Autarcas do Alto Minho de novo em sobressalto com os médicos

Foto: CIM Alto Minho

A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) veio hoje a público citar uma circular interna da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) que aponta para o encerramento na noite de Natal do Serviço de Urgência Básica (SUB) do Centro de Saúde de Monção, deixando o apelo aos profissionais de saúde para que não deixem ninguém por atender nesta época festiva.

De acordo com a mesma fonte, “o atendimento ao público do SUB do Centro de Saúde de Monção encerrará às 19 horas do dia 24 e só reabrirá às 8 horas de 25 de dezembro”.

A CIM diz saber que “existe ainda a possibilidade de esta situação vir a acontecer na passagem de ano no serviço de Urgência Básica (SUB) de Ponte de Lima” e que essa situação “é inadmissível para os autarcas”.

“Para a CIM Alto Minho esta situação é inaceitável e os autarcas lamentam a forma como este assunto está a ser tratado, quer pela falta de diálogo das entidades envolvidas, quer pela época festiva e de maior risco de pressão e procura deste tipo de serviços que atravessamos”, refere a CIM em comunicado.

Presidente da CIM pede organização

Citado na nota, o presidente da CIM Alto Minho, Manoel Batista sustenta ser “fundamental que os serviços se organizem no sentido de dar resposta às necessidades das populações em termos de urgência básica, com particular preocupação para as populações que vivem e trabalham em contextos territoriais mais afastados do Serviço de Urgência Médico-Cirúrgico (Viana do Castelo)”.

São também apontados “diversos constrangimentos decorrentes do não cumprimento das escalas pré-definidas para as equipas médicas, o que ainda coloca mais em risco a pressão nos serviços de ordem superior, como será o caso dos serviços localizados no hospital de Viana do Castelo”.

O presidente do Conselho Intermunicipal da CIM Alto Minho sensibiliza os médicos e equipas de urgência para que “possam organizar os horários de serviço com esta quadra natalícia no sentido de conseguirem manter estes serviços essenciais às populações do Alto Minho”.

“Falta de diálogo entre médicos e autarcas é inaceitável”

“A CIM Alto Minho entende, naturalmente, os constrangimentos associados aos profissionais de saúde, mas considera este encerramento e esta falta de diálogo com os autarcas inaceitável, dado que está em causa a defesa do direito constitucionalmente consagrado, o direito à proteção da saúde”, prossegue a CIM.

“A população do Alto Minho tem o direito de se sentir segura e protegida, em particular aqueles que residem e trabalham nos municípios mais próximos da área de influência dos SUB que estão em risco de fechar temporariamente”, é ainda considerado.

A CIM Alto Minho apela ainda “para que os residentes e visitantes do Alto Minho reduzam os comportamentos de risco, em particular ao nível rodoviário” e que “todos tenham em consideração a campanha de segurança rodoviária de Natal e de Ano Novo”.

 
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