ter iniciado uma intervenção no caminho municipal 1691-3, na localidade de Quinchães, para reforçar o pavimento e a sinalização, garantindo maior segurança.

Segundo a autarquia, a obra vai custar 80 mil euros e incide nas ruas do Pinheiro e da Portela, no âmbito do plano de investimentos na rede viária no concelho projetada para 2020.

O presidente Raul Cunha, citado no comunicado, refere que “o investimento tem como objetivo apostar na qualidade das infraestruturas, na promoção da segurança rodoviária e no bem-estar das pessoas”.

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