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Alto Minho

Autor de massacre em Viana é suspeito de duplo homicídio cometido em saída precária

Crime

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Foto: DR / Arquivo

Um recluso da cadeia de Coimbra aproveitou uma saída precária para matar dois homens “seus conhecidos do ambiente prisional” e ocultar os corpos, conclui a Polícia Judiciária, num inquérito criminal já remetido ao Ministério Público do Porto.


O suspeito será quem protagonizou em 1995 o massacre de Vila Fria, Viana do Castelo, matando à facada um tio, uma tia e um sobrinho.

Em comunicado de hoje, a Diretoria do Norte da Polícia Judiciária (PJ/Norte) informa que o processo de inquérito se iniciou com a comunicação do desaparecimento, na noite de 01 de julho de 2018, de um homem 38 anos, residente em Gondomar, “com histórico criminal e condenações por crimes contra a vida e tráfico de estupefacientes”.

Ministério Público convencido de que triplo homicida de Viana liderava narcotráfico na prisão

O comunicado omite nomes, mas notícias dessa altura davam nota do desaparecimento de um membro do chamado “Gangue de Valbom”, grupo de Gondomar que em 2006 e 2007 assaltou dezenas de ourivesarias e farmácias. O desaparecimento ocorreu após uma deslocação a Viana do Castelo “onde tinha encontro marcado com um condenado por homicídio que conhecera na cadeia de Coimbra”.

A investigação, “de muito elevada complexidade”, permitiu esclarecer que, para além daquele cidadão, dois dias depois desapareceu um segundo indivíduo, de 42 anos, também com residência em Gondomar “e com condenações a elevadas penas de prisão pela prática de crimes contra a vida”.

Para a PJ/Norte, “as múltiplas e persistentes diligências levadas a cabo durante dois anos permitiram concluir que ambos os desaparecidos foram mortos pela mesma pessoa, com a ocultação dos respetivos cadáveres”, que não foram localizados.

“Foi também possível estabelecer um nexo causal entre os dois homicídios, havendo a convicção segura de que a segunda vítima foi morta por conhecer as circunstâncias do desaparecimento e morte da primeira”, sublinha a polícia.

No comunicado, a PJ/Norte detalha que os crimes se consumaram quando o arguido estava a cumprir pena de prisão no Estabelecimento Prisional de Coimbra.

“Aproveitou uma saída precária de cinco dias para cometer os homicídios dos dois indivíduos, seus conhecidos do ambiente prisional”, relata.

Enquanto decorria o inquérito agora concluído, o arguido foi mais uma vez condenado, desta feita a 11 anos de prisão, pela prática de um crime de tráfico de estupefacientes, consumado no meio prisional, anota a PJ/Norte.

São “factos com ligações aos dois homicídios agora desvendados por esta investigação”, acrescenta.

Em 18 de novembro de 2019, um recluso foi condenado a 11 anos de prisão por liderar uma rede de tráfico de droga para a cadeia de Coimbra.

A decisão de primeira instância foi subscrita “sem reservas”, em 25 março deste ano, pelo Tribunal da Relação do Porto.

Este homem protagonizou em 1995 o massacre de Vila Fria, Viana do Castelo, matando à facada um tio, uma tia e um sobrinho. Já em abril de 2002 consumou três crimes de rapto simples e um de extorsão agravada, em Portuzelo, no mesmo concelho do Alto Minho.

É também o homem que no dia de Natal de 2001 se evadiu, junto ao hospital de Vila Franca de Xira, no distrito de Lisboa, de uma carrinha celular do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, onde cumpria uma pena de 20 anos de cadeia.

Em 2017, já na cadeia de Coimbra, passou a beneficiar de saídas precárias.

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Alto Minho

Embriagado detido em Monção após ameaçar de morte o pai por não lhe dar dinheiro

Violência doméstica

em

Foto: DR (Arquivo)

Um homem de 43 anos foi detido pela GNR, em Monção, na quinta-feira, ao ser apanhado em flagrante a ameaçar de morte o próprio pai, de 67.

O suspeito, que estava embriagado e com comportamento agressivo, proferia ameaças de morte ao progenitor em frente aos militares do posto territorial de Monção, acabando detido.

Em comunicado, a guarda informa que o comportamento do homem já tinha levado a duas intervenções por parte dos militares, nos últimos dois dias antes da detenção.

Diz a guarda que em todas as situações, o homem encontrava-se alcoolizado e com comportamento agressivo perante os pais, procurando “coagir as vítimas a cederem dinheiro para seu proveito pessoal”.

O detido foi constituído arguido e está a ser presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal Judicial de Monção.

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Alto Minho

Batia na mulher até a mandar para o hospital. Foi detido em Valença e libertado pelo juiz

Violência doméstica

em

Foto: O MINHO (Arquivo)

Um homem de 65 anos foi detido na quinta-feira, em Valença, pelo crime de violência doméstica, anunciou hoje a GNR.

Em comunicado, o comando territorial dá conta da operação levada a cabo por militares do Núcleo de Investigação e de Apoio a Vítimas Específicas que culminou com a detenção do suspeito, após investigação.

Segundo a guarda, o homem, com problemas de alcoolismo, “exercia violência psicológica e física sobre a vítima, de 63 anos, nos últimos 20 anos de casamento”.

Em alguns dos casos, as agressões foram tão intensas que a mulher teve necessidade de tratamento hospitalar.

Ao longo dos últimos 20 anos o agressor chegou a estar sujeito a medidas de afastamento da vítima, mas nunca as cumpriu, acabando por ser absolvido em julgamento em dois processos nos anos de 2017 e 2019.

No decorrer das diligências policiais, os militares da guarda deram cumprimento a um mandado de detenção.

O detido foi constituído arguido e, após ter sido presente a primeiro interrogatório judicial, no Tribunal Judicial de Valença, ficou sujeito às medidas de coação de proibição de contactos e afastamento da vítima.

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Alto Minho

Avante com 100 mil pessoas é “vergonha internacional”, diz diretor do Paredes de Coura

Festivais de verão

em

Foto: TVI 24

João Carvalho, diretor do Festival de Paredes de Coura, veio a público mostrar a indignação por assumir que a Festa do Avante! terá 100 mil pessoas, algo que considera ser “uma vergonha nacional e internacional”.

Em declarações ao semanário Expresso (acesso pago), João Carvalho diz ter “muito respeito pelo PCP” mas avisa: “Se a Festa do Avante! acontecer da mesma forma que nos anos anteriores é uma absoluta injustiça e deixa-me com uma indignação enorme”.

O promotor lembra que em maio “o Governo proibiu o sector de trabalhar”, medida que fez com que o festival que organiza fosse cancelado neste ano de 2020, assim como outros festivais de verão.

Recorde-se que a organização comunista da Festa do “Avante!” garantiu o escrupuloso cumprimento das regras de distanciamento e higiene sanitários impostos pelas autoridades, devido à pandemia de covid-19, num recinto cuja lotação oficial é de 100 mil pessoas.

O principal responsável pelo evento, Alexandre Araújo, membro do Secretariado do Comité Central do PCP, evitou adiantar “números” de bilhetes já vendidos, qualquer previsão de visitantes ou mesmo esclarecer se vai haver um limite à entrada de pessoas, numa conferência de imprensa nos terrenos da 44.ª edição do certame político-cultural comunista.

“A Direção-Geral da Saúde (DGS) conhece a lotação habitual da festa. Nós temos tido uma lotação estabelecida, do ponto de vista das licenças emitidas, que se aproxima dos 100 mil. Digamos que… Bem, não digamos mais nada”, limitou-se a dizer, após ser insistentemente questionado.

O dirigente do PCP confirmou que a venda de bebidas alcoólicas, por exemplo, vai respeitar “legislação e regras em vigor”, pois “neste momento é proibida a sua venda depois das 20:00, à exceção de estabelecimentos de restauração”.

A EP (Entrada Permanente, um bilhete para os três dias) da Festa do “Avante!” 2020, com o custo de 26 euros até 03 de setembro, está à venda desde o Natal, de forma descentralizada, junto das diversas organizações do partido, um pouco por todo o país. Em qualquer dos dias de espetáculos, o bilhete aumenta para 38 euros, embora as crianças até 14 anos não paguem, desde que acompanhadas por adulto.

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