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Alto Minho

Autoescada dos bombeiros de Valença parada “há mais de oito anos” por falta de dinheiro para manutenção

“Há mais de oito anos”

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Foto: Facebook de BV Valença

A autoescada dos bombeiros de Valença, que comemoram o centenário da sua fundação, está “inoperacional há mais de oito anos por falta de verba para a manutenção”, disse hoje o presidente da direção da associação humanitária.

Em declarações à agência Lusa, a propósito das comemorações do centenário que decorrem no fim de semana, Fernando Oliveira adiantou que “a situação já foi reportada à Autoridade Nacional da Proteção Civil”, e sublinhou tratar-se de um equipamento que “pode ser extremamente útil para o distrito de Viana do Castelo”.

“É a única autoescada com estas características no distrito de Viana do Castelo. Em julho foi solicitada para combater o incêndio que destruiu uma fábrica na zona industrial de Padreiro, em Arcos de Valdevez, mas não foi enviada por não reunir condições de segurança”, explicou o presidente da direção da associação humanitária de bombeiros de Valença.

Fernando Oliveira garantiu que a corporação da segunda cidade do Alto Minho “não dispõe dos 30 mil euros necessários para a reparação do equipamento”.

A autoescada “foi oferecida pela Junta da Galiza, em 1994, tendo ficado na posse de uma associação de municípios raianos que, em maio deste ano, transferiu a propriedade do equipamento para a associação humanitária, que não tem dinheiro para a mandar reparar”.

“A corporação depende dos serviços que presta a instituições do Estado, como o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e o Instituto de Emergência Médica (INEM), que pagam o mais rápido possível. Não é fácil de gerir a corporação, mas lá vamos aguentando o barco”, admitiu.

Além daquele equipamento, Fernando Oliveira, apontou ainda como “necessidade mais urgente” os equipamentos de proteção individual.

“Os fatos de combate a incêndios urbanos são muito caros e a corporação não tem capacidade financeira para os adquirir. Os fatos que temos são bastante antigos”, lamentou.

A necessidade de “obras de fundo” no quartel, inaugurado em 1988, é outra das necessidades da corporação.

“Nestes 31 anos temos feito algumas intervenções, mas o edifício necessitava de obras de fundo. O quartel não é muito funcional. Faltam dormitórios porque temos um corpo misto de bombeiros e mais estacionamento para as viaturas”, frisou.

Segundo Fernando Oliveira, o corpo de bombeiros é composto por 42 operacionais, sendo 22 são funcionários da associação humanitária.

“Há muita dificuldade no voluntariado. O corpo de bombeiros tem capacidade para 89 operacionais e nós temos menos de metade, mas esse é um problema transversal a quase todas as corporações”, referiu.

No sábado, integrado nas comemorações dos 100 anos, a corporação vai promover um Dia à Comunidade. Este ano, além da habitual exposição estática de meios e do espaço saúde (com medição da tensão arterial e glicemia), animação musical e um simulacro histórico na fortaleza.

No domingo, a partir das 15:00, decorrerá a sessão solene comemorativa da data, com a presença prevista do ministro da Administração Interna.

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Ponte de Lima

Morreu Cinda Borges, histórica figura do Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima

Óbito

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Foto: DR

Morreu aos 75 anos Maria Gracinda Pelote, mais conhecida como Cinda Borges, uma das figuras mais emblemáticas da gastronomia de Ponte de Lima, anunciou a família. Vítima de doença prolongada, Cinda terá morrido durante esta madrugada, com o anúncio a ser feita durante esta manhã.

Com três restaurantes fundados, entre os quais a Casa Borges, hoje em dia a cargo dos filhos, Cinda Borges, natural da freguesia de Correlhã, era uma figura emblemática na confeção do Sarrabulho à Moda de Ponte de Lima, sendo alvo de entrevistas de vários órgãos de comunicação nacionais ao longo da sua vida.

O funeral da conhecida cozinheira realiza-se na igreja românica da Correlhã, esta quarta-feira, a partir das 17:00 horas, indo a sepultar no cemitério local.

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Ponte de Lima

Joana Amaral Dias (ex-BE) em conferência de Abel Baptista (ex-CDS) em Ponte de Lima

Movimentos independentes na política

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Foto: DR / Arquivo

A ex-deputada do Bloco de Esquerda, psicóloga Joana Amaral Dias, é uma das figuras públicas que irá marcar presença na conferência “A importância das candidaturas independentes na sociedade”, organizada pelo movimento independente “Abel Baptista – Ponte de Lima Minha Terra”, anunciou a organização do evento.

Para além da psicóloga que faz furor no Instagram, também o histórico militante e ex-líder do CDS, José Ribeiro e Castro, marcará presença no evento que decorre no próximo sábado, 26 de outubro, no auditório municipal de Ponte de Lima, a partir das 17:00.

Para além destes dois convidados, é ainda esperada a presença de Leonor Lêdo da Fonseca, ex-vereadora da Câmara de Espinho, que apresentou candidatura independente nas últimas autárquicas naquele município.

Recorde-se que Abel Baptista já se mostrou disponível para encabeçar uma candidatura independente à Câmara de Ponte de Lima nas eleições autárquicas de 2021.

“O objetivo desta conferência é ser um momento de reflexão e discussão acerca da crescente importância destes movimentos de pessoas no panorama autárquico nacional, e como o movimento PLMT em Ponte de Lima pode ser uma alternativa ao atual panorama político local”, referiu o antigo vereador e deputado à Assembleia da República pelo CDS.

Abel Baptista, licenciado em Direito, foi jurista e funcionário autárquico, tendo desempenhado funções de deputado à AR durante quatro legislaturas.

Foi ainda vereador em Monção e em Ponte de Lima, para além de diretor do Departamento da Câmara de Lamego, diretor do Centro Distrital de Solidariedade de Viana do Castelo; chefe de Divisão da Câmara da Nazaré; presidente da Assembleia Municipal de Ponte de Lima; secretário da Mesa da Assembleia da República e presidente da Comissão de Educação Ciência e Cultura

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Alto Minho

Confrontos à porta de escola em Valença

EB 2/3 de Valença

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Imagem via CMTV

Mais de 100 pessoas, entre professores, pais e auxiliares, participaram esta segunda-feira num cordão humano por uma escola mais segura, na sede do Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho, em Valença.

A iniciativa começou a formar-se cerca das 10:00, organizada pela comunidade educativa, e circundou todo o espaço exterior da escola EB 2,3/S daquela cidade.

No recreio do estabelecimento de ensino, junto às grades, dezenas de alunos assistiam ao protesto, alguns exibindo cartazes onde se lia: “Não há violência na escola” e “Queremos uma convivência sã na escola”.

No espaço fronteiro à escola, no interior do cordão humano que a comunidade educativa formou contra a violência, concentraram-se cerca de duas dezenas de pessoas de etnia cigana que gritaram “Não ao Racismo”.

Os protestos, ambos pacíficos, que decorreram durante cerca de meia hora acompanhados de perto por militares da GNR, surgem na sequência da alegada agressão, na semana passada, dos encarregados de educação de uma aluna a dois professores e dois auxiliares de ação educativa, caso que está a ser investigado pela GNR.

No cordão humano, Catarina Domingues, uma das professoras alegadamente agredidas, explicou que apenas quis defender uma das auxiliares envolvidas no caso.

A docente de educação especial e educação visual garantiu que a funcionária foi “injustamente” agredida pela mãe da aluna de 14 anos.

“Quando tentei defender a funcionária fui apanhada pela mãe da criança. Mais tarde, chegou outro colega que também foi agredido”, explicou.

A professora referiu a existência de “alguns casos” de violência envolvendo encarregados de educação e “invasões” do estabelecimento de ensino, que passou a estar “protegido por portões automáticos”.

“Temos situações pontuais, mas desta gravidade não. Tantas agressões de uma vez só, e com tanta agressividade, nunca aconteceu”, destacou.

Uma das duas funcionárias alegadamente agredida, Célia Rodrigues, garantiu “não se tratar de questão de racismo, mas de respeito”, explicando que a aluna “queria passar a frente de todos” numa fila de alunos e que a impediu de o fazer.

“Fui insultada com todos os nomes possíveis e imaginários. Um professor que veio tentar apaziguar a situação também foi insultado”, afirmou.

Já o pai da aluna, Bruno Rossio, culpou a direção do estabelecimento de ensino que disse “ter-lhe virado as costas por ser cigano”.

“Não é a primeira vez que a minha filha é ameaçada. Falei com a direção da escola para ver se tomavam medidas drásticas e não tomaram. Porquê? Porque não sei ler nem escrever e porque sou cigano. É uma vergonha”, disse.

O encarregado de educação acusou uma funcionária de ter “apanhado a filha, deitando-lhe a mão ao pescoço e arranhando-a toda no pescoço”, e um professor que “apanhou a filha e ameaçou-a”.

“Apresentei queixa, só que antes da queixa a minha mulher bateu, não nego. A minha mulher bateu porque já que não vemos a direção a tomar medidas drásticas, o pai e a mãe da criança tomam medidas”, reforçou.

O cordão humano promovido pela comunidade educativa contou com o apoio do Sindicato dos Professores do Norte (SPN) e do Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE), que exigiram “medidas urgentes para travar este tipo de casos, cada vez mais frequentes nas escolas”.

Uma das auxiliares alegadamente agredidas declarou que a aluna terá sido “extremamente mal criada” e “nunca quis cumprir regras”, o que terá levado a um “raspanete” por parte da auxiliar. Conta ainda que a jovem terá pedido desculpas mas, na sequência desse “raspanete”, o pai da aluna deslocou-se à escola e terá agredido a auxiliar, uma colega e ainda um professor.

Na ocasião, fonte do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo disse à Lusa que as quatro vítimas apresentaram queixa no posto local.

O caso “não ocorreu em flagrante delito, estando em curso diligências para apurar o que terá acontecido”, disse a fonte da GNR, acrescentando que na origem deste caso, cerca das 15:30, fora do estabelecimento de ensino, estará uma outra agressão, “alegadamente praticada por um auxiliar de ação educativa à aluna”.

De acordo com a fonte policial, “o pai terá esperado que os dois professores e os dois auxiliares saíssem da escola para tirar satisfações, agredindo as quatro pessoas”.

Duas das quatro vítimas, um professor e um auxiliar, receberam assistência médica no centro de Saúde de Valença, segunda cidade do distrito de Viana do Castelo.

Os agentes da Escola Segura tomaram conta da ocorrência, tendo encaminhado o processo para a GNR.

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